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Posts Tagged ‘esquerdas’

Independentemente da constitucionalidade em mostrar sms e correspondência entre Domingues e Centeno,  é claro que este mentiu. O ataque cerrado da oposição é para fragilizar o Governo, o normal na política nacional, provocar desgaste no executivo e o PS após assumir que a divulgação da comunicação entre o Ministro e o ex-Presidente da Caixa iria ridicularizar o PSD virou o discurso, escudou-se na Constituição e diz que a direita quer atacar é a Caixa… como se não fosse Costa o inimigo de Passos e não o banco.

Agora a alteração de tática da esquerda, que articulou o seu discurso, já não é tentar  querer divulgar a verdade, que aliás já se percebeu qual é: Centeno mentiu. É inventar uma outra vítima da querela: a Caixa; e atribuir um juízo de intenções à oposição para  vender uma discurso popular: – nós queremos salvar a caixa e eles querem a privatização; quando não é isto que está em jogo, mas sim abrir cada vez mais fundo uma ferida no Ministro das Finanças, o homem que sabe trabalhar os dados financeiros para que a propaganda do Governo possa gritar sucesso.

Nesta guerrilha, o mais evidente é a esperteza comunicacional em torno de Costa e a desastrada veia de Passos enfrentar esta máquina de propaganda.

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Lembro-me das várias vezes que o governo de Passos Coelho foi acusado pela esquerda de estar obcecado com a banca, de tentar levar que as dívidas privadas dos bancos fossem pagas pelo erário público ou seja pelas pessoas inocentes. Curiosamente, António Costa, depois da subserviência a Bruxelas no caso Banif, nos últimos tempos o seu discurso é uma obsessão com o crédito malparado da banca.

A ideia de banco mau para o resolver o problema dos bancos nacionais, mais tarde, de uma forma ou outra, refletir-se-á nas pessoas inocentes. A principal diferença em relação ao tempo de Passos é que agora muita da esquerda vê esta obsessão de uma forma expectante, dando o benefício da dúvida e silenciando a sua habitual crítica a esta possibilidade, um comportamento diferente do que fazia no passado, onde não havia qualquer tolerância.

Apesar da assinatura do acordo com Tsipras, António Costa está a parecer-me cada vez mais um catavento, onde de manhã é um esquerdista radical, à tarde de direita e à noite procura conciliar tudo e o seu contrário para calar as críticas… calmamente o Presidente da República limita-se com um discurso redondo a dizer que quer ajudar para que tudo corra bem, independentemente das incoerências que abençoa, mas a o rótulo de catavento neste já era antigo.

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Em termos pessoais pouca diferença me faz que ao nível autárquico a direita tenha ganho agora e a esquerda perdido as eleições em França, todavia as ilações que delas se podem tirar para o futuro próximo de Portugal já podem ser importantes.

Hollande representou há dois anos apenas a esperança de demonstração da existência de uma via diferente para a resolução da crise das dívidas soberanas na eurozona diferente daquela que era liderada por Angela Merkel. Infelizmente, para a esquerda e para aqueles que estão a ser vítimas da austeridade, sobretudo a injusta, o que se verificou foi uma rendição quase total do atual presidente de França às medidas que já vinha de trás e a desilusão e revolta daqueles que se sentiram mais uma vez enganados.

Acredito que a austeridade deva ser mais justa do que tem sido, acredito que algumas medidas dependem mais da boa-vontade da Europa e dos credores internacionais do que dos governantes nacionais, acredito que haja soluções mais equilibradas do que aquelas que temos assistido em Portugal, o que não acredito é na possibilidade de se sair da crise sem sacrifícios, incluindo na classe média.

Vender a ideia de que é possível sair da crise só com medidas fáceis para conquistar o poder e em simultâneo  não assumir propostas alternativas viáveis e ainda semear o ódio a medidas que sejam corretas para enfrentar a crise só por populismo, leva a que a desilusão posterior a ser eleito seja bem maior do que se houvesse equilíbrio antes… mais grave ainda: muitos desiludidos encostam-se depois às fações mais extremadas e estas já foram vencedoras no velho continente com consequências desastrosas para a humanidade. França demonstrou a atração pela extrema-direita, Portugal  talvez tendesse mais para a extrema-esquerda.

