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Posts Tagged ‘Holanda’

Penso que ainda é cedo para se acusar quem quer que seja do acidente do avião caído na Ucrânia, inclusive para se estar seguro de que este resultou de um incidente lateral proveniente da guerra civil que se trava na zona ou foi apenas fruto de um problema técnico na aeronave. Falta muito a investigar no terreno para se tirar as conclusões finais, felizmente parece haver cooperação de ambas as partes em confronto.

Todavia, a se provar ou a se conseguir acusar uma das partes em confronto na Ucrânia (pois em cenários bélicos a hipótese de manipulação dos factos nunca se pode excluir na totalidade), esta seria talvez a primeira grande consequência trágica de nível internacional e sobre civis resultantes de um conflito local gerado na Europa, fruto de políticas desastrosas e incompetentes da luta de influências entre a União Europeia liderada pela Alemanha e a Rússia após o termo da guerra fria.

Na Jugoslávia, onde também a força das armas foi culpa de erros de opções dos líderes no velho continente, as mortes de cidadãos foram sobretudo de residentes locais, enquanto a morte de cidadãos dos outros Estados concentraram-se essencialmente em forças militares e paramilitares que foram intervir nos Balcãs. Agora, a concluir-se pelo abate por um míssil, veremos um número significativo de cidadãos de estados da União Europeia, criada inicialmente para se evitar novas guerras no continente, a morrerem em solo europeu e isso não permitirá que os povos agora de luto deixem de reparar que os conflitos que correm à nossa porta são resultado de erros estratégicos nas lideranças da Europa aos quais ninguém está livre de vir a tornar-se vítima.

No cenário da abate do avião, a Europa terá de tomar consciência de que o rumo que o Velho Continente está a tomar, tanto ao nível das influências leste-oeste, como centro rico-periferia endividada, pode mesmo ser fraticida e suicida. Por agora estou chocado por saber que muitas das vítimas são holandeses de cidades onde passei dias felizes há bem poucos dias e saídos do mesmo aeroporto de onde tão recentemente vim para casa e compartilho o luto e a solidariedade.

ADENDA: Já começou o jogo de responsabilizar o outro… a “verdade” assim dificilmente pode nunca corresponder à realidade.

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Primeiro importa deixar claro que neste campo Holanda, são mesmo as províncias da Holanda do Sul, com Roterdão, Haia, Delft e Leiden, e da Holanda do Norte com Amesterdão e um passeio por Volendam e ilha de Marken, não se confundindo com o Estado dos Países Baixos.

Na Holanda do Norte, Amesterdão é de facto lindíssima e rica, milhares de pontes, centenas de canais e casas de empensas apertadas ricamente decoradas confere-lhe uma beleza singular, mas a sua bandeira de tolerância, que a leva aos coffeeshops e ao Bairro da Luz Vermelha emprestam-lhe também uma aspeto decadente e demonstra o carácter do holandês, mais do que tolerante, está aberto a todo o tipo de comércio, inclusive amoral. O centro da cidade é do mais ruidoso que conheço na Europa e o lixo deixado pelos numerosos turistas, com muitos jovens atraídos pelo exótico da legalidade das drogas leves e prostitutas na montra como qualquer artefacto comercial, dão um aspeto sempre sujo da zona mais movimentada da urbe que nem as frequentes limpezas conseguem dar vazão.

Se gostei de Amesterdão, confirmo que é bonita e vale a penas conhecer, mas o ar de moral decadente e os ciclistas que concorrem com os automóveis e não são de todo simpáticos para com os peões também fragilizam o meu gosto e não me sentiria bem a viver dentro desta cidade.

Volendam e Marken (na foto) têm a característica de a primeira ser católica e de ambas terem sido terras de pescadores, mas onde hoje o mar salgado deixou de lhes tocar devido à engenharia dos diques, só que as famílias daí dependentes vivem sobretudo depois de apoios do Estado, preservando-se para fins turísticos os seus bairros agora com um ar muito artificial para visitante ver. Os lacticínios em contrapartida estão pujantes, mas também abertos para o turista. Na visita foi pelo guia que se tornou evidente o desprezo protestante pelos cristãos ligados ao Vaticano, evidenciando que uma coisa é ser-se tolerante oficialmente e para fins de comércio, outra é tal resultar de uma atitude assimilada pelo caracter do cidadão e infelizmente as impressões com que fiquei dos holandeses não foram das mais positivas neste ponto.

