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Posts Tagged ‘Nações’

Praticamente está reconhecido que António Guterres será o próximo Secretário-Geral da ONU, eu, desde janeiro passado, assumi neste blogue o meu gosto e apoio pessoal para que este Português conseguisse este lugar cimeiro na diplomacia mundial, e não havendo nenhuma surpresa de última hora fico feliz por isso. Sou daqueles que considera esta eventual vitória mais um sucesso individual do que nacional, pois este papel não é de desempenho de um cargo de representação de Portugal, mas sim de desempenho individual isento na busca de equilíbrios para se alcançar acordos e a paz entre os Estados e Povos da Terra.

Uma nota, não conheço nenhum dos outros candidatos e como tal não posso dizer que ganha o melhor, mas apenas que tudo aponta para que vá ganhar uma pessoa que considero um grande diplomata, honesto e bom carácter, não um bom executivo, mas o lugar para que concorreu é diplomático e, como tal, a função assenta-lhe perfeitamente.

Por fim, sempre tenho sido contra cotas e outras situações onde o género, a geografia, a raça, a religião ou a orientação individual são argumentos para se eleger alguém a  um cargo político e este processo eleitoral mostrou bem quanto estes aspetos podem de facto dificultar ou sobrepor-se à a nomeação de uma pessoa bem adequada para o lugar e levar à seleção de indivíduos por características que nada tem a ver com a habilitação do candidato em si.

Para já votos de Boa Sorte a António Guterres no desempenho das suas funções.

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O atual Primeiro-ministro vai propor o antigo Primeiro-ministro António Guterres a Secretário-Geral das Nações Unidas, talvez o cargo diplomático mais prestigiante e mediático do Mundo.

Guterres está no pequeno grupo de políticos de Portugal que para mim são um exemplo de honestidade pessoal e humanismo, infelizmente fraco a enfrentar os vícios que sujam o meio político. Quando Primeiro-ministro foi incapaz de desatar as mafias de pressão instaladas em torno do poder, pois em vez de as enfrentar, demitiu-se e os vícios sujos continuaram de vento em popa a agir ocultamente apenas com outros atores em cima do palco político mediático.

Como Alto-comissário para os refugiados (ACNUR) Guterres esteve no seu meio natural – a diplomacia por causas humanitárias -, foi uma voz em defesa das vítimas da injustiça da política internacional, terá ajudado muitos, minimizado os problemas de outros, mas logicamente não eliminou nenhum dos vícios que minam a política internacional. Os refugiados da Síria aí estão como prova dos egoísmos e interesses nacionais a sobreporem-se ao bem coletivo dos povos.

Sem dúvida que a ser eleito, isso será o coroar máximo de uma carreira diplomática, mais prestigiante do que com capacidade executiva para mudar a política internacional, um meio quase exclusivamente dominado pelas vontades das superpotências mundiais, que até muitas vezes se aproveitam do objetivo inicial da ONU para a usar como arma em favor dos seus interesses e não para bem dos povos.

Desejo que seja eleito, uma ambição que há muito Guterres dava sinais de ter e terá sido a causa de não se ter candidatado a Presidente da República de Portugal, deixando o PS órfão nas eleições presidenciais de 2016, mas ele ficou liberto da responsabilidade de lutar por um País super-endividado, em crise e cheio de vícios, problemas para os quais já demonstrara não ter força para enfrentar.

Guterres se chegar a Secretário-Geral da ONU será usado como um exemplo de prestígio de Portugal. Nada mais errado! Já ocuparam este lugar cidadãos do Myanmar, Gana, Peru e Egito, os três primeiros estão entre os estados mais pobres do mundo e nunca foram exemplos de prestígio internacional, o asiático nem é um exemplo de democracia, e a nação egípcia é sem dúvida uma das mais problemáticas na bacia do Mediterrâneo… por isso o Portugueses tirando o orgulho saloio, não terão nenhum dos desafios que enfrentam vencidos com esta eleição, mesmo assim, pelo seu humanitarismo e honestidade desejo que seja eleito.

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O jornalismo é perito em fazer títulos especulativos, ontem foram as declarações de António Barreto de que Portugal poderia deixar de existir. Sem contestar o sociólgo, nas verdade o aparecimento e desaparecimento de países e mesmo de civilizações inteiras tem sido uma constante da história da humanidade.

Portugal, apesar de mais de 8 séculos de história, já desapareceu como Estado independente, nomeadamente entre 1580 e 1640, mas o povo manteve-se com identidade própria, fortemente marcada pela sua língua e nacionalismo. Foi diferente com os lusitanos à época da expansão romana, não só eles já não existem como povo ou cultura, talvez tenhamos algo deles, como até os seus conquistadores romanos com as características de há 15 séculos se apagaram como civilização e Estado. Nada impede que a nossa cultura seja marcadamente latina após estes se terem eclipsado como império e nos tão badalados gregos de hoje procure-se a importância das cidades-estado e da filosofia que marcaram o Grécia antiga e não se verá praticamente nada. Apesar disso tudo, desde esses tempos manteve-se o povo e a civilização chinesa.

Hoje os Catalães existem como povo, não são independentes, seria ofensivo dizer que a Catalunha desapareceu e a sua importância está a aumentar dentro e fora de Espanha pela pujança económica e cultural. Na Europa, nos últimos anos renasceram países como a Croácia, Eslovénia, Ucrância, Lituânia e outros após décadas de inexistência como Estado livres.

Nada de novo com este alerta, os Povos crescem e marcam a história pelo seu poderio económico, político, militar ou cultural e mesmo dominados, se tiverem raízes fortes, resistem e podem renascer abruptamente das mudanças da história. Portugal não é exceção, deixem-no ter uma economia sustentada e cultura forte que mesmo incorporado noutros modelos não deixará de existir como Povo e Nação, saibam os Portugueses fortalecer a sua cultura e economia que a chama da Lusa Pátria manter-se-á viva neste planeta.

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