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Posts Tagged ‘Tradições’

Presépio2017

A palavra natal vem de nato, nascido; por isso natalidade indica número de nascimentos. Quando em Roma se celebrava o sol de inverno como fonte de vida e a natureza parecia morta os Cristãos aproveitaram a festa para celebrar o Nascimento de Jesus, a quem consideravam a verdadeira Vida e fonte de Luz. Se o Natal lembra esperança e amor é porque associamos estas ideias ao ver um recém-nascido como o Menino Jesus. Votos de um FELIZ NATAL  a todos os leitores de Mente Livre.

Foto: Pormenor do presépio do  Agrupamento 973 do CNE no exterior do centro de culto de São Mateus na Ribeirinha.
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À primeira vista é bom que as irmandades do Espírito Santo do Faial, pelo seu papel histórico e cultural, recebam apoio municipal, mas os protocolos das 23 irmandades religiosas celebrados com a Câmara são fruto do ESMAGAMENTO financeiro e burocrático que o sistema político neste País e Região impôs ao controlar tudo o que mexe na sociedade. Quer seja uma empresa privada, um serviço público ou uma associação religiosa como esta, ou desportiva, cultural, etc., o polvo do poder político asfixia tudo, até se cair na tutela dos protocolos em nome da sobrevivência face às dificuldades que o regime impôs.

Ainda me lembro da festa de São João quando era livre e espontânea, milhares de Faialenses iam livremente divertir-se para o Largo Jaime Melo a projeção levou o dia a ser o feriado municipal, até que há poucas décadas tudo passou a ser oficializado e gerido pela Câmara Municipal, desde a simples fogueira, passando aos subsidiados grupos para manter as tradições, ao programa da romaria e a dança tradicional da chamarrita, até que com tanto controlo passou a uma celebração moribunda que sobrevive patrocinada oficialmente e deixou de ser a maior festa popular do concelho. Prova nefasta deste sistema de controlo.

Espero que a espontaneidade das festividades das irmandades do Espírito Santo não venha a prazo ter um destino semelhante e uma homogeneização fruto deste polvo que controla tudo é que é de iniciativa do Povo, até uma forma religiosidade popular que nem a Igreja Católica conseguiu domesticar a seu gosto nos seus tempos áureos de controlo social.

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Espero que seja um período feliz o ano de 2017 que o mundo, Portugal e o Faial melhorem as suas condições de vida e económicas para permitir a esperança no futuro. Desejo que o discurso de Trump não atrumpalhe o mundo, que a dívida soberana não afogue Portugal e a pista da Horta garanta vir ter condições para do Faial se voar mais longe, com maior frequência e segurança.

Feliz passagem de ano 2016/17 e depois 12 meses sempre a melhorar para todos.

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Sobre a iniciativa de um grupo de cidadãos açorianos para se regulamentar o apoio aos mordomos e às comissões de festas nas celebrações do Espírito Santo na Região, considero que existem aspetos cujo mero chumbo da esquerda parlamentar não resolveu e até preservou a possibilidade de tratamento sem critérios e em função dos interesses do PS pelo Governo dos Açores nos subsídios a estes festejos.

As tradicionais festas do Espírito Santo são sem dúvida a expressão popular de maior referência cultural Açoriana e impor a mesma burocracia a estas iniciativas seculares que a qualquer outro evento é um abuso do poder político sobre a espontaneidade destas festividades. Exigir licenças e mais licenças, taxas e taxinhas para Açoriano continuar a sua cultura tradicional é uma afronta e inibe pessoas que têm aversão ou dificuldades de instrução a se envolver e liderar estas tradições.

Só pelo acima disse considero que era justo que a organização destas festas tivessem um tratamento de simplificação burocrática à sua volta. Mas nenhum partido procurou salvaguardar esta situação, com maior responsabilidade para aqueles que simplesmente chumbaram a iniciativa dos cidadãos.

É falso e hipócrita dizer que “como cidadão teria subscrito” o decreto, mas “como governante não o apoia, como se expressou o Secretário Regional da Educação e Cultura (fonte: Incentivo).

