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Posts Tagged ‘PS-Faial’

Nos últimos dias tenho assistido com espanto como pessoas ligadas ao PS-Faial têm disparado em jornais contra os que têm tomado posição sobre o aeroporto e acessibilidades à Horta, até já vi desvalorização do abaixo-assinados dos Faialenses. Logo eles, que antes votavam contra protestos pelos maus serviços da SATA e discordavam da exigência de Carlos César honrar a sua palavra na ampliação do aeroporto, agora consideram que o assunto está em cima da mesa apenas porque o PS está a mexer no assunto.

Enquanto os Faialenses  não se movimentaram, vimos os líderes socialistas eleitos e com funções executivas na ilha deixar fechar a fábrica do peixe, tirar a rádio naval da Horta, apresentarem desculpas para se fasear a variante e depois não se acabar a obra, encolherem a baía norte do novo cais do porto, defenderem que “small is beautifull“, dizerem que não queriam outras obras durante a reconstrução para o Faial  não virar a estaleiro, assumirem a desculpa para não se fazer o estádio Mário Lino, atrasaram quase 20 anos o saneamento básico da cidade para depois fazerem aquilo que na assembleia municipal foi proposto pela oposição no início deste século e ainda ridicularizarem há 8 anos a proposta de reorientação da pista que agora até foi para cima da mesa num grupo de trabalho criado pelo presidente da Câmara como se tudo isto não fosse já antigo e não houvesse memória.

Agora que para além das forças da oposição política, os Faialenses também se têm mobilizado pelo aeroporto, na questão das ligações Horta-Lisboa e contra o mamarracho proposto e aceite pelas deputadas rosas da ilha, eis que o poder socialista no Faial dispara contra todos os que têm erguido a sua voz em defesa desta terra e assume que é ele e só ele que põe estas questões em cima da mesa. Desplante a esta gente que tanto desprezou o Faial não falta.

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baiasul

Após a derrota do PS-Faial em outubro último, este corrigiu o seu comportamento ao nível da SATA e da pista e passou a estar do lado das reivindicações da população, mas continuou a comportar-se como era habitual no que se referia à segunda fase das obras do porto da Horta, por isso se viu os seus dois deputados visitar o dono da obra numa subserviente sessão que só serviu à Portos dos Açores para defender o seu projeto em vez de serem aqueles eleitos a defender o Faial.

Contudo, desde a manifestação sobre o aeroporto e SATA em setembro de 2016 a sociedade civil Faialense ficou desperta, deu sinal de estar indignada e desconfiada com o poder executivo e concluiu que sem uma ação sua, pública e forte na sociedade não acreditava que os governantes e representantes políticos do Faial que apoiam os poderes executivos fosse possível defender convenientemente os interesses da ilha.

Assim, não admira que enquanto os deputados socialistas do Faial prossigam silenciosos sobre as intervenções previstas para o porto, a Mesa de Turismo da Câmara do Comércio e Indústria da Horta comunique publicamente as suas preocupações sobre as obras pretendidas para a baía sul do Porto da Horta, prova evidente que desde setembro passado o Governo e a Câmara Municipal deixaram de poder contar com a subserviência e passividade dos Faialenses e de muitas das estruturas sociais e económicas da ilha.

No que se refere ao aeroporto e SATA os movimentos cívicos têm mostrado que continuam ativos e acredito que desconfiados da mudança de comportamento de alguns políticos desde outubro, talvez receando de que se trata de apenas de uma manobra eleitoral inconsequente antes das próximas autárquicas e depois tudo fique na mesma, infelizmente, a dualidade de critérios entre porto e aeroporto da Horta no PS-Faial indiciam que de facto há muitos motivos para se desconfiar dos seus eleitos por esta ilha.

