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Posts Tagged ‘preconceitos’

Os fogos deste verão não só mataram muita gente e puseram a nu a incompetência da equipa de Proteção Civil, como também expôs preconceitos irracionais e meias verdades no BE. 1.º – Tiago Oliveira trabalhava nas celuloses de papel e foi nomeado pelo Governo para para a missão dos fogos florestais, mas isso não o impede nem valida de ser bom técnico; 2.º – o eucalipto tem muitos problemas ambientais, mas foi das espécies que proporcionalmente menos ardeu em Portugal este Verão.

Por muito que custe ao BE pode-se trabalhar por opção ou por oportunidade na privada e até mesmo em setores que também existem na pública e isso é independente de se ser melhor, pior ou igualmente competente e honesto que outro trabalhador de formação equivalente que por opção ou por oportunidade trabalha para o Estado na mesma área. O BE ao criticar António Costa por nomear para uma tarefa tão urgente como a da missão dos Fogos Florestais alguém que trabalhou até ao presente no setor das empresas de celulose apenas evidenciou um preconceito seu contra quem dinamiza a privada é um preconceito como qualquer outro que o BE normalmente com razão combate.

Criticar as empresas de celuloses por fomentarem em Portugal a floresta de eucalipto é uma argumentação ambientalmente correta, este provoca desequilíbrios ecológicos nos sistemas hidrológicos, ecossistemas biológicos e paisagem tradicional que devem ser evitados. Tentar ligar os fogos em Portugal à floresta de eucalipto é aproveitar a ignorância de muita gente para enviesar a verdade para vencer um debate, algo que se critica em muitos políticos. Bastava os Portugueses saberem que da área ardida neste País apenas 13% foi em eucalipto e que os terrenos que melhor enfrentaram os fogos foram os que estavam sob a gestão das empresas de celulose (porque interessadamente punham em prática ações corretivas algo que o Estado não fez nos seus terrenos) permite mostrar que o BE enferma dos mesmos defeitos de outros partidos que ele acusa de desvirtuarem a verdade.

Infelizmente não há santinhos neste debate sobre os fogos em Portugal, mas que há muita falta de ação que urge implementar… há. Isto para que nova catástrofe semelhante não se repita.

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Meu artigo de ontem no diário Incentivo:

AZIA NA REPOSIÇÃO DE ALGUNS VOOS NO FAIAL

Agora que o derrotado nas eleições António de Costa chegou a Primeiro-ministro através de acordos de união de facto com a esquerda mas sem coabitação, o novo Governo, no princípio gozará o seu período de lua-de-mel, depois, com o continuar das dificuldades, veremos como evolui esta relação e qual o efeito na estabilidade do executivo fruto do choque dos problemas da vida real com sonho anunciado.

Mantenho que se correr bem será bom para todos e uma lição para muitos e um esclarecimento à minha dúvida: a compatibilidade entre sobre-endividamento e o despesismo para recuperar da crise. Mas se correr mal, também não faltarão acusações e haverá uma lição para outros que, por norma, são acusados de não distinguirem o idealismo dos condicionalismos da realidade. Por isso haverá sempre ensinamentos do evoluir desta governação.

Deixando de lado a política no Continente, cujo novo modelo de governação só agora entrou em teste, volto à realidade da nossa Região, onde, mais uma vez se evidenciou que a estratégia de agressão ao Faial não é um exclusivo do Governo dos Açores. Infelizmente, esta conta com os seus aliados noutras instituições económicas e sociais organizadas, bem como em individualidades da sociedade da Região que usam a sua influência como forças de pressão contra a nossa ilha.

A minha indignação resulta de duas situações diferentes que levaram a considerações semelhantes: a primeira, na sequência de um evento para analisar a dinâmica da atividade económica e a política de privatizações na Região, organizado por uma instituição privada em São Miguel. A segunda, um artigo de opinião de um jornalista e comentador da mesma ilha, onde ambos utilizaram como um mau exemplo de gestão económica e/ou financeira a declaração do Secretário Regional do Turismo e Transporte de que “deu instruções à SATA” para esta reforçar os voos para o Faial. Inclusive, o último cidadão justifica esta decisão com o seguinte argumento “cedendo às fortes críticas que vinham daquela ilha, sobretudo das cúpulas locais do partido” e mais tarde remata “Para quem deve mais de 40 milhões à SATA, não custa nada dar mais umas ordens para prejuízos”.

Para uma instituição e pessoa que vivem na ilha que na última década foi o maior alvo dos mais megalómanos projetos não rentáveis para melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes e foi a principal beneficiária efetiva do novo regime de transportes aéreos fortemente suportado com dinheiros públicos – num modelo que em muito prejudicou o Faial – é descaramento a mais dar como exemplo de má gestão uma situação que não foi de aumentar os serviços de transportes prestados no aeroporto da Horta pela SATA, mas apenas uma orientação para que a redução dessa prestação de serviço não fosse tão drástica como estava inicialmente anunciado.

