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Posts Tagged ‘desabafos’

A reportagem dos maus-tratos a doentes em instituições de solidariedade social nos Açores dependentes de dinheiro do Governo Regional, que teve relatórios sobre esta situação, envergonha qualquer Açoriano. Pior saber que o silêncio que o manteve foi o medo de retaliações, ironicamente na sociedade que têm eleito as pessoas que criaram este regime de medo.

Um delegado de saúde que assume o medo das retaliações, uma responsável pela rede de fiscalização dos serviços prestados que diz desconhecer o motivo da continuidade do mau serviço, pois o membro do governo chamou a si o processo depois do seu relatório arrasador. Gente que só fala de cara coberta e voz distorcida para denunciar este crime que se sustenta com dinheiro público. Uma vergonha.

Pior ainda, numa região onde se tropeça a toda a hora com jornalistas pagos para divulgar as mensagens dos membros e departamentos do governo dos Açores, não há um único meio de comunicação social regional capaz de denunciar isto e foi preciso vir uma televisão privada do exterior para reportar isto a todo o País. Sinal que o sistema democrático dos Açores está tão mal que é incapaz de se reformar, pois nem  tem os seus contrapoderes.

Mas tem sido a maioria dos Açorianos que tem permitido esta degradação da democracia. Porca Vergonha.

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Mais de 40 anos depois do início da Autonomia e de um Governo dos Açores, ainda se continua a debater na Assembleia Regional a erradicação da pobreza na Região, mas não é a continuação do tema que demonstra o falhanço político nesta matéria, é o facto de os focos de pobreza e grupos sociais afetados serem ainda os mesmos que a ditadura então deixou em herança à Autonomia. Após tantos programas dirigidos para os focos então identificados, serem os mesmos locais e estratos sociais só prova que todos falharam, pois não se está a falar de situações novas numa Região onde praticamente tudo mudou em 40 anos.

Basta lembrar que após a estabilização do regime democrático em Portugal, no Continente, Lisboa tinha uma cintura de bairros de lata cujas medidas políticas resolveram. Depois em Setúbal houve uma crise social e fome que hoje deixou de ser um exemplo de gravidade e até a bancarrota que bateu à porta do Governo da República com novos pobres parece estar a ser vencida, mas,  nos Açores, os exemplos referidos de pobreza no início da Autonomia são sempre os mesmos, nada mudou uma estratégia que tem mais de 40 anos de falhanço.

Sim, em Portugal continua a haver sem abrigos, só que estes resultam, na maioria das vezes, de casos individuais que se agrupam num mesmo rótulo e não são focos concretos identificados e delimitados geograficamente como nos Açores, onde se trabalha nos mesmos lugares há 40 anos sem ter resultado na erradicação da pobreza desses mesmo focos e pior: continuam sempre a ser considerados os mais graves de todo o País. Um falhanço total que não é assumido pelo poder político regional.

Um escândalo que deve envergonhar quem Governa e usa a bandeira da erradicação da probreza há décadas.

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Nada tenho contra a pessoa em si, mas torna-se suspeito um vereador entre 2013 e meados de outubro de 2017, mal sai da Câmara é nomeado logo Vice-Presidente da Proteção Civil dos Açores. Certo que como autarca tinha este pelouro, mas é licenciado em algo que nada tem a ver com a matéria e só agora está a frequentar uma pós-graduação no assunto, logo nem a acabou, mas já é Vice-presidente da Proteção Civil. A Catástrofe das nomeações à pressa no Continente não serviu de lição nos Açores.

No curriculum de proteção civil do novo Vice-Presidente, que o Governo empola sempre quando nomeia um boy, verifica-se que ele nunca enfrentou nenhuma situação grave em concreto no terreno, “fez” planeamento de âmbito municipal. Mas em escassos dias de saída de um cargo político eleito logo tem uma nomeação, isto numa região altamente exposta a terramotos, vulcões, vendavais, inundações, maresias, movimentos de massa, tsunamis, etc. é muito pouco para que alguém que ainda nem acabou a sua única formação superior em proteção civil seja logo nomeado Vice-Presidente de uma área onde qualquer deslize pode matar muita gente.

