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Posts Tagged ‘emigração’

A vontade  do populista islâmico Erdogan reforçar o seu poder ganhou por escassa margem na Turquia, mas perdeu nas maiores cidades do País, indicando que os turcos não temeram concentrar num só homem o domínio simultâneo sobre a justiça, o parlamento e o governo, algo típico de estados totalitários, pode ser perturbante, mas assustador é a aceitação deste caminho de poder sobremusculado ter tido maior aceitação nas comunidades dos seus emigrantes em estados democráticos defensores da divisão de poderes residentes na Alemanha, França e Holanda.

Esta maior aceitação de um regime musculado pelos emigrantes em Estados, onde a liberdade e a laicidade são das suas maiores bandeiras, evidencia o elevado desfasamento existente nas comunidades turcas em relação aos países de acolhimento, assemelhando-se a guetos não integrados nas nações onde vivem diariamente o que mostra grande dificuldade para sarar qualquer ferida aberta por diferenças de cultura e para aceitação do pensar distinto do outro, algo muito perigoso para o futuro desta Europa.

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Enquanto em França estala a polémica da proibição legal do uso de burquinis em praias daquele país por mulheres muçulmanas com direito a multas, no Canada e na Escócia legislam e criam fardas para mulheres-polícia muçulmanas com o uso do hijab. Tanto num caso, como no outro, estamos perante situações excessivas de intolerância ou de cedência a culturas estrangeiras.

No primeiro caso é sem dúvida um abuso um Estado laico impor ou proibir o uso de roupas a mulheres ou multar mulheres pelo uso do burquini, limitando a forma como a mulher considera adequado a exibição do seu corpo segundo a sua consciência individual ou social.

No segundo caso, tratando-se de um estado laico e ocidental, é sem dúvida uma cedência exagerada a uma cultura estrangeira imigrante e não fundadora do País legislar sobre sobre trajes exóticos oficiais, porque, neste caso, deve permitir também o nudismo a polícias filhos de imigrantes da amazónia, o turbante do hindu e um nunca mais parar de trajes tradicionais e costumes exóticos, ou a tolerância é enviesada e merece ser diferente apenas quando se está perante muçulmanos?

Assim, em França proíbe-se o uso ostensivo de um traje que indicia uma cultura e uma religião provável, no Canada acata-se a vontade de uma cultura e religião provável se ostentar num traje oficial de uma força do Estado.

Nem tanto ao mar nem tanto à terra.

ADENDA

Felizmente o bom senso no Conselho de Estado de França põe travão a esta onda de interdição do burquini.

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Num estilo diferente de análise política em que habitualmente disserto neste blogue, hoje uma hiperligação para o meu artigo publicado este mês no portal da diáspora do Povo destas ilhas Mundo Açoriano.

Memórias da integração de um lusodescendente nos Açores.

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Temos sido acusados pelos países ricos do norte da Europa de sermos despesistas, de vivermos acima das nossas possibilidades e por isso nos endividámos e temos de nos sujeitar à austeridade.

Todavia os Governos de muitos desses países que nos criticam e nos impõem cortes nas despesas do Estado, nomeadamente Alemanha, têm o desplante de em seguida assediarem os nossos médicos com salários que Portugal e os Portugueses não podem pagar e depois tirar os profissionais de saúde que se formaram com os impostos cobrados ao Povo deste País, deixando-nos ainda mais pobres em termos de profissionais de saúde e na não rentabilização dos investimentos feitos na licenciatura destes. Uma penalização e uma falta de solidariedade a que estamos expostos por aqueles que assim nos castigam duplamente.

Infelizmente o mal que nos estão a impor não se fica por aqui, pois no Dubai o casal Lemos Queiroz, a Portuguesa, ficou exposto à falta de tratamentos para a sua filha prematura Margarida caso aquele não consiga pagar os exorbitantes custos que impõem para a salvar e são novamente os Portugueses que ganham escasso dinheiro e não podem pagar os salários desses Países ricos que se solidarizam e dão o que têm em escassez a esses Estados que nadam em riqueza.

Este último cas põe a nu o facto de que o sonho de muitos que emigram cativados pelos salários pagos nesses Países ricos esconde riscos que por cá o nosso estado social cobre e que consideramos um direito adquirido, mas que não é universal fora de Portugal e devemos ter o bom-senso de saber tornar sustentável, apesar da maior ameaça vir dos nossos credores e, mesmo com os seus defeitos graves, não vem tanto da nossa governação atual, como alguns acreditam.

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