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Não gosto das manifestações de contentamento pelos maus resultados da Argentina fruto da rivalidade histórica Cristiano Ronaldo – Messi. É que se este jogador não tem salvo a sua equipa, também a seleção de Portugal não tem estado bem e o Irão não é um adversário fácil. Todas as possibilidades estão em aberto, inclusive o pior cenário: Portugal cair com 4 pontos e a Argentina passar com 4. É muito cedo risos e piadas neste confronto.

Torço por Portugal e tenho sofrido, se Messi não conseguiu ajudar à Argentina até aqui, no último jogo Portugal não conseguiu ajudar Cristiano Ronaldo. Interessante seria vermos um confronto entre estes dois jogadores neste campeonato, sinal que Portugal tinha ido bem mais longe do que já foi nesta prova e então que ficássemos com razões para sorrir.

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Um jogo que me deixou em simultâneo contente com o resultado e irritado com a seleção. Torci por Portugal a todo momento, mas a minha equipa foi-me tirando o orgulho que poderia ter na sua demonstração de saber jogar ao logo do encontro. Patrício teve de brilhar, mas a generalidade dos nossos jogadores nem permitiram isso a Cristiano Ronaldo. Isto não se faz a um apoiante da seleção de Portugal em futebol!

Houve um momento que mais parecia que Marrocos tinha 20 jogadores e nós tínhamos Rui Patrício e Cristiano Ronaldo. São muito poucos jogadores a jogarem na minha seleção.

Na montra do futebol mundial é bom vencer, mas é mau quando perdemos o orgulho nos nossos e temos de reconhecer… tivemos toda a sorte do nosso lado e o azar ficou todo do lado dos que jogaram muito melhor.

Hoje seguramente há muitos marroquinos tristes, mas orgulhosos da sua seleção e eu em sinto-me contente na humilhação e muito pouco satisfeito com esta combinação de sentimentos

Pelo anúncio de João Castro a privada Vinci investirá 10 milhões de euros nos 90m das RESA da pista e fiquei muito contente. Após anos de reivindicação para que o poder público ampliasse a pista… e nada! A partir da privatização este poder passou a responsabilizar o privado. O privado já deu um contributo importante, continua a faltar o assumir dos dois governos da suas partes para se atender à reivindicação dos Faialenses.

Não sendo um neoliberal, não sou também um grande defensor de privatizações de empresas públicas, mas também não sou um adversário nato e muito menos uso isso só para desresponsabilizar o poder político que nunca assumiu as suas responsabilidades e não investiu como setor público durante mais de uma década através da pública ANA e governos  do Continente e dos Açores com tutelas na área.

Agora sei, foi mais rápido a privatizada ANA como Vinci investir nesta pista do que os governos da república e regional disponibilizaram dinheiro para atender à maior causa dos Faialenses.

Antes de os políticos tentarem receber louros por investimentos privados, está na hora de conseguirem o desembolso do dinheiro dos governantes do setor público para que uma obra de interesse público não fique a meio novamente por culpa daqueles que se fartaram de culpar a privatização para se desresponsabilizarem do projeto de ampliação da pista da Horta.

Se a privatizada ANA em pouco anos já disponibilizou verbas para obras nesta infraestrutura é porque o aeroporto da Horta tem potencial para crescer ao contrário do que se deduz da pública SATA sobre as rotas para este destino não serem rentáveis e está na hora dos governos também cumprirem a sua parte de contributo público como parece já ter começado a cumprir a privada.

Todos juntos é possível eliminar muitos dos bloqueios ao desenvolvimento do Faial. Espero que nenhuma parte fuja à sua obrigação.

Meu artigo de hoje no diário Incentivo

UNS COM OBRAS A MAIS E O FAIAL COM FALTA

Na semana passada numa deslocação a São Miguel fui surpreendido pelo descontentamento de alguns Micaelenses pelo recente anúncio do Governo Regional de uma obra de vinte milhões de euros para aquela ilha, isto porque os mesmos consideravam um desperdício de dinheiro público face aos benefícios da mesma.

