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Posts Tagged ‘Turismo’

Novamente um cruzeiro de turistas foi para o cais de mercadorias, pois para se poupar se encolheu o cais norte, para se poupar, também não se desassoreia a sua baía, mas apostou-se num grande terminal de passageiros de trânsito local que, na mentalidade de alguns, se for bem gerido, o Faial pode ficar a ganhar, algo assim como encolher no estratégico regional e internacional para apostar na pequenez local como se fez na feira Açores… Certo? 😜

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Não admira que haja um menor crescimento do turismo no Triângulo do que na Região, com tantas dificuldades que são colocadas na realização de reservas da Azores Airlines diretamente para a Horta, no embuste que foi o charter para Pico destinado a enganar Picoense e na calendarização tardia das ligações marítimas entre estas três ilhas; só um milagre é que este crescimento no Triângulo estaria acima do do Arquipélago.

Pior, este crescimento inferior é mesmo estrategicamente fomentado, não só pelo que acima foi dito, como também nas omissões de informação dos reencaminhamentos gratuitos, na tentativa de redução da rota Horta-Lisboa e nos esforços que a SATA tem feito para desunir Faialenses e Picoenses nas exigências de cada um em mais ligações nas suas ilha ou no uso dos seus dois aeroportos como alternativos e descaradamente evidenciado de quando há promoções turísticas dos Açores a imagens favorecem automaticamente a maior ilha da Região onde a transportadora aérea regional quer concentrar os passageiros.

São Jorge sofre também por tabela por muitas das indecisões que tem sempre que é convidada a reforçar a sua união ao Triângulo e vacila pelas sua histórica ligação à Terceira herdada do passado e do tempo da ditadura e, efetivamente, há quem alimente esta incerteza que prejudica a ilha geograficamente central dos Açores… mas muitos Jorgenses ainda não se aperceberam disso.

O Triângulo só confirmará todo o seu potencial quando unido vencer todos os que têm medo da sua força e criam barreiras ao turismo integrado do Faial, Pico e São Jorge.

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A forma como foi programada a realização de visitas com descida ao fundo da Caldeira devidamente acompanhada por guias habilitados para o efeito de modo a dar a conhecer o espaço e a garantir a proteção do património natural levou a que o Parque Natural da Ilha do Faial recebesse mais um prémio de reconhecimento da gestão desta área protegida: Experiência da Natureza.

Saber colocar as características naturais desta ilha ao serviço do turismo, da economia e das populações sem prejuízo da conservação do património natural e de forma integrada com os residentes da ilha e fomentando emprego tem sido uma linha de referência neste Parque que dignifica o Faial e melhora a qualidade da oferta a potenciais interessados a esta terra.

Nem todas as boas ideias são caras e implicam grandes verbas, embora possam gerar receitas e eis um bom exemplo. Parabéns!

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Ontem, devido ao nevoeiro na Horta, a SATA divergiu para a Terceira e os passageiros ficaram alojados em casas particulares no Faial por o alojamento hoteleiro estar esgotado. Compreendo que um avião não pode aterrar com más condições de visibilidade e segurança, mas o jornal é omisso sobre as condições no aeroporto do Pico e talvez esta omissão não seja inocente e isto sim: merece ser questionado.

Como alguém me dizia à dias: “Felizmente que os dois aeroportos do Canal estão com exposições opostas aos nevoeiros orográficos que fustigam o Faial e o Pico, pois assim, quando uma destas infraestruturas está com neblina por ser a sua costa a batida por este fenómeno meteorológico, a ilha em frente, muitas vezes está com boa visibilidade!”. Mesmo assim, têm sido raras as vezes que tenho ouvido a SATA ter divergido para a ilha ao lado, antes prefere a Terceira para maiores incómodos dos passageiros. Não sei se esta foi mais uma das vezes em que esta má preferência se concretizou.

Cada vez tenho mais suspeitas que seja estratégico este evitar que os aeroportos do Pico e da Horta sejam alternativas entre si sempre que tal seja técnica e meteorologicamente possível, pois a SATA parece que prefere irritar os passageiros ou desencorajar visitantes para as ilhas do Canal e divergi-los para a Terceira sem dar uma segunda hipótese de os fazer chegar a esta zona no dia programado.

Isto em nada alivia a pressão que há a fazer para que sejam instaladas nestes aeroportos as melhores e mais modernas tecnologias de apoio à navegação, quer sejam projeto RISE, ILS ou outra, mas, em paralelo, há também que, sem temor ou bairrismo, lutar pela complementaridade do Faial e do Pico como destino dos passageiros que para aqui vêm, de modo a que as coisas funcionem como numa terra desenvolvida e não com a desorganização de uma região terceiromundista. Claro que se houver a tal má intenção que suspeito cada vez mais, isto já não é uma questão de terceiromundismo… mas pura maldade!

Mesmo assim, os hoteis estavam cheios no Faial, talvez também no Pico…  quanto mais atraente seria o Triângulo sem este mau comportamento no serviço da SATA?

