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Posts Tagged ‘Educação’

Tenho estranhado o silêncio em torno do classificação das escolas secundárias dos Açores no ranking nacional, pois estamos numa região que se bajula por ter políticas exemplares no ensino público. Bem, para tantos autoelogios do Governo Regional a primeira no secundário destas ilhas ficou apenas em 127.º lugar, o Liceu Antero de Quental em Ponta Delgada; a segunda e terceira melhores do Arquipélago quedam-se pelos 340.º e 385.º, respetivamente Angra do Heroísmo e Horta, as cidades mais antigas da região.

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A secundária das Lajes do Pico, infelizmente, apenas tem 3 escolas consideradas piores em todo o País ao nível do secundário.

Os resultados ao nível do ensino básico ainda nos deixariam e pior figura no contexto de Portugal. Mas, há que reconhecer que muitas destas escolas até têm excelentes instalações, pelo que assim se demonstra que embora obras públicas seja aquilo que mais enche o olho, nem sempre é o melhor investimento e na educação a falha parece estar mesmo no sistema de educação e não nos edifícios.

Assim se compreende o silêncio em torno deste assunto nos Açores, é que com tanta autonomia pelo menos na Região o ensino não nos deu motivos de orgulho.

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Após anos a ser prometida e depois do atual Secretário Regional do Mar, muito antes do arranque deste projeto, ter salvaguardado um núcleo deste estabelecimento de ensino em Rabo de Peixe (para evitar que muitos Micaelenses viessem para a Horta, tal como muitos Faialenses vão para Ponta Delgada para a Universidade) foi lançada a primeira pedra da Escola do Mar que vai ocupar o lugar deixado pela Rádio Naval depois do Governo dos Açores ter tido o cuidado de dar terrenos em São Miguel para esta estrutura sair do Faial.

Congratulo-me que o projeto tenha arrancado, mas fico triste que para termos este investimento no Faial, já de si esvaziado com o núcleo de Rabo de Peixe, o Governo dos Açores tenha retirado a Rádio Naval, diminuindo o potencial desta Escola no desenvolvimento socioeconómico da cidade da Horta.

É pena que só se faça um novo investimento no Faial para ocupar o vazio criado por outro desinvestimento, neste caso a perda da Rádio Naval.

É pena que se tenha esperado anos a falar do projeto e só a um mês das eleições se lance um primeira pedra, sinal político que é para render outros tantos anos para que em vésperas de umas futuras eleições de possa inaugurar as instalações e quiçá se não ficará em funcionamento primeiro o núcleo de Rabo de Peixe e aqui o Conselho Diretivo, à semelhança do que nos fizeram com a Atlanticoline, onde aqui está a sede e os serviços respondem de São Miguel.

É a sina desta ilha, só nos dão com uma mão depois de terem tido o cuidado de ter tirado algo com a outra mão para no balanço o Faial não crescer… até nas coisas boas temos razões para ter uma parte de nós tristes por apenas irem preencher o vazio do que já perdemos.

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Foi adjudicada  pelo Governo dos Açores a Escola do Mar na Horta a instalar na antiga rádio naval da Horta. Em si parece uma boa notícia, mas esta escola surge na sequência da retirada ao Faial do que lá estava antes e foi transferido para São Miguel, mesmo assim, a nova escola já tem um apêndice em São Miguel. Conclusão: a Escola do Mar seria um real investimento no Faial se viesse acrescentar ao que já tínhamos antes, assim é um remendo para tapar o buraco que o Governo dos Açores fez ao tirar-nos a Rádio Naval.

Não sei se a Escola do Mar, com um apêndice em São Miguel, algum dia terá um impacte económico igual ao que a Rádio Naval teve nos seus tempos áureos na Horta, mas será preciso descontar ao seu impacte os efeitos negativos da retirada da Rádio Naval.

Já agora, este investimento no Faial mostra bem uma estratégia do Governo dos Açores: em São Miguel nenhum investimento novo é feito em compensação da retirada de uma estrutura lá existente e transferida para outra ilha mais pequena. No Faial este novo investimento acontece como compensação de se retirar um que cá havia, no qual os Faialenses tinham orgulho, que foi transferido para uma ilha maior – São Miguel.

A estratégia que este Governo dos Açores tem para com o Faial é parecida com a daqueles pais que enganam a criança que tem em mãos um objeto valioso e o progenitor alicia -a com um brinquedo vistoso de valor discutível trocando o certo pelo incerto e a ignorância da criança enganada até se sente feliz no fim, neste caso até foi só parte do objeto vistoso, pois o apêndice de São Miguel até comporta riscos para o esvaziamento da Escola do Mar na Horta.

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Em 2007 foi apresentado então na Semana do Mar o projeto para o reordenamento do porto da Horta na sua versão original, o que permitia a atracagem de cruzeiros maiores na nova baía e tinha um conjunto de infraestruturas em torno do saco da doca sul, tirei então fotos e publiquei-as em Geocrusoe, o meu blogue apolítico e virado para ciências, lazer e cultura, só que lá ficaram as imagens para recordar o que não foi de facto concretizado como anunciado aos Faialenses.

Agora, em ano de eleições, nos 40 anos da Semana do Mar, na Expomar, está o que está o projetado presentemente para a Escola do Mar da Horta, não sei se no fim será isto o que de facto será construído no Faial, os cartazes são omissos, talvez intencionalmente, à pretensão de se criar um pólo em São Miguel que esvaziaria a infraestrutura agora exposta, mas para memória futura e não esquecermos o que nos prometeram agora, aqui ficam as fotos do projeto em 2015.

