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Posts Tagged ‘perspetivas de futuro’

Não temo a comparticipação da U. Europeia, preocupa-me é quem assume a outra parte. Agora todos dizem que seja o outro: a Região que seja o Estado; para este é uma questão regional, logo os Açores; a esquerda, como a gestão é privada, que seja a ANA/Vinci; a direita que os custos não compensam a empresa que seja o Estado/Região. Ninguém fala de um contributo nacional de todos, certo é que, no fim, o Faial lixa-se sempre.

Estou convicto que neste diferendo sobre quem paga, a União Europeia, seja no que for em termos de investimentos, é a que ao longo das últimas décadas menos tem fugido a contribuir com fundos para o que é que seja. São sim os políticos nacionais, regionais e locais que, por norma, fogem às suas responsabilidades financeiras nos projetos reivindicados pelas populações.

Na questão do aeroporto da Horta ao longo de décadas apenas assisti ao atirar culpas para a outra parte, tanto seja ideológica, autárquica, regional ou nacional sem nunca uma única ter arregaçado as mangas e avançado com a obra por sua iniciativa, conta e risco.

Assim, não se vai lá!

O problema não está na comparticipação europeia.

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Foi notícia na RTP-Açores de hoje: o reconhecer da CALF da necessidade de se aumentar a produção de leite no Faial a entregar nesta entidade para viabilizar a fábrica de laticínios. Suspeito que parte da culpa da redução desta produção, que está a comprometer a unidade fabril, residiu na própria forma como os produtores foram tratados ao longo de anos por esta cooperativa que baixou o preço de forma assustadora aos produtores. No desafios do meu primeiro post deste ano estava mesmo este ponto.

Apesar do reconhecimento desta necessidade por parte da direção da cooperativa, a verdade é que não ouvi nada de concretamente apelativo do lado do Presidente da CALF, o que é manifestamente pouco para a urgência do assunto. Não basta a presença do Secretário Regional para motivar os agricultores a produzirem mais para tão escasso pagamento do fruto do seu trabalho.

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Bancada do PSD, certos militantes de renome, comentadores e articulistas discutem opiniões sobre a estratégia de Rui Rio abrir o partido a negociar  questões de fundo com Costa e seu Governo: uns dizem que beneficia o PS, outros que prejudica o PSD, outros que fortalece o CDS e outros que ajuda a extrema-esquerda. O que toda esta gente não fala é se tal é bom para Portugal ou para os Portugueses, ou seja, desinteressam-se da única coisa que importa em política, servir as Pessoas e o Pais.

A única coisa que de facto me motivou intervir na política foi o serviço às Pessoas, à minha Terra e o futuro do meus País, claro que com as minhas ideias e visões da sociedade. Só que para toda esta máquina que enche a comunicação social parece que apenas importa o confronto politiqueiro, mostrando a todos uma democracia e partidos doentes que assustam pelo grau com que desprezam a defesa dos cidadãos que deveria o cerne dos seus debates e por isso, à exceção das questões locais, a política cada vez me desilude mais

 

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O CDS, o PSD e o PPM pretendem criar uma comissão de inquérito ao setor público regional, tem lógica, mas a ser a sério, acredito que muita coisa oculta se vai descobrir e não será boa. Isto até pode provocar uma revolução no setor, mas pode resultar que dos males insanáveis e das suas consequências impopulares o Governo venha ainda a acusar de falta de tato da oposição. Um risco.

Outro risco é mexer agora no regime de freguesias, na última o processo não foi bem feito, mas mexer novamente vai despertar muitos bairrismos entretanto aplacados que se replicam por milhares terras, um género de mexida que se sabe como começa mas dificilmente como acaba. Relvas podia ter muitos defeitos, mas neste processo chamou mais ódios a si do que ao executivo, não sei se agora será igual, se não for, para além de Cabrita haverá mais políticos chamuscados e só os adversários do Governo saberem aproveitar a bomba relógio que se quer mexer…. se souberem!

