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Posts Tagged ‘desabafos’

Meu artigo de ontem no diário Incentivo:

O FAIAL QUANDO PERDEU NUNCA GANHOU

Ao olhar os comportamentos de muitos nesta nossa ilha do Faial e ao observar várias situações, concluo que a melhor forma de não me deprimir é levar mesmo tudo isto em tom de brincadeira porque brincar alivia a tensão e se pode levar alguns a perceber a realidade.

No último fim-de-semana decorreu o Encontro do Mundo Rural, o evento de ilha a cargo de entidades locais para substituir a Feira Açores – esta tinha abrangência de arquipélago, era paga pelo Governo Regional e tudo o que se programou para o encontro caberia numa feira – mas, perante a decisão do executivo de Vasco Cordeiro em a retirar do Faial, a Câmara Municipal até declarou que podíamos ficar a ganhar. Depois percebeu-se que nem ela sabia o que ganharia com a retirada da Horta daquela feira. É de ficar mesmo com pena do que terá perdido a ilha maior que se vê obrigada agora a receber a Feira Açores 2017 por deliberação do Governo dos Açores. Coitadinha!!!

Por cá o Faial ficou a ganhar menos dinheiro investido pelo Governo dos Açores, menos visitantes de organizações de outras ilhas, o diminuir da projeção do evento à escala regional e a menor publicidade paga a determinados meios de comunicação social locais.

Todavia houve uma coisa que de facto me surpreendeu: após anos a ser criticado pelo atual  Presidente da Câmara quando apresentava na Assembleia Municipal votos com exigências reivindicativas para o Faial ao Governo dos Açores, o número um do Município dava a entender que negociava era em trabalhos de bastidores e, por isso, geralmente propunha votos contra as críticas públicas, mas agora já tem o estilo reivindicativo da oposição e fez exigências ao executivo regional no discurso público da sessão de abertura do Encontro do Mundo Rural! Quem o ouviu antes e o ouve agora tão interessante conversão de estilo fica mesmo admirado.

Reconheço que com esta nova postura o Faial fica a ganhar e aplaudo a mudança de comportamento. Só receio, um temor pessoal que timidamente confesso aqui: será que é por estarmos em ano de eleições autárquicas e a sombra da derrota rosa no passado mês de outubro estão a criar uma ansiedade que obriga agora a esta alteração de postura e já se pode fazer exigências públicas? Espero que seja mesmo o reconhecer do líder da Câmara da razão das críticas ao Governo que se levantavam naquela Assembleia e com que a sua bancada tanto se indignava.

Ainda nesta onda de ganhos para o Faial, registo a satisfação com que os Faialenses receberam os afetos de S. Exa. o Presidente da República, mesmo aqueles que, ao contrário de mim, ainda no início do ano passado desvalorizavam o candidato. Devo agora crer, após as dificuldades sentidas por Marcelo Rebelo de Sousa em chegar a esta ilha para distribuir abraços, beijinhos e selfies, devido às questões meteorológicas que insistem em prejudicar a operacionalidade do aeroporto da Horta e onde o RISE e a ampliação também não chegam, que tanta alegria prova a resolução desta questão. Pois se até muitas crianças só aceitam dar um beijinho se em troca houver algo em troca (uma guloseima ou outra coisa que se deseja arduamente), se até nestas existe esta capacidade negocial mínima, estou seguro que a felicidade de tantos adultos nesta terra ao se entregaram aos afetos do chefe máximo do Estado só pode ter sido por se ter conseguido aquilo que mais falta nos faz: as obras de ampliação da pista do nosso aeroporto, ou será que estão contentes por aquele processo não estar de facto avançar e pensam que com isso o Faial ganha?

Continuando a analisar esta estranha ideia de que é a perder que se ganha, na internet assisti ao descontentamento de um rosa com o facto de alguém laranja ter demonstrando que existiam mecanismos financeiros comunitários para compensar pescadores que estão a passar dificuldades económicas por falta de rendimento do seu trabalho, por vezes devido a exigências superiormente impostas e esclareceu que ajudá-los só os prejudicava. Foi esta ideia peregrina que me permitiu perceber o desagrado de um apoiante do governo por alguém ter mostrado que existem mecanismos financeiros europeus a que os Governos que nos tutelam poderiam recorrer de forma a desbloquear a falta de dinheiro para a ampliação da pista da Horta. Só pode mesmo ser medo de que tal apoio prejudique o Faial!…

Pela minha parte sempre pensei diferente, não sou um recém-convertido que só agora recorre publicamente ao tom das exigências reivindicativas, continuo a pensar que o que prejudica o Faial é essa mentalidade tacanha que permitiu encolher o porto, que não avança com a frente-mar, decepou a variante, nos tirou a Rádio Naval, votou contra reivindicações para a nossa ilha, pois estas e outras perdas nunca trouxeram ganhos ao Faial e que Santo António nos ajude neste seu dia.