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Na Holanda do Sul, Roterdão é uma cidade moderna cujo centro faz lembrar uma cidade média da América do Norte pelos numerosos  arranha-céus, só que aqui abundam ciclistas em vez do automóvel e reina um comportamento delicado para com o peão e a simpatia dos habitantes está conforme com a ideia de civismo que se tem do norte da Europa. Não tem a beleza da capital da Holanda do Norte, mas a diversidade de arquitetura contemporânea, as numerosas esplandas em ruas largas de pouco trânsito, a arte de rua, o asseio e o ar moderno são trunfos que admirei, até no seu principal museu a arte do século XX é rainha e encontram-se magníficas peças. Confesso que o peso económico do porto e a força das empresas mostram a pujança do país e da urbe, isto misturado com gente de grande educação no trato que me cativaram de facto.

Leiden (na imagem abaixo) e Delft são cidades ricas em património histórico e cultural, também devido à universidade na primeira e têm uma enorme beleza e simpatia. Novamente os canais e as casas de tijolo típicas em torno de igrejas de majestosas externamente são pontos fortes e as esplanadas dão ar cosmopolitas só que aqui não decadentes e merecem uma visita.

Haia é uma cidade algo incaracterística, o seu centro histórico está altamente marcado por imóveis modernos, mas muitas vezes sem o equilíbrio entre o novo e o antigo, só que o largo onde se encontra o parlamento e o governo merecem um visita, tal como o museu Mauritshuis na imagem.

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Por agora e sem sair da minha base em Roterdão, prossigo com as explorações pela Holanda, desta vez através das visitas a cidades próximas: Haia e Delft.

Haia

Haia – Imagem Wikipedia

Haia a sede do real governo dos Países Baixos que sei ter importantes museus e onde a água continua a ser uma presença marcante.

Delft

Delft – Imagem Wikipedia

Delft terra do pintor Vermeer, agora já deverá ser bem diferente do tempo do seu famoso quadro do Porto de Delft, mas que sei ser um importante centro universitário e me dizem continuar a ser uma cidade fascinante, aspeto que agora estou decidido a confirmar.

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roterdao

Imagem Wikipedia

Depois de descobrir Amesterdão, da qual oportunamente espero apresentar aqui as minhas impressões, chegou o momento de conhecer mais cidades holandesas, para já outra igualmente ligada à água, mas sobretudo do ponto de vista económico: Roterdão, sede de um dos portos mais movimentados da Europa e do mundo e terra natal de Erasmo e do seu elogio da loucura para através das letras criticar a sociedade para a transformar e gerar um mundo melhor.

Roterdão, uma cidade praticamente destruída pelos bombardeamentos da Segunda Grande Guerra, que para além dos seus museus e do seu porto, alvo de visitas guiadas, tem na sua arquitetura contemporânea arrojada do pós-guerra um dos focos de maior interesse, sem dúvida que o contraste com Amesterdão deverá ser grande, mas essas diferenças fazem parte dos aliciantes para tentar compreender a Holanda, um dos países economicamente mais ricos do planeta.

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AmsterdamMontage

Imagem Wikipedia

Em 2014 volto a uma cidade de canais, isto cerca de um ano depois de visitar Veneza que me fascinou no ano passado, desta vez viajo pelo norte da Europa: Amesterdão na Holanda, a terra que Rembrandt escolheu viver e onde fez grande parte das suas pinturas, a sede do Concertgebouw para dignificar a interpretação da música e onde muitos judeus portugueses se refugiaram dos pogromes lusitanos dada a tolerância cultural e religiosa dos seus habitantes.

Por agora é demasiado cedo para me pronunciar sobre a cidade, primeiro há que explorar os cheiros, as cores, a comida, a arquitetura, os museus, a música e as vivências, mais tarde por aqui penso expor as minhas impressões sobre Amesterdão e ainda circular por outras terras do reino da Holanda: um Estado que ao contrário de Portugal, ao perder o seu império de ultramar e ao ter uma escassa área de terra para os seus habitantes, soube encontrar soluções para manter um elevado nível económico e de bem-estar socioeconómico aos seu povo e até conquistar terras ao mar para alargar o seu território.

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