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Posts Tagged ‘perspetivas de futuro’

Foi com grande alegria que ouvi a RTP-Açores noticiar que o Hospital de Ponta Delgada desenvolveu um teste rápido de deteção da leptospirose, o que pode salvar muita gente nos Açores onde esta doença é endémica. Quem, como eu, viu familiares queridos saudáveis serem ceifados em poucos dias por falta de diagnóstico a tempo só pode regojizar-se. Acresce que o método pode exportar-se para outros Países que sofrem de igual risco.

Espero agora que o Serviço Regional de Saúde permita estender o método de análise ao máximo de ilhas dos Açores e o mais rapidamente possível. Até porque ficou explícito que além de rápido não era caro, para que assim mais nenhum Açoriano sinta a dor da perda de familiares e amigos saudáveis contaminados por esta bactéria, cuja infeção é facilmente tratável se detetada precocemente, mesmo que por vezes com sequelas duradouras, mas mortal se não tratada a tempo.

Aos que desenvolveram o novo método no Hospital do Divino Espírito Santo os meus parabéns e votos para que esta doença deixe de ser motivo de preocupação de tantos Açorianos.

 

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Não gosto das manifestações de contentamento pelos maus resultados da Argentina fruto da rivalidade histórica Cristiano Ronaldo – Messi. É que se este jogador não tem salvo a sua equipa, também a seleção de Portugal não tem estado bem e o Irão não é um adversário fácil. Todas as possibilidades estão em aberto, inclusive o pior cenário: Portugal cair com 4 pontos e a Argentina passar com 4. É muito cedo risos e piadas neste confronto.

Torço por Portugal e tenho sofrido, se Messi não conseguiu ajudar à Argentina até aqui, no último jogo Portugal não conseguiu ajudar Cristiano Ronaldo. Interessante seria vermos um confronto entre estes dois jogadores neste campeonato, sinal que Portugal tinha ido bem mais longe do que já foi nesta prova e então que ficássemos com razões para sorrir.

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Esta semana o Conselho de Ilha da Terceira e a Câmara do Comércio de Ponta Delgada manifestaram-se contra o atual modelo de transportes marítimos de mercadorias. Conheço há muito a simpatia da Praia da Vitória e São Miguel pelas plataformas logísticas que se sabe prejudicarem o Faial. Isto é assustador para os Faialenses conscientes e decorre perante o silêncio da Câmara do Comércio da Horta.

É verdade que nenhum dos dois falou ainda do papão “plataformas logísticas”, mas seria um erro estratégico falar, alertaria logo os prejudicados com isso, mas suspeito que, mesmo sem falarem, a maldade está subjacente a esta tentativa de mudar o regime de transportes marítimos de mercadorias e até da ilha maior se falou contra o serviço público nesta matéria, para mim isto configura a habitual falta de solidariedade que nos acostumámos a assistir de grupos de pressão vindos do lado de São Miguel.

Por enquanto são só suspeitas o que tenho fruto das notícias, mas o alerta para que as forças-vivas do Faial estejam atentas aqui fica… mesmo que não saiba se a  Câmara do Comércio da Horta está viva ou moribunda para defender os interesses das ilhas mais a ocidente dos Açores… mas há outros legítimos representantes das gentes destas terras para lutarem por nós. Só desejo que o façam sem tibieza.

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Meu artigo de ontem no diário Incentivo:

PARABÉNS E OLHO ABERTO

Hoje arranco a elogiar um evento que começou no Faial, cuja capacidade e dinamismo do seu diretor, Mário Leal, desde o início tornou possível o seu sucesso, começando logo com projeção nacional e internacional da prova e, desde então, esta tem vindo sempre num crescendo nesta ilha, refiro-me, como é evidente, ao Azores Trail Run. Parabéns!

Não se trata de uma modalidade desportiva que à partida arraste vastas multidões por esse mundo fora para assegurar uma cobertura mediática para grandes massas, mas a verdade é que o progressivo aumento de popularidade e o reconhecimento desta prova já este ano trouxe pelo menos uma das maiores redes de televisão privada nacional: evidência que esta prova começa a interessar a audiências mais vastas que os meros residentes na Região. Assim sendo, o Azores Trail Run, que está de parabéns, deve continuar a ser tratado com carinho e inteligência pelos Faialenses para motivar sempre mais públicos, maior número de participantes e não se desvirtuar.

Destaco ainda que este tipo de prova também tem servido para unir o Triângulo e promover de forma integrada o potencial conjunto do Faial, Pico e São Jorge unidos.

Certo é que o modelo da prova já se estendeu a outras ilhas dos Açores com apoio oficial e mesmo organizador, evidenciando que o bom rapidamente sai do Faial e se expande. Mas se nunca caio na tentação de não desejar que alguma das outras terras do Região usufrua de iguais oportunidades de aproveitamento das suas potencialidades, também é verdade que já vi no passado este tipo de expansão conduzir à posterior tentativa de sufocar e abafar os sucessos das iniciativas originais se nascidas nas ilhas menores deste Arquipélago. Se a primeira ambição de também desfrutar dos mesmos eventos é lícita, a segunda vertente não. Por isso atenção: olho aberto!

