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Posts Tagged ‘perspetivas de futuro’

Face ao que disse ontem à noite, quase tudo igual: trajetória a definir-se cada vez mais para perto das Flores e Corvo, sobre as ilhas ou um pouco a NW, o que melhora o cenário para o Faial face aos dias anteriores, mas retarda o momento da passagem dos ventos mais fortes no Grupo Central, ou seja o rabo do furacão como o povo lhe chama, que agora poderá ser mais pelo noite dentro ou madrugada fora.

Assim tudo aponta para termos algo típico de um dia de inverno ventoso, embora possam ocorrer chuvas por vezes intensas e risco de trovoada, tudo isto a desenvolver-se entre sábado e a manhã de domingo. Mantenho que devem acompanhar os comunicados da proteção civil ou NHC

Quanto à Joyce, os  modelos apontam agora que deverá passar a sul dos Açores sem afetar os Grupos Central e Ocidental. Menos uma preocupação.

Helene11

A partir de agora não se justifica novas atualizações sobre este tema, a não ser que haja mudanças de surpresa de última hora, é esperar, cumprir as medidas de segurança e manter a esperança que de facto nada de grave aconteça.

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VERÃO COM CIGARRAS E FORMIGAS

A Semana do Mar 2018 já se foi, mas o verão continua. Esta estação, amada pela cigarra da fábula, convida à descontração das férias com uns mergulhos no mar durante o dia (e não há mar maravilhoso como o dos Açores!) e uns convívios regados em esplanadas à noite (e no Faial, com a bela vista para o Pico descoberto à luz da lua, ainda melhor!); mas o mundo à nossa volta continua a girar mesmo sem querermos pensar no próximo inverno como a formiga. Mas a vida tende a ser assim: aproveitar o dia de verão que no inverno logo se vê. Aliás, todos elogiam a labuta da formiga, mas gostar… gostam é do gozo da cigarra e as crónicas no verão devem ser levezinhas.

Sem dúvida que o mais marcante da última Semana do Mar foi a sua vertente ambiental que já se vislumbrava dos últimos anos, mas que nesta edição veio em força na estratégia de reduzir a produção de plástico como resíduo da festa. Foi interessante ver alguns arrufos pela imposição da caução dos copos e a necessidade de deslocação para o reembolso. É a preferência pelo comodismo da cigarra face ao pedido de um pequeno esforço bem menor que o labor da formiga no verão.

Gostei de ver a surpresa de alguns por eu estar a reutilizar a mesma caneca de uma edição passada, é que mais do que ter feito da Terra e do Ambiente a minha profissão, eu acredito que está nas nossas mãos ter gestos em prol da sustentabilidade e limpeza do Planeta que é a nossa casa.

No resto, esta Semana do Mar não se distinguiu das outras: o mesmo estilo de programa cultural, o mesmo afastamento da população do festival náutico que está na base da festa e o mesmo contraste entre a grandeza dos desfiles de verão que se fazem noutras terras e ilhas de Portugal e aquilo que assisti na RTP-Açores como cartaz deste festejo na Horta.

No ano, a crer no discurso do Presidente da Câmara, ao menos as condições do local onde o programa cultural se faz as coisas vão mudar ou condicionadas por obras da frente mar a iniciar ou mudanças no espaço se concluídas, esperemos para ver o evoluir destas nas próximas estações.

Apesar de eu ter uma vertente de formiga ao olhar o futuro e ter as minhas férias principais com alguma frequência no outono e inverno, não deixo de ter uma atração pelo gozo estival da cigarra. Tirei uns dias no verão e este ano até juntei uma escapadinha a Lisboa.

Não haja dúvida que a capital voltou-se de armas e bagagem para o turismo estrangeiro, fui mais vezes abordado na baixa de Lisboa em inglês, castelhano e francês do que no Português da cidade, o que confesso me desagrada. Num restaurante, após pedir uma mesa na esplanada (este tique meu de cigarra!) lá me entregaram a carta de pratos na língua de Molière e não era porque fosse mais fino ter um menu em lugar de uma ementa, foi apenas este vício lusitano de nos curvarmos perante os estrangeiros que até aos compatriotas os servimos noutra língua.

