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Posts Tagged ‘sondagens’

A crise económica e política dos últimos anos faz encaminhar o mundo para opções ideologicamente mais radicais. Se nos Estados Unidos o partido Democrata vê a força da esquerda radicalizar-se em Sanders, o partido Republicano esta encostado à extrema-direita pelo xenófobo e isolacionista Trump, que até já lidera sondagens nacionais. Em Espanha o Podemos, coligado com a Izquierda Unida, também começa a aparecer na preferência dos Espanhóis.

Na Áustria, a pátria de Hitler, foi por um unha negra que o povo não elegeu um presidente da extrema-direita, em França a ameaça de uma vitória Le Pen nas próximas presidenciais é real, o Brasil anda a ferro e fogo sem qualquer bom-senso na guerrilha política, a Venezuela é mesmo quase uma situação de guerra civil e de ditadura e o peso da extrema direita sente-se na União Europeia através da Hungria, Polónia e ameaças económicas do norte da Europa aos países endividados do  sul.

A continuar assim, qualquer dia não há diplomacia e política que controle este barril de pólvora… Hitler também chegou ao poder democraticamente… agora até a maior economia do mundo não está livre de eleger um radical colado à extrema direita e Putin não é um exemplo de democracia saudável ou seja a as maiores potências económicas e militares estão a cair em regimes de democracia muito frágil… para além da Primavera Árabe estar a levar para um inverno de horrores uma fração muito significativa de muçulmanos.

Este mundo está a ficar mesmo muito perigoso!

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Chocou-me o comportamento oportunista de António Costa ao deixar queimar em lume brando António Seguro, quando o caminho oferecia riscos e não se candidatando a líder do seu partido, para depois trair o seu Secretário-Geral e os eleitores alfacinhas ao se propor a líder da oposição a partir do momento em que tudo parecia facilitado para o Secretário-Geral vir a ser entronizado como vencedor sem espinhos das próximas legislativas, apenas porque já só se punha em questão a dimensão da futura vitória do PS.

Apesar de tudo, não tenho tido dúvidas de a traição de Costa será perdoada face ao ódio a Passos, só que, ao contrário da Quadratura do Círculo, onde as suas críticas ao Governo são sempre apoiadas e ampliadas por Pacheco Pereira, ao abrir-se ao País, o atual Secretário-Geral mostrou-se vazio de ideias próprias, limitando-se a um jogo de cintura entre o declarar o que os Portugueses gostam de ouvir: o fim da austeridade; e o dizer que desfazerá tudo o que até aqui foi impopular, sem mostrar medidas compensatórias alternativas.

A verdade é que se Relvas criou condições para Costa reduzir as dívidas da sua Câmara, quando esta não era escrutinada e com isso tentou tirar louros só para si, embora, já tardiamente; ao liderar a oposição veio ao de cima a imposição prática de medidas habituais dos políticos quando estão no poder: taxa turística, jogadas de apoios a clubes em prejuízo do erário público, a incapacidade face ao problema das inundações e ao tirar do centro da cidade os carros mais antigos, normalmente pertencente aos mais pobres que ficam com a sobras da renovação da frota assegurada pelos mais ricos.

Em paralelo encomendou um estudo económico a gente independente para apresentar um programa alternativo: elogios e mais elogios, até ao momento que se começou a escrutinar as entrelinhas: aumento da idade da reforma, redução das novas pensões, continuação de cortes apenas com previsão de uma extensão menor se a economia correr de feição e logo António Costa assumiu que as coisas impopulares ainda não estavam aprovadas, só as boas, o que é “ótimo” 😉 para a credibilização de um projeto em debate que se suportava na consistência inicial e pior ainda ao mostrar o lado mais negro de Sócrates (a ameaça de jornalistas que comentassem menos favoravelmente a governação) e veio o SMS ao subdiretor do Expresso dirigido pelo mano Costa que não mostrou a sua solidariedade para com o colega da sua equipa.

Assim, não admira que António e Costa, que perspetivava uma imagem de salvador e de alternativa incontestável, comece a sentir os espinhos: é que Portugal é muito mais que o ódio de Pacheco Pereira e muitos outros a Passos Coelho e hoje as sondagens apontam para que o PS esteja empatado com a coligação PS/PSD-CDS.

Sou dos que acredita, por experiência de vida, na vitória nas legislativas do populismo, oportunismo e da elite lisboeta, mas a verdade é que o Povo já não é tão ignorante para que, face ao descontentamento com Primeiro-ministro, não veja também o desencanto e o vazio de ideias que é o Secretário-Geral do PS.

