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Posts Tagged ‘associativismo’

A CCIH continua sem resolver o problema diretivo, contudo, qualquer sociedade e terra só é saudavelmente forte se as suas instituições representativas das suas entidades económicas, sociais, culturais, desportivas e recreativas estiverem organizadas e capazes de cooperar ou reivindicar com o poder político de modo eficaz e todos os setores civis que contribuam no progresso da comunidade. Assim, a inexistência de órgãos diretivos em pleno na Câmara do Comércio afeta pelo menos 4 ilhas, onde se inclui o Faial.

Não conheço tão em pormenor a realidade económica das outras três ilhas onde não moro, mas no Faial a perda acelerada do dinamismo económico é visível há anos,  mas se nas pescas e agricultura subsistem vozes autorizadas para falar dos problemas que se têm agudizado nestes setores, se os sindicatos estão pujantes para falar dos trabalhadores por conta de outrém, tem se verificado um progressivo enfraquecimento da capacidade organizativa dos representantes dos comerciantes e industriais do Faial.

É verdade que este enfraquecimento também resulta das várias machadadas que o poder político tem dado à economia Faial, mas também é verdade que a união dos empresários nesta ilha daria força e capacidade reivindicativa para melhor enfrentar o abandono a que o Governo Regional nos relegou.

Espero, para bem não só dos empresários que estes sejam capazes de cooperar para que a Câmara de Comércio e Indústria da Horta volte a ter órgãos diretivos motivados e apoiados por uma classe unida vinda dos seus associados. Isto para defesa não só dos seus membros do Faial, mas também dos das outras ilhas que a CCIH representa, para bem de toda esta área geográfica dos Açores.

Se eu pressiono para que tenhamos políticos ativos, não acomodados ou subservientes a outros interesses que não sejam os do Faial, também desejo que os setores da sociedade civil Faialense sejam fortes por serem um contributo para o desenvolvimento socioeconómico do Faial, mas também do Pico, das Flores e até do Corvo.

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A AJIFA, uma associação de jovens do Faial sem fins lucrativos, estava a organizar uma atividade lúdica de divulgação do futebol de praia na baía do Porto Pim, sem cobranças de dinheiro para participação, uma iniciativa positiva demonstrativa do dinamismo desta entidade particular.

É evidente que o espaço por que está sobre a tutela das autoridade marítimas, não fosse um zona costeira, é normal a necessidade de autorização da capitania. O que já não é normal é que um evento deste género tenha de ter policiamento e que a AJIFA o tivesse de pagar, pois a segurança das populações, a sua livre circulação e a possibilidade de agrupamento são direitos dos cidadãos e cabe ao Estado assegurá-los, para isso pagamos os nossos impostos que depois servem para sustentar as forças armadas e policiais.

É aceitável que um evento pago e necessite de segurança quem recebe o dinheiro deve contabilizar os custos com a necessária segurança, mas para ajuntamentos de pessoas de forma livre e gratuita obrigar a que os seus organizadores paguem ao Estado aquilo que ele deveria nos assegurar é um abuso do poder do Estado. Se fosse um “meet” convocado pelo “facebook” não teria dado lugar a cobranças, mas sabemos que as forças de segurança aparecem cautelarmente sem levar tostão, mas se for algo melhor organizado, logo alguma instituição do Estado arranja um modo de cobrar dinheiro sem se importar por inviabilizar o evento.

A legalidade da decisão não questiono, mas é o exemplo de vivermos numa sociedade com Estado a mais que penetra em tudo e que por isso tem de arranjar subterfúgios para receber legalmente dinheiro que não deveria ser cobrado e mata em paralelo a sociedade civil sempre que este tenta ser dinâmica. É por custos como estes que no Faial cada vez é mais difícil organizar-se o quer que seja que não seja com o “patrocínio” ou a mão do poder político local, regional ou nacional, enquanto as gerações passadas, mesmo em ditadura, tinham mais espaço para a suas iniciativas coletivas de âmbito lúdico e cultural.

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