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Posts Tagged ‘Portugal’

Não emito opinião na reivindicação dos professores sobre a contagem de tempo de serviço na carreira pública, o que me irritou neste caso foi que quando nas Regiões Autónomas se resolveu um conflito, ao contrário do Continente, logo comentadores nacionais se deram ao luxo de invocar limitações aos Governos Autónomos para chegarem a entendimento com os seus funcionários, invocando a Constituição e dada a falta de capacidade negocial, teimosia ou outra opção do Governo da República que não lhe permitiu chegar a acordo com os docentes a seu cargo.

Já não é a primeira vez que diletas personalidades nacionais que vivem à sombra da política emanam ataque aos estatutos da Autonomia procurando restringir a liberdade negocial dentro destas Regiões.

O centralismo é um mal demasiado frequente no pensamento dos políticos nacionais que me indigna profundamente, estes, por norma, aproveitam todas as oportunidades para tentar lançar para o espaço público ideias de restrição dos poderes autonómicos. Mas se a Constituição é um problema, a solução é mudar a Constituição e não invocar restrições na Autonomia.

Felizmente existe ainda muito espaço de mudança constitucional sem comprometer a unidade do Estado que eu também defendo, nomeadamente a possibilidade dos Governos Regionais terem acordos distintos com os seus funcionários quando o da República se mostra incapaz de tal.

Será que a incompetência nacional de resolver um assunto também tem de ser seguida pelas entidades regionais só para não comprometer a unidade de Portugal?

Será que os políticos regionais, independentemente da ideologia, não conseguem apresentar propostas de alteração da Constituição com acordos abrangentes para não dar oportunidade destes senhores invocarem inoportunamente e com tanta frequência restrições constitucionais à autonomia?

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Não gosto das manifestações de contentamento pelos maus resultados da Argentina fruto da rivalidade histórica Cristiano Ronaldo – Messi. É que se este jogador não tem salvo a sua equipa, também a seleção de Portugal não tem estado bem e o Irão não é um adversário fácil. Todas as possibilidades estão em aberto, inclusive o pior cenário: Portugal cair com 4 pontos e a Argentina passar com 4. É muito cedo risos e piadas neste confronto.

Torço por Portugal e tenho sofrido, se Messi não conseguiu ajudar à Argentina até aqui, no último jogo Portugal não conseguiu ajudar Cristiano Ronaldo. Interessante seria vermos um confronto entre estes dois jogadores neste campeonato, sinal que Portugal tinha ido bem mais longe do que já foi nesta prova e então que ficássemos com razões para sorrir.

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Um jogo que me deixou em simultâneo contente com o resultado e irritado com a seleção. Torci por Portugal a todo momento, mas a minha equipa foi-me tirando o orgulho que poderia ter na sua demonstração de saber jogar ao logo do encontro. Patrício teve de brilhar, mas a generalidade dos nossos jogadores nem permitiram isso a Cristiano Ronaldo. Isto não se faz a um apoiante da seleção de Portugal em futebol!

Houve um momento que mais parecia que Marrocos tinha 20 jogadores e nós tínhamos Rui Patrício e Cristiano Ronaldo. São muito poucos jogadores a jogarem na minha seleção.

Na montra do futebol mundial é bom vencer, mas é mau quando perdemos o orgulho nos nossos e temos de reconhecer… tivemos toda a sorte do nosso lado e o azar ficou todo do lado dos que jogaram muito melhor.

Hoje seguramente há muitos marroquinos tristes, mas orgulhosos da sua seleção e eu em sinto-me contente na humilhação e muito pouco satisfeito com esta combinação de sentimentos

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Hoje a primeira reportagem noticiosa que ouvi foi sobre conquistas do Governo na União Europeia para maximizar os apoios ao nosso País no próximo quadro comunitário. Parece que uma boa governação é ser capaz de aumentar a esmola dos outros Estados que souberam desenvolver-se. Virámos a mendigos e não temos estratégia para sair desta dependência. Triste sina!

Enquanto um país em situação normal não tiver a noção de mentalizar o seu povo da necessidade de alcançar a sua autossustentabilidade económica para se desenvolver não é merecedor de respeito internacional como estado independente, pois mostra apenas vocação para estado mendigo, infelizmente a evolução da democracia em Portugal nas últimas décadas foi para sermos mendigos internacionais.

Portugal já foi independente, com poder económico e alvo de respeito internacional e devemos isso à geração dos navegadores que procurou com sacrifício nacional e encontrou meios para Portugal não ser um mendicante internacional… depois tem sido a degradação quase contínua de um Estado com mais de 800 anos de história, este dia de hoje pouco mais é que um jogo de máscaras e discursos hipócritas para disfarçar a mediocridade em que Portugal se transformou, um charco de lama em que teima em chafurdar sem sair.

Apesar disso, continuo a sonhar com um Portugal independente e com motivo de orgulho pelo que é no presente e não pelo que foi no passado e é a esse Portugal que saúdo neste dia.

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ascensão

O livro “Portugal ascensão e queda” expõe a estratégia de sobrevivência da independência de um Portugal pequenino face à muito mais poderosa Castela e depois Espanha, o que permitiu que este País sobreviva há mais de 800 anos contra dificuldades que praticamente o tornavam inviável quase desde o início.

Apesar disso, Portugal, com inteligência peculiar, sobreviveu à crise de 1383-85 dando voltas às regras de legitimação de um rei e preservando a sua independência com a implantação da dinastia de Avis, a que tornou o fraco Portugal numa potência mundial contra todas as possibilidades.

Depois dá-se o declínio e perda da soberania em 1580, mas o autor explica porque D. Sebastião não agiu em Alcácer Quibir por leviandade como muitos têm dito, fazia sim parte da mesma estratégia que obrigava o País a arriscar para sobreviver. Correu mal, mas havia uma lógica coerente no objetivo.

Depois das dificuldades, foi a persistência de mito do sebastianismo que permitiu a restauração da independência, foi a estratégia original de sobrevivência que permitiu novamente contra as regras a dinastia de Bragança prosseguir com este reino separado de uma Ibéria unida a Madrid e foi esta peculiar estratégica de Portugal que fez Napoleão tropeçar por cá, que permitiu perdurar o domínio colonial e até a longa duração do poder de Salazar e foi o afastamento acelerado desta via que fez com que a descolonização fosse mal feita e desse origem a outras guerras.

O 25 de Abril abriu novas possibilidades, houve pertinências e oportunismos, hoje há um saudosismo da imagem de glória de passado, mas talvez um esquecimento da continuação da estratégia que permitiu Portugal sobreviver.

Jaime Nogueira Pinto, sendo um pensador desalinhado com o politicamente correto, mesmo com algumas ideias extremistas e sem sofrer de hostilidade preconcebida a Salazar e ao seu regime, também permite apontar aspetos que outros censuram à partida e por isso vale a pena ler o livro para se ter uma visão mais completa do porquê de Portugal ser como é hoje. Depois cada um pense por si mas detentor das várias visões da história deste País.

 

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cravosbranco

Os cravos estão vergastados das intempéries que fustigam a liberdade; são brancos, pois só em paz a justiça floresce; são singelos, mas não é preciso muito para tornar cheio o seu sonho, basta uma democracia justa e assim se cumpre Abril.

25 de Abril para sempre em Portugal

Feliz dia da Liberdade.

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