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Posts Tagged ‘História’

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A palavra natal vem de nato, nascido; por isso natalidade indica número de nascimentos. Quando em Roma se celebrava o sol de inverno como fonte de vida e a natureza parecia morta os Cristãos aproveitaram a festa para celebrar o Nascimento de Jesus, a quem consideravam a verdadeira Vida e fonte de Luz. Se o Natal lembra esperança e amor é porque associamos estas ideias ao ver um recém-nascido como o Menino Jesus. Votos de um FELIZ NATAL  a todos os leitores de Mente Livre.

Foto: Pormenor do presépio do  Agrupamento 973 do CNE no exterior do centro de culto de São Mateus na Ribeirinha.
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Como nasceram os Estados e as Nações nas diferentes partes do Mundo? Porque uns, apesar de condições naturais semelhantes, são hoje casos de sucesso de desenvolvimento socioeconómico humano e outros colapsaram e deixam grande parte do seu Povo na miséria? É esta abordagem global que Fukuyama faz e interpreta a partir de países exemplos de vários continentes neste livro que vai dos primórdios da humanidade até à revolução francesa e industrial.Fukuyama1

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A partir do início do século XIX as ideias políticas das funções do Estado mudaram substancialmente, a responsabilização dos governantes começou a prevalecer sobre o absolutismo, o sistema liberal e o comunismo confrontaram-se, houve um novo modelo de colonização europeia e uma descolonização que novamente resultaram em casos de sucesso em todos os continente e muitos falhanços, até na Europa, coexistem Estados ricos, pobres, fracos, fortes, totalitários e democráticos e pelo planeta houve países que regrediram e outros progrediram apesar de características naturais semelhantes. Porquê este declínio e o fosso entre tantas nações? É a continuação da análise de Fukuyama da evolução dos Estados nos últimos 200 anos, entrando mesmo no século XXI.

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Tendo em conta a mui antiga tradição das freguesias de Portugal resultarem das divisões administrativas religiosas de paróquia, a Ribeirinha, a que corresponde a Paróquia de São Mateus, escolheu o dia deste santo evangelista: 21 de setembro, para celebrar o seu dia de freguesia.

Apesar de já ter tido muito mais de 1000 habitantes no século XX, divididos pelas suas localidades: Ribeirinha e Espalhafatos, na sequência da emigração, hoje tem apenas cerca de 400 residentes envolvidos pelas suas duas lombas ou serras verdes, entre as quais se instalou a pequena ribeira: Ribeirinha, de regime torrencial que só possui caudal após chuvas mais ou menos intensas, mas nesta uma nascente permitia abastecer permanentemente a população de  água, mesmo em pleno verão e em torno desta nasceu esta freguesia que subsiste com uma identidade própria e uma vida cultural e desportiva digna de registo face à sua pequena dimensão.

O farol foi a sua referência para além dos limites da ilha do Faial, destruído pelo sismo de 1998, hoje é o símbolo heráldico central do seu brasão de freguesia.

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Aqui resido desde criança, esta é a minha terra de adoção e de paixão e a origem de quem me trouxe a este mundo.

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Imagem Wikipedia

4 Julho, dia da cidade da Horta, pela sua elevação de vila a cidade neste dia em 1833. A Horta já não tem a importância internacional que teve como plataforma logística de apoio aos navios de transporte marítimo internacional de mercadorias durante quatro séculos. Hoje, o seu porto limita-se a ser um espaço de acolhimento de cruzeiros turísticos e de iates que atravessam o Atlântico Norte, porque, se a tecnologia passou a dispensar esta base, esta cidade mar, altar debruçado sobre o oceano defronte da montanha do Pico, preservou a sua beleza e maravilha ainda todos os que por aqui passam.

Na realidade, como muitas cidades que foram encruzilhadas do comércio internacional, ficam sujeitas a qualquer mudança das redes de circulação mundiais e podem, repentinamente, perder o seu papel fulcral como um dos nós dessa malha global, a Horta foi vítima desta fragilidade.

