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Posts Tagged ‘Banca’

Hoje, nos diretos na SIC-notícias, de um entrevistados lesado do Banif deduzia-se que um dos argumentos que os gestores de conta utilizaram para alguns clientes adquirirem certos produtos propostos pelo Banif foi o da segurança do banco, pois então o banco era um público na sequência da intervenção do Governo. Confesso, que me senti representado por esse lesado, pois a mesma ideia também foi passada a mim há poucos anos.

Sim, eu sei que o Banif intervencionado tinha ações privadas, mas o grande acionista poderoso de então era o Estado e foi uma decisão do Governo que prejudicou muitos dos que se sentiram confortados por então o seu banco ter capitais públicos e foi o atual Primeiro-ministro que deliberou entregar ao desbarato aquele que era a maior instituição financeira nas Regiões Autónomas a uma entidade espanhola em prejuízo de muitos Portugueses.

A Caixa foi outro banco público cujo estatuto a justiça está a investigar com a suspeita de ter sido uma peça ao serviço da corrupção e não dos Portugueses, mesmo assim, na guerrilha ideológica até parece que um setor público público é um garante de defesa dos direitos dos cidadãos… uma falácia sem dúvida, nem privado, nem público, garantem a defesa dos mais fracos na sociedade, sobretudo quando os interesses dos mais fortes estão em jogo.

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Há dez anos era a loucura da vontade da banca em emprestar dinheiro a todos, até a quem não precisava ou não tinha condições de pagar. Houve casos de corrupção, mas o encontro de contas consolidadas que obriga a considerar como perdas o crédito mal-parado tem sido  mortal para uma série de prejuízos, depois de BPN, BES e Banif, seguiu-se a Caixa e agora o Montepio e sempre que no passado nos garantiram que tudo ia ficar bem, acabou mal.

Não acredito que mudar de nome a um banco cujo dono está endividado salva a instituição bancária, como parecem agora querer fazer com o Montepio, mas a finança e política nacional tem sido bem criativa em apontar soluções que qualquer mente ajuizada não consegue crer na sua eficácia, mas tirando o discurso político, na realidade parece que nada muda neste Portugal para melhor.

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Independentemente da constitucionalidade em mostrar sms e correspondência entre Domingues e Centeno,  é claro que este mentiu. O ataque cerrado da oposição é para fragilizar o Governo, o normal na política nacional, provocar desgaste no executivo e o PS após assumir que a divulgação da comunicação entre o Ministro e o ex-Presidente da Caixa iria ridicularizar o PSD virou o discurso, escudou-se na Constituição e diz que a direita quer atacar é a Caixa… como se não fosse Costa o inimigo de Passos e não o banco.

Agora a alteração de tática da esquerda, que articulou o seu discurso, já não é tentar  querer divulgar a verdade, que aliás já se percebeu qual é: Centeno mentiu. É inventar uma outra vítima da querela: a Caixa; e atribuir um juízo de intenções à oposição para  vender uma discurso popular: – nós queremos salvar a caixa e eles querem a privatização; quando não é isto que está em jogo, mas sim abrir cada vez mais fundo uma ferida no Ministro das Finanças, o homem que sabe trabalhar os dados financeiros para que a propaganda do Governo possa gritar sucesso.

Nesta guerrilha, o mais evidente é a esperteza comunicacional em torno de Costa e a desastrada veia de Passos enfrentar esta máquina de propaganda.

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Depois da trapalhada com que o atual Primeiro-ministro se deixou enredar no caso da nomeação do Conselho de Administração da Caixa, prometendo o que não podia e não devia, como se em período de estado de graça não houvesse escrutínio que penalizasse os seus erros político e os parceiros pudessem engolir todos sapos que ele atirasse, eis que António Costa vai buscar um governante de dois executivos do PSD/CDS cuja fama de bom gestor financeiro é a imagem que deixou por onde passou.

A escolha deve também ter duas mensagens simbólicas: a importância de ter alguém com credibilidade para líder da Caixa e conhecimento dos meandros políticos à direita e das forças que dominam a moeda única; e um sinal à esquerda, neste caso o BE, para que quando esta deixar cair uma intenção importante da governação a alternativa do executivo é virar-se à direita para os parceiros sentirem que ficam a perder com rebeliões.

