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Posts Tagged ‘Alemanha’

Pois, enquanto estamos de olhos na crise financeira da Grécia, a Hungria, perante um mundo muito mais desatento, constrói um muro para impedir a entrada de refugiados no seu território através da Sérvia…

Veja o vídeo

http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-07-17-Imagine-um-muro-a-separa-lo-dos-outros-o-mundo-continua-a-faze-lo

Ironicamente, o país europeu que mais recebe involuntariamente entradas de refugiados à espera de ajuda europeia é a Grécia.

Continuando a ironia, muitos destes refugiados estão a contar com a solidariedade da Alemanha para se instalar neste Estado que lidera presentemente a política europeia.

Em para não terminar a triste ironia estes refugiados são provenientes da Síria, onde o ocidente não sabe como controlar a guerra com o Estado Islâmico que inicialmente apoiou contra o governo sírio; do norte de África, onde fruto da primavera árabe incentivada pelo ocidente esta se transformou num inverno de instabilidade social para os seus povos; e do Corno de África, onde o ocidente nunca foi capaz de resolver o problema humanitário daqueles países.

Por último, na generalidade os países Europeus não pretendem acolher a maioria desta gente vítima dos conflitos que a Europa espoletou e a Alemanha é um desses Estados que está assume ter de expulsar quem nela procurou refúgio como se viu esta semana do encontro de Merkel com jovens a pedir asilo naquele Estado por ela liderado

Assim vão as contradições desta Europa dos valores humanitários do início do século XXI

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Muito se tem escrito sobre o muro de Berlim, mas por norma com repetição de ideias e falta de originalidade, mas hoje Rui Ramos escreve um excelente artigo, com uma explicação inovadora e com uma afirmação sobre o comunismo difícil de esquecer:

Ora, a experiência da China e da União Soviética na década de 1980 mostrou que o comunismo, no sentido do domínio de um partido comunista (e nunca houve outro tipo de comunismo), é compatível com o capitalismo, mas é incompatível com a liberdade.”

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Christine Lagarde, diretora do FMI, não disse nada de novo, nem foi a primeira pessoa a defender um aumento de salários na Alemanha para ajudar a economia europeia nomeadamente Portugal.

O raciocínio está certíssimo, é uma forma de desvalorização relativa dos salários dos países periféricos, Krugman, prémio Nobel da economia em 2008, já em 2012 referiu algo de semelhante quando veio a Portugal: “Eu preferiria até que esse ajustamento fosse alcançado com os salários alemães a subirem em vez de serem os salários portugueses a caírem.”

O principal problema desta solução é que não depende do Governo de Portugal decidir isto e depois, mal os países ricos da zona euro aumentem os seus salários, logo por cá se começa a exigir aumentos semelhantes, tendo como argumento o aumento dos salários dos outros Estados da zona euro e tudo fica na mesma.

Contudo também é verdade que cortar continuamente salários ou subir sempre os impostos é uma solução já gasta e que comprovadamente não resolve o problema económico e financeiro de Portugal.

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Continuo a torcer pela seleção nacional apesar do desaire no jogo com a seleção alemã no primeiro confronto do campeonato do mundo de futebol.

Todavia também estava cansado de ver a bazófia lusitana, o paleio dos jornalistas com parvoíces de revista cor-de-rosa em torno de Cristiano Ronaldo, espero que esta lição sirva para que nos próximos dois jogos Portugal, apesar de altamente desfalcado pela estupidez de Pepe e a lesão de Coentrão, consiga ainda dar a volta por cima.

O futebol é como a política, muito discurso raramente leva a bons resultados na prática e neste momento Merkel está feliz e não vale a pena pensar que é culpa dos alemães que foram eficazes, nós é que temos de saber fazer melhor por nós e não atirar as culpas aos outros… nem esperar pelos árbitros.

Força Portugal!

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Confesso que quanto mais leio sobre problemas económicos, soluções e previsões, mais contradições encontro: os defensores da austeridade veem milagres futuros que dificilmente se concretizam e abafam os problemas das vítimas no presente; os keynesianos só veem vantagens no despesismo e benefícios no presente e nunca mencionam as crises em que os Países super-endividados têm vindo a cair no futuro.

Os amigos do euro veem a pujança da moeda e da Europa devido ao euro, os adversários da moeda falam das amarras que esta coloca aos Países que a integram exceto para os mais ricos, com destaque para a Alemanha.

Não sei a que grupo pertence este Centro Económico Empresarial, mas este estudo aponta para uma visão contrária ao que mais se tem ouvido nos últimos anos e seguramente dá uma machadada no Euro. Só não sei se honesta ou intencionalmente.

Eu apenas queria um mundo mais justo, onde crescimento económico não fosse sinónimo de insustentabilidade no futuro nem miséria para os mais desprotegidos, mas penso que sou eu o sonhador utópico.

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Vitória de Merkel

Neste momento já se tornou realidade que os alemães optaram por Angela Merkel com uma vitória esmagadora e não tenho dúvida que o seu posicionamento político é menos favorável à via facilitista que desejam muitos Portugueses do que o do discurso do seu adversário derrotado e líder do SPD.

Confesso que gostaria de mais compreensão da parte da chanceler alemã para com as dificuldades dos Portugueses. Mas se fosse alemão e acompanhasse o que se passa em Portugal – a resistência deste País à correção dos defeitos da sua economia, ao facto da Alemanha que com a ajuda do plano Marshall se ter tornado no Estado mais desenvolvido da Europa enquanto que por cá com as ajudas financeiras e económicas da União Europeia se foi à falência e ainda continua com uma das economias mais fracas do velho continente e mesmo assim ouvisse que a principal alternativa representada por José Seguro só vende medidas despesistas fáceis – não acham normal que como germânico votasse em quem melhor defende o seu País contra a imagem de países que insistem em estender a mão para pedir sem se reformarem a sério de modo a manterem o regime em que sobreviveram à custa de dívidas do Estado e das famílias?

É que para mim faz mais mal à economia de Portugal o facto do nosso País teimar (teimosia que veio do governo e das oposições) em não se corrigir dos defeitos do passado do que  a dose excessiva de egoísmo germânico.

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Os alemães parecem que se sentiram indignados com o facto de existirem mais de 4000 funcionários da União Europeia com salários superiores ao da chanceler da Alemanha, o País que mais contribui para as receitas dessa estrutura política da Europa.

Pois eu vivo num Portugal onde o Presidente da República prescindiu do seu vencimento presidencial, pois até ganha mais como reformado de um conjunto de instituições públicas  do que a exercer as funções mais elevadas da Nação!

Mais, dizem muitos que esta afronta à dignidade do País está defendida por uma Constituição republicana, de tendência socialista face a um princípio de direitos adquiridos por uma certa classe neste Estado falido e onde uma das principais fontes de receitas nos últimos anos foi a União Europeia suportada em grande parte pelos alemães.

Apesar de tudo, muitos lusitanos parecem mais interessados em atacar a Chanceler da Alemanha e em defender as reformas douradas de algumas pessoas que trabalharam em instituições públicas de Portugal, pois até o assunto está em Tribunal Constitucional.

Alemães, aprendam com este Portugal que não se choca em haver reformas mais elevadas que o vencimento de Presidente da República!

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