Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Banif’

Hoje, nos diretos na SIC-notícias, de um entrevistados lesado do Banif deduzia-se que um dos argumentos que os gestores de conta utilizaram para alguns clientes adquirirem certos produtos propostos pelo Banif foi o da segurança do banco, pois então o banco era um público na sequência da intervenção do Governo. Confesso, que me senti representado por esse lesado, pois a mesma ideia também foi passada a mim há poucos anos.

Sim, eu sei que o Banif intervencionado tinha ações privadas, mas o grande acionista poderoso de então era o Estado e foi uma decisão do Governo que prejudicou muitos dos que se sentiram confortados por então o seu banco ter capitais públicos e foi o atual Primeiro-ministro que deliberou entregar ao desbarato aquele que era a maior instituição financeira nas Regiões Autónomas a uma entidade espanhola em prejuízo de muitos Portugueses.

A Caixa foi outro banco público cujo estatuto a justiça está a investigar com a suspeita de ter sido uma peça ao serviço da corrupção e não dos Portugueses, mesmo assim, na guerrilha ideológica até parece que um setor público público é um garante de defesa dos direitos dos cidadãos… uma falácia sem dúvida, nem privado, nem público, garantem a defesa dos mais fracos na sociedade, sobretudo quando os interesses dos mais fortes estão em jogo.

Anúncios

Read Full Post »

Quando surgiram os problemas financeiros do BPP, do BPN e do BES foi clara a má gestão privada destas instituições e os esquemas de interesses que levaram à falência destes bancos. Depois de nacionalizado o Banif, de se criar o Novo Banco com intervenção do Estado e da atual crise da Caixa Geral de Depósitos, que precisa de 4 mil milhões de euros, o mito da melhor gestão pública no setor bancário começou a cair por terra.

Aliás o maior problemas do BPI presentemente é de interferência da Europa e não uma crise de gestão bancária.

Não estou a desresponsabilizar os erros da gestão privada nos bancos, estou apenas a ficar preocupado com o facto de que na banca em Portugal, tanto no público, como no particular, o que é comum é a má gestão, os maus negócios, as dívidas e a necessidade de o Estado injetar dinheiro dos nossos impostos para tanta asneira do setor financeiro do País e por vezes subserviência aos interesses dos políticos em detrimento da política em favor do povo… 4.000.000,00 de euros para a Caixa é mesmo outro descalabro assustador!

Read Full Post »

Antes foi o défice público do 1.º trimestre de 2016 a crescer, agora foi a dívida pública de março a subir, para nos apaziguar destes maus indícios nas contas públicas falta o Presidente da República dizer de novo que ainda estávamos na vigência do orçamento de 2015, desresponsabilizando 4 meses de gestão do atual Governo após a reversão de várias medidas, pois manifestar-se agora preocupado com o evoluir das contas públicas poderia perturbar a sua lua-de-mel com o Primeiro-ministro e a simpatia da esquerda.

Continuo a considerar que é bom para Portugal a gestão deste Governo ter um final positivo, mas não sou cego e agora suavizam-se maus indicadores enquanto no passado se empolavam os maus resultados que também saíram e esbatia-se o que de bom também aparecia.

Na Grécia também nos primeiros meses de governação do Syrisa só se valorizava medidas populares e perspetiva-se um evoluir positivo enquanto os maus indícios eram abafados e no fim o resultado foi catastrófico para os gregos. Espero que a repetição de um evoluir semelhante em Portugal não desemboque no mesmo desastre com um Presidente da República a pôr-se fora das responsabilidades para cativar simpatias.

Entretanto o Santander com a compra a preço de saldo do Banif, após o colapso deste com a imposição do BCE e a subserviência ou mesmo uma má ingerência de Centeno na resolução deste banco, lá vai tirando lucros da decisão de venda do atual Governo. Opção que continua a merecer-me muitas dúvidas, sobretudo porque se António Costa pretende mostrar resistência à Europa, neste caso foi um aluno excessivamente disciplinado para eu não desconfiar do seu comportamento.

Read Full Post »

O cidadão comum desconhece por dentro o caso Banif que levou à resolução deste banco pelo Governo de António Costa em dezembro último e à sua venda por tuta-e-meia ao banco espanhol Santander, deixando um montão de Portugueses financeiramente lesados, aumentando a dívida pública nacional e impedindo o cumprimento do limite do défice orçamental de 2015.

  • Várias vezes ouvimos acusações contra o Banco de Portugal, ora de incompetência, ora de má condução do processo e parece que Carlos Costa mentiu na Comissão de Inquérito da Assembleia da República.
  • Várias vezes ouvimos acusações contra o Ministério das Finanças atual, ora de beneficiação do Santander, ora de culpado da resolução por subserviência ao BCE e parece que Mário Centeno mentiu na Comissão de Inquérito da Assembleia da República.
  • Várias vezes ouvimos acusações contra o anterior Governo, ora de inoperância, ora de pressionar o Banco de Portugal para não se resolver o caso antes do processo Novo Banco e se por enquanto ainda ninguém acusou Maria Luís Albuquerque de ter mentido nesta na Comissão de Inquérito da Assembleia da República, esta já fora alvo de acusações do género no passado.