Importa também esclarecer o senhor jornalista que, ao contrário de muitos outros casos, o protesto e críticas contra a redução drástica do número de voos da SATA para a Horta mereceu uma unanimidade de todas as forças políticas, sociais e económicas do Faial.

É verdade que os protestos desta vez foram assumidos até pelas próprias estruturas de ilha do partido que suporta o Governo dos Açores, mas também foram propostos por diferentes forças políticas e mereceram unanimidade na Assembleia Municipal da Horta, no Conselho de Ilha do Faial e em outros órgãos desta terra: identifiquei aqueles dois pela sua pluralidade política e social. Assim, ou o jornalista está mal informado das iniciativas das outras organizações, ou pretende insinuar que localmente o partido do Governo Regional falou mais alto que os restantes, o que não é verdade, ou então menospreza as críticas quando elas vêm das restantes organizações desta ilha, o que seria lamentável. Houve sim uma união e coesão nesta luta, não de reivindicação para algo de novo, mas contra a perda de algo mais que queriam tirar ao Faial.

Conclui-se assim que aqueles dois intervenientes consideram a redução de serviços ao Faial uma questão de boa gestão, como se não fosse esta ilha uma das mais prejudicadas e esvaziadas desde o início deste século, ao contrário da terra onde eles vivem que tem cada vez melhores e mais serviços.

Informo que no saldo desta luta que uniu todos os Faialenses, o Faial não ficou a ganhar, apenas perdeu menos do que tinha sido anunciado, ficámos agora com menos voos e lugares do que em anos anteriores. Mesmo assim, tal provocou descontentamento em grupos influentes em São Miguel, um sinal claro que aqui temos de cerrar fileiras, dar as mãos e com mais força do que nunca continuar todos a defender o concelho da Horta, pois os nossos adversários são muitos e poderosos.

Este caso também deu a lição de que quando os Faialenses se juntam na defesa dos seus interesses podem não ganhar, mas perdem menos do muito que alguns pretendem tirar à nossa ilha do Faial.

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Não sei se será sempre o melhor para as crianças, mas seguramente a solução encontrada é melhor para resolver muitas situações de facto que envolvem crianças e bem melhor que o exercício de parentalidade exercido por vários casais de sexos diferente e que apenas o exercem por biologicamente ser viável mesmo sem terem maturidade psicológica  mínima para exercer tal função, além de outras potenciais disfunções.

Por isso, apesar de incertezas, congratulo-me pela viabilização da coadoção por casais do mesmo sexo, até por que muitas vezes, tal como outras características fenóticas, a orientação sexual não é uma escolha pessoal e voluntária para se impôr ainda mais uma discriminação para além daquela que a biologia determina na procriação.

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A esquerda por norma tão tolerante com todos os comportamentos liberais dos cidadãos, tem uma intolerância arrogante com todas as gaffes ou ideias xenófobas, sexistas, homofóbicas e afins vindas de líderes de direita que se se alastra de forma viral ao nível global. Berluconi, por culpa própria devido ao seu comportamento brejeiro enjoativo, foi o exemplo máximo dessa atitude vinda esquerda.

Como no melhor pano cai a  nódoa, eis que Nicolás Maduro, ainda não eleito presidente, já protagonizou alguns casos que mostram que comportamentos infelizes e inaceitáveis no campo das ideias e atitudes também acontecem na esquerda:

Já expressou a sua masculinidade como argumento político insinuando incertezas de virilidade do seu oponente, assumindo a inferioridade fos gays, o que em linguagem corrente se chama homofobia;

Já assumiu a idiotice de Chavez doente, moribundo e já falecido ter influenciado o conclave para a eleição do Papa Francisco;

Já promoveu o culto da personalidade do modo típico das ditaduras com a decisão de embalsamar Chavez e exposição do corpo em museu e teve de recuar devido a problemas de ordem técnica que deveria ter verificado antes de tornar pública essa opção;

Aceitou tomar posse do cargo de Presidente sem se preocupar se tal era permitido pela Constituição da República Bolivariana da Venezuela que terá jurado cumprir ao ser empossado e quando não tinha necessidade disso por ser candidato dentro de 30 dias con grande probabilidade de ser o vencedor; e

Tem o desplante de condicionar um debate político a questiúnculas de guerrilhas privadas entre o seu opositor e a família do seu antecessor.

Tudo isto em escassos dias, sem ainda ter sido eleito, mas já a demonstrar o seu vazio de inteligência política, a existência de preconceitos perigosos, o desrespeito pela Constituição do seu País, a admiração de ditadores, aspetos perigosos para o futuro da Venezuela, mas suspeito que veremos a esquerda tão liberal, despreconceituosa tão suscetível de se ofender, ignorar toda a asneirada de Nicolás Maduro.

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