Nos primórdios da aviação, quando os hidroaviões  ainda tinham um papel importante, o porto da Horta ainda subsistiu como “hidroaeroporto”, mas com a vitória das viagens apenas com estruturas em terra e o aumento da autonomia das aeronaves, esta cidade ficou fora da estratégia económica das rotas comerciais e hoje é a sua beleza que atrai visitantes de todo o mundo, não perdendo nunca o seu cosmopolitsmo, mas recuando no seu potencial de infraestrutura económica.

Infelizmente, à semelhança de outras terras muito expostas aos caprichos externos, a Horta ainda não soube criar alternativas para dinamizar a sua economia. No último século viu definhar quase todas as suas maiores atividades económicas e unidades fabris, estas últimas fecharam, sobretudo, nos mais recentes 30 anos: Sifal, sumos Primavera, baleação, fábrica de conservas de peixe, fábrica de laticínios Martins & Rebelo e subsiste a laboral a tempo parcial a CALF e das novas a única de dimensão familiar, mas com potencial exportador e de crescimento, é a do célebre queijo “Morro”.

O Turismo tem sido aposta local, mas atentados fraticidas têm criado dificuldades, o aeroporto virou a internacional mas não tem ligações ao estrangeiro, a TAP foi-se, a SATA usa e abusa de cancelamentos para a Horta e os reencaminhamentos são pouco divulgados ou atrofiados por falta de lugares disponíveis, além de esforços de divisão do Triângulo para não potenciar o desenvolvimento do turismo desta zona dos Açores.

Muitos Faialenses deixam-se deslumbrar com elogios de políticos locais sobre a integração desta terra na associação da cidades com as baías mais belas do mundo, mas que pouco eco faz no exterior ou como se isto não fosse resultado das condições naturais, pois tal beleza não resultou do trabalho humano mas sim da própria natureza, e outros deixam-se levar por festas institucionais que não resolvem os problemas básicos da Horta e assim a economia vai progressivamente definhando perante a indiferença de muitos.

Apesar de tudo isto, a Horta é a cidade onde escolhi trabalhar, o concelho onde vivo e a terra que dedico, a contra ventos e marés, tempo a defender e pela qual me apaixonei e continuo a amar: Parabéns cidade da Horta.

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Imagem da Wikipédia – Serapi em Pozzuoli

Hoje é o dia de visita a Pozzuoli, uma antiga cidade à beira-mar anterior ao Império Romano a oeste de Nápoles, com muitos edifícios da antiguidade, mas que se situa dentro de uma caldeira vulcânica costeira e parcialmente submarina de um grande vulcão: Campi Flegrei ou Campos Flegreanos.

Tal como acontece em muitos edifícios de vulcões ativos, estes tem a particularidade de ao longo do tempo se deformarem, havendo zonas que ora sobem ou descem, cone vulcânico como que “incha” ou “encolhe”, inflação ou deflação, em função de movimentos do magma sobem ou descem dentro do edifício. Ora como esta caldeira se situa na costa parte dos edifícios costeiros e o porto ficam expostos a serem ora galgados ora a assistirem ao recuo das águas, transgressão e regressão, assim com o decurso dos anos, as ruínas romanas da foto que foram construídas em terra, já estiveram parcialmente submersas e agora estão emersas e bem acima da água, mas com sinais de erosão marinha, tal como já ocorreram portos que ficaram acima ou submersos pelo mar.

Em torno desta cidade existem ilhas resultantes de cones vulcânicos dentro da caldeira mas dentro do mar, bem como zonas dispersas com fumarolas, a mais conhecida é Solfatara, algo do género do que se observa nas Furnas em São Miguel e onde também se fazem cozidos enterrados no solo.