Para além das questões políticas na forma como Costa está a desatar este nó em que se embrulhou, o que desejo é que Paulo Macedo consiga de facto apagar os estragos que esta tempestade fez na imagem da Caixa e da estabilidade bancária em Portugal, para bem de todos os nós.

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Costa adiou a notícia da demissão de António Domingues antes das comemorações de um ano do seu Governo, gerir a informação de acordo com os seus interesses políticos é a principal marca do atual Primeiro-ministro, mesmo assim, a morte de um ditador e os elogios fúnebres a este, apesar de ser alguém que não foi capaz de levar os seus ideais para o campo da democracia, voltou abafar a divulgação da efeméride que era destinada à propaganda.

O caso em que se embrulhou o Governo com a nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos e os acordos, não escritos, para o não cumprimento da transparência imposta pela Lei e, porque não? a ética democrática e republicana; são situações em que dificilmente António Costa poderá culpar terceiros, sobretudo Passos, uma estratégia que tem usado até à exaustão e lhe tem sido muito útil.

Esta demissão veio ainda no momento onde a sondagem da sua popularidade mostrou a mossa que pode fazer no BE, que assim terá de elevar a sua voz reivindicativa para não se tornar dispensável e perder a sua capacidade de intervenção.

Todavia, António Costa tem-se mostrado genial na forma de comunicar e propagandear-se, mas isto tem acontecido quando ainda está em estado de graça, as atuais dificuldades e os riscos externos podem criar novos desafios e inaugurar uma nova fase para trabalhar a imagem de gestão do governo, que testará de forma diferente a habilidade política do atual Primeiro-ministro, que já provou não ser pequena.

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Não me surpreende grandes ordenados a bons gestores de dinheiros privados, apesar de certos valores me parecerem abusos e tal deve refletir-se na exploração do cidadão comum que necessita das empresas por eles administradas. Mas sentir a necessidade de igualar os vencimentos dos administradores do setor público em concorrência com a privada é uma descrença que não há Humanos bons e altruístas e isso entristece-me.

Será mesmo impossível encontrar para a gestão de um banco público uma equipa de pessoas competentes e honestas sem estas auferirem salários pornográficos várias dezenas de vezes acima do principal cargo político de Portugal?

Será que não há mesmo pessoas honestas e competentes que não se deixem aliciar pela pornografia especulativa que surgiu na classe de topo dos gestores das grandes empresas privadas e multinacionais com um capitalismo desregrado que temos assistido nos últimos anos?

O problema é que se tal é mesmo impossível é a Humanidade que está a perder virtudes e isto é muito triste.

Infelizmente, parece que o centrão político nacional já não acredita em Seres humanos virtuosos e se isto for global o futuro da Humanidade não é nada promissor, pois a ética e competência só são possíveis se rendidas ao dinheiro. Triste!

O que está acontecer com os salários dos novos administradores da Caixa e o argumento de só com tal salários se encontra gente capaz de gerir um banco público de forma competente e eficaz é uma desilusão para quem tem esperança na Humanidade. Afinal já não há Homens bons a não ser que lhes paguem!

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O FMI considera a situação da banca portuguesa como um dos fatores que pode gerar problemas económicos à escala global, para além da incógnita da solução para implementar o brexit, a situação da banca italiana e a possibilidade de mudanças estratégicas de ajustamento do crédito pela China.

O que me irrita é todos saberem que a banca portuguesa é um perigo e agora até se reconhecer o impacte global do seu colapso, a União Europeia não seja capaz de se moldar a esta realidade e ande sempre a restringir soluções e a pôr-se de fora nesta questão, atribuindo apenas a Portugal a obrigação de solucionar este problema nacional como se não tivesse nada a ver com toda a eurozona e a coesão da União Europeia.

Estou mesmo farto desta União Europeia que não se envolve na solução, mas condiciona a solução e foi com isso que lixou milhares de Portugueses no caso Banif, pelos vistos com a Itália tenta fazer o mesmo, enquanto isto o sonho europeu vai-se desmoronando por falta destes dirigentes perceberem que união sem solidariedade é um mistura explosiva que tudo destrói.

Portugal cometeu erros, mas a UE foi corresponsável nos problemas daí resultantes, Portugal tem de assumir que as correções podem implicar dores, mas Bruxelas não pode ficar a ver de fora como se nada fosse com ela e a bomba não lhe estourasse nas mãos.

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