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Para que se fizeram os paraísos fiscais? Para líderes de topo e ricaços escaparem com dinheiro que iria direitinho para os impostos. Então porque se mantém os paraísos fiscais? Pela força da corrupção que mina o alto exercício de cargos políticos nos Estados. Mas, quando dá jeito, lá se acusa um dos que não lidera de modo incólume a corrupção. Chegou a vez de nos distraírem com Cristiano Ronaldo.

O Luxemburgo, entre outros Estados-membros continuam a ser paraísos fiscais na União Europa e o anterior Primeiro-ministro daquele ducado até preside esta União. Pois, nada a dizer isto é como aquelas legalidades à medida da EDP que Mexia nos explicou. Vamos é nos distrair com o mauzão do Cristiano Ronaldo, os outros são todos bonzinhos.

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É o que se conclui da resposta do requerimento feito ao Governo dos Açores e fornecidos ao grupo parlamentar do PSD-Açores já este mês. Por isso, já há muito tempo mesmo quando se fala com números oficiais nesta Região e País estou sempre na dúvida se as estatísticas dizem a verdade real ou a que quem tem o poder quer dizer manipulando os dados base ao gosto do freguês.

Por estas e por outras é que não acredito em nenhuma desculpa oficial que prejudique o Faial quando vejo situações semelhantes a beneficiar outras terras. Para a Horta usa-se a desculpa que a rentabilidade não compensa o investimento nisto ou naquilo, mas para outros locais os mesmos dizem que se tem de investir para dinamizar a economia, sem se preocupar com aquilo que à partida não é rentável. Um tratamento desigual contra os Faialenses que se instalou e tem-se mantido contra a ilha Azul. Não aceito gente desta.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo, curiosamente, desde o envio deste texto o Secretário Regional da tutela visitou a CALF, mas também não disse nada que resolvesse as questões aqui levantadas.

O FAIAL TEM OUTROS DESAFIOS QUE NÃO SE PODE ESQUECER

Apesar de continuar a considerar prioritário a questão das acessibilidades aéreas ao Faial e a ampliação da pista do aeroporto da Horta, o grupo de Faialenses que a mim mais preocupações tem manifestado nos últimos tempos sobre a sua situação financeira, a insegurança do seu futuro profissional e a respetiva estabilidade económica tem sido o dos produtores de leite.

Além disto, nos últimos meses tive conhecimento de vários cidadãos deste setor que abandonaram a produção de leite, conheço outros que já me disseram que estão a ponderar estratégias tendentes seguir o mesmo caminho de desistência, o que me deixa altamente preocupado.

Efetivamente, pelas declarações destas pessoas, várias mostraram-me o quanto estão desesperadas e se  algumas delas buscam soluções alternativas, sobretudo produção de carne, por ser esta a atividade que lhes é mais próxima daquela que ainda desempenham, torna-se evidente que este abandono também se vai refletir na viabilidade financeira da fábrica da Cooperativa Agrícola de Lacticínios do Faial (CALF) poder continuar a laborar e onde igualmente existe um número significativo de trabalhadores desta ilha cuja possibilidade de encontrarem um outro emprego para o qual estejam preparados me parece altamente improvável. Mesmo tendo em conta que o Governo quando é incapaz de resolver problemas de trabalho aposta ou na falsa solução de reformas antecipadas para quem ainda tem muito a contribuir no futuro da sociedade ou os pendure como ocupados ao seu serviço, mas em condições laborais de dignidade duvidosa, pela precariedade, inexistência de oportunidade de progressão de carreira e subserviência ao poder político.

Uma coisa é certa, as perspetivas do setor dos laticínios no Faial são muito sombrias e desde o protocolo sobre o preço de água entre a Câmara Municipal e a CALF, publicitado pouco antes das últimas eleições, nada mais se tem ouvido das entidades oficiais no sentido de se estar a resolver esta situação ao nível do concelho da Horta, pois sobre o que é negociado em outras ilhas, já eu sei como o Faial costuma ser desvalorizado.

Acresce ainda, como neste processo os arautos do poder também não têm atirado culpas à oposição, tal torna-se numa prova cabal que nem ainda conseguiram encontrar um argumento que os ilibe das suas responsabilidades neste caso, por muito esfarrapada que seja, como o têm feito com a SATA e o aeroporto, onde, após mais de 20 anos de poder regional e local, muitos dos quais em simultâneo com o nacional, e depois de tantas recusas a votos de protesto, agora assumem que é só por eles que se mantém o compromisso e a luta para se encontrar condições de se concretizar aquilo porque tantas forças Faialenses se têm empenhado há anos. Depois do que se viu até outubro passado, tanta presunção agora é mesmo de pasmar.