Em alternativa a proteção civil pode mesmo ter estado à espera que ele acabasse o seu mandato para lhe dar o lugar e durante esse tempo os Açorianos estiveram à mercê da falta de um boy num lugar tão importante para a proteger as pessoas felizmente não aconteceu nada de grave neste período.

Agora que esta rápida nomeação de um político acabado de sair do seu mandato é um indício muito suspeito de que se está a brincar com a Proteção Civil… lá isso é.

Apesar dos maus indícios que tal nomeação apressada represneta, espero que ele seja mesmo muito competente e, sobretudo, que não haja nenhuma catástrofe que o venha pôr à prova, pois nestes casos, melhor que a prevenção é mesmo que os acidentes e catástrofes não ocorram e não seja necessário testar a competência da Proteção Civil, como se viu no Continente este verão.

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Muita da culpa de tantos incêndios florestais em Portugal resulta de uma má prevenção e má política de ordenamento florestal com décadas. Agora o aumento de mortos este ano tem a ver com falhas na cadeia de comando de implementar a proteção civil no terreno e esta é culpa principalmente de quem neste momento gere e implementa a atual estratégia que levou à morte quase uma centena de pessoas este ano e tem de haver gente de topo responsabilizada.

Incêndios tem havido todos os anos e os bombeiros são praticamente os mesmos. O que mudou foi quem gere a estratégia de proteção civil, muitos destes nomeados após a mudança da lei para retirar quem esteve nos anos anteriores para se colocar os boys de confiança do atual governo e ministra da Administração Interna. Assim há na governação atual responsáveis políticos de tantas mortes em Portugal nos incêndios florestais e a culpa não pode morrer solteira.

Se o Primeiro-ministro não assume isto, então que seja o Presidente da República que se digne em chamar os responsáveis à pedra, pois foi eleito não apenas para dizer coisas agradáveis e tirar selfies com a população que está a ser morta por uma Proteção civil que já não protege o Povo e é um falhanço total do Estado nesta matéria. Basta desta incompetência que tanto mata!

 

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Desde há muitos jogos que os erros em campo do Benfica são os mesmos, já nem vale a pena descrevê-los, de tanto se repetirem já todos os Benfiquistas os conhecem e melhor ainda os profissionais que trabalham para clubes adversários para assim inteligentemente os explorarem em seu proveito. Não assobio nunca o meu clube e os seus jogadores, mas não posso defender a repetição dos erros e tenho de apelar a que os corrijam e esta é a minha forma de ser solidário com o Glorioso.

Não custa ser Benfiquista nas vitórias que foram muitas nos últimos tempos, ser Benfiquista é estar ao lado do clube nos momentos difíceis que se seguem a qualquer derrota, mas também não se pode ser Benfiquista dizendo que está tudo bem quando existem erros repetitivos para se corrigir.

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Após dois meses do que ocorreu em Tancos, o que o Ministro da Defesa tem a dizer sobre o desaparecimento de armas é: “No limite, pode nem ter havido assalto”, quando o material pode servir para matar até milhares de pessoas. Isto só não provoca um escândalo que indigne todo o País porque o Governo conseguiu anestesiar o espírito crítico de discernimento dos Portugueses que afeta a generalidade da opinião pública nacional.

Assim, não é necessário para já pedir a demissão do Ministro, primeiro há que acordar os Portugueses deste narcótico que o Governo espalhou a nível nacional. Acorda Portugal, antes que seja demasiado tarde!

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Meu artigo de opinião de hoje no diário “Incentivo”

ABUSOS, NERVOSISMOS E CABEÇA PERDIDA

A maioria socialista da Câmara Municipal nos últimos tempos tem-se expressado e comportado com um nervosismo público exagerado como se sentisse em vias de perder as próximas autárquicas. Não tenho sondagens, mas sei que quem tem tido tais comportamentos pode perder cargos, mas tem os seus empregos assegurados ao contrário de muitos Faialenses. Por isso calma! Basta de atitudes de cabeça perdida e de tiques antidemocráticos preocupantes como eu nunca vira desde que a rosa conquistou o Concelho da Horta há já 28 anos atrás.