Já sei que passada a fuga dos turistas da Turquia e do norte de África devido ao terrorismo que os trouxe a visitar Portugal e colocou Lisboa na moda, as promoções daqueles países voltaram a atrair as pessoas para lá e logo por cá o número de dormidas começou a cair. Infelizmente decresceu mais nos Açores e a minha parte de formiga começou a pensar como será o futuro depois desta onde de turistas mais fruto de circunstâncias alheias do que do labor dos governos locais que proclamam exclusividade dos louros deste sucesso. Continuação de bom verão a todos!

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Pelo discurso de abertura da Semana do Mar que acabou, vai já iniciar-se a consignação para o arranque de obras da Frente Mar, uma obra há décadas reivindicada pelos Faialenses. A concretizar-se este anúncio por alteração do espaço as futuras Semanas do Mar terão de ser diferentes.

É verdade que esta obra e o plano de urbanização sempre estiveram associados com a necessária conclusão de variante à cidade. Assim deixar-se-ia a frente marítima ao uso preferencial das pessoas e outra estrada por fazer seria o eixo destinado aos carros de passagem sem necessitar de vir ao centro da Horta.

Numa estratégia perfeita era assim que aconteceria: mais gente na meio da Horta e menos carros a passar pois tinham o espaço alternativo – a variante.

Contudo, como já se viu que por vontade do Governo dos Açores a variante não é para se concluir e como no Faial a experiência já ensinou que quando um projeto espera por outro por vezes não se fazem os dois, o melhor é mesmo que arranque a Frente Mar da Horta e que tudo corra pelo melhor.

Mas não me esqueço da variante…

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O ano passado o calor foi trágico em Portugal. O Governo culpou em parte  a Alitice e quis tirá-la do SIRESP, hoje aquela passou a ser maioritária no SIRESP, o Governo disse que no ano passado tudo estava bem planeado, mas este ano evidenciou que se preparou de modo diferente, apesar de tais contradições, no regresso do calor ao Continente apenas desejo que tudo corra bem para bem das pessoas. Se houver fogos, que estes não provoquem mortos nem feridos e que os danos sejam mínimos.

Nunca será possível eliminar todos os riscos da natureza, mas minimizá-los está não mão das pessoas e espero que os frutos da prevenção aos fogos e à onda de calor que tanto têm sido propagandeados sejam positivos.

O Portugueses merecem um País seguro e bem preparado para evitar catástrofes humanas.

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Meu artigo publicado hoje no diário Incentivo.

PISTA: APÓS APROVADAS AS RESOLUÇÕES, NADA DE BAIXAR OS BRAÇOS

Em Lisboa, no passado dia 18, a Assembleia da República, por unanimidade de todas as bancadas e em conjunto, aprovou na generalidade 4 propostas a recomendar a ampliação e melhoramento da capacidade operacional da pista do aeroporto da Horta, resoluções apresentadas pelo PS, o PSD, o CDS-PP e o PCP. Fiquei contente, mas ainda é cedo para qualquer foguetório.

Dei-me ao trabalho de procurar no portal da Assembleia da República o teor de cada uma das propostas apresentadas. Na introdução são diferentes, é normal, pois metem-se aí as considerações estratégicas e as visões do partido que a apresenta. Contudo, também ao nível do conteúdo recomendado verifiquei que as propostas não recomendam todas o mesmo, isto já requer maior atenção, pois, passada esta fase de propaganda, terá ainda de haver um entendimento para que haja uma proposta final com um mínimo de consenso na especialidade para ser definitivamente aprovada no Parlamento e, como muitas vezes acontece, o diabo esconde-se é nos pormenores.