Espero que o PS em Portugal não cometa os mesmos erros que Hollande em França, para bem dos Portugueses.

 

 

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No mundo utópico, populista e demagogo é verdade que se promete a descida de impostos e se critica o corte das depesas, ouvimos este discurso, sobretudo, de todos os partidos quando estão ou estiveram na oposição.

Na realidade são os impostos que cobrem as despesas e se estas são altas os primeiros terão de ser também, exceto se tivermos um PIB muito elevado que cubra com baixa percentagem de rendimentos as necessidades. Por isso concordo, em teoria, com estas palavras do ministro da economia e nesta costela até poderei ser acusado de direita.

Tal não quer dizer que não seja possível melhorar a eficácia da gestão pública, fazer um regime fiscal mais justo e de acabar com muitos vícios do sistema que favorecem grupos económicos, bancários e vícios privados. Ocorrências paralelas que desvirtuam muitas teóricas verdades e infelizmente penso que este governo continua sem coragem para acabar com estes defeitos, sobrecarregando quem trabalha de facto e nesta costela penso que me acusarão de ser de esquerda.

Afinal sou sobretudo por um mundo mais justo que muitos com discursos de esquerda e desculpas de governação de direita não têm implementado no terreno.

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Num País que foi à bancarrota – acredito mais por má gestão e corrupção do que pelo Estado Social, embora este por vezes tenha sido usado mais em benefício eleitoral do que por justiça social e correção do sistema -, a esquerda em Portugal está a conseguir nesta terra tradicionalmente cristã transformar a maior virtude da Fé, com o nome Caridade, num pecado capital….

O pior é que esta esquerda nem está minimamente interessada em saber o significado da palavra Caridade dentro do cristianismo, que frequentemente é substituída por amor, e é assim descrita na 1.ª Carta de São Paulo aos Coríntios:

“1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine. 2 Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver caridade, nada sou. 3 Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver caridade, de nada me aproveita. 4 A caridade é paciente, a caridade é prestável, não é invejosa, não é arrogante nem orgulhosa, 5 nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. 6 Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. 7 Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

8 A caridade jamais passará. As profecias terão o seu fim, o dom das línguas terminará e a ciência vai ser inútil. 9 Pois o nosso conhecimento é imperfeito e também imperfeita é a nossa profecia.10 Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. 11 Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Mas, quando me tornei homem, deixei o que era próprio de criança. 12 Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face. Agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido.

13 Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.”

A verdade é que esta mesma esquerda também não pode usar a palavra amor, pois esta tornou-se sinónimo de sexo que é uma coisa biológica e não um sentimento humano… depois queixem-se da falta de valores nesta sociedade quando matam o significado das palavras que os expressavam.

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As esquerdas reuniram-se pra refletir sobre alternativas e parece que… As principais ideias do Congresso Democrático das Alternativas (CDA) que decorreu ontem na Aula Magna em Lisboa são três: denunciar o Memorando de entendimento, renegociar a dívida pública e demitir o governo de Pedro Passos Coelho.
Resumindo: Tudo passa pela negação: não ao memorando, não aos termos de pagamento da dívida e não ao governo em exercício.
A única coisa que os une é o não ao que há neste momento e sempre que alguém discorda, desunem-se, pois é muito mais fácil dizer que não quero ir por aí, do que assumir um outro caminho para se ir.
Denunciar o memorando é bonito de se dizer, mas com isso, como renegociariam uma dívida em melhores condições perante os credores?
Pode-se dizer “não pagamos”, mas será que um povo que nem na alimentação é autossuficiente pode dizer hoje que não paga e amanhã comprar cereal para o seu pão ao exterior?
Podemos sempre demitir o governo, mas sem eleições qual a sua legitimidade? Com eleições, quem lhes garante que terão a união no essencial para formar um governo se nem num congresso conseguiram acordo de ideias?

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