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Posts Tagged ‘Síria’

Após o auge no verão com a solidariedade para com o problema dos refugiados na Europa, grande parte deles da Síria, mesmo com a oposição egoísta da Hungria, chegou a vez dos países do norte do continente começarem a dificultar o acolhimento e mesmo a repatriar a massa humana que lhes vai chegando.

É verdade que a Finlândia há muito que não é um bom exemplo de um Estado solidário com Países mais pobres do sul da Europa, veja-se como tem tratado Portugal e a Grécia. Todavia Dinamarca e Suécia têm sido dado como exemplo de países sociais-democratas, justos, humanistas e solidários… ao contrário da Alemanha.

Todavia tem sido estes Estados usados como exemplo que estão a fartar-se mais rapidamente com o problema dos refugiados, um sinal evidente que aqueles povos falam de barriga cheia e são solidários na terra dos outros, mas quando se chega ao momento de ser hospitaleiro e de receber vítimas de uma guerra…. calma aí que não estão para sacrifícios!

São legislações para retenção de bens que os refugiados possam ter trazido com eles para custear as despesas de acolhimento, são dificuldades de emissão de vistos e são repatriamentos voluntários dos não admitidos… senão saem à força, quer dizer são quase exclusivamente repatriamentos à força para o campo de batalha ou empurrados para outros Estados com a mesma crueza do governo da extrema direita húngara.

Estes comportamentos tenderão a alastrar-se por toda a União Europeia, não é por acaso que já se fala do fim de Schengen e já há mais muros na Europa que durante a guerra fria.

Afinal nada que me surpreenda. A solidariedade de barriga cheia, sem esforço e para fora de portas é um mito urbano, vê-se que ela morre mal se torna necessário acatar dentro de portas ou implique sacrifícios.

Aliás, se a Europa fosse constituída por povos solidários nem teria havido o genocídio da II Grande Guerra do século XX, onde tantas pessoas fecharam os olhos, foram colaboracionistas e até denunciaram judeus; e no século XXI não se teria chegado às crises das dívidas soberanas, nem os Estados super-endividados quereriam sair da sua situação recusando qualquer sacrifício, nem os seus Governos teriam imposto a austeridade de uma forma injusta, onde os de barriga cheia viam o problema fora da sua classe sem serem afetados a doer.

É verdade, cada vez fico mais desiludido com a espécie humana através da amostra dos povos que vou conhecendo…

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Uma coisa é estar convicto que o mundo deve tomar medidas para evitar o terrorismo incluindo o que é alimentado ao abrigo do autodenominado Estado Islâmico, o DAESH, outra coisa e reagir a quente e retaliar contra este último como parece a França ter feito na sequência dos atentados em Paris no passado dia 13 de novembro.

Digo parece pois não tenho dados suficientes para afirmar que não foi uma ação já preparada previamente e apenas se deu a coincidência temporal de dar um aspeto de uma mera retalição.

Neste último caso seria um mau prenúncio agir de cabeça quente, pois mais não é que correr o risco de se cometer mais erros no problema da guerra na Síria, do terrorismo islâmico dos muitos que o ocidente já tem cometido, mas que o mundo precisa de pensar numa estratégia inteligente, eficaz e o mais justa possível, precisa; e isto faz-se com cabeça fria e com uma boa concertação internacional, inclusive envolvendo povos islâmicos e sem egoísmo nacionais a dominar o global

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Gostei da postura calma, tranquilizadora e responsável do Presidente do Governo dos Açores sobre a possibilidade de o porto da Praia da Vitória poder ser usado como local de baldeação das armas químicas vindas da Síria e destinadas a serem destruídas posteriormente em águas internacionais longe da costa.

Efetivamente, durante um processo em que se pretende dar a entender aos americanos da importância da base das Lajes para estes manterem serviços na Terceira, de modo a assegurar empregos a muitas famílias, não se pode em simultâneo ter uma atitude em que o uso daquela infraestrutura é dificultado, o que tem de se assegurar é que tais operações são feitas dentro da legalidade nacional e internacional e cumprindo as regras de segurança para evitar acidentes.

Afinal, parece que a operação nem se vai realizar na Praia da Vitória e os Açores mostraram aos americanos que a base das Lajes ainda pode ser importantes para aquele País e que Portugal e a Região são parceiros razoáveis e de bom-senso com que se pode contar.

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Desde que se faça o despiste para controlo de eventuais terroristas ou outros elementos perigosos infiltrados, é com muita honra que assumo dizer que Portugal deve acolher os refugiados sírios que chegaram ao nosso País, que com elevado risco para aqui vieram não apenas por questões de dificuldades económicas, mas também de segurança das suas vidas, carências alimentares e fome de liberdade. Espero que Portugal, um País de emigrantes também saiba ser um País de acolhimento por razões humanitárias.

Quem conhece a história da humanidade sabe bem a importância que foi o médio oriente para o desenvolvimento da civilização humana e para muitos a cidade mais antiga que ainda persiste habitada situa-se na Síria: Aleppo.

