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Posts Tagged ‘Coreia do Norte’

A bomba de hoje em Londres terá mais imagens e reportagens nos noticiários do que o míssil da noite passada da Coreia do Norte, mas mesmo sem desprezar o risco do atentado, este tipo de terrorismo pode ser uma brincadeira se comparado com o forçar da corda por Kim Jong-un. Este coloca em risco toda a civilização à escala global. Uns atacam localmente com bombas artesanais, carros e facas, mas Pyongyang Kim tenta com ogivas nucleares levar à loucura a maior potência nuclear do planeta e nem sempre o que mais enche os telejornais é o mais importante do que está acontecer no presente.

Confesso são os acontecimentos do outro lado do mundo que apesar de tão longe e de ainda não terem matado ou ferido alguém nos últimos tempos que me está a pôr os cabelos em pé…

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Um dia é  um míssil  a sobrevoar o Japão, outros dias são ameaças de criança birrenta que dão cabo dos nervos dizendo vamos e podemos atacar e outros dias ensaios de bombas nucleares como o de hoje. O pior é que na verdade um dia com um incidente não intencional ou um ato impensado alguém se descontrola nesta escalada e cada vez há mais indícios de que isto pode mesmo acabar mal.

Há diferenças de hoje face ao que se passou com a Alemanha Nazi, em primeiro lugar a existência de armamento nuclear e em segundo a política expansionista de então que agora não aconteceu, embora a ameaça de atacar a Coreia do Sul possa vir a equivaler ao ataque à Polónia no século passado.

Todavia há duas semelhanças aterradoras com o que levou à II Grande Guerra Mundial: 1.º um país ditatorial a crescer desmesuradamente em poderio militar enquanto testa o resto do mundo e vendo de casa os protestos ineficazes das outras grandes potências; 2.º uma superpotência a deixar o jogo agravar-se para usar um rufia de mente desequilibrada a liderar um estado charneira entre ele e o ocidente. Antes foi a União Soviética que olhou assim para a Alemanha, hoje é a China que faz o mesmo com a Coreia do Norte… só que agora anda tudo com armas nucleares à frente enquanto antes as frentes de ataque usavam pólvora.

O futuro próximo da humanidade está de facto ensombrado por um esticar de corda que pode rebentar até porque Trump também é perito em meter-se em trapalhadas de que não sabe calcular as consequências. Confesso: já tive muito menos receio do que hoje sobre esta escalada da Coreia do Norte

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A Coreia do Norte já testou uma bomba atómica, pode parecer que é apenas mais um país com este tipo de armamento, mas não é.

Pelo que transpira para o mundo, a ditadura da Coreia do Norte quase torna o nazismo simpático e Hitler só iniciou a II Guerra Mundial depois se tornar numa potência militar capaz de fazer mossa aos seus vizinhos, o que só foi possível com a inoperância da França e do Reino Unido em evitar a tempo um louco se tornar forte e ameaçador.

Presentemente, Kim Jong-un não parece ter um único aspeto de caráter melhor e mais humano que Hitler. Fortalece-se à sombra e com a cumplicidade da China, a história tende a repetir erros do passado, mas as consequências das repetições também tendem a ser cada vez mais graves.

Hitler não chegou a possuir a tempo  uma bomba atómica, imaginemos que o tivesse conseguido, como seria o mundo hoje?

Kim Jong-un consegue agora algo que antes não foi possível a Hitler, o risco de as consequências serem bem piores para a humanidade do que no tempo do nazismo parece ter voltado.

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A Coreia do Norte – o País tão igualitário que até limita o número de tipos cortes de cabelo aos seus cidadãos, cujo regime comunista levou à miséria do seu Povo, que mantém na ignorância os nortecorianos sobre o que se passa no resto do mundo para os mesmos acreditarem que vivem e são melhores que os outros, que tem um historial de milhões de mortes à fome – apenas sobreviveu nestas condições de justiça comunista por a União Soviética e, sobretudo, a China terem feito deste País um proterado durante a guerra fria contra os regimes do ocidente.

Terminada a guerra fria, enquanto os Estados Unidos se entretinham com Sadam Hussein e o seu petróleo no Iraque, a Coreia do Norte ora recebia ajuda humanitária, devido à fome que grassava no País, ora ia investindo nas forças armadas, incluindo no nuclear, tornando-se assim num pequeno Estado comunista miserável, mas com um poderio bélico capaz de ameaçar o mundo e de pôr em cima da mesa o perigo de uma guerra atómica após o fim da União Soviética.

Assim, não sei desta vez até que ponto irão as ameaças de ataque da Coreia do Norte, sei que, mesmo que a tensão venha a desanuviar-se agora sem graves consequências, o perigo de um dia as coisas se descontrolarem e de produzirem danos de âmbito global em termos humanitários, ambientais e económicos irá manter-se.

Deste modo à China, uma potência económica e militar atual, mas uma potencial vítima direta caso haja um confronte bélico na zona com armas nucleares, terá de caber um papel importantíssimo para pôr termo a esta ameaça do seu histórico protetorado, não só agora, mas inclusive para evitar outros prováveis confrontos futuros, antes que seja demasiado tarde, é que assim a situação da Coreia do Norte é insustentável eternamente.

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