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Posts Tagged ‘Portugal’

cravosbranco

Os cravos estão vergastados das intempéries que fustigam a liberdade; são brancos, pois só em paz a justiça floresce; são singelos, mas não é preciso muito para tornar cheio o seu sonho, basta uma democracia justa e assim se cumpre Abril.

25 de Abril para sempre em Portugal

Feliz dia da Liberdade.

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A justiça portuguesa acusou o Vice-presidente de Angola Manuel Vicente de corrupção, situação normal num país democrático onde o poder judicial é independente do poder político. Só que no regime angolano quem governa manda, manda mesmo em tudo, e as relações Portugal-Angola já há muito que são uma pedra no sapato português perante este Estado africano, que no seu interesse gosta de impor que os lusitanos silenciem a justiça ou fechem os olhos quando está em causa um governante de Luanda. Como acabará esta história?

Suspeito que com o tempo algo levará a que com uma desculpa mais ou menos esfarrapada a acusação caia em saco roto e o caso seja arquivado com alguns pseudo-esclarecimentos vindo do hemisfério sul. Veremos quanto manda Angola em Portugal  com este caso? Temo que que sim.

Estou curioso.

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O que mais me surpreendeu em 2016 foi mesmo a derrota em outubro dos políticos do Faial que desculpavam estratégias que prejudicavam esta ilha. Destaco o à vontade com que desde então deram a volta ao seu discurso, passando até a criticar a administração da SATA e a reconhecer a importância de ampliação da pista da Horta como se em setembro nem tivessem rejeitado votos de protesto sobre os mesmos assuntos. Mas assumo ainda bem que juntaram a sua voz aos que falavam alto em defesa desta ilha. Espero apenas que não seja fogo de vista e que esta viragem dê frutos até outubro próximo. Ao nível do Porto da Horta já estes derrotados tem tido um discurso ambíguo e estão a desresponsabilizar o Governo dos Açores dos atentados que por ali se podem ainda praticar

Não sei até que ponto e por quanto tempo é sustentável financeiramente a estratégia do governo de António Costa, mas que, em termos de imagem da crise, a situação social e económica no final de 2016 parece muito mais apaziguada e com melhores perspetivas de ultrapassar as dificuldades sentidas que o pensado em final de 2015, há que reconhecê-lo. É verdade que os aspetos negativos aparecem esbatidos: nunca o investimento público foi tão baixo, apesar de ser uma das alavancas antes defendida pelos atuais governantes para a retoma, o crescimento ficou muito aquém do anunciado e a dívida pública e juros desta crescem paulatinamente e parecem bombas relógios que temo, também assumo. Agora que o desemprego baixou e isto estava entre o fundamental dos Portugueses, foi um objetivo bem conseguido. A obsessão pela redução do défice que era alvo de críticas aos anteriores governantes passou a ser o maior trunfo dos que agora ocupam o poder, uma mudança substancial e uma bandeira de sucesso, tal como a coesão da esquerda que se mostrou capaz de engolir sapos perante as dificuldades da realidade foi uma surpresa que garantiu uma estabilidade que se duvidava ser conseguida com os acordos da denominada geringonça. Assim, Costa está em alta e surpreendeu pela positiva.

Desportivamente a vitória de Portugal no euro 2016 foi sem dúvida a maior conquista do País e praticamente poucos acreditavam ser possível. A seleção nacional não brilhou nos vários jogos da corrida para a sua meta, mas no momento final arrancou e alcançou um feito que parecia impossível.

Internacionalmente a guerra na Síria e os refugiados pareciam ser os acontecimentos que maiores marcas deixariam em 2016, até que a vitória do Brexit fez mudar os holofotes da Europa para a necessidade de coesão entre os Estados da União e sem dúvida que Merkel e Bruxelas passaram a ser mais tolerantes com os países em dificuldades económicas, mas o que parece mesmo ser o maior fenómeno do ano foi a vitória eleitoral de Trump e, provavelmente, será este o evento que mais irá condicionar a política internacional do futuro próximo ou mesmo distante da Terra, tudo depende de como ele irá mudar a estratégia de enfrentar os problemas internos e externos dos Estados Unidos.

Claro, há outros acontecimentos marcantes, refiro aqui apenas: a chegada a Secretário-Geral das Nações Unidas de Guterres, mas sem dúvida que o prestígio é maior que a eficácia do cargo para este conseguir com eficácia que o mundo rume para uma política global mais justa e humana. Embora de outra índole, não me esqueço da destituição de Dilma Rousseff num Brasil que se afunda na fossa da corrupção que tudo suja, mas lamento que  Lula tenha aceite entrar para o Executivo de molde a deixar a ideia que era para fugir à justiça, mesmo que esta não pareça neste processo mais limpa que os restantes políticos, mas os heróis também devem saber marcar a diferença e ele neste ano não soube, mas este parece-me que é um fenómeno com maior efeitos apenas dentro do Brasil do que a nível Internacional.

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Praticamente está reconhecido que António Guterres será o próximo Secretário-Geral da ONU, eu, desde janeiro passado, assumi neste blogue o meu gosto e apoio pessoal para que este Português conseguisse este lugar cimeiro na diplomacia mundial, e não havendo nenhuma surpresa de última hora fico feliz por isso. Sou daqueles que considera esta eventual vitória mais um sucesso individual do que nacional, pois este papel não é de desempenho de um cargo de representação de Portugal, mas sim de desempenho individual isento na busca de equilíbrios para se alcançar acordos e a paz entre os Estados e Povos da Terra.

Uma nota, não conheço nenhum dos outros candidatos e como tal não posso dizer que ganha o melhor, mas apenas que tudo aponta para que vá ganhar uma pessoa que considero um grande diplomata, honesto e bom carácter, não um bom executivo, mas o lugar para que concorreu é diplomático e, como tal, a função assenta-lhe perfeitamente.

