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Anos a investigar, até protestei por Sócrates ser constituído arguido em público, preso de forma preventiva e depois levar anos a ser acusado e conhecidos os crimes. Agora o caso pode avançar para tribunal e ele defender-se até julgamento, até lá presume-se inocente. Mas alguém que leva um País à falência e preserva tanta admiração no Povo é talvez mais um génio maquiavélico do que é ingénua a população que ainda o bajula. Tal genialidade pode justificar a demora que protestei mas assumo o in dubio pro reo.

Todavia se em termos de crimes por que é acusado eu não assumo que seja culpado dos atos até ao julgamento final, o facto de ter criminosamente levado Portugal à falência isso eu assumo-o culpado na generalidade.

Reconheço que pode ter havido algum pormenor que lhe escapou e ter arriscado inocentemente em certas opções financeiras para o País que depois saíram furadas com a crise nos Estados Unidos e das dívidas soberanas na Europa. Mas muitas opções económicas que tomou desde que foi Secretário de Estado do Ambiente ao ser Primeiro-ministro eram à partida prejudiciais ao Povo e benéficas para certas empresas que dominavam a economia nacional e isto é uma forma suja de fazer política que leva um Estado e os seus cidadãos no futuro a serem prejudicados sem que a justiça faça os culpados pagarem por esse mal.

Igualmente muito do mal que Sócrates fez a Portugal teve outros envolvidos beneficiários dos seus esquemas e houve participantes nuns casos ingenuamente usados e noutros por oportunismo, muitos destes continuam sem reparar o mal que fizeram aos Portugueses e ainda tem a possibilidade de nos fazer mais mal… Sócrates talvez esteja a sofrer por alguns dos seus erros enquanto muitos do conluio estão impavidamente serenos a assistir de bancada a queda de outros que são tão culpados como eles.

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esta empresa Pico Airways vale pela coragem e demonstração empreendedora, pois há que forçar as barreiras existentes para se ultrapassar os constrangimentos atuais. Só por isto esta iniciativa já merece ser referenciada pela capacidade dos seus proponentes. Há muita gente no setor privado só à espera, sem investir ou arriscar, embora este comportamento não seja um exclusivo do Faial, vai muito além desta terra, mesmo que nesta ilha em virtude do enorme peso do setor público seja mais normal esperar-se que seja este a resolver tudo.

Também não sou ignorante para não saber que já houve empreendedores no Faial que nas suas áreas de atividade quiseram ser inovadores e investir e que disseram que foram esmagados pelo poder instalado e até alguns saíram desta ilha  para outras porque lá fora lhes criaram as condições de investimento necessárias ao seus projetos ao contrário de cá, comprovando as suas justificações

Não vou levantar rivalidades bairristas, a coragem de iniciativa dos investidores que gostaria de ver no Faial logicamente merece o meu elogio se a vir no Pico ou em São Jorge e serão apontados os bons exemplos.

Apesar de tudo o que acima disse, as dificuldades sentidas ou o espírito de iniciativa a promover não são impedimento para ninguém nesta terra deixar de reivindicar justamente o quer que seja às entidades públicas em prol do Faial, tal como em outras terras por parte do seus residentes desde que não o façam em prejuízo de outras ilhas.

O primeiro sinal de que a vitória de José Leonardo nas eleições autárquicas foi a vitória da estratégia da pequenez do Faial, do falar baixinho sem exigir muito ao Governo em São Miguel foi dado pelo diretor do Hospital da Horta. As críticas que este lançou à oposição acusando-os “de uma ambição desmedida” mostra que os males para esta ilha não vêm das infelizes palavras de José Gabriel Ávila comentador da RTP-Açores, vêm sim de quem é desta ilha tinha e continua a ter o poder na mão.

Alguém duvida que o diretor do Hospital da Horta teria um discurso mais manso para a oposição e menos subserviente às diretrizes do Governo Presidido em São Miguel se o resultado para a Câmara Municipal da Horta tivesse sido diferente?