Acredito que se houver boa vontade em todos os partidos será possível ultrapassar as diferenças e chegar a consensos que salvaguardem os principais objetivos dos Faialenses. Mas, se estivermos perante uma manobra política, sobretudo de quem tem de desembolsar o dinheiro e não quer gastá-lo, receio que alguns pormenores abram as portas para esta unanimidade vir a esbarrar em desentendimento que sirva para culpar outros de teimosia e resultar na inviabilização do projeto, permitindo a seguir propagar a ideia de o poder estar inocente por não se virem a reunir as condições finais para viabilizar a ampliação da pista e deste modo não desembolsar as verbas para a obra e acusar outros por não se fazer e ainda não perder votos. Alguns dirão: Isto seria maquiavélico! Mas na política deste País já vi situações do mesmo género, logo isto não seria nade de novo.

Assim, nem todos propõem o aumento da pista para 2050 metros, embora o acordo nesta pretensão talvez possa ser fácil de alcançar através do ponto da recomendação de se assegurar a concretização da ampliação da pista tendo em conta a categoria de aeroporto intencional da Horta obtida em 2001.

Igualmente deduz-se de todas as propostas que as intervenções na pista deverão ser discutidas na renegociação do Governo da República com a VINCI dos termos do acordo de concessão da ANA (dona do aeroporto), contudo, nada é dito sobre a possibilidade desta empresa não aceitar todos os custos do aumento da pista para além dos metros necessários à criação das zonas de segurança RESA (Runway End Safety Area) e, neste cenário e da leitura das introduções de algumas propostas, parece que certos partidos discordam totalmente que os executivos da República ou dos Açores comparticipem em tal investimento. Falta assim saber se na especialidade haverá abertura para se possibilitar como último recurso a comparticipação de dinheiros públicos, nacionais e ou comunitários, para não se criar impedimentos ao projeto de ampliação desejado pelos Faialenses.

Foi bom ter esta unanimidade, os protestos dos Faialenses obrigaram já a cedências, mas importa não esquecer: um voto de recomendação, mesmo unânime, não obriga o governo, não impõe nada, é um conselho que o executivo pode ignorar. Por isso, apesar da aparente boa-vontade de todos os partidos agora, até dos que apoiam o poder que terá a palavra final, os Faialenses não podem baixar a guarda, é cedo para qualquer festa, pois a ampliação não ficou ainda assegurada e já vi anúncios mais fáceis ficarem por cumprir e sem as perspetivas de desculpas que estas diferenças permitem

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Foi com grande alegria que ouvi a RTP-Açores noticiar que o Hospital de Ponta Delgada desenvolveu um teste rápido de deteção da leptospirose, o que pode salvar muita gente nos Açores onde esta doença é endémica. Quem, como eu, viu familiares queridos saudáveis serem ceifados em poucos dias por falta de diagnóstico a tempo só pode regojizar-se. Acresce que o método pode exportar-se para outros Países que sofrem de igual risco.

Espero agora que o Serviço Regional de Saúde permita estender o método de análise ao máximo de ilhas dos Açores e o mais rapidamente possível. Até porque ficou explícito que além de rápido não era caro, para que assim mais nenhum Açoriano sinta a dor da perda de familiares e amigos saudáveis contaminados por esta bactéria, cuja infeção é facilmente tratável se detetada precocemente, mesmo que por vezes com sequelas duradouras, mas mortal se não tratada a tempo.

Aos que desenvolveram o novo método no Hospital do Divino Espírito Santo os meus parabéns e votos para que esta doença deixe de ser motivo de preocupação de tantos Açorianos.

 

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Não gosto das manifestações de contentamento pelos maus resultados da Argentina fruto da rivalidade histórica Cristiano Ronaldo – Messi. É que se este jogador não tem salvo a sua equipa, também a seleção de Portugal não tem estado bem e o Irão não é um adversário fácil. Todas as possibilidades estão em aberto, inclusive o pior cenário: Portugal cair com 4 pontos e a Argentina passar com 4. É muito cedo risos e piadas neste confronto.

Torço por Portugal e tenho sofrido, se Messi não conseguiu ajudar à Argentina até aqui, no último jogo Portugal não conseguiu ajudar Cristiano Ronaldo. Interessante seria vermos um confronto entre estes dois jogadores neste campeonato, sinal que Portugal tinha ido bem mais longe do que já foi nesta prova e então que ficássemos com razões para sorrir.

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