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Posts Tagged ‘redes sociais’

Em artigos, o Vice-presidente da Câmara da Horta desacreditou jornais do Concelho, acusou-os de estarem ao serviço de alguns partidos (deduzo que não o da Câmara, embora estes tenham notícias feitas por esta). Agora novo escândalo quando na página oficial do Município da Horta no facebook o seu gestor não só censurou com o seu “lápis azul” comentários opinativos de fundo técnico de um Faialense, como bloqueou o acesso deste à mesma. Ele um cidadão de pleno direito em Portugal e um Munícipe da Horta. É demais! Isto num Portugal que se orgulha justamente do 25 de Abril que pôs fim não só à ditadura, como à censura e ao delito de opinião!

Nenhuma Autarquia ou outra entidade institucional tem necessidade de ter uma página na internet onde expõe as suas atividades aberta à opinião pública, mas a partir da opção de criar este modo de interagir com os cidadãos tem de tratar todos estes em pé de igualdade, pode aceitar elogios e gostos, regozijando-se eles, mas também tem de aceitar críticas com as quais está de acordo ou não.

A partir do momento em que devido ao seu carácter público e oficial esta entidade opta por moderar comentários que não tenham carácter ofensivo ou ataque ao bom-nome das pessoas no seu direito individual, essa entidade está uma exercer censura, tal como a exerceu uma entidade eliminada com o 25 de Abril.

Não importa qual o partido ou credo dos comentadores de uma entidade oficial pública e se estes refletem ou não o seu modo ideológico: a democracia só existe quando as pessoas não têm de inibir as suas ideias base, políticas, religiosas ou outras legais quando se pronunciam sobre situações públicas.

Numa entidade particular esta pode limitar e condicionar acessos aos seus espaços publicitários, essa é uma grande diferença das outras entidades sujeitas ao escrutínio público

Assim, sempre que uma entidade oficial de carácter político corta a voz e o acesso de uma página oficial ou assumida como tal, nem que seja por omissão de não se desvincular dela, e começa a moderar comentários que não lhe são agradáveis, entramos então no domínio do fim da liberdade de expressão das pessoas: uma forma de Censura e, pelos vistos, e de acordo com o escrito pelo visado, a Câmara Municipal da Horta unilateralmente cortou direitos de liberdade e garantias a cidadãos que estão protegidos constitucionalmente em Portugal e ainda por cima seus Munícipes.

Quem diria que a Câmara Municipal da Horta 43 anos após o 25 de Abril deixasse de cumprir a Constituição quando esta não lhe convém ao nível da livre expressão dos seus Munícipes.

O problema é que depois de cortar os direitos a um primeiro cidadão nunca mais se sabe até onde isto poderá ir. Hoje o Tiago Silva, amanhã o Carlos Faria e depois quem sabe tu que leste este artigo.

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No passado quando se apresentava um estudo tal dava credibilidade à conclusão, embora já houvesse estudos viciados, levou décadas em que as petrolíferas negavam com estudos os efeitos nocivos do chumbo na gasolina, mas hoje a falta de credibilidade é notória, esta semana dois estudos mostram isso: Lisboa mais cara para turistas que Madrid e Berlim, outro dizia que Lisboa tinha maior dinâmica cultural que Viena de Áustria. Só acredita nisto quem não conhece a realidade.

Sou tempo em que banha de porco era veneno, margarina era ótimo, depois quase trocaram de posições, o mesmo se passa com outras dietas, a carne foi aquele mal que levou a muitos se tornarem vegetarianos e hoje parece que massas, pão e outros derivados dos cereais quase devem desaparecer da nossa alimentação.

É assim na época onde toda a gente consome as notícias das redes sociais e das TV sem filtro… felizmente o tabaco ainda não virou a benéfico para a saúde, mas já nem digo nada pelas voltas que o mundo tem dado.

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Quando se soube que o canal público de televisão – tradicionalmente deficitário, para o qual os Portugueses contribuem com taxas obrigatórias e ainda assim tem montes de publicidade – tinha adquirido os direitos transmissão da Champions por três anos por um balúrdio de dinheiro, foi um escândalo nacional na comunicação social e na internet, com muitos a indignarem-se por estes gastos e concorrência desleal com canais privados quando estes até nem estavam dispostos a gastar tanto.

No dia que se soube que o Conselho Independente não tinha aprovado a estratégia, recomendou a demissão da Administração da RTP e tal foi acatado pelo Governo, logo surgiu um rol de novos escandalizados com a consequência lógica de tudo o que se vinha a dizer ao longo dos últimos dias. Algumas das expressões mostram mesmo o ridículo dos argumentos:

Para o PS o Conselho Independente é dependente e faz a vontade do Governo, logo um partido que vira à esquerda um campo quer mais Estado a controlar tudo e usa a bengala de inverter o significado das palavras sem qualquer prova que não seja retórica política.