Contudo, por vezes descuidam-se, pois nos últimos dias chegaram ao extremo de menosprezar um abaixo-assinado promovido pela sociedade civil desta ilha. Talvez sejam ainda tiques do passado, quando impunemente atacavam quem se manifestava por esta terra, enquanto eles iam sempre defendendo o Governo Regional das desfeitas que ia progressivamente fazendo ao Faial.

Contudo, voltando novamente a levantar a questão do setor do leite no Faial e da sobrevivência da CALF, sinto que este silêncio por cá é estratégico, pois já ocorreu uma situação semelhante na fábrica da SINAGA em São Miguel, onde nos meses antes das eleições o poder regional e seus arautos mantiveram-se silenciosos e o descalabro só se tornou verdadeiramente público a seguir à legislativas, já então com os culpados daquela ilha reeleitos nos seus postos.

A verdade é que enquanto os produtores de leite nesta ilha se lamentaram a mim, falaram de decréscimos de preços e de rendimento assustadores nos últimos tempos, nos derivados lácteos de cá eu não senti essa redução e os produtos semelhantes de outras terras, depois de transportes, ainda chegam ao Faial mais baratos para o consumidor local desprezar mesmo o que por cá se produz.

Será que o problema destes agricultores e do futuro dos trabalhadores da CALF só não está em debate público porque o PS-Faial não quer lutar para se concretizar uma solução neste campo ou apenas porque não sabe como resolver o problema? Será novamente o seu habitual acomodamento aos influentes interesses exteriores a esta ilha?

Assim, apesar de agora haver quem até considere desnecessário o poder mostrar resultados dos seus esforços antes das próximas autárquicas, insisto que os problemas do Faial têm um prazo bem claro para se provar que quem está no poder quer mesmo resolvê-los e no pacote das questões também têm de estar o dos produtores de leite do Faial e a viabilidade da CALF. Antes que também seja tarde.

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Pode-se desejar diferentes modelos de sociedade com gestão de esquerda, centro ou de direita e acredito que os aderentes de cada um deles reconhece que no dos seus sonhos as virtudes superam os defeitos, mas há princípios de justiça coletiva que não podem ser ultrapassados por nenhum deles. Uma desigualdade na distribuição da riqueza onde os 8 maiores bilionários do planeta possuem mais que metade da riqueza mundial e os 1% dos mais ricos tem mais do que os restantes 99% da população da Terra é revoltante e o espelho de uma injustiça que urge combater.

Sou dos que assumem que a igualdade imposta não gera justiça, esta defende-se com a equidade de tratamento e humanismo, mas também desigualdade que se observa no mundo atual não é o fruto da equidade ou do humanismo que defendo, mas sim o resultado do egoísmo de uma concorrência sem princípios entre as pessoas que permite pisar os direitos dos mais fracos que se instalou nesta civilização que se diz global, mas que não o é, pois os seus bons resultados não chegam à maioria dos humanos de forma digna e justa.

Confesso-me cansado de ver o aproveitamentos de oportunistas que singram às claras em torno daqueles que lutam com as bandeiras da liberdade individual e do empreendorismo como se nestes domínios não houvesse necessidade de ética e moral que regule os proveitos de quem investe, trabalha e dinamiza a economia.

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O que mais me surpreendeu em 2016 foi mesmo a derrota em outubro dos políticos do Faial que desculpavam estratégias que prejudicavam esta ilha. Destaco o à vontade com que desde então deram a volta ao seu discurso, passando até a criticar a administração da SATA e a reconhecer a importância de ampliação da pista da Horta como se em setembro nem tivessem rejeitado votos de protesto sobre os mesmos assuntos. Mas assumo ainda bem que juntaram a sua voz aos que falavam alto em defesa desta ilha. Espero apenas que não seja fogo de vista e que esta viragem dê frutos até outubro próximo. Ao nível do Porto da Horta já estes derrotados tem tido um discurso ambíguo e estão a desresponsabilizar o Governo dos Açores dos atentados que por ali se podem ainda praticar