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Clique nas imagens para as ampliar

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Ontem na Sessão da Assembleia Municipal, perante a unanimidade de todos os presentes, ficou claro que a Horta tem:

O Departamento de Oceanografia e Pescas, como centro de investigação por excelência nos Açores em Ciências do Mar e reconhecido internacionalmente que possui o único navio oceanográfico da Universidade dos Açores e o maior corpo docente dedicado ao estudo do Oceano;

Tem a cidade dos Açores cujo nível o relacionamento com o mar é o mais significativo e evidente do Arquipélago;

Tem um dos melhores portos da Região e a baía com melhores condições de abrigo dos Açores, que tem servido de plataforma de acolhimento de navios oceanográficos de todo o mundo;

Tem a marina oceânica mais movimentada de Portugal e em torno da qual se desenvolve o maior centro de atividades marítimo turísticas dos Açores;

Tem a sede da Direção Regional das Pescas quase há 40 anos, da recém-criada Direção Regional dos Assuntos do Mar e a Porto dos Açores, tornando a Horta no principal centro administrativo público relacionado com a gestão do Mar nos Açores nas suas várias valências;

Tem uma comunidade dedicada à pesca, um historial de caça ao cachalote, estruturas de refrigeração de pescado, uma antiga fábrica de conservas de peixe e no outro lado do canal uma das maiores unidades fabris de conserva de peixe dos Açores.

Tem o porto com maior movimento de passageiros de todo o Arquipélago e simultaneamente um dos que está na rota de ligações marítimas internacionais de turistas;

Tem a sede da Fundação Rebikoff-Niggeler com o seu submarino Lula para apoio à investigação das ciências do Mar em ambiente mais profundos;

A Horta deverá ser em breve a sede da Escola do Mar dos Açores para o ensino de várias especialidades relacionadas com atividades marítimas.

A faltar mesmo só a BOA-VONTADE de quem tem o poder e a capacidade de decidir que a Licenciatura das Ciências do Mar, pretendida e anunciada para a Universidade dos Açores, seja instalada no seu polo da Horta, de modo a se encontrar soluções para as pequenas minudências em falta, para que o Departamento de Oceanografia e Pesas dê o curso com todas as condições no Faial.

Mas a falta de BOA-VONTADE de decisores não é mesmo o que há muito tem faltado e prejudicado o Faial? Será que não há a oeste nada de novo?

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Até sei que nunca se criaram condições para o pólo da Horta da Universidade dos Açores lecionar licenciaturas no Faial, mas não deixa de ser amargo ver que quando se pretende dinamizar algo na cidade mar relacionado com o mar, tenhamos sempre que repartir a situação com São Miguel.

Já foi assim com a ainda não inaugurada Escola do Mar, como denunciei há cerca de um mês aqui, e é agora com o curso de Ciência do Mar a coordenar pelo Departamento de Oceanografia da Universidade dos Açores sediado na Horta, mas a ser implementado no campus de Ponta Delgada…

via Universidade dos Açores planeia curso de Ciências do Mar (Vídeo) – Notícias – RTP Açores.

Compreender até compreendo, mas discordo deste tratamento diferenciado a que o Faial tem de se sujeitar.

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Durante décadas no Faial lutou-se para se instalar um curso relacionado com os setores piscatório ou marinho no Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores sem nunca se ter alcançado tal objetivo, o máximo conseguido foi que fossem lecionadas neste pólo da Horta algumas cadeiras e estágios de cursos ministrados maioritariamente em São Miguel.

Para silenciar as reivindicações lançadas por várias forças no Faial como uma aposta para ajudar a economia desta ilha e de modo a cobrir lacuna de ensino na temática das pescas e da oceanografia, o Governo Regional decidiu há poucos anos criar uma Escola do Mar dos Açores a sediar no Faial, embora esta ainda nunca se tenha tornado realidade, exceto no facto de ter sido nomeado o ex-Presidente da Câmara da Horta, João Castro, para um cargo referente ao processo de instalação deste estabelecimento de ensino.

Apesar de a Escola do Mar ainda não ter visto a luz do dia no Faial, por nunca se ter tornado realidade, já hoje surge noticiado no Incentivo que o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia anunciou a criação de um núcleo desta escola em Rabo de Peixe, em São Miguel, uma ilha onde vive mais de metade da população dos Açores.

Assim, enquanto sem complacência todos os Açorianos de sete ilhas têm de se deslocar para São Miguel o Terceira se pretenderem tirar um curso na Universidade dos Açores, nunca se concretizando efetivamente a tripolaridade letiva desta academia, já na Escola do Mar, que surge para compensar esta incapacidade do Governo Regional em relação ao Faial, antes de ser instalada já está condenada a não acolher os residentes de várias ilhas pela existência de um núcleo micaelense.

Não sei porquê, mas quando surge algo proposto pelo Governo dos Açores para o Faial, logo a seguir este mesmo executivo se encarrega de começar a esvaziar e a compensar com uma aposta concorrencial forte no maior centro populacional do Arquipélago em São Miguel, mas se alguém não vê nisto um ataque direto à ilha Azul, é só porque não quer ver a realidade.

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