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Posts Tagged ‘Canada’

Muitos manifestaram esta semana preocupações com os acordos comerciais de Portugal com a China, talvez estes sejam mesmo subservientes para com o gigante asiático que não é de facto um regime pluripartidário e um exemplo de liberdade. Contudo a prisão da vice-presidente da empresa Huawei no Canada a mando dos EUA indicia qual o País que mais impõe a sua vontade aos outros Estados.

Imagine-se prender em Portugal um empresário de um país estrangeiro sem ser dos EUA a mando deste, imaginemos de Angola, isto apenas porque os EUA unilateralmente não quer que neste mundo global a empresa negoceie com um dado país por o considerar seu adversário. No caso em concreto que se está a passar no Canada a empresa chinesa negociou com o Irão.

Depois digam-me que o regime prepotente com os outros Estados não é os EUA mas sim a China…

Digam-me que perdemos a soberania quando passaram a existir empresas nacionais estratégicas compradas por chineses (o que não é bom) e somos livres enquanto sobrevivemos à sombra dos interesses dos EUA.

Ah… mas os EUA são democráticos! Pois, mas quantos países já foram invadidos pelos americanos nos últimos 50 anos para preservar os interesses desta superpotência e à revelia da ONU?

Agora comprarem com os invadidos pela China e vejam quem é menos perigoso para a soberania dos países estrangeiros…

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Proud for my Homeland Canada – Happy Anniversary to all Canadians and Canada fans.

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Há dias assim, hoje sou 100% Canadiano, mas de expressão Portuguesa também.

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Há talvez tantas semelhanças como diferenças entre o Canada e os Estados Unidos, sendo muito mais evidentes em termos de mentalidade, onde o Canadiano tende a ser mais tolerante e progressista para com a multiculturalidade resultante das muitas origens dos seus residentes, mas, como é normal, há muitas exceções de um lado e outro, conheço conservadores radicais a norte e progressistas reformistas a sul. Nesta segunda-feira os dois maiores líderes do Continente da América do Norte reúnem-se pela primeira vez.

Politicamente os Canadianos sempre foram mais abertos à Europa, os anglófonos aos ingleses e os francófonos com uma nostalgia e admiração aos franceses, mas também sempre houve uma admiração pelo poder económico a sul, apesar de algum orgulho e rivalidade típica de vizinhos. Talvez nunca o contraste entre os dois países tenha sido alvo de tanta desconfiança como agora em que a norte há um primeiro-ministro do mais liberal nos costumes e aberto ao mundo que houve, face ao atual presidente americano que quer fechar o seu país ao exterior mais do nunca.

Assim, a cimeira entre estes dois Estados pode dizer muito da capacidade de Trump aceitar a diferença e conviver com um vizinho e parceiro tão distinto, representado por Trudeau, ou sob a possibilidade deste último, em caso de intransigência do sul, ser capaz de levar a bom porto o reforço socioeconómico do Canada desalinhado dos Estados Unidos. Um assunto que acompanho com atenção a partir de hoje.

ADENDA

Parece que mesmo assumindo diferenças conseguiram entender-se e cada um manda em sua casa sem dar lições na do vizinho.

 

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Conheço da cidade do Quebec, capital da província com o mesmo nome e coração do radicalismo separatista nacionalista de raiz francófona do Canada, ao contrário de todas as outras sedes de governo provinciais do País, que se reconhecem como capitais de província, a cidade do Quebec assume-se como “capital nacional”, sendo nação apenas a cultura francófona. Tal como injustiça, o nacionalismo é um propulsor de extremismos e violência.

Foi o nacionalismo que impediu aceitar a diferença dos muçulmanos face à cultura tradicional  dominante e de raiz católica dos “québécois”  em Alexandre Bissonnette que o levou a um ato extremo de entrar numa mesquita e disparar contra pessoas em oração.

Para quem defende fechar as portas aos refugiados de guerra ou às pessoas de outros credos com medo do terrorismo, não haja dúvida que este é um exemplo que muitas vezes os “maus” não são os que são diferentes de nós e nos pedem ajuda, mas o radicalismo é sempre mau, mesmo que na defesa da cultura maioritária de uma terra que tem receio de perder identidade ao auxiliar o outro que está fora de portas e é diferente.

Não se pode excluir a possibilidade de a coberto da figura de refugiado não haver gente mal-intencionada e há necessidade de tomar medidas de segurança preventivas, mas tal não deve impedir que estendamos a mão à maioria dos que fogem da guerra e da miséria, sob o risco de apoiarmos o desenvolvimento e a expansão do mal que já existe no seio daqueles que devem acolher. Fechar porta é não só alimentar o mal dentro e fora destas e um mal bem-nutrido nunca se pode transformar num bem a prazo, apenas torna todos piores.

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Enquanto em França estala a polémica da proibição legal do uso de burquinis em praias daquele país por mulheres muçulmanas com direito a multas, no Canada e na Escócia legislam e criam fardas para mulheres-polícia muçulmanas com o uso do hijab. Tanto num caso, como no outro, estamos perante situações excessivas de intolerância ou de cedência a culturas estrangeiras.