Uma vergonhosa demonstração de como todas as partes se comportaram neste processo e um espelho da má gestão que se pratica normalmente em Portugal nas altas esferas de quem detém o poder político e o controlo financeiro do País.

Todos se acusam uns aos outros sem se aperceber que com isto mostram que estão todos sujos, sem verem que atirar lama ao adversário não lava a lama que o atirador entretanto recebe do outro.

Uma nojeira total!

Neste lodaçal, no fim cabe ao cidadão comum Português pagar a fatura da limpeza e dos culpados ninguém vai preso!

Read Full Post »

Em 2011, Passos vencedor fez uma comunicação ao País de contas escondidas para virar à direita. Em 2015, Costa derrotado usa o BANIF para guinar ainda mais à direita, assumindo a defesa dos mais ricos à custa dos contribuintes.

Só uma imprensa pouco atenta e cooperante não denuncia este facto. O Governo de Passos deve ter culpas na situação a que o BANIF chegou, mas estas estão a servir para branquear o descaramento de salvaguarda dos mais ricos em detrimento do contribuinte da classe média.

Acredito que a Europa tenha feito um ultimato a Costa sobre o BANIF, aliás, nos últimos 4 anos andou sempre a fazer isso a Passos por tudo e por nada e este assumia o papel de obediência, até de subserviência, e cumpria. O atual Primeiro-ministro agora também não resiste nada às imposições das UE: fácil culpa o anterior executivo e obedece à mesma.

O mais evidente em tudo isto é que a razão porque o BANIF tinha de ser resolvido em 2015 é apenas porque em 2016 a lei europeia é mais penalizadora para os mais ricos, pois tem duas implicações que desprotege os mais afortunados:

  • não haveria garantias para os depósitos acima de 100 mil euros, montante que nem os pobres, nem os da classe média conseguem poupar em Portugal;
  • deixava de haver os privilégios da dívida sénior, ou seja, os créditos que alguns grupos económicos fortes conseguem negociar para ter o privilégio de em caso de falência do devedor serem os primeiros reembolsados na venda dos ativos do falido; os fracos e os pobres não conseguem este tipo de dívida sénior.

Isto não é falado, não é discutido, nem é divulgado na comunicação social com a devida força, pois é mais fácil ir na onda cultivada por Costa: acusar o anterior Executivo, enquanto o atual Primeiro-ministro aproveita para implementar uma política ainda mais liberal que no BES: relevando para segundo plano, com toda a facilidade, a defesa do contribuinte.

Claro que se Passos estivesse totalmente inocente, talvez o PSD já tivesse denunciado isto, assim, a política suja de conluio do Centrão continua  em força. Uns não querem que se veja, outros nem se apercebem do que se está a passar.

Adendas

Mais um post a denunciar o mesmo: E se o caso Banif fosse uma farsa?

Read Full Post »

Quando o BPN faliu, o Governo de Sócrates simplesmente nacionalizou o banco e passou as dívidas privadas da instituição para o Estado, de modo que estas passaram a ser suportadas pelo contribuinte.

Quando o BES faliu, o Governo de Passos separou os créditos mal parados dos bons investimentos e criou o banco mau e o Novo Banco. O primeiro a cargo dos acionistas que assim ficaram a perder e alguns dos pequenos investidores invocaram ter sido enganados e autointitulam-se de lesados do BES. O Estado emprestou dinheiro à instituição boa, conjuntamente com outros bancos nacionais (fundo de resolução) para garantir o seu funcionamento, e colocou a nova instituição financeira à venda para com o dinheiro a receber do comprador amortizar a dívida e não fazer recair em força a situação sobre o contribuintes. Sempre se gritou que havia riscos para o contribuinte, na realidade devia haver e a oposição gritou que haveria danos para o contribuinte. Apenas se viu o esforço para evitar danos ao contribuinte mas foi o contribuinte que ficou em jogo.

O Governo de Costa queixa-se que herdou com o BANIF uma situação de inação do tempo de Passos, só que este foi o ganhador das últimas eleições e poderia estar agora com a responsabilidade da situação de que criara, mas como o líder do PS tomou por opção pessoal e estratégica o lugar de quem vencera, Costa agora não tem de se lamentar, foi ele que se colocou lá e por isso, mesmo que haja algumas culpas do passado, cabe ao atual Primeiro-ministro a obrigação de gerir o problema e não de se lamuriar. Este passa culpas aos primeiros grandes problemas é um vício frequente nos políticos recém-empossados.

Para já, Costa assume que a resolução do BANIF tem custos para o contribuinte, nem é evidente nenhum esforço para minimizar esta assunção, assim volta a dividir o banco numa parte má, vende outra boa a baixo preço ao Santander, enquanto o Estado avaliza o que é mau e se torna proprietário daquilo que não é mau mas que o comprador não quis. No fim ficam os encargos novamente para o contribuinte! Ou seja: nada de novo!

Efetivamente, desde o BPN, passando pelo BES a chegando agora ao BANIF, a resolução do problema tem passado sempre por colocar os custos da má gestão privada dos bancos a ser paga essencialmente pelo contribuinte e em Costa não vislumbrei um esforço para mudar esta situação… mesmo que nos últimos 3 anos o banco fosse maioritariamente público, a verdade é que o buraco vinha dantes. Temos soluções com efeitos sempre iguais sobre o contribuinte.

Read Full Post »