Durante os últimos meses antes das eleições autárquicas estas ideias de acomodação e aceitação da pequenez do Faial defendidas por quem tutela setores nesta ilha estiveram a hibernar, mas os seus já começam a sair da toca com essas posturas subservientes como se leu no jornal Incentivo da passada quarta-feira.

Desejo que a estratégia de subserviência do Faial mude de facto, mas a acusação “de ambição desmedida” para quem reivindica algo mais para a nossa ilha em termos de saúde já voltou para cima de mesa e nem a nova velha Câmara Municipal eleita tomou posse ainda.

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Subscrevo na generalidade todo o artigo de Pedro Duarte, apesar de me parecer que neste momento ninguém vai conseguir que se pare para pensar… Infelizmente penso que vai ser o costume: a mera tentativa de arregimentar peões para eleger barões via que raramente leva a bom porto o quer que seja para mal do futuro do País.

Meu artigo de hoje no diário Incentivo sobre as autárquicas no Faial:

LEGITIMIDADE POPULAR E UM REPTO AOS VENCEDORES

Terminei o anterior artigo de opinião aqui no Incentivo concluindo: “respeitarei qualquer resultado das próximas autárquicas mas aposto na mudança.” Assim sendo, logicamente aceito agora a opção que resultou da contagem dos votos dos Faialenses que se deslocaram às assembleias de voto no passado domingo.
Foi um resultado honroso para aqueles que queriam mudança e se reuniram em torno da coligação Acreditar no Faial, grandes vitórias em muitas freguesias, na Assembleia Municipal mas o objetivo principal era de facto liderar o Governo do Faial ou seja a Câmara Municipal e esse não foi alcançado. O vencedor num regime democrático adquire legitimidade para governar de acordo com a expressão eleitoral que foi obtida através dos votos válidos depositados livremente em urna.
Todavia deixo claro: legitimidade democrática em eleições não é sinónimo de validação da não razão que suporta uma opinião diferente. Por isso assiste-me também o direito de manter as minhas ideias independentemente de a maioria ter discordado de mim. O regresso de voos redondos no próprio dia das eleições que fora denunciado durante a campanha eleitoral e retirados segundo se deu a entender a pedido do recandidato Presidente da Câmara vieram dar-me razão, o poder político dos Açores não joga limpo com o Faial.
Sou uma pessoa que respeita as regras do jogo democrático, mesmo que por vezes o poder não o faça de forma limpa, mas também sou um indivíduo de convicções refletidas e amadurecidas e por isso continuo a assumir que preferia que Carlos Ferreira tivesse vencido por ainda pensar que era o melhor para o Faial, mas não foi neste sentido que a maioria dos Faialenses se manifestou quando se expressou no passado dia 1 de outubro.
Por vontade própria pedira para não ser colocado em posições elegíveis para os órgãos municipais nas listas em que me convidaram e aceitara integrar nestas autárquicas, pelo que independente dos resultados que viessem a acontecer, eu estava seguro que ao fim de 24 anos deixaria por agora a atividade institucional autárquica ao nível concelhio. Todavia, mesmo cansado de décadas sempre deixei claro com quem falei que esta saída não seria uma desistência pessoal de vida pública ativa, continuarei a defender o Faial como um simples cidadão. Assim, enquanto tiver possibilidades, aqui ou noutros espaços não deixarei de expressar as minhas opiniões sobre o que considero mais importante dizer em prol da defesa dos interesses desta Terra.
Confesso até que me seria mais doloroso ser desiludido por uma má prestação daqueles que apoiei nestas eleições caso não correspondessem às minhas expectativas, por isso fruto dos resultados eleitorais ficou intata a esperança de que teriam sido bons autarcas. O reaparecimento dos voos redondos após o fim da campanha mostra bem que eu estava do lado do jogo limpo, o que também me é reconfortante.
Na minha luta autárquica de décadas e na minha vida pública sempre esteve em primeiro lugar a defesa do Faial. Assim não tenho complexo em deixar claro que prefiro até que os atuais vencedores me venham a surpreender pela positiva e me deem razões para ficar bem impressionado com eles, continuo a desejar que finalmente consigam dar o tal impulso ao desenvolvimento do Faial que faltou nas últimas décadas por culpa de quem nos representou ao nível de ilha e sobretudo do poder regional, mas apesar disto, têm sido sucessivamete reeleitos pelos Faialenses e há que respeitar.
Assim e embora ainda não convencido, deixo aqui o repto aos vencedores: surpreendam-me finalmente pela positiva para bem do Faial!
Sou um bairrista convicto defensor desta Terra, não para atacar qualquer outra parcela Açoriana, mas por sonhar e desejar o melhor para esta ilha. Foi o bem desta ilha que sempre me moveu e me deu força para não desistir da vida autárquica durante tantos anos, por insisto de novo: supreendam-me pela positiva alcançando o desenvolvimento que tanto falta faz ao Faial e o concelho da Horta bem merece.