(Montagem da foto retirada do site do Tribuna das Ilhas)

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O que mais me surpreendeu em 2016 foi mesmo a derrota em outubro dos políticos do Faial que desculpavam estratégias que prejudicavam esta ilha. Destaco o à vontade com que desde então deram a volta ao seu discurso, passando até a criticar a administração da SATA e a reconhecer a importância de ampliação da pista da Horta como se em setembro nem tivessem rejeitado votos de protesto sobre os mesmos assuntos. Mas assumo ainda bem que juntaram a sua voz aos que falavam alto em defesa desta ilha. Espero apenas que não seja fogo de vista e que esta viragem dê frutos até outubro próximo. Ao nível do Porto da Horta já estes derrotados tem tido um discurso ambíguo e estão a desresponsabilizar o Governo dos Açores dos atentados que por ali se podem ainda praticar

Não sei até que ponto e por quanto tempo é sustentável financeiramente a estratégia do governo de António Costa, mas que, em termos de imagem da crise, a situação social e económica no final de 2016 parece muito mais apaziguada e com melhores perspetivas de ultrapassar as dificuldades sentidas que o pensado em final de 2015, há que reconhecê-lo. É verdade que os aspetos negativos aparecem esbatidos: nunca o investimento público foi tão baixo, apesar de ser uma das alavancas antes defendida pelos atuais governantes para a retoma, o crescimento ficou muito aquém do anunciado e a dívida pública e juros desta crescem paulatinamente e parecem bombas relógios que temo, também assumo. Agora que o desemprego baixou e isto estava entre o fundamental dos Portugueses, foi um objetivo bem conseguido. A obsessão pela redução do défice que era alvo de críticas aos anteriores governantes passou a ser o maior trunfo dos que agora ocupam o poder, uma mudança substancial e uma bandeira de sucesso, tal como a coesão da esquerda que se mostrou capaz de engolir sapos perante as dificuldades da realidade foi uma surpresa que garantiu uma estabilidade que se duvidava ser conseguida com os acordos da denominada geringonça. Assim, Costa está em alta e surpreendeu pela positiva.

Desportivamente a vitória de Portugal no euro 2016 foi sem dúvida a maior conquista do País e praticamente poucos acreditavam ser possível. A seleção nacional não brilhou nos vários jogos da corrida para a sua meta, mas no momento final arrancou e alcançou um feito que parecia impossível.

Internacionalmente a guerra na Síria e os refugiados pareciam ser os acontecimentos que maiores marcas deixariam em 2016, até que a vitória do Brexit fez mudar os holofotes da Europa para a necessidade de coesão entre os Estados da União e sem dúvida que Merkel e Bruxelas passaram a ser mais tolerantes com os países em dificuldades económicas, mas o que parece mesmo ser o maior fenómeno do ano foi a vitória eleitoral de Trump e, provavelmente, será este o evento que mais irá condicionar a política internacional do futuro próximo ou mesmo distante da Terra, tudo depende de como ele irá mudar a estratégia de enfrentar os problemas internos e externos dos Estados Unidos.

Claro, há outros acontecimentos marcantes, refiro aqui apenas: a chegada a Secretário-Geral das Nações Unidas de Guterres, mas sem dúvida que o prestígio é maior que a eficácia do cargo para este conseguir com eficácia que o mundo rume para uma política global mais justa e humana. Embora de outra índole, não me esqueço da destituição de Dilma Rousseff num Brasil que se afunda na fossa da corrupção que tudo suja, mas lamento que  Lula tenha aceite entrar para o Executivo de molde a deixar a ideia que era para fugir à justiça, mesmo que esta não pareça neste processo mais limpa que os restantes políticos, mas os heróis também devem saber marcar a diferença e ele neste ano não soube, mas este parece-me que é um fenómeno com maior efeitos apenas dentro do Brasil do que a nível Internacional.

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O meu artigo de ontem no diário Incentivo:

ENTRE A ESPADA E A PAREDE

Oito de dezembro é feriado nacional para celebração da festa religiosa da Imaculada Conceição, apesar da tradição católica do Povo luso, esta data tornou-se para a maioria dos Portugueses, Açorianos e Faialenses exclusivamente no Dia das Montras.