Para o PCP é um caso de interferência do Governo na empresa pública, logo isto vindo de um partido para o qual além do Estado nada mais deve mexer na economia e na sociedade sem o controlo central.

Não sei porquê, mas suspeito que se o Governo e o Conselho Independente tivessem apoiado a decisão da RTP estaríamos a ver os mesmos dois partidos a criticar o Executivo por não pôr mão nos gastos daquela empresa. Pena não haver mundos paralelos intercomunicantes para termos a possibilidade de comparar na prática os discursos dos intervenientes em cenários contrários.

Apesar de ter saído debilitado no último congresso, o BE foi o único a não ajuizar para já a situação e a chamar os responsáveis ao Parlamento, o lugar certo para ajuizar a questão e tentar apurar a verdade dos factos, já no caso das subvenções tivera uma atitude inteligente que valorizou o papel da Assembleia da República, isto vindo de mim que por norma não comungo das ideias fortes do Bloco.

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Sou daqueles que mesmo sem ter boicotado não assisti à mensagem de Natal de Pedro Passos Coelho, pelos comentários que tenho ouvido deduzo que foi uma comunicação sem novidades técnicas e a alimentar a esperança dos Portugueses.

Claro que todos nós sabemos que 2013 será um ano difícil e é verdade que as perspetivas do fim da crise têm sido goradas por uma maior depressão económica interna e o alastramento das dificuldades por toda a Europa. Contudo, quando se gastava ao desbarato, os grandes fazedores de opinião não seguiam os alertas de uma minoria, eram então os maiores otimistas e deixaram os portugueses afundarem euforicamente Portugal, por coincidência tornaram-se os pessimistas de agora e contribuem ainda mais para o pessimismo económico e social.

Estes fazedores de opinião de comportamento bipolar extremo são sempre cultivadores de desgraças: não propagam cautelas nas horas boas, quando uma dose de pessimismo evita erros; e ampliam a desgraça nos momentos difíceis, fomentando o desânimo que aprofunda os problemas.

Estranho a estes permanentes cultivadores de crise, os mercados parecem cada vez mais confiantes no futuro de Portugal: o risco de bancarrota tem vindo progressivamente a baixar e os juros da dívida a diminuir ao longo de 2012. É certo que não sou um fã neoliberal dos mercados, mas também preciso que me deem alguma esperança nos períodos difíceis para sobreviver e se o Primeiro-ministro semeou alguma, ao menos com isso não aprofunda a crise.

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A campanha de recolha de alimentos levada a cabo pelos bancos alimentares, coordenada por Isabel Jonet, este ano estava exposta aos efeitos das ameaças de boicote e pedidos de demissão da sua coordenadora levada a cabo por um grupo de bloggers, twitteristas e facebookianos, muitos de esquerda radical, perante as declarações da Presidente entendidas como um apelo de resignação ao empobrecimento através de uma reeducação da gestão familiar de agregados com dificuldade financeira que transbordou para os mídia.

Concordo que o tom e algumas frases então ditas por Isabel Jonet não foram as mais felizes e até, como aconteceu, poderiam fomentar em especuladores de intenções que as mesmas eram um apoio ao espírito de resignação dos empobrecidos pela crise. Contudo, conhecendo o trabalho não político da Coordenadora dos Bancos Alimentares em defesa dos mais pobres na mitigação da fome, logo apaguei a inadequação do discurso com o seu meritório trabalho de décadas.

Também, pelo que li, ficou evidente que muitas das críticas contra Isabel Jonet se inseriam num espírito de luta de classe que  culpabiliza quem não adere aquela causa, não nasceu ou vive entre a classe média e os mais desfavorecidos e nos quais a caridade é um crime social e solidariedade é um instrumento de luta política.

Pela minha parte vejo em Isabel Jonet  um papel de intervenção em prol dos mais fracos vítimas de uma sociedade realmente injusta, funciona como o médico que usa paliativos das dores das doenças e sem tempo para se dedicar a mudar o estilo de vida dos doentes: o que não é sinónimo de defender o mal que lhes causa.

Por isso foi com grande satisfação que vi a adesão dos Portugueses à causa solidária indeferentes a quem boicotou ou fez desta causa uma luta políticoideológica. Em paralelo mais uma vez viu-se o distanciamento e alheamento do povo à dimensão de certo barulho em redes sociais e respetiva transbordo oportunista para os mídia que cenarizam uma realidade muito diferente da do terreno.

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