Carlos Faria

Sugestões e crítica: cefaria@hotmail.com

Há dois anos após uma derrota do Glorioso escrevia um post que poderia ser escrito hoje, então com o título:

Rui Vitória destrói a garra do Benfica

Um treinador que põe os jogadores a jogar sem tentarem ganhar as segundas bolas, a desistirem se sentem dificuldade em passar ou avançar quando estão com a bola, a não tentarem apanhar um passo mal feito do seu colega de equipa, a perderem bolas nas suas passagens simples entre si e, sobretudo, se do banco não é capaz de puxar para animar e tornar aguerridos o seu plantel: não é um treinador para o Benfica.

Rui Vitória hoje demonstrou, não tanto por questões táticas, mas sim psicológicas, não é capaz de puxar pela sua equipa e os colocar a jogar à Benfica, logo não é um treinador para  o Glorioso e por mim saía já hoje.

Há um plantel com problemas a meio campo, mas um treinador que precisa de génios para pôr a sua equipa a jogar bem, para isso qualquer emplastro serve, o Benfica precisa de um treinador capaz de pôr os seus jogadores a render o máximo e Rui Vitória, pior do que não ser capaz, é não ter garra para se esforçar em campo por isso.

Nesta época o Glorioso quando perde nem nos dá o orgulho de dizermos que apesar da derrota jogámos melhor. Torço pelo Benfica, mas não aceito ver um treinador a não saber puxar pela sua equipa. A paciência tem limites e Rui Vitória já me a esgotou este ano.”

Calei-me tendo em conta que apesar de o Benfica raramente jogar bem com Rui Vitória por norma vencia e até foi campeão, mas infelizmente o tempo voltou a dar-me razão e não sei a quem agradecer as conquistas alcançadas no tempo do atual treinador, mas suspeito cada vez mais que não se ficaram a dever à qualidade de Rui Vitória como treinador.

Foi com a mensagem em título para se aproveitar as eleições do próximo domingo como a grande oportunidade para haver uma mudança de atitude da Câmara Municipal da Horta em prol dos Faialenses que Carlos Ferreira deu o mote ao seu discurso na freguesia das Angústias perante uma enorme multidão de gente desta ilha. A partir de agora é consigo, mas eu quero Acreditar no Faial.

Carlos Ferreira, com um currículo profissional de excelência, já agraciado pelo bom desempenho nas suas funções com medalhas de mérito atribuídas pela Câmara Municipal da Horta, passando pelo Governo da República e até à Presidência da República é de facto a esperança para que um cidadão independente nascido de gente humilde na Horta possa reunir as condições para mudar o Faial e a ilha sair deste marasmo em que caiu ao longo das últimas décadas.

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