Por fim, sempre tenho sido contra cotas e outras situações onde o género, a geografia, a raça, a religião ou a orientação individual são argumentos para se eleger alguém a  um cargo político e este processo eleitoral mostrou bem quanto estes aspetos podem de facto dificultar ou sobrepor-se à a nomeação de uma pessoa bem adequada para o lugar e levar à seleção de indivíduos por características que nada tem a ver com a habilitação do candidato em si.

Para já votos de Boa Sorte a António Guterres no desempenho das suas funções.

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Olympia_2016

Imagem wikipédia

Arranca hoje a XXXI Olimpíada da era moderna, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, sei quão polémicas são estas organizações, penso que sempre tiveram manchas de corrupção e aproveitamento político e económico, mas se muitos dizem que este dinheiro deveria ser investido na erradicação da pobreza, no sistema de saúde ou na rede de ensino, o único Continente que nunca organizou este tipo de evento é o mais pobre, com pior educação e saúde, o Rio de Janeiro muito antes da de hoje era um exemplo de desigualdade social e insegurança, pelo que assumo: desde criança me fascinam os Jogos Olímpicos e não são este acontecimentos quadrienais que provocam mal ou mundo, mas contribuem para o sonho desportivo de muitos.

As primeiras olimpíadas de que me recordo foram as XXI em Montreal no ano de 1976 onde Carlos Lopes trouxe a primeira medalha olímpica do atletismo para Portugal, mas curiosamente este é o evento desportivo onde o meu coração vibra sempre por dois Países: o Canada, minha pátria natal; e Portugal, minha pátria nacional e de residência; por vezes coloca-se o dilema quando entram em confronto direto elementos destes dois Estados, só que é raro, nalgumas modalidades sinto-me inclinado pela folha de Ácer, sobretudo ginástica, natação, noutras pelas Quinas, sobretudo no atletismo e judo, mas vibro sempre que ouço “A Portuguesa” ou o “Oh Canada” ecoarem nas cerimónias das medalhas e por vezes chegam-me lágrimas aos olhas diante da Maple Leaf ou da bandeira Verde Rubra.

Força Portugal!

Go Canada!

Para quem quiser seguir, eis o link oficial dos jogos Rio 2016

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Confesso que já me perdi na denominação oficial deste feriado, mas para mim é isto tudo junto: o Dia de Portugal, o Dia de Camões, o Dia dos Portugueses, o Dia da Língua Portuguesa e o Dia da Cultura Portuguesa.

Portugal já teve melhorias dias: já foi o País mais importante do Mundo no século XV e XVI, fomos ricos, fomos fortes, fomos grandes e demos novos mundos ao velho mundo, tudo isto fruto de muito trabalho e bom planeamento.

Também já passámos por piores dias: já perdemos a soberania fruto de decisões desastradas, já estivemos falidos fruto de uma gestão pública incompetente, já tivemos em guerra, já tivemos em ditadura, já fomos esclavagistas e capazes de progroms.

Temos uma história de  mais de 8 séculos e criámos uma das línguas mais faladas do mundo.

Talvez estejamos em decadência… mas já tivemos engenho e arte para nos levantarmos no passado após grandes crises e até de servidão ao estrangeiro, espero que venhamos novamente a ser um Portugal com motivos de orgulho pelo seu presente e não apenas pelo seu passado.

Viva Portugal!

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Faz hoje precisamente 5 anos que Portugal ficava à beira da bancarrota e o Primeiro-ministro José Sócrates pedia ao FMI e à União Europeia uma ajuda financeira de emergência de molde a este Estado super-endividado poder cumprir com os seus compromissos financeiros. Curiosamente neste aniversário português outro País lusófono, rico em petróleo e diamantes, Angola, pede ajuda ao FMI.

Apesar das previsões de novo resgate e das críticas ao Primeiro-ministro Passos Coelho, a verdade é que durante a sua governação em que esteve de arcar com as imposições da troika, Portugal não voltou a pedir um novo resgate. Evidenciando que apesar das críticas, o anterior executivo não foi o insucesso que muitos tentam convencer que foi, embora se tenham cometidos erros e injustiças e sou de opinião que poderiam ter evitado as primeiras e minimizadas e as segundas.

Muitas das decisões do anterior executivo foram revertidas pelo atual Primeiro-ministro António Costa, mantenho-me na expetativa para saber se continuaremos na via de Portugal se libertar do fardo das dívidas ou se também haverá uma reversão nas contas nacionais e não é pelo estado de graça do presente Governo que se pode para já proclamar o sucesso ou não das medidas que estão a entrar em vigor

Em Angola, um País para onde muitos Portugueses emigraram à sombra do dinheiro do ouro negro e dos diamantes sujos de sangue e entrou em força nos negócios em Portugal, passando a ter um peso enorme na economia lusitana, é bom recordar os sinais de novo-riquismo do regime angolano mostrados ao mundo, em detrimento de investir no fortalecimento e na diversidade produtiva do seu Estado, nem faltaram obras públicas enormes, sinal claro que a longo prazo estas não sustentam uma economia… mas vai ser o cidadão médio Angolano quem mais vai sofrer com isto, mas também é verdade que eleitoralmente manteve este regime no poder e os opositores e críticos a este estão a ser presos. Mais uma vez se prova que a má gestão dos dinheiros públicos pode sustentar os do poder, mas nunca beneficia o Povo a longo-prazo.

Comparando estes dois Países, espero que em Portugal a atual via também não seja um exemplo populista de má-gestão cujos benefícios imediatos não se tornem em pesadelos futuros como agora acontece em Angola.

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