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Posts Tagged ‘Bruxelas’

Começo já a pensar no que de importante transita para 2017. No Faial, o projeto da pista e as condições de acessibilidade são os dois maiores desafios, a SATA pode até pacificar os Faialenses nos cancelamentos antes das autárquicas, mas se as obras de ampliação não forem conseguidas de modo irreversível até outubro é porque nos atiraram foguetes de propaganda que se apagarão a seguir.

Na nossa ilha resta também saber o que se passará com o porto da Horta, faz-se obras necessárias para atender o que se espera desta infraestrutura ou apenas de fachada? Será que o edifício do quartel do Carmo não foi apenas outro evento de propaganda? Até ao momento não conheço qualquer anúncio de interessado no aproveitamento turístico do imóvel e, sobretudo, qual será o destino da Cooperativa CALF? temo que seja semelhante ao que se perspetiva para a SINAGA… vamos a ver o que nos reserva de facto 2017 para o Faial antes das eleições, o que não for conseguido até lá… esqueçam de alcançar nos tempos mais próximos!…

Ao nível dos Açores a crise no setor dos laticínios, com efeitos na fábrica da CALF no Faial, é sem dúvida um dos maiores desafios económicos regionais, podemos ter mais turistas e fazer folclore com o turismo, mas há que não esquecer os nossos agricultores que sempre foram a força produtiva do Arquipélago e não merecem ficar desesperados por incompetência das políticas regionais na defesa destas ilhas face aos interesses discutidos em Bruxelas. O desemprego nos Açores é outro desafio, é sem dúvida a maior operação de maquilhagem estatística do Governo de Vasco Cordeiro, só não sei se é sustentável manter tanta gente em programas ocupacionais ou simplesmente meter toda esta gente continuamente no emprego público.

Em termos nacionais dois aspetos me levantam maior curiosidade:

  • manter-se-á o sucesso da governação de António Costa? em 2016 quase não houve investimento público em Portugal (uma das maiores reivindicações do PS no passado), nem reforço financeiro da Caixa Geral de Depósitos e fez-se um perdão do défice, tudo para garantir um défice dentro dos limites, mas esta situação parece insustentável. Efetivamente foi o emprego em 2016 que melhor correu ao Governo sem grandes cosméticas.
  • continuará a CDU através do seu sindicato em paz social assistindo de bancada ao declínio da coligação nas sondagens enquanto o PS vai penetrando no seu eleitorado e no do BE? O PSD e o CDS resta-lhes esperar pois a sua capacidade interventiva está anulada pela geringonça e o desgaste do anterior executivo e de Passos Coelho.

Internacionalmente a grande incógnita é mesmo Trump e sua estratégia quando tiver de enfrentar a política real no terreno tanto internamente como internacionalmente, com o amigo dúbio Putin a aproveitar conquistar influência no globo e a China a crescer economicamente às custas do ocidente. Um risco que pode fazer mudar o futuro do planeta.

Também em termos internacionais a guerra na Síria, o coesão europeia, a questão humanitária dos refugiados e a saída do Brasil da sua crise socioeconómica são outros desafios enormes que podem marcar 2017.

Haverá mais, mas estes parecem-me ser mesmo os maiores desafios para o Faial, os Açores, Portugal e o Mundo em 2017.

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O facto de Bruxelas ter decidido por sancionar Portugal em zero euros pelo défice excessivo de 2015 foi sem dúvida bom para Portugal. Assim não perde fundos comunitários, nem pagará multas que se refletiriam nas contas de 2016 do Estado em termos de despesa a mais com efeitos no défice.

É também um sucesso político do Primeiro-ministro que foi contra sanções, como todos os partidos, só que se recusou a implementar medidas extraordinárias à priori e assim obteve uma multa zero sem ceder em novas medidas perante Bruxelas.

Agora esta situação também comporta riscos para António Costa, cuja estratégia política tem-se focado na criação de inimigos às suas opções de modo ora a vitimizar-se de situações herdades de outros (como era neste caso, no Banif, no Novo Banco e está a tentar na Caixa) ora a evidenciar uma componente de resistência e defesa dos interesses nacionais popular que atrai a simpatia para a sua luta face à subserviência passada. Mas agora qualquer deslize nas contas já não pode invocar as sanções e novas exigências de Bruxelas já não pode acusar erros anteriores e perde também um trunfo usado por Tsipras que é de convocar eleições para legitimar a sua opção e reforçar a sua posição.