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O Presidente do Governo dos Açores, hoje, em visita às obras da Escola do Mar no Faial, estimou que esta entre em funcionamento em 2019. Espero que a previsão se concretize. Mas, não me esqueço que esta escola nasce por nos terem tirado a Rádio Naval e as obras decorrem quando na Horta o IMAR fechou e despede pessoas e a COFACO do outro lado do canal despediu os seus trabalhadores. O preocupante é que este projeto é acompanhado de desinvestimento na área do mar nesta zona dos Açores.

Não sei de quem é a culpa, mas que há algo de estranho em todas estas coincidências, lá isso há. Sem as conserveiras no canal que fecharam, com redução de investigadores nas ciências do mar, com uma frota de pesca que deixa de ter razões para abastecer a indústria de transformação de pescado agora inexistente e aviões penalizados para exportar a carga da pescada, sem dúvida que os muitos sinais no setor da economia do mar no Faial e Pico são muito maus por agora e exigem uma atenção redobrada para compreender a crise que de facto se está a passar aqui no Canal.

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Lamentei em 2010 o fecho da fábrica do peixe da COFACO no Faial, logo após o período em que tal era viável sem ter de devolver os subsídios europeus que recebera. Então ofertaram aos seus trabalhadores faialenses vagas no Pico, não sei quantos dos que aceitaram continuam ainda a ir diariamente para a Madalena, mas foi um despedimento encapotado imposto de forma abusiva pela empresa a muitos. Volto a lamentar o despedimento agora daquela fábrica com a desculpa de construir uma nova sem se perceber das garantias aos novos desempregados.

É muito triste ver imporem ao Pico os mesmos sacrifícios que antes fizerem ao Faial, embora o ditado diga que: quando vires as barbas do teu vizinho a arder coloca as tuas de molho, um sinal claro que mais cedo ou tarde o mesmo irá acontecer a quem está ao lado.

Agora ainda sobra esperança com a perspetiva de uma futura fábrica que já se percebeu não será para o mesmo tipo de produção que a atual e por isso, mesmo que se venha a concretizar, talvez já não acolha todos os desempregados deste despedimento coletivo.

Sempre fui defensor de que o Pico e o Faial tinham ambos a ganhar quando lutavam unidos pela defesa de cada uma das suas ilhas, em vez de se gladiarem esperando que com a desgraça ou desinvestimento da outra viessem a acolher benefícios do exterior mais forte. Um engano total tal estratégia!

Sou há muito da opinião que quando uma ilha do canal enfraquece está aberta a porta para a seguir esse exterior mais forte começar a atacar a outra. O que se está a passar agora com a COFACO da Madalena aponta para a correção da minha forma de pensar o problema ao nível do eixo Faial-Pico e, coerentemente, estou solidário com o Pico, pois o enfraquecimento deste, a médio ou longo prazo, também atingirá o Faial.

A solidariedade tem dois sentidos e se for feita com inteligência consegue-se defender a sua terra sem pisar a do vizinho e nunca nos devemos aliar aos mais distantes e fortes que ambicionam os bens na nossa vizinhança, pois neste caso rompem com cooperação dos vizinhos que servi para se defenderem e esse exterior depois vem buscar os bens que ambicionava de cada um deixando os dois cada vez mais fracos.

Votos que este processo acabe bem no Pico para de todas as gentes do Canal.

 

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O 1.º, sem dúvida, é obter algo de real na questão do aeroporto e acessibilidades aéreas, pois desde a manifestação de setembro de 2016 os Faialenses nada de novo e importante alcançaram neste domínio. O 2.º é a decisão do que e como pretendem a intervenção no porto da Horta. 3.º, a dinâmica em torno da economia e investigação do mar, tornando a ilha num pólo científico com criação de emprego e de rendimentos. 4.º, a revitalização da CALF, talvez aquele que está mais nas mãos dos agricultores com a sua capacidade, ou não, de se organizarem e darem uma mudança à situação que conduziu a este declínio e dificuldades da fábrica de laticínios.

Poder-se-ia sempre enumerar outros casos: variante, comércio tradicional, frente marítima da Horta, mas seleccionei aqueles que me parecem mais cruciais para revitalizarem o Faial e capazes de reverter o declínio que a ilha tem assistido com  tática comodista de muitos desta Terra.

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