São normais discursos mais acalorados em períodos pré-eleitorais, mas nunca assistira a tentativas públicas de silenciar as vozes discordantes ao poder acomodado há tanto tempo. Tanto atacam concorrentes, algo expectável, como até amordaçam opiniões de jovens da sociedade civil e ainda criticam a imprensa, algo preocupante para a democracia Faialense e típico do antes 25 de Abril.

Não posso precisar os pormenores de silenciar nos protocolos da Câmara com jornais com cláusulas sobre sigilos, pois desconheço as propostas iniciais e finais. Mas, na qualidade de Presidente do Secretariado do PS-Faial, o Vice-Presidente da Câmara referiu que o diário do seu Concelho questionara a cláusula lá existente demonstra que algo no texto era ambíguo para o diretor pretender que os termos ficassem claros e o seu órgão não ficasse privado de livre expressão e do direito básico de informar. Mas ouvir alguém no exercício de um cargo partidário esclarecer um assunto interno do Município mostra bem a promiscuidade partido/autarquia.

Agora pressões vindas do Presidente do PS-Faial aos diretores de jornais e tentativas de desacreditar editoriais têm sido feitas por ele de modo público e indesmentível, pois estão nos seus artigos de opinião como Cronista do semanário desta ilha e sem dúvida demonstram o seu tique antidemocrático preocupante.

Igualmente é assustador ler que o Presidente do Secretariado de Ilha do PS que tem grande facilidade de acesso à comunicação social para informar o que quer e quando quer as suas opiniões (dada a sua múltipla qualidade de Presidente deste Secretariado, de Vice-presidência da Câmara, de Cronista e ainda de Presidente da Adeliaçor, um dono político disto tudo) critique noutro meio de comunicação social da internet o convite do diretor do semanário ao candidato independente apoiado pelo PSD e CDS para ser cronista do órgão que dirige e ainda a aceitação do deputado para segundo um calendário ali emitir as suas opiniões quinzenalmente.

Curiosamente, a acusação de oportunismo é feita ao jornal aonde o Vice-presidente do Município e braço direito do Presidente também escreve as suas crónicas não há muito tempo e, se bem me lembro, ele é o único que não tem o pudor de acumular o papel de cargos executivos de poder no Faial com o de Cronista, tendo assim condições muito privilegiadas para passar a sua mensagem na comunicação social e ainda, como membro  executivo da Câmara, pode ter papel ativo na decisão de subsídios ao mesmo jornal, o que reforça a sua ameaça de amordaçamento e mostra a promiscuidade de poder municipal, até porque é ele é quem está a implementar a estratégia suja de amordaçamento com origem ou consentimento do cabeça de lista socialista.

Mas o rol piora, pois as mordaças já se estenderam a cidadãos Faialenses e chama de oportunistas aos que denunciaram o facto de um jovem Faialense ter sido censurado na página de facebook da Câmara, por comentários com discordâncias técnicas a um projeto do Município, o jovem foi até bloqueado no acesso à página para o calar e o Presidente do PS-Faial tem o desplante de dizer que o assunto ainda está em averiguações internas, como se não fosse possível apurar a verdade em minutos, pois a gestão da página é entregue a pouca gente e seguramente de confiança política.

Depois dos retrocessos económicos da Horta face a outras terras dos Açores, depois da conivência dos políticos no poder do Faial com os atentados que o Governo Regional fez nos últimos anos a esta ilha, quando se inauguram à pressa obras em vésperas de eleições e se diz a mentira que no saneamento da cidade (com décadas de atraso e sem a indispensável estação de tratamento de água) as pessoas já se podem ligar à rede pública, mesmo sabendo que muitas não podem por falta da  referida estação, ainda haveria de se ver outro retrocesso no Faial: a limitação da liberdade de expressão de cidadãos Faialenses que ainda nem são políticos com a introdução da censura de comentários até de jovens da ilha pela Câmara Municipal!

Até onde recuará o Faial com gente deste calibre político a continuar a ser eleita nesta ilha e a comportar-se como dono político disto tudo?

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