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Posts Tagged ‘Valores’

Um milhar de estudantes portugueses foi expulso de um hotel em Torremolinos por atos de vandalismo na sua estadia e viagem de finalistas nesta semana Santa. Os telejornais noticiam o facto de forma chocante, mas a verdade é que há anos o mau exemplo repete-se com muitos destes jovens nacionais que em nome da liberdade, do prazer e do laicismo não se lhes põe travão e não tenho assistido a nada para se corrigir este comportamento.

Isto acontece por muitos pais confundirem o Ensino que o Estado deve assumir com uma delegação na escola do seu dever de educar os seus filhos que deveria ser feita por eles e, mesmo assim, muito esforço escolar esbarra com a indignação dos educadores com impropérios e críticas sempre a desautorizar os professores perante filhos capazes destes exemplos internacionalmente.

Isto acontece também com o beneplácito dos políticos que cobardemente deixam que as escolas sejam espaço para os pais descarregarem os seus filhos e onde lavra a selvajaria e a libertinagem sem se tomarem medidas que possam ser tidas como retrógradas para algumas mentes progressistas no enfrentar a falta de educação e desresponsabilização das famílias e com isso possam perder a simpatia de irresponsáveis que votam e aceitam a progressão desta degradação associada à sua desresponsabilização individual educativa.

Assim, não admira que perante o sucedido ainda haja alguns pais que desculpem os seus filhos e deem a entender que se fosse para ir para um lugar calmo iam para Fátima, mas daqui a uns dias esta mesma gente pode estar a gritar na rua que lhes resolvam os seus problemas e que é a geração mais preparada de sempre, apesar de nunca ter sido educada para merecer tal epíteto, pois entre ensinar e educar vai uma grande diferença, mas até os ministros do ensino preferem chamar-se da educação, como se a educação não fosse um papel da família que só o consegue fazer se também distinguir o bem do mal, a moral e a ética e estiver consciente dos valores que deve incutir nos filhos.

Com tantas responsáveis sem assumir as suas obrigações não admira que se grite tanta vez que as culpas do que corre mal na escola é dos professores.

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Num País que foi à bancarrota – acredito mais por má gestão e corrupção do que pelo Estado Social, embora este por vezes tenha sido usado mais em benefício eleitoral do que por justiça social e correção do sistema -, a esquerda em Portugal está a conseguir nesta terra tradicionalmente cristã transformar a maior virtude da Fé, com o nome Caridade, num pecado capital….

O pior é que esta esquerda nem está minimamente interessada em saber o significado da palavra Caridade dentro do cristianismo, que frequentemente é substituída por amor, e é assim descrita na 1.ª Carta de São Paulo aos Coríntios:

“1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine. 2 Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver caridade, nada sou. 3 Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver caridade, de nada me aproveita. 4 A caridade é paciente, a caridade é prestável, não é invejosa, não é arrogante nem orgulhosa, 5 nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. 6 Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. 7 Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8 A caridade jamais passará. As profecias terão o seu fim, o dom das línguas terminará e a ciência vai ser inútil. 9 Pois o nosso conhecimento é imperfeito e também imperfeita é a nossa profecia.10 Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. 11 Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Mas, quando me tornei homem, deixei o que era próprio de criança. 12 Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face. Agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido.

13 Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.”

A verdade é que esta mesma esquerda também não pode usar a palavra amor, pois esta tornou-se sinónimo de sexo que é uma coisa biológica e não um sentimento humano… depois queixem-se da falta de valores nesta sociedade quando matam o significado das palavras que os expressavam.

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Segundo informação da Secretaria Regional do Trabalho e da Solidariedade Social, a partir de hoje 755 famílias (cuidado, estas centenas devem correponder a vários milhares de pessoas) vão perder o Rendimento Social de Inserção (RSI) e outras 4586 vão ver este apoio social reduzido, com certeza que estes números até não incluem todos os cidadãos realmente pobres que por um motivo ou outro não recebem este tipo de rendimento. Contudo, estes largos milhares de pessoas estão numa região que nem chega a 250 mil habitantes, a que devem corresponder bem menos de 100 mil famílias.

Os Açores são governados por socialistas em contínuo há cerca de 16 anos, destes mais de 12 anos de forma intercalada com socialistas no Continente, grupo partidário que faz da solidariedade e ação social uma das suas bandeiras. Contudo, em termos relativos, a região com mais tempo de socialismo de Portugal nas duas últimas décadas situa-se precisamente entre aquelas onde subsiste maior percentagem de detentores de RSI, ou seja, onde se situa a fração de pobres mais elevada neste País.