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Quando os Europeus, como quase aconteceu com o Syriza na Grécia e agora com a ameaça do Podemos em Espanha, começarem a eleger governos descomprometidos com as tradicionais máquinas partidárias e filhos do descontentamento com o evoluir da política nos vários Países do velho continente nos últimos anos, será interessante ver como se manterão unidos os acordos que unem os vários Estados e as máquinas tradicionais do poder político e económico.

As novas forças transformar-se-ão em cópias das do passado ou criarão uma instabilidade nos equilíbrios precários que tem sustentado a diplomacia e as políticas nacionais e internacional da União Europeia?

Acredito que haja riscos na mudança, mas a saturação do modelo atual pode bem preferir enfrentar a incerteza à desilusão provocada por quem alternadamente tem governado os vários estados europeus… um dia Portugal também poderá pensar arriscar, Marinho e Pinto foi uma tentativa do género que parece ter desiludido demasiado cedo, mas acredito que outros messias tenderão a surgir.

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As únicas explicações que vejo para o PSD nesta sondagem nacional estar a ser o partido que mais recupera votos no final do verão são duas:

– Alguns sinais ténues de recuperação económica de Portugal, como a descida do desemprego e alguns crescimento económico;

– A falta de uma estratégia credível de José Seguro, que apenas promete coisas boas ou desfazer todos os sacrifícios para enfrentar a crise e ao nem tentado negociar qualquer medida positiva no OE2014 ao dizer à partida que votará contra ainda sem o conhecer, deixa desconfiados até muito dos descontentes com o PSD.

Imagino mesmo que apesar da crise, se o governo agora começasse a cometer menos erros políticos e a ter uma estratégia mais justa para enfrentar os problemas, José Seguro arriscava-se  ainda a levar o PS à derrota nas próximas legislativas. Risco evitável se as autárquicas correrem mal para os socialistas que os leve para uma mudança de liderança mais credível no partido.

Esta tentativa de salvar o futuro do PS pode até levar a que muitos nem votem socialista para ver se há mudanças dentro do partido da rosa.

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Hoje saíram três sondagens e todas elas têm particularidades que as tornam únicas e permitem vários tipos de interpretação consuante o interesse do intérprete:

Na sondagem da Católica, divulgada pelo DN e RTP: O PS vai ligeiramente à frente do PSD, separados por apenas 3 pontos e ambos subiram na intenção de voto, o CDS quase desaparece e a esquerda está a milhas dos partidos do centrão. Muito agradável a quem ainda perspetiva um bom futuro ao principal partido do governo no segundo ciclo do mandaton e uma catástrofe para o CDS e deixará os socialistas bastante insatisfeitos.

Na sondagem da Pitagórica, divulgada pelo I,: O PS vai muito à frente (mas próximo do valor da católica) e o PSD  distanciadíssimo em segundo lugar, mas ambos sobem, o CDS está em queda mesmo assim com uma percentegam próxima da do BE. Uma sondagem que não deixa ninguém muito satisfeito, mas relativamente favorável ao PS.

Na sondagem da Eurosondagem divulgadas pelo Expresso e SIC: O PS vai de vento em popa, acima de todas as outras sondagens e em subida, o PSD distanciadíssimo (mas próximo do valor da pitagórica) e em queda, tal como o CDS, que está ao nível do BE que também desce o que a CDU subiu. Uma sondagem que só deve deixar o PS satisfeitíssimo e Seguro a seguir a sua estratégia sem qualquer alteração…

Poderíamos criar três parlamentos bem distintos se fossem as sondagens a eleger os deputados…

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O PASOK parece também ter falhado a tentativa de um acordo para formar um Governo na Grécia na sequência do resultado das últimas eleições legislativas e uma sondagem pós-eleitorais aponta que o próximo provável vencedor seja o Syriza, uma coligação de esquerda radical anti-troika.

Desconfio mais da sustentabilidade, aplicabilidade e eficácia das ideias económicas defendidas pela esquerda radical no mundo atual para enfrentar a crise do que discordo delas.

Assim, em caso de novas eleições na Grécia e vitória do Syriza, com a consequente rotura do acordo com a troika e saída do euro, fico curioso em saber como na prática esta esquerda radical conseguirá tirar os gregos da crise. Temo muito o pior cenário, mas não deixa de ser uma oportunidade prática de um grupo ideológico mostrar o que vale e se tiver sucesso será um exemplo para outros Estados, uma tábua de salvação para o Bloco de Esquerda em Portugal e uma nova alternativa ao modo de fazer política credibilizar-se-á por toda a Europa, sobretudo a mais pobre… mas se falharem, será todo um discurso que fica definitivamente comprometido para a atual geração.