A Síria já foi um dos expoentes altos da cultura e encontra-se numa guerra civil em parte alimentada por interesses de potencias internacionais, onde os que se encontram no poder desenvolveram a prepotência de quem sempre mandou e os que se lhe opõem, mesmo que apoiados por alguns do ocidente democrático, têm no seu seio elementos religiosos radicais que não toleram certas minorias, nomeadamente cristãs ou outras fações muçulmanas. Assim, a vida não só é arriscada para o povo sírio no seu País hoje, como as perspetivas futuras não garantem um regime livre, democrático e justo independentemente dos que vencerem.

Os Portugueses, por mera dificuldade económica, sempre partiram para os quatro cantos do mundo, o País sempre se orgulhou da sua diáspora, já vimos políticos a reconhecerem a emigração como uma porta adequada a muitos e ainda houve governos que tiraram proveitos das remessas dos emigrantes e Portugal tem tido uma estratégia de apelo aos Estados que nos recebem a desenvolverem posturas de bom acolhimento oficial. Agora não podemos moralmente ser diferentes para com os sírios que por razões mais que económicas aqui se refugiam.

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Continuo a pensar que se deve encontrar uma solução para o fim do conflito interno na Síria, tal como me choca o uso de armas químicas. Só que não sou ingénuo para acreditar que estes dois aspetos se resolvem com ataques conjuntos dos EUA e da França.

Tal como não acredito que esta guerra não esteja a ser alimentada por interesses exteriores, nem no desinteresse destes dois Países e ninguém me demonstrou que as forças que se opõem ao poder serão melhores para o seu povo e a suas múltiplas etnias e religiões e pior ainda, evidenciou que com os ataques pretendidos as coisas manter-se-ão dentro da Síria, nem que esta guerra não passará a ter repercussões mais gravosas no exterior, nomeadamente na Europa.

Por isso, mesmo sem acreditar numa boa vontade inocente e desinteressada da Rússia, prefiro uma solução pacífica a uma escalada bélica neste conflito e esta aceitação do governo de Assad tira argumentos a Hollande e ao prémio Nobel da Paz Obama.

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Já no passado houve casos de guerras para suavizar crises económicas internas e outros problemas políticos, pelo que Nicolás Maduro ao colocar a hipótese de o ataque à Síria pretendido pelo Nobel da Paz Obama, por Hollande e Cameron, este impedido pelo parlamento de direita do Reino Unido, não está a ser, nem original, nem despropositado.

Efetivamente, acredito que são mais interesses económicos, como a passagem de gasodutos vindos do sul como alternativa ao gás da Rússia, e objetivos políticos, como a substituição de um governo mais favorável ao ocidente e à Arábia Saudita que aos Russos, entre outros que eu próprio desconheço, as maiores motivações desta guerra e do ataque pretendido pelos EUA e França que as justificações humanitárias e uso de armas químicas.

Só estranho como esta Europa por norma tão voluntariosa em marchas pela paz quando os líderes são de direita, agora esteja tão calma, tal como tenha sido o parlamento de direita inglês desta vez a preferir a paz à guerra no médio oriente. É que quem gosta da Paz, gosta sempre e não é por esta conforme as lideranças.

Embora seja favorável à busca concertada de uma solução para o conflito da Síria, nunca esperei estar de acordo com os líderes de esquerda da América Latina, embora estes talvez sejam mais pelo motivo de odiarem sempre os EUA, o que não é o meu caso seguramente que ainda vejo neste País um dos pilares fundamentais para a sustentação da liberdade e democracia no Ocidente.

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Fiquei chocado com as imagens que indiciam o uso de armas químicas na guerra civil da Síria, só não fiquei convencido de quem as utilizou.

Contudo, tal como na década passada Bush tinha a certeza sobre a presença de armas de destruição maciça no Irão, que nunca se vieram a encontrar, agora o laureado com o Nobel da Paz parece estar seguro de quem as usou, mesmo que a ONU ainda não tenha emitido qualquer juízo final na matéria e parece pronto para intervir rapidamente.

A experiência de intervenções diretas dos Estados Unidos e seus aliados em países árabes têm sido catastróficas nos últimos 40 anos, desde a experiência do Irão. Esta nova cruzada não só coloca em confronto civilizações de culturas muito diferentes, como pode reabrir feridas sobre conflitos religiosos (algo onde a razão se submete ao fanatismo irracional), envolvendo não só cristãos e muçulmanos, como também quase diretamente judeus, devido à conotação da habitual aliança entre Israel e Americanos.

A tendência norteamericana de ir ao estrangeiro fazer a guerra para que esta não chegue às suas portas, tem como efeito negativo a intensificação do ódio à ainda maior potência económica e militar do mundo, mas também semeia terrorismo muitas vezes em países europeus muito mais perto dos povos islâmicos e não separados por um extenso oceano.

Racionalidade e bom-senso precisa-se nas cabeças defensoras da intervenção, para estas não agirem precipitadamente e provocarem danos colaterais graves muito mais vastos do que infelizmente já estão a ocorrer presentemente na Síria, onde talvez seja precisa uma solução mais humana que a da força das armas.

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