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Posts Tagged ‘Prémios’

A forma como foi programada a realização de visitas com descida ao fundo da Caldeira devidamente acompanhada por guias habilitados para o efeito de modo a dar a conhecer o espaço e a garantir a proteção do património natural levou a que o Parque Natural da Ilha do Faial recebesse mais um prémio de reconhecimento da gestão desta área protegida: Experiência da Natureza.

Saber colocar as características naturais desta ilha ao serviço do turismo, da economia e das populações sem prejuízo da conservação do património natural e de forma integrada com os residentes da ilha e fomentando emprego tem sido uma linha de referência neste Parque que dignifica o Faial e melhora a qualidade da oferta a potenciais interessados a esta terra.

Nem todas as boas ideias são caras e implicam grandes verbas, embora possam gerar receitas e eis um bom exemplo. Parabéns!

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Cristiano_Ronaldo_20120609

Imagem wikipédia

Sobretudo por ser um justo vencedor e não apenas por ser Português, no passado nem sempre torci por ele receber este troféu, mas penso que em todos os anos em que o recebeu, e já vão três, foi sempre inteiramente merecido e isso é algo de muito bom para um cidadão de um país pequeno, pobre e vindo de famílias com dificuldades económicas, que por isso não tem cunhas nas altas esferas mundiais.

Cristiano Ronaldo, mais do que pedir, trabalha para conseguir e por isso é um exemplo a seguir por muitos Portugueses. Tem brio na sua pátria e língua e como tal nos momentos chave e altos da sua carreira expressa-se sempre na sua língua materna, mostra ao mundo a sua família sem pruridos de elites orgulhosas que não têm, nem o estofo, nem o nível humano deste jogador.

Parabéns Cristiano Ronaldo, o prémio é dele, não nosso, apesar de ser um do nosso Povo, não gosto de aproveitamentos.

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Sei que a distância e o clima ajudam a preservar ambientalmente a ilha, mas também sei que é preciso trabalho. A verdade é que depois de ter sido destino europeu de excelência em 2011, o Parque Natural do Faial volta a conquistar a categoria de Destino Europeu de Excelência agora em 2013, conhecido por prémio EDEN.

Ao seu Diretor: João Melo, e à equipa que com ele trabalha: Parabéns!

Uma boa notícia em primeiro lugar para o Faial, depois para o Triângulo e todos os Açores e claro também para Portugal. Esperemos que os dividendos turísticos deste prémio também garantam a continuidade futura do crescimento de visitantes à nossa ilha entretanto verificado em 2013, bem como benefícios às que lhe são vizinhas no Triângulo e a todo o Arquipélago.

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munro

Primeiro esclareço que como Canadiano de nascimento e amante de literatura, não só conheço razoavelmente bem a obra de Alice Munro, como desejava há muito que a mesma ganhasse o Prémio Nobel da Literatura e para mim soube da atribuição do galardão a esta contista com a mesma alegria com que soube há quinze anos da atribuição a José Saramago.

Uma escritora do sudoeste de Ontário, os seus livros são na generalidade contos com uma escrita feminina que retratam tensões familiares ou sociais dentro de pequenas comunidades rurais da sua área natal, onde muitas vezes a subserviência forçada do protagonista do conto – frequentemente  fragilizado por problema ou deficiência pessoal, convenções sociais ou um comportamento obsessivo de alguem – leva a um desfecho mais ou menos previsível na tentativa de libertação individual.

Os dois livros de Alice Munro e já traduzidos que mais me marcaram foram “O amor de uma boa mulher” que se enquadra no género acima descrito, e a “A vista de Castle Rock”, bem diferente, é sobretudo a história da sua família desde a Escócia no século XIX até à vida adulta de Alice Laidlaw de solteira em meados do século XX até ao seu primeiro casamento em que se passou a denominar Alice Munro.

Há poucos anos quase desconhecida em Portugal, nos últimos tem aparecido com maior regularidade traduções das obras de Alice Munro, sinal de que a qualidade desta magnífica contista Canadiana está a penetrar nos leitores Portugueses e seguramente muitos mais agora vão descobri-la e verão que vale a pena.

Mais uma vez Parabéns Alice Munro!

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A Europa tem sido tradicionalmente um continente em guerra permanente nos últimos milénios: o império romano cresceu invadindo os povos “bárbaros”, depois a sua queda foi levada pela invasão dos “bárbaros”, seguiu-se conquistas dos árabes no sul sobretudo da península Hispânica, sucederam-se as cruzadas, as guerras entre germanos e anglo-saxões, alemães e francesas, algumas com fama de terem atingido 100 anos ou 30 anos, guerras entre os povos britânicos, invasões francesas, guerras civis e só no século XX este bocado do mundo conseguiu gerar duas guerras mundiais.

Felizmente com a constituição da Comunidade Económica Europeia as guerras reduziram-se drasticamente neste continente, à exceção da “guerra fria” de um género diferente, apenas o leste foi alvo de invasões soviéticas sempre que algum povo tentava libertar-se das ditaduras, o único regime em que o comunismo tem sobrevivido.

Com o colapso comunista, deu-se a guerra civil nos Balcãs, mas a CEE permaneceu um reserva de paz, evoluiu para CE e transformou-se em União Europeia sempre à sombra se um sonho de unir os europeus e integrá-los num grande confederação de Estados que cooperam em paz para benefício dos seus povos.

Ironicamente, quando sopram fortes ventos de egoísmo exacerbado dos países ricos em relação aos pobres, existem Estados em rotura social e económica ou até mesmo em vias de desintegração e criando sombras sobre o futuro desta União Europeia como entidade humanista é que esta recebe o Prémio Nobel da Paz.

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