Efetivamente, tanto em conversas com colegas, como nos noticiários e ainda da leitura de redes sociais na internet, verifiquei que as conversas daquele dia centravam-se, sobretudo, nas animações de rua e nas vitrinas das lojas comerciais, embora a tempestade da véspera tenha ocupado algum espaço na comunicação das pessoas, contudo, sobre as festas de Nossa Senhora da Conceição que decorreram nesta ilha, em muitas paróquias do Arquipélago e por este País fora, apesar de ser o motivo do feriado, o assunto ficou alheio de quase todos diálogos e reportagens.

Sendo eu Cristão e crescido numa sociedade onde a religião penetrava nos costumes intensamente, não deixo de notar este alheamento das pessoas ao cerne dos eventos que formataram a nossa cultura ocidental, mas é assim mesmo a realidade em que vivemos e respeito.

Já ao nível do Dia das Montras reconheço que o programa levado a cabo em cooperação entre as Câmaras Municipal e do Comércio da Horta foi este ano um sucesso, não só pela adesão dos Faialenses, como pelas opiniões de agrado manifestadas por estes. Não tenho complexo de elogiar uma organização que corre bem, mesmo que em muitos outros aspetos eu seja crítico, é precisamente a justeza das minhas análises que tanto leva a denunciar o que está mal, como também a louvar com igual correção o que correu bem.

Outra notícia promissora que ouvi a seguir ao feriado foi a celebração de um protocolo de cedência do Quartel do Carmo pela Secretaria de Estado da Defesa ao Ministério da Economia, para no âmbito do programa Revive se disponibilizar aquele imponente imóvel a investimentos na área do turismo. Tenho de reconhecer que ainda não está claro se já existe um projeto de aproveitamento do edifício, montantes ou identificação de interessados, mas reconheço que é algo com potencial interesse económico para o Faial e fico aguardar o evoluir da situação, esperando que se concretize.

Infelizmente também não faltaram notícias de movimentações tendentes a criar instabilidades e divisões no Triângulo na estratégia de ataque do grupo SATA e do PS- Açores ao Faial. Esclareço desde já que o anúncio de mais ligações aéreas a qualquer outra ilha desta zona do Arquipélago não cria em mim qualquer frentismo divisionista, nem reduz a força da argumentação da necessidade de se aumentar o número de viagens diretas entre o Faial e Lisboa.

Assim, o Presidente do grupo SATA fica informado que qualquer aumento do número de voos ao Pico é bem-vindo, só não justifica qualquer diminuição das ligações deste lado ocidental do Canal e ele tem de ter consciência que só há uma melhoria global do serviço prestado pela transportadora aérea regional ao Triângulo se um melhoramento numa parte deste não estiver associado à pioria ou redução do serviço noutra ilha desta zona, caso contrário, se um lado sobe à custa do baixar do outro, então o saldo é negativo ou nulo.

Vou ser muito claro: mais voos diretos para o exterior para o Pico, sim senhor! Tem todo o meu apoio, só que nem um voo a menos entre a Horta e Lisboa do que os 14 exigidos por unanimidade na Assembleia Municipal desta ilha.

Agora existe uma realidade social na ilha Azul diferente da que a Administração da SATA e o PS-Açores estavam habituados. Os Faialenses despertaram, abriram os olhos e já não se deixam enganar. Mais, o próprio partido do poder que localmente era subserviente às maldades feitas ao Faial percebeu que já não pode ser conivente com esquemas que prejudiquem esta terra: ou lutam connosco por ela, mesmo com risco de perderem a simpatia dos camaradas de outros círculos mais poderosos, ou são os residentes desta terra que os desalojam e mais, correm até o risco de perder as simpatias nas duas frentes se não alcançarem vitórias irreversíveis para o Faial e a questão da acessibilidade aérea e da operacionalidade do aeroporto são fundamentais para recuperar o tempo perdido que agora não lhes é perdoado se não o compensarem efetivamente.

Assim, os eleitos pelo PS-Faial estão entre a espada dos residentes, que exigem resultados, e a parede dos camaradas de partido, adversários desta ilha, que dizem na RTP-Açores “os Faialenses não têm razão”, mas foram os locais que se meteram nesta encruzilhada, pois, apesar de estarem no poder da ilha, desprezaram os conselhos de quem nunca baixou os braços na defesa desta terra.

