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Posts Tagged ‘recursos naturais’

A forma como foi programada a realização de visitas com descida ao fundo da Caldeira devidamente acompanhada por guias habilitados para o efeito de modo a dar a conhecer o espaço e a garantir a proteção do património natural levou a que o Parque Natural da Ilha do Faial recebesse mais um prémio de reconhecimento da gestão desta área protegida: Experiência da Natureza.

Saber colocar as características naturais desta ilha ao serviço do turismo, da economia e das populações sem prejuízo da conservação do património natural e de forma integrada com os residentes da ilha e fomentando emprego tem sido uma linha de referência neste Parque que dignifica o Faial e melhora a qualidade da oferta a potenciais interessados a esta terra.

Nem todas as boas ideias são caras e implicam grandes verbas, embora possam gerar receitas e eis um bom exemplo. Parabéns!

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Há décadas que existe um diferendo sobre a quem compete exploração dos recursos que se encontram no meio marinho das águas territoriais dos Açores, com uma extensão próxima de um milhão de quilómetros quadrados. A Região considerava que deveria ser competência sua e aprovou um diploma na ALRAA a definir esse modo de gestão. Lisboa assumia que o mar era território nacional e tinha uma visão precisamente contrária.

O agora cumbo do Tribunal Constitucional do diploma aprovado na ALRAA, que atribuía o direito exclusivo ao Açores, considerando que esta terá de ser uma gestão partilhada entre os poderes da Região e os Nacionais, é em simultâneo uma meia vitória para o Arquipélago, que assim alcança a possibilidade de ter um papel importante nesta extensa área potencialmente rica em recursos minerais, já que os piscatórios eram geridos sobretudo por pescadores e armadores particulares numa legislação sem polémicas especiais. Contudo, também não deixa de ser uma meia derrota, pois dada a incapacidade técnica de investigar e explorar os fundos marinhos apenas com os seus meios e dado o interesse de empresas internacionais em virem para os mares deste Arquipélago pesquisar massas minerais, o Governo Regional não poderá dispor deste espaço sem um entendimento com Lisboa, que seguramente nos casos de rendimentos quererá compartilhar também os lucros daí resultantes.

Assim, no futuro em vez de uma discussão estéril: o mar é apenas meu, os dois lados terão de dizer: é nosso. Uma decisão salomónica, resta saber se também, em termos de obrigações mais cedo ou tarde estas não terão de ser compartilhadas, já que a vigilância tem competido apenas ao Ministério da Defesa e sempre que se fala em comprar submarinos e vasos de guerra há logo quem proteste e os Açores descansa, apenas acusando Lisboa de não cumprir plenamente este papel. Mas no balanço para já os Açores parece-me que ficaram a ganhar em parte e muito provavelmente o papel do Departamento de Oceanografia e Pescas na Horta.

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Dambisa Moyo no seu livro demonstra que neste planeta superpovoado e em crescimento demográfico e económico a alastrar-se nos países emergentes muito em breve a humanidade passará por uma escassez de alimentos, água, terra arável, recursos minerais e combustíveis fósseis e só há um país em todo o mundo a preparar-se para esse cenário catastrófico: a China.

A China, o potencial vencedor desta estratégia de longo prazo que pode açambarcar tudo na escassez, está a desenvolver uma estratégia de parceria com outros países ricos de recursos mas pobres economicamente ou endividados. China que, ao contrário do colonialismo europeu e capitalista que explorava o mais pobre sem dar nada em troca, opta por uma via de simbiose onde ambas as partes beneficiam, enquanto ela fica com a fatia que lhe faz falta no futuro e o mais fraco se protege no presente. China que se torna na potência amiga do momento enquanto o ocidente é cada vez mais olhado com desconfiança como rapace.

Dambisa Moyo não assume que esta estratégia salvará a China, sentindo-se as democracias ocidentais sem recursos a guerra pode ser uma saída de resultados imprevisíveis ou então o mundo atempadamente desenvolve uma cooperação global nos domínios em causa para alcançar uma saída sustentável.

Por agora só há um Estado com visão de futuro: a China.

Um livro a ler por todos e que mostra, de forma indireta, a mediocridade em que a política do ocidente caíu.

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Apesar do título, é no texto da notícia que está o importante  a reter, estará de facto no fundo do mar a nossa maior riqueza potencial?

Numa Região onde a terra emersa é escassa e cuja meteorologia e as distâncias têm comprometido o desenvolvimento turístico que a beleza da paisagem justificaria.

Num território em que a diversidade e a quantidade de recursos piscatórios não é proporcional à vasta área da zona económica exclusiva dos Açores.

O fundo do oceano que cerca as ilhas deste Arquipélago, formado essencialmente pelo vulcanismo da crista média atlântica, reúne de facto condições geológicas para a ocorrência de importantes jazidas minerais, como sulfuretos de metais e hidratos de metano, que num planeta sobrelotado e com um consumo intenso de recursos e onde o petróleo e o gás natural estão em fase de esgotamento, podem num futuro mais ou menos próximo valer tanto como atualmente o ouro negro.

Por isso é fundamental garantir a administração das águas que nos cercam e dos seus fundos e conhecer com pormenor todas as potencialidades ali existentes para salvaguarda dos interesses dos Açores.

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