Tal como é desonesto o que fizeram o PCP e o BE que sem apresentar alternativas assumiram respetivamente que “esta é das áreas onde o poder político não pode, nem deve ter interferência” e “o que se está a fazer é institucionalizar as festas do Espírito Santo, o contrário do seu espírito fundador” (fonte: Incentivo). Isto porque no presente momento já ocorrem festas organizadas por autoridades públicas com fundos públicos e sabe-se de festejos organizados por irmandades que dizem ter recebido subsídios, só que o único critério para esses apoios é a discricionariedade do político que decide e assim por atribuir dinheiro público e definir a quantidade em função da simpatia política e de acordo com o interesse pessoal e do partido.

Assim, o mero chumbo apenas ironicamente salvaguardou a laicidade agressiva do BE e da CDU, interessada em eliminar paulatinamente as tradições com algum carácter religioso dos Açores, mas salvaguardar o oportunismo do PS na atribuição de dinheiros públicos em festividades do Espírito Santo.

Paralelamente, os cidadãos que subscreveram a iniciativa (eu não faço parte) assistiram assim a mais um tabefe às iniciativas de cidadania que hipocritamente o poder político diz apoiar e desejar.

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Não sei quando começou a tradição dos ranchos da Natal no Faial, penso que estão de alguma forma associados às Janeiras  no Continente ou ao Cantar ao Reis que acontece noutros locais, mas não sei quais as raízes destes últimos costumes.

Contudo, lembro-me que há poucas décadas os Ranchos de Natal do Faial eram de iniciativa popular e sem serem com intenção de acolher subsídios públicos, nuns dominavam instrumentos como o pífaro/flauta e a percussão e outros eram pequenas tunas de instrumentos de corda.

Assim sobre a liderança de alguém várias pessoas juntavam-se e ensaiavam três ou quatro músicas, nem todas eram obrigatoriamente originais ou cantadas, mas por norma havia pelo menos uma canção relacionada com o nascimento do Menino Jesus e outra a saudar e/ou a despedir-se dos ouvintes, esta muitas vezes também a solicitar uma gratificação que poderia passar até por um licor, uns figos passados ou uns biscoitos.

Depois de uns ensaios lá iam os Ranchos pelas coletividades da freguesia e da ilha e a algumas casas conhecidas cantar nas noites da passagem de ano, primeiro dia do Ano Novo e na noite e dia de Reis. As pessoas então aglomeravam-se nestas instituições para os ouvir, muitas vezes formavam-se filas de ranchos para chegar a sua vez de cantar tal era a quantidade deste grupos. Os ouvintes muitas vezes muniam-se de moedas para a devida gratificação, enquanto a Direção os brindava no seu bar.

Recentemente algumas instituições organizam ranchos como que representações oficiais da mesma, muitas tendo em vista o subsídio municipal aprovado para preservação desta tradição e lá vão os Ranchos de Natal oficialmente atuar perante os Autarcas e acabou-se o papel a desempenhar. Este ano parece que a audição foi mesmo apenas nos Paços do Concelho.

Sei que esta estratégia de preservar a tradição dos Ranchos de Natal não é demasiado recente,  mas está a desembocar numa tradição adulterada do que era um património cultural desta ilha, nem sei como dar a volta a esta descaracterização.

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Presépio

Imagem Presépio da Wikipédia.de

A todos os leitores deste blogue, tanto amigos, como conhecidos ou mesmo desconhecidos, comentando ou apenas espreitando incognitamente apresento os meus votos de:

FELIZ NATAL

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Resurrection

Ressurreição de Piero della Francesca (sec XVI)

Como Cristão que sou, esta é para mim a noite mais Sagrada do ano e começa a minha principal festa litúrgica: a Páscoa.

A todos Feliz Páscoa, quer os crentes que partilham comigo a parte religiosa, quer a todos os outros com quem também compartilhamos a tradição desta data e que com fé ou não venhamos a construir um mundo mais justo.

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