No primeiro caso é sem dúvida um abuso um Estado laico impor ou proibir o uso de roupas a mulheres ou multar mulheres pelo uso do burquini, limitando a forma como a mulher considera adequado a exibição do seu corpo segundo a sua consciência individual ou social.

No segundo caso, tratando-se de um estado laico e ocidental, é sem dúvida uma cedência exagerada a uma cultura estrangeira imigrante e não fundadora do País legislar sobre sobre trajes exóticos oficiais, porque, neste caso, deve permitir também o nudismo a polícias filhos de imigrantes da amazónia, o turbante do hindu e um nunca mais parar de trajes tradicionais e costumes exóticos, ou a tolerância é enviesada e merece ser diferente apenas quando se está perante muçulmanos?

Assim, em França proíbe-se o uso ostensivo de um traje que indicia uma cultura e uma religião provável, no Canada acata-se a vontade de uma cultura e religião provável se ostentar num traje oficial de uma força do Estado.

Nem tanto ao mar nem tanto à terra.

ADENDA

Felizmente o bom senso no Conselho de Estado de França põe travão a esta onda de interdição do burquini.

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Imagem wikipédia

Arranca hoje a XXXI Olimpíada da era moderna, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, sei quão polémicas são estas organizações, penso que sempre tiveram manchas de corrupção e aproveitamento político e económico, mas se muitos dizem que este dinheiro deveria ser investido na erradicação da pobreza, no sistema de saúde ou na rede de ensino, o único Continente que nunca organizou este tipo de evento é o mais pobre, com pior educação e saúde, o Rio de Janeiro muito antes da de hoje era um exemplo de desigualdade social e insegurança, pelo que assumo: desde criança me fascinam os Jogos Olímpicos e não são este acontecimentos quadrienais que provocam mal ou mundo, mas contribuem para o sonho desportivo de muitos.

As primeiras olimpíadas de que me recordo foram as XXI em Montreal no ano de 1976 onde Carlos Lopes trouxe a primeira medalha olímpica do atletismo para Portugal, mas curiosamente este é o evento desportivo onde o meu coração vibra sempre por dois Países: o Canada, minha pátria natal; e Portugal, minha pátria nacional e de residência; por vezes coloca-se o dilema quando entram em confronto direto elementos destes dois Estados, só que é raro, nalgumas modalidades sinto-me inclinado pela folha de Ácer, sobretudo ginástica, natação, noutras pelas Quinas, sobretudo no atletismo e judo, mas vibro sempre que ouço “A Portuguesa” ou o “Oh Canada” ecoarem nas cerimónias das medalhas e por vezes chegam-me lágrimas aos olhas diante da Maple Leaf ou da bandeira Verde Rubra.

Força Portugal!

Go Canada!

Para quem quiser seguir, eis o link oficial dos jogos Rio 2016

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Hoje, a celebrar os seus 149 anos, este País tolerante, multicultural, economicamente desenvolvido, que atingiu em 2016 o segundo lugar do índice dos Estados com melhor qualidade de vida para os seus habitantes e será sempre a minha Terra Natal, uma das minhas Pátrias e sempre serei um orgulhoso Canadiano.

Parabéns neste rumo aos 150 anos de desenvolvimento da identidade de uma nação que se chama Canadá!

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Num estilo diferente de análise política em que habitualmente disserto neste blogue, hoje uma hiperligação para o meu artigo publicado este mês no portal da diáspora do Povo destas ilhas Mundo Açoriano.

Memórias da integração de um lusodescendente nos Açores.

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Não defendo a desunião do Reino Unido, mas a verdade é que a União Europeia fez tudo ao seu alcance para dividir de facto a Jugoslávia e dentro de portas faz tudo para impedir desagregações de Países heterogéneos.

No caso da Escócia, mesmo que ganhe o não, o sim já alcançou importantes vitórias emocionais e políticas que são incentivo ao alastrar dos movimentos separatistas pelos mais diversos Estados da União Europeia. Efetivamente, não se compreende que só perante a elevada possibilidade da vitória dos independentistas é que os líderes e governantes de Londres estejam disponíveis para ceder um conjunto de regalias financeiras e políticas a Edimburgo, quando nunca o aceitaram em tempos onde o risco de divisão eram fracos.

Pior ainda, se eu que não defendo a separação me sinto chocado com as ameaças Londrinas e de alguns bancos, transformando os seus argumentos unionistas numa campanha do medo, suspeito que alguns escoceses se forem como eu, até são capazes de votar Sim só para mostrarem que não têm medo.

Esta atitude não só incentiva a que catalães, bascos, corsos, “padaneses” e talvez até alguns açorianos, para além de quebequenses no Canada, a aumentarem as suas reivindicações separatistas para alcançarem mais conquistas políticas aos governos centrais, como também leva ao risco de alguns destes movimentos nacionalistas tomarem proporções tais que leve mesmo à desagregação de alguns Estados como os conhecemos atualmente.

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Mesmo na Holanda não me esqueço que hoje, 1.º de Julho é o Dia do Canada, aniversário da fundação do meu País Natal a 1 de Julho de 1867, um Estado que nunca me sai do coração.

Aqui fica uma simples canção apenas para à distância comemorar alegremente este dia e desejar a todos os Canadianos meus compatriotas e concidadãos: um Feliz Dia do Canadá/ Happy Canada Day.

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