Assim, por muitas manobras de diversão e tentativas de divisão vindas de fora, compete ao PS-Faial agora recuperar o essencial e há muito adiado por culpa deles, pois por cá já ninguém anda distraído, apenas desconfiado que possamos estar em manobras eleitoralistas sem frutos antes das eleições e depois foi-se… tática que já não pega nos Faialenses. Bom Natal a todos os leitores!

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Não haja dúvida, desde que o PS-Faial perdeu por muitos votos as eleições em outubro último intensificou o trabalho e subiu a sua voz nas reivindicações em benefício desta ilha. Não foi só na Assembleia Municipal que se viu o partido do poder passar para o lado dos protestos e das reivindicações dos Faialenses  assumidas antes apenas pela oposição. Agora assistiu-se a uma série de protocolos entre dois Secretários de Estado, o da Defesa e o do Turismo, que se deslocaram à Horta para celebrar acordos entre si relativamente ao Quartel do Carmo, como também entre o primeiro e o Município se celebrou outro para aproveitamento local das instalações militares no Monte da Guia e na Espalamaca.

Não conheço os termos dos protocolos e o projeto para o Carmo para saber se as perspetivas não escondem aspetos menos bons, mas que tenho assistido a uma mudança de atitude dos eleitos locais no poder desde outubro último lá isso tenho de reconhecer.

Há derrotas que de facto dão grandes lições e parece estar a ser o caso de outubro último e se for em benefício do Faial, ainda bem! Só espero que isto não seja sol de pouca dura e este desempenho pare a partir das próximas autárquicas ou que existam alguns eventos de agora que não passem do papel como promessas futuras que nunca veem a luz do dia. Há que estar atento para não sermos engodados!

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Após o desmascaramento do Presidente da SATA na sua tentativa de criar argumentos para reduzir o número de ligações diretas Horta-Lisboa na época alta, eis que numa manobra de divisão do Canal o mesmo anuncia um inquérito e promete mais ligações ao Pico. Ao aumento digo: ainda bem, mas tal não reduz a reivindicação de 14 voos semanais no Faial nem a questão de operacionalidade da pista.

A tentativa de dividir as populações do Triângulo fomentando bairrismos que no fim levam a beneficiar outras ilhas maiores e prejudicar estas duas com um presente envenenado já há muito é conhecida pelos Faialenses e neste caso tornou-se demasiado descarada em Paulo Meneses, por isso não vale a pena pensar que do Faial se diminuirá a luta iniciada em 2016 contra a conspiração Governo/SATA de prejudicar a ilha Azul em matéria de acessibilidades.

Tudo o que derem a mais ao Pico tem o meu apoio. Se aumentarem o número de ligações na ilha Montanha, são mais voos para o Triângulo, agora se com isso pensam aumentar de um lado para reduzir do outro, a resposta é NÃO! Neste caso o saldo seria nulo em termos desta zona geográfica do Canal.

Agora o PS-Faial sabe que os Faialenses estão despertos e já não vão em manobras de diversão. Assim, se querem preservar o poder na ilha terão agora não só de lutar ao lado dos habitantes desta terra, como ainda obter a curto-prazo resultados que no passado não foram obtidos fruto da sua subserviência às diretrizes regionais do partido, presentemente têm de compensar o mal feito por esse comportamento e o conluio SATA/Governo ou cede ou então deixa cair os seus camaradas da ilha azul em descrédito total.

Ninguém no Faial se pode deixar manipular por tentativas divisionistas organizadas pelo poder Regional centralizado nas ilhas de maior poder político e quem deixou as coisas atingirem este desplante por conivência partidária tem agora de compensar o tempo em que deixou que prejudicassem a Horta pois os Faialenses já abriram os olhos.