Não sei até que ponto e por quanto tempo é sustentável financeiramente a estratégia do governo de António Costa, mas que, em termos de imagem da crise, a situação social e económica no final de 2016 parece muito mais apaziguada e com melhores perspetivas de ultrapassar as dificuldades sentidas que o pensado em final de 2015, há que reconhecê-lo. É verdade que os aspetos negativos aparecem esbatidos: nunca o investimento público foi tão baixo, apesar de ser uma das alavancas antes defendida pelos atuais governantes para a retoma, o crescimento ficou muito aquém do anunciado e a dívida pública e juros desta crescem paulatinamente e parecem bombas relógios que temo, também assumo. Agora que o desemprego baixou e isto estava entre o fundamental dos Portugueses, foi um objetivo bem conseguido. A obsessão pela redução do défice que era alvo de críticas aos anteriores governantes passou a ser o maior trunfo dos que agora ocupam o poder, uma mudança substancial e uma bandeira de sucesso, tal como a coesão da esquerda que se mostrou capaz de engolir sapos perante as dificuldades da realidade foi uma surpresa que garantiu uma estabilidade que se duvidava ser conseguida com os acordos da denominada geringonça. Assim, Costa está em alta e surpreendeu pela positiva.

Desportivamente a vitória de Portugal no euro 2016 foi sem dúvida a maior conquista do País e praticamente poucos acreditavam ser possível. A seleção nacional não brilhou nos vários jogos da corrida para a sua meta, mas no momento final arrancou e alcançou um feito que parecia impossível.

Internacionalmente a guerra na Síria e os refugiados pareciam ser os acontecimentos que maiores marcas deixariam em 2016, até que a vitória do Brexit fez mudar os holofotes da Europa para a necessidade de coesão entre os Estados da União e sem dúvida que Merkel e Bruxelas passaram a ser mais tolerantes com os países em dificuldades económicas, mas o que parece mesmo ser o maior fenómeno do ano foi a vitória eleitoral de Trump e, provavelmente, será este o evento que mais irá condicionar a política internacional do futuro próximo ou mesmo distante da Terra, tudo depende de como ele irá mudar a estratégia de enfrentar os problemas internos e externos dos Estados Unidos.

Claro, há outros acontecimentos marcantes, refiro aqui apenas: a chegada a Secretário-Geral das Nações Unidas de Guterres, mas sem dúvida que o prestígio é maior que a eficácia do cargo para este conseguir com eficácia que o mundo rume para uma política global mais justa e humana. Embora de outra índole, não me esqueço da destituição de Dilma Rousseff num Brasil que se afunda na fossa da corrupção que tudo suja, mas lamento que  Lula tenha aceite entrar para o Executivo de molde a deixar a ideia que era para fugir à justiça, mesmo que esta não pareça neste processo mais limpa que os restantes políticos, mas os heróis também devem saber marcar a diferença e ele neste ano não soube, mas este parece-me que é um fenómeno com maior efeitos apenas dentro do Brasil do que a nível Internacional.

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Os Faialenses bem sentiram as dificuldades de no último ano reservar lugares na SATA entre Horta e Lisboa: tudo cheio! diziam. Agora, em contradição total, o Presidente da empresa declara prejuízos nesta rota por baixa ocupação dos aviões. A SATA dificultou a marcação de reservas ou pedia um custo exorbitante de pagamento imediato para afugentar passageiros e a seguir tem o desplante de dizer que estas viagens se realizaram com muitos lugares vazios.

A SATA é um braço político do Governo dos Açores e o seu discurso é função dos interesses políticos do executivo. Assim é evidente que quando nos dirigíamos à agência de viagens e éramos por norma informados que não havia lugares disponíveis para os dias pretendidos e a preços aceitáveis ou a empresa bloqueara a disponibilização de espaço nos aparelhos ou então os aviões estavam de facto cheios e isto é incompatível com a mensagem que nos querem vender de que a rota é altamente deficitária.

Só vejo duas hipóteses alternativas para explicar isto: a ocupação foi baixa porque a SATA afugentou passageiros dificultando as reservas de lugares e inflacionando o preço quando queríamos viajar ou a Administração da SATA mente e então as dificuldades de arranjar lugar eram mesmo porque os aviões estavam cheios. Qualquer uma destas hipóteses tem subjacente a estratégia de o Governo dos Açores passar a ideia de que está a fazer um favor aos Faialenses, pois até estas ligações acarretam um prejuízo à empresa Regional que ele terá de suportar de uma forma ou outra e em condições de mercado a oferta nesta rota tinham de diminuir.

Paralelamente a mentira ou da ocupação dos aviões ou da indisponibilidade de lugares quando queríamos viajar, as duas coisas são incompatíveis, também devem querer levantar uma poeira para o ar de modo a justificar uma eventual não pretensa intenção de atender à reivindicação das obras exigidas pelos Faialenses para o seu aeroporto.

Uma coisa é certa, estão a tentar enganar os Faialenses para defender os interesses alheios ao Faial e não se pode deixar que estes senhores ataquem esta ilhas sem um contraditório bem fundamentado que desmonte a falácia que nos querem vender.

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