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Através do Incentivo, soube-se que cerca de 40 empresários dos Açores defenderam a ampliação da pista do aeroporto da Horta, sendo que esta antiga reivindicação foi assumida não apenas por Faialenses, mas pelas próprias Câmaras do Comércio e Indústria da Região, dando assim um cariz regional a esta pretensão faialense. O que justifica que a notícia também fosse replicada no Correio dos Açores.

Há muito que esta é uma das principais, se não a principal reivindicação do concelho da Horta e já mereceu numerosas posições das instituições representativas das populações do Faial, tanto no domínio político, como económico, desde a Câmara e Assembleia Municipal, partidos, Conselho de Ilha, até à Câmara de Comércio.

Este assunto junto com os investimentos no domínio da segurança das aproximações de aeronaves, de modo a evitar os cancelamentos por fatores meteorológicos e a viabilizar aterragens sem tantas penalizações no transporte de carga e passageiros ou dimensões doas aparelhos, são fundamentais ao desenvolvimento economicossocial do Faial e do Triângulo.

Paralelamente, numa perspetiva de integração adequada do Triângulo, como zona unida e um destino turístico específico dentro dos Açores, este assunto não pode continuar desligado do facto desta pista ter de ser e passar a ter sempre que possível como alternativa o aeroporto do Pico, assegurando que quem vem para o Triângulo não acaba depois reencaminhado para fora dele ou com regresso à origem sem chegar com facilidade ao Faial, ao Pico ou São Jorge devido a condições meteorológicas (como este nevoeiro que teima em nos visitar), arbitrariedades da empresa de transportes aéreos ou outras penalizações e incógnitas várias.

Todavia a complementaridade de alternativa entre estes dois aeroportos implica também que quando existirem desvios de aparelhos entre estas pistas, por razões várias, haja imediatamente um sistema de reencaminhamento dos passageiros para os seus destinos pretendidos: Faial ou Pico, sem estes ficarem reféns dos horários das ligações marítimas regulares no canal e da inexistência de transportes em terra, levando a esperas demoradas que desincentivam novas visitas ao Triângulo. Aspeto que tem de começar a fazer parte das preocupações da forças vivas destas duas ilhas e apresentação de soluções integradas de ambos os lados do canal.

 

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Apesar de persistirem nuvens negras no horizonte da finanças públicas e economia nacional, não haja dúvida, a não haver engenharia financeira, a redução do défice em 453 milhões de euros nos primeiros 5 meses de 2016 face ao ano passado é uma boa notícia, não só politicamente para o Governo e seus apoiantes como para a generalidade dos Portugueses.

É curioso ver que apesar de um conjunto de medidas despesistas tomadas por este Governo estas não se refletem significativamente na despesa do Estado, enquanto os impostos indiretos crescem sem crescer a economia, mas com o tempo, estou certo, ir-se-á compreendendo o que se está de facto a passar.

Por último, falta agora saber qual será de facto o efeito Brexit na economia nacional, mas novamente só o tempo esclarecerá, um país dependente da conjuntura externa muitas vezes não resiste aos problemas internacionais e Portugal tem neste campo uma fragilidade enorme.

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dormidas

Apesar da tentativa de nos impingirem a ideia que o Faial está a beneficiar das ligações low cost a Ponta Delgada, infelizmente, o quadro acima, dados Estatísticos dos Açores, demonstra que no inverno  deste ano, enquanto São Miguel viu as dormidas no turismo crescerem 59% e a Terceira 14,1%, por cá, na minha ilha estas diminuíram 9,4% e no Pico reduziram-se em 8,9%.

Se no verão passado assistimos a uma saturação dos lugares disponíveis no reencaminhamento gratuito na SATA entre São Miguel e a Horta, que impedia a muitos dos turistas que viajassem em low cost de chegarem ao Faial e impedia os Faialenses de viajarem para Ponta Delgada de avião, no inverno, onde pode haver mais lugares disponíveis no transporte aéreo interilhas, verifica-se que o alojamento do Faial e Pico não beneficiou com o novo modelo de transportes.

Já disse e repito e se possível denunciarei muito mais esta situação: o Governo dos Açores converteu-se a um modelo de desenvolvimento económico geograficamente neoliberal, optando por apostar mais na ilha que já mais tem e vendendo a teoria ultraliberal da mão invisível que considera que quando o rico mais enriquece os mais pobres também ganham com isso através do crescimento económico assim gerado, ou seja, das migalhas caídas de cima, todavia na realidade esta é a maior falácia do neoliberalismo: os pobres continuam pobres e cada vez com um poder económico mais distante dos mais afortunados.

Nos Açores, a premissa neoliberal do Governo Regional está de facto a fortalecer  o turismo de São Miguel e a atrofiar, não só relativamente, mas até em termos absolutos, o mesmo setor no Faial. Só não vêm os Faialenses cegos ou que querem ser cegos perante estes factos.

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