Não me vou pronunciar sobre a obra em concreto, até porque, por princípio, não costumo pronunciar-me contra obras propostas ou executadas noutras terras dos Açores. Sou sim um defensor de investimentos de projetos que considero necessários ao Faial. Nada me move contra nenhuma outra ilha.

Agora a comunicação deste descontentamento por vários conhecidos foi para mim um murro no estômago. Isto porque estou cansado de ouvir desculpas esfarrapadas do poder político para não se fazerem algumas das obras imprescindíveis para assegurar o bom desenvolvimento económico do Faial, as quais até geram um consenso reivindicativo no povo Faialense e, mesmo assim, passados longos anos alguns destes investimentos continuam a esbarrar com um não do Governo dos Açores. Logo este que “impõe” na ilha maior obras que nem ali são consensuais para os seus habitantes, não são reivindicadas pela maioria da sua população e ainda vários cidadãos de lá consideram-nas como sem trazer benefícios significativos para a terra deles.

Assim chegámos a uma situação onde numa ilha há obras caras anunciadas que os seus habitantes consideram desnecessárias, enquanto no Faial o mesmo Governo nega obras fundamentais para esta terra. Como Faialense dói-me muito assistir a isto sem conseguir alterar este estado de coisas.

O encolhimento da baía norte do porto, o abandono da variante à cidade, a recusa em ampliar a pista do aeroporto, a inexistência de apoio para recuperar um polivalente desportivo existente que poderia cobrir as necessidades de prática de várias modalidades na Horta e até à não implementação de um bom serviço de transporte aéreo para passageiros e cargas entre o Faial e Lisboa são alguns exemplos de falta de investimentos que os Faialenses têm visto ser adiados ou recusados ao longo dos anos na sua ilha. Por vezes com a desculpa de não haver dinheiro, mas para lá o dinheiro até surge para o que não é muito reivindicado e gera descontentamento.

Uns com obras que eles próprios já dizem serem a mais, enquanto por cá temos a menos e ainda recusam-nos muitas das consensuais e essenciais ao futuro do Faial.

Não vou dizer que por cá nada se fez, mas não tenho problema em assumir o contraste: aqui houve obras a menos que as necessárias e no outro lado os seus habitantes demonstraram-me que tem havido obras a mais do que as necessárias, o que já lhes causa descontentamento.

Uns com congestões de tanta obra, inclusive impostas pelo Governo dos Açores, e nós com fome de vários projetos essenciais que reivindicamos há anos, mas que o mesmo Governo dos Açores nos recusa e confesso: não há comemoração do dia de Portugal na Região, cheia de “selfies”, exposições e discursos promotores do orgulho nacional e regional que apague a real injustiça desta gestão centralista na atual política autonómica

No Dia de Portugal

Hoje a primeira reportagem noticiosa que ouvi foi sobre conquistas do Governo na União Europeia para maximizar os apoios ao nosso País no próximo quadro comunitário. Parece que uma boa governação é ser capaz de aumentar a esmola dos outros Estados que souberam desenvolver-se. Virámos a mendigos e não temos estratégia para sair desta dependência. Triste sina!

Enquanto um país em situação normal não tiver a noção de mentalizar o seu povo da necessidade de alcançar a sua autossustentabilidade económica para se desenvolver não é merecedor de respeito internacional como estado independente, pois mostra apenas vocação para estado mendigo, infelizmente a evolução da democracia em Portugal nas últimas décadas foi para sermos mendigos internacionais.

Portugal já foi independente, com poder económico e alvo de respeito internacional e devemos isso à geração dos navegadores que procurou com sacrifício nacional e encontrou meios para Portugal não ser um mendicante internacional… depois tem sido a degradação quase contínua de um Estado com mais de 800 anos de história, este dia de hoje pouco mais é que um jogo de máscaras e discursos hipócritas para disfarçar a mediocridade em que Portugal se transformou, um charco de lama em que teima em chafurdar sem sair.

