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Posts Tagged ‘relações internacionais’

A vontade  do populista islâmico Erdogan reforçar o seu poder ganhou por escassa margem na Turquia, mas perdeu nas maiores cidades do País, indicando que os turcos não temeram concentrar num só homem o domínio simultâneo sobre a justiça, o parlamento e o governo, algo típico de estados totalitários, pode ser perturbante, mas assustador é a aceitação deste caminho de poder sobremusculado ter tido maior aceitação nas comunidades dos seus emigrantes em estados democráticos defensores da divisão de poderes residentes na Alemanha, França e Holanda.

Esta maior aceitação de um regime musculado pelos emigrantes em Estados, onde a liberdade e a laicidade são das suas maiores bandeiras, evidencia o elevado desfasamento existente nas comunidades turcas em relação aos países de acolhimento, assemelhando-se a guetos não integrados nas nações onde vivem diariamente o que mostra grande dificuldade para sarar qualquer ferida aberta por diferenças de cultura e para aceitação do pensar distinto do outro, algo muito perigoso para o futuro desta Europa.

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Ontem Guterres tomou posse como Secretário-Geral da ONU, o cargo diplomático internacional mais importante da Terra e Cristiano Ronaldo foi eleito mais uma vez como o melhor futebolista do Planeta, o desporto de maior afeição deste Globo. Ambos os casos prestigiam o nome de Portugal, mas o primeiro jurou isenção para não agir no interesse de nenhum País em particular, enquanto o segundo parte do sucesso se deve ao ter vestido a camisola Portuguesa que levou a sua nação ao título de campeã europeia.

Assim, embora haja motivo de orgulho pelos lugares de topo alcançados por estes dois cidadãos, há que ter consciência que Guterres nada pode fazer em particular para Portugal resolver os seus problemas, teremos de ser nós a ultrapassar as nossas dificuldades.

Já em relação a Cristiano Ronaldo, pelo menos tem a obrigação de lutar na seleção nacional para esta vencer os obstáculos que lhe venham a surgir nos próximos tempos.

Assim no campo político podemos ter muito prestígio diplomático, mas é uma presunção que em nada serve para sairmos da crise em que nos metemos, aliás já vimos isso no passado, não tirámos qualquer benefício na Europa quando o Presidente da Comissão Europeia foi um Português.

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Mente Livre não é de literatura, mas sim de análise social e política, por isso os livros que aqui falo não são de ficção. Ao longo do último ano um livro me ensinou muito sobre o diferendo entre o Ocidente e o mundo islâmico e ainda a questão dos refugiados, daí a minha recomendação no Dia Mundial do Livro: “O Islão e o Ocidente – A grande discórdia” de Jaime Nogueira Pinto. Um obra bem atual que explica a fundo as caudas desta problemática civilizacional.

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Não acredito que deste atentado em Bruxelas e reivindicado pelo Daesh alguém tire algum benefício: os refugiados enfrentarão maior hostilidade ao acolhimento; o Daesh enfrentará um ataque mais cerrado do Ocidente; os povos da Síria e Iraque continuarão a viver num caos cada vez mais instável; os Europeus viverão com mais medo e muitos apoiarão políticas extremistas e radicais que o passado tem mostrado nunca desembocam em nada de bom no futuro.

Infelizmente, neste confronto entre Ocidente e luta islâmica radical não vejo ninguém aprender com os erros cometidos, procurar mudar de atitude e tentar construir um mundo melhor; nem que fosse de forma indireta, dando condições de vida aos povos dos países desestruturados no médio oriente para que pudessem ser felizes na sua terra e as razões que alimentam os ódios escasseassem e estes mirrassem na construção de um mundo mais justo e Humano. Há culpados do lado de cá, mas do outro lado também há culpados que não se podem considerar coitadinhos.

Assim, infelizmente, só vejo ódio a continuar a ser alimentado pela desumanidade da nossa civilização global, por muita banda desenhada que a partir de Bruxelas nos faça sorrir. É Pena!

Um lamento pelas vítimas inocentes ou apenas culpadas pela indiferença e ingenuidade com que assistem a este conflito que mina a Civilização.

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Embora acredito que Portugal tenha promovido o seu País, incluindo a localização dos Açores, nas visitas e contactos que fez com a China, a experiência diz-me que esta só se deixa influenciar quando ela própria está interessada ou suspeita que daí pode mesmo tirar dividendos.

O facto de Xi Jinpiing ter decidido no seu regresso à China de uma visita oficial à América Latina definir uma rota onde fez escala nos Açores, se ter deslocado na Terceira e estabelecido contactos com autoridades nacionais são um sinais claros de que o maior Estado de mundo pensa que o Arquipélago lhe pode ser útil. Não sei ainda que tipo de interesse ela tem: plataforma giratória de mercadorias que passaram o canal do Panamá para entrar na Europa? Instalação de uma plataforma logística? Outros investimentos? Desconheço

Sejam quais for, o facto é que tal indicia que os Açores podem mesmo tirar proveito desta situação, tal como estes não devem deixar passar a oportunidade após várias empresas de laticínios regionais terem sido certificadas para poderem colocar os seus produtos na China, É que este País além de ser o mais populoso no planeta, tem mesmo carência de produtos alimentares e isto é uma porta escancarada a quem souber satisfazer a necessidade alimentar daquele Estado e não pensar apenas como um nicho exótico para acolher os nossos produtos.

Efetiviamente, esta é a primeira vez em muitos anos em que vejo que foram os estrangeiros que se interessaram mais por nós do que a capacidade que nós temos tido em saber penetrar no exterior e foram situações destas que estiveram na base de casos de investimentos de sucesso  para os Açores como: as escalas marítimas no comércio internacional nomeadamente a vinda da família Dabney, os cabos submarinos na Horta, o aeroporto internacional de Santa Maria e a Base das Lajes. Saiba o País e a Região aproveitar esta oportunidade.

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Gostei da postura calma, tranquilizadora e responsável do Presidente do Governo dos Açores sobre a possibilidade de o porto da Praia da Vitória poder ser usado como local de baldeação das armas químicas vindas da Síria e destinadas a serem destruídas posteriormente em águas internacionais longe da costa.

Efetivamente, durante um processo em que se pretende dar a entender aos americanos da importância da base das Lajes para estes manterem serviços na Terceira, de modo a assegurar empregos a muitas famílias, não se pode em simultâneo ter uma atitude em que o uso daquela infraestrutura é dificultado, o que tem de se assegurar é que tais operações são feitas dentro da legalidade nacional e internacional e cumprindo as regras de segurança para evitar acidentes.

Afinal, parece que a operação nem se vai realizar na Praia da Vitória e os Açores mostraram aos americanos que a base das Lajes ainda pode ser importantes para aquele País e que Portugal e a Região são parceiros razoáveis e de bom-senso com que se pode contar.

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