Num dos locais de partida duma das provas ouvi participantes a questionar onde poderiam comprar alguns dos produtos regionais que estavam a ser servidos no lanche de apoio aos envolvidos no evento. Infelizmente era sábado e aqueles produtos não poderiam ser comprados no comércio local depois do acontecimento, isto partindo do princípio que os mesmos até pudessem estar disponíveis, o que nem sempre acontece. Eis um sinal para se aproveitar outro potencial desta provas, pois além de se promover a gastronomia local, também os particulares podem, fora de prova mas consertados com a organização, vender os produtos em divulgação e seria necessário equacionar essa transação com o facto de no momento os atletas não puderem transportar a mercadoria desejada.

Apesar do sucesso do Azores Trail Run, não me esqueci que, desde o meu último artigo neste jornal, a Azores Airlines voltou a inovar a sua forma de mal servir o Faial. Agora deixa os passageiros para esta ilha no Pico e depois com o avião vazio vem à Horta buscar os passageiros para Lisboa.

Como tenho olho aberto nesta matéria, sei que o mau serviço da SATA ao Faial é estratégia da empresa do Governo dos Açores, até já alertara que, com a imaginação desta Administração, ainda veríamos novas formas de prejudicar a imagem da rota Horta-Lisboa-Horta e este nível de descida só foi possível porque, apesar de avisados, não houve olho aberto a tempo da parte de legítimos representantes locais do Povo Faialense. Espero que se acabe a complacência com quem doravante insista em fechar os olhos quando se atacar ou se coloque em risco as potencialidades desta ilha.

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Após anos em que os Procuradores da República mandaram arquivar investigações aos governantes, aos dirigentes de clube e a outros poderosos, agora sente-se que a Justiça começou a enfrentar em Portugal os graúdos do sistema. Joana Marques Vidal é o rosto desta mudança na Procuradoria. Há uns meses viu-se a tentativa do Governo de a afastar e a cobardia da oposição em a suportar. É momento da estratégia política de apoiar a atual procuradora, antes que seja tarde.

É verdade que nada chegou ao fim em termos de tribunal, mas já subiu a um patamar que nunca havia alcançado desde o 25 de Abril e parece ter força de impulsão para subir ainda mais.

Também é verdade que ainda há casos arquivados que não ressuscitaram e deveriam voltar a ser reabertos, para não dar a sensação de que uns saíram impunes por no momento da investigação a Justiça fechar os olhos aos poderosos e outros poderosos tiveram o azar de se depararem à frente da procuradoria com uma pessoa que exerce de facto as suas funções de Procuradora Geral da República. Por vezes é uma obrigação olhar para trás e corrigir o mal feito.

Este aspeto torna-se ainda mais importante porque pode levar à convicção de que na política houve uma perseguição parcial a graúdos quase a um só partido, a um só clube e daí em diante e esta suspeita pode ser mortal para a continuidade de uma procuradoria geral da república como deve ser também no futuro.

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Não sei porque de repente o Secretário-Geral do PS, o líder do Grupo Parlamentar do PS e o Porta-voz do PS, este um socrático de referência, todos de rajada numa semana se sentem envergonhados com Sócrates, ainda antes das acusações ao mesmo irem a julgamento. É verdade que o caso Manuel Pinho reabriu a questão, mas sobre o ex-líder nada de novo veio a público ou será que veio algo pelos bastidores do partido?

Recuso-me a condená-lo antes do julgamento nos casos em concreto das acusações que se encontram na justiça, agora também é verdade que deixei de confiar na honestidade do mesmo quando ainda era Secretário de Estado do Ambiente, bastava ter olhos e apreciar algumas decisões, mas nessa altura muitos o achavam um potencial salvador e poucos viam que era um grande vendedor de banha da cobra e oportunista, só que isto não era crime, mas um muito mau indício para outros poderes que o PS lhe entregou de bandeja e depois convenceu o País.

Agora se o PS envergonha com Sócrates, será que também vai começar a reconhecer que o sofrimento que o seu legado trouxe ao País não foi culpa exclusiva de quem a seguir teve de gerir uma bancarrota?

Será que estamos apenas perante mais uma jogada oportunista ao estilo de Sócrates?

Será que virão mais coisas a público que ainda não sabemos?

Estou desconfiado desta descolagem em série face a Sócrates e confesso-me curioso sobre o porquê da mesma.

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Não temo a comparticipação da U. Europeia, preocupa-me é quem assume a outra parte. Agora todos dizem que seja o outro: a Região que seja o Estado; para este é uma questão regional, logo os Açores; a esquerda, como a gestão é privada, que seja a ANA/Vinci; a direita que os custos não compensam a empresa que seja o Estado/Região. Ninguém fala de um contributo nacional de todos, certo é que, no fim, o Faial lixa-se sempre.

Estou convicto que neste diferendo sobre quem paga, a União Europeia, seja no que for em termos de investimentos, é a que ao longo das últimas décadas menos tem fugido a contribuir com fundos para o que é que seja. São sim os políticos nacionais, regionais e locais que, por norma, fogem às suas responsabilidades financeiras nos projetos reivindicados pelas populações.

Na questão do aeroporto da Horta ao longo de décadas apenas assisti ao atirar culpas para a outra parte, tanto seja ideológica, autárquica, regional ou nacional sem nunca uma única ter arregaçado as mangas e avançado com a obra por sua iniciativa, conta e risco.

Assim, não se vai lá!

O problema não está na comparticipação europeia.

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