Apesar disso, continuo a sonhar com um Portugal independente e com motivo de orgulho pelo que é no presente e não pelo que foi no passado e é a esse Portugal que saúdo neste dia.

Protesto pelo mau serviço da Azores Airline a garantir os voos Horta-Lisboa-Horta, mas as cenas de hoje na SATA inter-ilhas mostram que má gestão tem reflexos do topo à base. Desde passageiros a recomendarem calma a trabalhadores, mau apoio a passageiros em trânsito, anúncios a 15 minutos de atraso que se repetiram por hora e meia, até a retirada de passageiros do avião por perda de ligação, tudo num só dia sem mau tempo.

Começou a tribulação em Ponta Delgada ao ouvirmos a cada 15 minutos um atraso de mais 15, ora por falta de chegada de equipamento, ora por razões operacionais e no avião o piloto deu ainda uma desculpa diferente, com isto ter-se-ia chegado à hora e meia.

Mas eis que o avião já pronto a partir começou a saga de se retirar passageiros que na escala seguinte tinham ligação internacional na Terceira e o atraso lá se esticou novamente e alguns das pessoas já acomodadas lá foram para a rua.

Na Terceira, o apoio humano para desviar atempadamente os passageiros em trânsito não estava no percurso das pessoas, mas sim depois daqueles que seguiram à primeira a indicação no tecto pouco visível, os que não se enganaram lá receberam os sorrisos dos trabalhadores enquanto outros, muitos deles sem serem de expressão lusa ou inglesa, seguiram a fila em frente em conjunto para apanhar bagagem e tiveram que se reorientar sem qualquer apoio quando deram pelo engano.

À reentrada do avião finda a escala lá um trabalhador que se exaltou com um passageiro que não lhe compreendeu à primeira o sinal difícil compreensão para os não habituados a estas andanças da indicação de que não podia passar por baixo da asa, bem que depois o cidadão lhe recomendou calma que o trabalhador insistia, para perturbação dos outros que nada tinham a ver com o assunto, em dar sermão gratuito em público.

Tudo isto será cartaz para os Açores serem promovidos pela SATA e Governo dos Açores ou então desincentivo para que os turistas deixem de visitar aquilo que de São Miguel se chama “as ilhas”?

Estou convencido que é simplesmente o alastrar do caos resultante de uma má gestão de uma empresa pública que faz fretes políticos em vez de colocar o serviço público em primeiro lugar.

Pessoalmente não fui prejudicado, por isso não reclamei, mas do descontentamento com o que vi não me livrei.

 

Esta semana o Conselho de Ilha da Terceira e a Câmara do Comércio de Ponta Delgada manifestaram-se contra o atual modelo de transportes marítimos de mercadorias. Conheço há muito a simpatia da Praia da Vitória e São Miguel pelas plataformas logísticas que se sabe prejudicarem o Faial. Isto é assustador para os Faialenses conscientes e decorre perante o silêncio da Câmara do Comércio da Horta.

É verdade que nenhum dos dois falou ainda do papão “plataformas logísticas”, mas seria um erro estratégico falar, alertaria logo os prejudicados com isso, mas suspeito que, mesmo sem falarem, a maldade está subjacente a esta tentativa de mudar o regime de transportes marítimos de mercadorias e até da ilha maior se falou contra o serviço público nesta matéria, para mim isto configura a habitual falta de solidariedade que nos acostumámos a assistir de grupos de pressão vindos do lado de São Miguel.

Por enquanto são só suspeitas o que tenho fruto das notícias, mas o alerta para que as forças-vivas do Faial estejam atentas aqui fica… mesmo que não saiba se a  Câmara do Comércio da Horta está viva ou moribunda para defender os interesses das ilhas mais a ocidente dos Açores… mas há outros legítimos representantes das gentes destas terras para lutarem por nós. Só desejo que o façam sem tibieza.