Preferia o sucesso, pois ao menos provavam-me a validade dos seus argumentos em que nunca acreditei, mas sempre considerei preferível que o mundo se tornasse melhor do que eu ter razão…

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O problema das sondagens de opinião é que elas muitas vezes são em si mesmo contraditórias, uma sondagem feita pela Universidade Católica esta semana é a melhor prova disso.

Embora 62% diga que este governo governa mal a muito mal, face apenas aos 29% que dão nota positiva. 73% dos mesmos Portugueses  assumem que nenhum partido faria melhor, ou seja, quase três quartos dos entrevistados assumem que ninguém da oposição faria melhor. 14% diz que outro partido faria melhor, mas este número é pouco superior ao somatório  da CDU e do BE nas últimas legislativas, 13.08, e inferior se a estes juntarmos o partido logo a seguir e também conotado com a extrema esquerda, o PCTP/MRPP, no conjunto ascenderam a 14.2%, este sem representação parlamentar.

Curiosamente o ministro com nota menos negativa é o das Finanças, precisamente o homem que define com mais rigor as medidas de austeridade deste Governo.

Estes número podem justificar várias coisas que se observam neste momento em Portugal, há de facto muitos Portugueses a manifestar o seu descontentamento por palavras, mas mesmo muitos dos que insatisfeitos podem estar sobretudo a defender a sua posição individual enquanto reconhecem que não há alternativa na correção do problema nacional, daí o fracasso da última greve geral, o relativo insucesso na anterior greve de transportes de Lisboa e Porto, mas a boa participação na manifestação do Terreiro do Paço. Bem como o discurso contraditório do Seguro que discorda da austeridade mas receia que após a insatisfação das dificuldades iniciais possa ficar descolado de um eventual sucesso final.

Enquanto isso penso que face às dívidas deixadas pelos anteriores executivos, é difícil governar a contento dos Portugueses, mas Passos governaria melhor se estivesse mais atento a algumas disfunções e injustiças dentro da própria administração e às tentativas de alguns em preservar regalias.

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Tendo em conta o elevado número e frequência de sondagens torna-se difícil de dar crédito a cada uma individualmente, exceto se tentarmos apreciar tendências globais.

Assim, parece que nos últimos tempos se verifica uma ligeira vantagem do PSD sobre o PS e, naquelas onde a diferença é mais pequena, no passado o PSD já esteve em segundo lugar, apontando para uma tendência de crescimento do PSD e uma estagnação ou ligeiro recuo do PS.

Há também elementos que parecem inter-relacionados: o PP mostra estar em alta, mas quando atinge valores mais elevados o PSD parece descer e o risco de vitória do PS aumenta, daí que seja normal o apelo à concentração de votos em Passos para assegurar a derrota de Sócrates.

CDU permanece estável em termos de tendência, uns dias sobe, noutros desce, mas parece apenas oscilar em torno de um valor pouco superior a 7%, enquanto a erosão do BE parece estar a atingir o seu limite e este a quedar-se um pouco acima dos 6%.

Claro com a dispersão nas projeções de voto e  sondagens diárias não me admiraria nada que amanhã algo contrariasse a minha leitura.

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Claro que as sondagens não são perfeitas e têm margens de erro, pelo que não admira que quando existem variáveis próximas possam surgir resultados antagónicos. Assim, duas sondagens apresentadas hoje dão a vitória do PSD sobre o PS e uma onde este vence sobre o anterior. O que mostra que na realidade tudo está em aberto para as eleições e ainda que se pode utilizar as sondagens de modo a favorecer o objetivo político do comentador.

Um apoiante de Passos Coelho pode não só dizer que o PSD está a vencer em duas, que ganha na que tem maior dimensão da amostra e nesta, inclusive, é onde a diferença a seu favor é maior, poderá acrescentar ainda que na que perde a margem de erro dá também possibilidade do PSD estar à frente. Se quiser explorar ainda mais a favor da sua causa, acrescenta que quanto mais tarde a sondagem terminou, mais favorável é ao PSD, o que dá ânimo à causa.

Um apoiante de Sócrates dirá que vem de trás e que está num crescendo e até já está à frente numa das sondagens, acrescentará ainda que em todas o PSD está a diminuir e o PS está a crescer em duas e na que diminui essa redução ainda é maior para o partido de Passos. Este discurso tem um efeito mobilizador das hostes rosas e arrasador no ânimo laranja.

Para mim o mais desagradável da sondagem da Católica é que quando se fala da honestidade dos candidatos a primeiro ministro Passos ganha significativamente, enquanto na competência é ao contrário, evidenciando aquilo que há muito denuncio: apesar de criticarem os políticos, a honestidade não é uma vantagem eleitoral e isto dói a quem valoriza os princípios na atividade pública.

Para quem gosta de acompanhar sondagens mais de uma forma técnica do que política recomendo Margens de Erro.

 

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