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Ontem mais uma vez a SATA não aterrou na Horta para surpresa de quem estava para embarcar e não observava condições meteorológicas desfavoráveis que lhe levantassem preocupações. Todavia os pilotos da aeronave consideraram que o vento estava desfavorável em termos de intensidade e direção… pelo que soube: 16 nós com rajadas até 26 com variações norte. Para as limitadas condições da pista talvez já seja um vendaval! Mas o PS-Faial considera que a Azores Airlines nem está a prestar um mau serviço e desaprovou um voto de protesto de quem está insatisfeito.

Uma coisa é certa, o serviço da Azores Airline nas ligações do Faial ao exterior é mau e apesar da empresa ser do Governo dos Açores nos seus investimentos mais próximos não está previsto adquirir aeronaves  para prestar um melhor serviço às ilha do Canal, só que tal estratégia foi esfarrapadamente desculpada e justificada por quem votou contra o protesto pelo mau serviço que a SATA está a prestar à Horta na sua rota de ligação desta ilha a Lisboa.

O mau serviço da SATA ao Faial é evidente, apesar de haver quem não queira ver e silenciar os protestos.

 

 

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Depois do período da maioria plural, onde o PS se viu forçado a coligar-se com a CDU na Câmara para alcançar a maioria absoluta naquele órgão entre 2005-2009 e do período de cooperação entre o PS e os grupos municipais do PSD e da CDU para desbloquear as suas iniciativas na Assembleia Municipal, onde o partido laranja  fora o mais votado; as sessões municipais de dezembro de 2013 e de fevereiro do 2014 indiciam o fim do discurso da cooperação do PS-Faial nos órgãos municipais da Horta para o arranque de uma estratégia arrogante de imposição dos seus projetos justificada pela maioria dos votos nas últimas autárquicas.

O primeiro sinal foi dado com a intervenção de Luís Prieto no início da sessão de dezembro último, onde uma arrogância para com os adversários se tornou demasiado evidente e constrangedora, mesmo que o Presidente da Câmara tenha ouvido o PSD para a elaboração do plano e orçamento apreciado na mesma reunião.

Os sinais tornaram-se mais evidentes agora com a eleição para os representantes da Assembleia Municipal no Conselho de Ilha do Faial, onde uma prática de quase uma década do partido que detinha a presidência daquela Assembleia, que por força do cargo tem inerência no Conselho, ceder um lugar à CDU de modo a aumentar a pluralidade sem reduzir a representatividade da oposição, situação que foi pela primeira vez rompida em prejuízo do PSD. Igualmente demonstrativo desta prepotência da maioria foi o chumbo da proposta do PSD para a criação de uma Comissão para o saneamento básico e qualidade da água, que era praticamente a continuidade da mesma que fora criada no mandato anterior, mas apenas para o saneamento básico, e agora adaptada de modo a assegurar a maioria dos votos ao PS para respeitar os resultados eleitorais.

O modo como foi tratado o primeiro subscritor da petição com mais de 200 assinaturas de todos os partidos e relativa à qualidade da água e condutas de amianto, acusando-o de ser um candidato adversário insere-se na mesma estatégia, dando a entender que se tratava de uma ação de promoção pessoal não conseguida pelo voto popular, e o facto dos esclarecimentos no debate terem sido feitos de forma oral, com dados escondidos para o fim e sem apresentação por escrito prévia de todos os dados lidos, tudo isto de modo a comprometer o debate e sem esclarecer atempadamente os peticionários, parece enquadrar-se no mesmo estilo arrogante.

Ser vencedor sem ser maioritário e cooperante para desbloquear a ação do seu mandato não é uma virtude política, é uma necessidade operacional que resulta da imposição dos resultados eleitorais. Virtude é ser-se maioritário e mesmo assim estar aberto à cooperação para melhorar a gestão do município e não justificar às oposições que algo vai ser assim devido à força dos seus votos. Infelizmente, o PS-Faial no município está a demonstrar que quando foi humilde no passado fê-lo com falsa modéstia e quando chegou a maioria absoluta caiu-lhe a máscara e assumiu a sua arrogância. Espero, pois ainda vai a tempo, que se corrija.

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