É certo que não conheço nenhuma sociedade onde não existam pessoas com dificuldades económicas, pelo que não acredito que seja possível acabar com a pobreza, mas, independemente de eventuais injustiças que possam existir nas novas regras do RSI, a ideia de que o socialismo português reduz a pobreza é uma mentira cuja prática continuada os Açores são a prova.

Mesmo reconhecendo que o ultraliberalismo também não seja uma solução para elevar os rendimentos dos estratos desfavorecidos, a verdade é que o socialismo à portuguesa, pela suas políticas económicas insustentáveis a longo prazo, além de falir o País, é incapaz de levar os pobres a aumentarem os seus rendimentos e de arrancá-los da miséria, tal como demonstra a herança de 16 anos ininterruptos de socialismo nos Açores. 

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Tenho recebido propostas no Facebook para aderir à causa de Portugal, Grécia e Irlanda,tal como a Islândia, não pagarem a sua dívida soberana. Sobre este assunto tenho-me colocado várias questões.

Fui educado a não me endividar exceto em situação de primordial importância e depois pagar honradamente as minhas dívidas. É verdade que Portugal se endividou também porque a comunidade internacional de especuladores viu nesse facto uma fonte de tirar dividendos e deixou o problema agravar-se ao ponto de chegar à situação atual, pelo que é justo que se o risco neste jogo seja repartido por todos, tal como parece que a Irlanda está a pensar neste momento.

Todavia embora os maiores culpados de Portugal estar nesta situação sejam em primeiro lugar os governantes e os grupos financeiros e económicos do País, não vale a penas acusar apenas esses grupos, apesar de haver graves injustiças na repartição de riquezas e de encargos, há anos que se sabe que esta Nação estava a trilhar um caminho de desenvolvimento e de regalias sociais insustentável e nisto existem muitos mais culpados no seio do Povo.

Paralelamente, além da componente romântica do não pagar um dívida neste mundo global e injusto, esta decisão é também uma questão de honra e tem consequências. Não se pense que os Portugueses podem simplesmente renunciar à sua dívida e continuar a viver nas atuais condições com aquilo que produzem e a receber a “ajuda” interesseira da União Europeia. A Islândia e a Irlanda, apesar da crise, continuam ricos e têm rendimentos per capita em 2010 na ordem dos 38.000 dólares e Portugal fica-se por uns escassos 22.000 dólares e importa grande parte daquilo que come e a suas maiores produções são obras públicas.

Os proponente pensaram nas consequências da sua proposta?

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Enquanto Portugal economicamente se afunda, decorre uma cacofonia de acusações na pré-campanha eleitoral para a Presidência da República onde não se discute uma única ideia para o futuro do País, nem se apresenta nenhuma solução para a crise instalada.

Já há muito se sabia que a ética socialista tinha deixado de existir, agora também se conclui que a ética republicana é um slogan vazio de significado e sem qualquer projeto para Portugal.

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O erro grosseiro, com consequências graves, cometido pelo Presidente do Conselho de Ilha do Faial (CIF), exercido pelo Presidente da Câmara do Comércio e Indústria da Horta (CCIH), cujo cronograma foi aqui apresentado e notícia do Tribuna das Ilhas, teve outro efeito: a demissão em bloco da Mesa do Comércio da CCIH.

Esta Mesa sempre se opôs à viabilização de criação de Plataformas Logísticas no PROTA. O seu Presidente, Mário Silva, liderou mesmo a Petição à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) contra aquelas. O mais estranho neste caso está no facto de que Mário Silva não cometeu qualquer erro, mas demite-se perante esta situação.

Pelo contrário, o Presidente do CIF comete o erro grosseiro de enviar um parecer contrário à deliberação unânime do Conselho, não toma a iniciativa de informar os Conselheiros da ocorrência (são estes com o seu trabalho que detetam a situação) e não tem a dignidade de se demitir.

Nada mais simples, é só uma questão de princípio: uma pessoa legitimamente eleita não está imune a erros nas suas funções, mas se os comete e ainda os omite a quem de direito, deve ter a dignidade de demitir-se.

Ao contrário da legitimidade, a dignidade não se adquire com uma eleição, mas depois mostra-se ou não.

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