Se tudo continuar a correr bem, Costa terá mais um motivo de sorriso, mas deixou de ter uma desculpa para as suas falhas e se a execução orçamental do primeiro semestre se baseou numa situação de retenção insustentável das despesas para parecer bem neste momento, a partir de agora as coisas podem mudar, o Primeiro-ministro ficou refém dos seus resultados por mais tempo sem adversários externos para se desculpar

Esperemos para ver, mas para Portugal esta decisão de Bruxelas foi seguramente boa.

ADENDA: Ao contrário do inicialmente referido, ao nível de penalizações nos fundos estruturais Portugal ainda terá de esperar para setembro para saber se serão implementados ou não.

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É injusto que na sequência de uma política de excessiva obediência a Bruxelas, seguida por Passos, mas que não deu os frutos que a Europa queria, venha agora a Comissão pensar em sancionar Portugal precisamente quando se está no início da experiência de uma estratégia diferente implementada por Costa e antes de se saber se esta vai dar certo.

Todavia, na sequência desta ameaça europeia, Costa desaproveitou a oportunidade dada por Passos para ter neste mais um aliado do Governo de Portugal no braço de ferro com Bruxelas. Isto porque precisamente em vez de elogiar as declarações do anterior Primeiro-ministro e de Maria Luís Albuquerque quando também se manifestaram contra as sanções, ele optou por falar para os socialistas e criticar a contradição entre o líder do PSD e o Partido Popular Europeu que estaria a favor do sancionamento ao nosso País.

Após uma birra de Passos em não cooperar com o atual Governo à espera que as coisas deem para o torto (risco que ainda existente), colocando os interesses partidários acima dos nacionais; após os lamentos do atual Primeiro-ministros pela não cooperação do PSD quando da recente discussão do orçamento; após o Presidente da República apelar a entendimentos entre todos em favor de Portugal; António Costa desaproveitou a abertura dada pelo líder da oposição em estar a seu lado nos diferendos com a Europa, dificultando ainda mais futuras cooperações deste se Bruxelas for  mais dura com Lisboa e os partidos à sua esquerda acharem que se ultrapassou a linha vermelha que estão dispostos a ceder para salvar a sua estratégia.

António Costa porque tem tido alguns sucessos iniciais quando pouca acreditavam na sobrevivência desta coligação de esquerda esquece-se que está a andar sobre terreno muito pantanoso cheio de areias movediças onde um pormenor pode acabar com todas a estratégia por ele montada e ao fechar esta porta dá argumentos a que nessa altura possa ficar sozinho.

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Não acredito que deste atentado em Bruxelas e reivindicado pelo Daesh alguém tire algum benefício: os refugiados enfrentarão maior hostilidade ao acolhimento; o Daesh enfrentará um ataque mais cerrado do Ocidente; os povos da Síria e Iraque continuarão a viver num caos cada vez mais instável; os Europeus viverão com mais medo e muitos apoiarão políticas extremistas e radicais que o passado tem mostrado nunca desembocam em nada de bom no futuro.

Infelizmente, neste confronto entre Ocidente e luta islâmica radical não vejo ninguém aprender com os erros cometidos, procurar mudar de atitude e tentar construir um mundo melhor; nem que fosse de forma indireta, dando condições de vida aos povos dos países desestruturados no médio oriente para que pudessem ser felizes na sua terra e as razões que alimentam os ódios escasseassem e estes mirrassem na construção de um mundo mais justo e Humano. Há culpados do lado de cá, mas do outro lado também há culpados que não se podem considerar coitadinhos.

Assim, infelizmente, só vejo ódio a continuar a ser alimentado pela desumanidade da nossa civilização global, por muita banda desenhada que a partir de Bruxelas nos faça sorrir. É Pena!

Um lamento pelas vítimas inocentes ou apenas culpadas pela indiferença e ingenuidade com que assistem a este conflito que mina a Civilização.

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