Pozzuoli é rica em piroclastos vulcânicos com grande percentagem de sílica, composição química que os romanos descobriram servir para produzir uma argamassa útil à construção civil: cimento (concreto no Brasil). Esta matéria-prima tem agora o nome de pozolana devido ao nome desta cidade, e muita da grandeza arquitetónica do Império Romano resulta desta descoberta, sendo o Panteão Romano o exemplo máximo da antiguidade do engenho do homem na construção de um grande monumento com cimento.

O mesmo observatório que acompanha a atividade do Vesúvio também monitoriza o vulcão de Campi Flegrei e sem dúvida esta é uma cidade muito exposta aos riscos vulcânicos e uma erupção deste pode igualmente afetar significativamente Nápoles, embora pelo impacte paisagístico do Vesúvio popularmente poucos de lembram que os Campos Flegreanos constituem um dos complexos vulcânicos mais perigosos da Terra.

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Confesso que já me perdi na denominação oficial deste feriado, mas para mim é isto tudo junto: o Dia de Portugal, o Dia de Camões, o Dia dos Portugueses, o Dia da Língua Portuguesa e o Dia da Cultura Portuguesa.

Portugal já teve melhorias dias: já foi o País mais importante do Mundo no século XV e XVI, fomos ricos, fomos fortes, fomos grandes e demos novos mundos ao velho mundo, tudo isto fruto de muito trabalho e bom planeamento.

Também já passámos por piores dias: já perdemos a soberania fruto de decisões desastradas, já estivemos falidos fruto de uma gestão pública incompetente, já tivemos em guerra, já tivemos em ditadura, já fomos esclavagistas e capazes de progroms.

Temos uma história de  mais de 8 séculos e criámos uma das línguas mais faladas do mundo.

Talvez estejamos em decadência… mas já tivemos engenho e arte para nos levantarmos no passado após grandes crises e até de servidão ao estrangeiro, espero que venhamos novamente a ser um Portugal com motivos de orgulho pelo seu presente e não apenas pelo seu passado.

Viva Portugal!

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Este fim de semana estão a decorrer as comemorações dos 40 anos da criação do Instituto Universitário dos Açores que depois se transformou na Universidade dos Açores.

Esta instituição é sem dúvida uma das mais importantes criações associadas à Autonomia dos Açores, responsável pela formação de muitos Açorianos e a vinda de muitos estudantes para o Arquipélago que aqui depois se estabeleceram e pelo aumento do conhecimento científico sobre a realidade da Região e das suas águas marítimas nos domínios da Natureza, Social, História Economia, Letras, Agricultura, entre outros.

Nascida com três pólos inicialmente pensados por muitos Faialenses como em condições de igualdade, na verdade desde cedo se assistiu ao atrofiamento do ensino no DOP localizado na Horta e até levou ao encerramento do Magistério Primário nesta cidade. Mesmo assim, esta Universidade, cada vez mais centralizada em Ponta Delgada, onde por vezes se sente fazer investigação concorrencial com a que se faz em departamentos situados noutras ilhas, continua a desempenhar um papel crucial para o desenvolvimento dos Açores.

Não me licenciei nesta Instituição, mas o meu mestrado em Vulcanologia e Riscos Geológicos já foi efetuado no seu Departamento de Geociências, que desenvolve um importante apoio à Proteção Civil na Região, e como Faialense de coração desenvolvi investigação para a minha tese sobre o Faial, dando corpo à minha ideia de a Universidade dos Açores ser um instrumento para o conhecimento de todo o Arquipélago e a minha ilha.

Apesar dos constrangimentos financeiros com que vive, da necessidade de se continuar a lutar pela manutenção da sua tripolaridade e para adequar a formação e investigação que faz de modo a melhor assegurar o desenvolvimento da Região e a permanência dos formados nestas ilhas, aqui fica o meu reconhecido obrigado à Universidade dos Açores, acompanhado dos meus Parabéns Universidade dos Açores.

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