Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Setembro, 2019

As notícias ao longo da noite não foram sempre boas, no início deste domingo Lorenzo atingiu a categoria máxima na escala Saffir-Simpson: 5, contudo, pela madrugada voltou ao descer a 4 e a rota mais previsível deslocou-se um pouco para oeste afastando-se do Faial mas deixando as Flores mais exposto aos ventos mais fortes do vórtice do seu lado leste.

Lorenzo V2

Mantém-se a previsão de que o furacão irá atravessar os Açores com uma força próxima da transição de categoria entre 1 e 2, pelo que tudo aponta que seremos atingidos e algumas ilhas provavelmente muito intensamente.

Lorenzo T2

O mar continuará alteroso podendo atingir ondas perto de 17m de altura nalgumas ilhas e baías, neste momento perspetiva-se o pior cenário para a ilha das Flores.

Lorenzo2

Este evoluir obriga a seguir com atenção os comunicados oficiais da Proteção Civil dos Açores e tomar as recomendações típicas destas situações.

Para acompanhar as atualizações mais centradas neste fenómeno seguir o site National Hurricane Center

Pode ainda obter informações no site e aplicação para smartphones Windguru

 

Read Full Post »

Os modelos apontam cada vez mais para que o olho do furacão Lorenzo passe entre as ilhas do Faial e das Flores, embora muito mais perto desta embora com ventos mais fortes na ilha Azul, neste momento a intensidade deste ciclone tropical é de categoria 3 na escala Saffir-Simpson, mas quando atravessar os Açores, na noite e manhã de quarta-feira 2 de outubro deverá ter uma menor força de transição de 2 para 1 ou menos e a enfraquecer.

LorenzoT 1

Neste momento estima-se que o Faial poderá ser atingido com ventos sustentado na ordem de 132km/h e com rajadas máximas até 171km/h de SSW, sendo que o crescimento da velocidade dar-se-á a partir de SSE e o decréscimo já a rodar para o quadrante W. A que se podem associar perturbações locais devido à interferência do vento, direção e o relevo, que podem nalguns casos ampliar os efeitos.

Lorenzo 1

O mar será alteroso, podendo afetar zonas costeiras baixas, uma vezes que as ondas podem atingir a altura de 16,5m vindas de SW, contudo, a exposição aos ventos, contorno do litoral e cota poderão implicar perturbações locais, ora ampliando o efeito, ora diminuindo, a que acresce a sobreelevação do nível do mar devido à baixa pressão no ar e as variações do nível da maré. Isto exige cuidados especiais a quem vive ou se encontra próximo da costa ou no mar.

Face a este cenário e possíveis incertezas, todos os Açorianos dos Grupos Ocidental e Central deverão tomar medidas preventivas e seguir as recomendações da proteção civil dos Açores.

Poderão seguir informações atualizadas nos mesmos sites que eu recolho: National Hurricane Center, Prociv e Windguru. Novas atualizações irão sendo dadas neste espaço.

Eu já comecei a tomar algumas medidas… e você?

Read Full Post »

Apesar de ainda faltar muito tempo para se ter alguma segurança sobre a rota do ciclone tropical Lorenzo na região dos Açores, já existem indícios que apontam para uma grande probabilidade de passar perto de algumas das ilhas do Arquipélago, talvez um pouco a oeste de Flores e Corvo, mas a incerteza não permite referir se não será mais perto de outra ilha sobretudo no grupo Central como o Faial.Lorenzo 0Assim, embora sem alaridos, recomenda-se a todos os Faialenses e restantes Açorianos para calmamente tomarem as devidas precauções como evitar objetos e estruturas sensíveis ao vento soltos, terem disponíveis sistemas de proteção da janelas e portas e boa condução de água nas caleiras, algerozes e valetas, bem todas as outras que venham a ser indicadas pelos avisos serviço regional de proteção civil.

Este site irá pontualmente fazer futuras atualizações em função do evoluir da situação de previsão meteorológica referente ao ciclone Lorenzo.

Read Full Post »

Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

QUANDO BOAS CAUSAS DESCAMBAM EM RADICALISMOS

A injustiça de um modelo político que arrumava as pessoas por classes sociais que concentrava os direitos e a riqueza numa minoria privilegiada, enquanto as obrigações e pobreza ia para uma maioria desfavorecida, levou à revolução francesa de que brotou o reconhecimento da qualidade de cidadão a todos os indivíduos com igualdade de direitos e obrigações.

Assim, o reconhecimento de que ao Estado e Instituições Públicas compete assegurar o suficiente o acesso a bens alimentares, aos cuidados de saúde, à formação educacional, à segurança e ao bem-estar condigno para todos é a principal marca da Idade Contemporânea iniciada em 1789 e neste contexto a luta pela justiça social é uma boa causa.

A ciência tem evidenciado que a alteração da composição do ar por emissão excessiva de gases com efeitos estufa na imparável industrialização poluente da humanidade, a extração excessiva de recursos não renováveis e a ocupação selvagem de espaços naturais têm destruído os equilíbrios do ecossistemas e extinto espécies animais e vegetais o que está a levar a uma situação catastrófica à escala planetária. Assim, o apelo à adoção de uma economia limpa e sustentável no consumo dos bens da Terra, colocam os argumentos da defesa do ambiente numa boa causa.

A implantação da democracia em Portugal no 25 de abril de 74 teve como bandeira a conquista da liberdade e como se viera de uma ditadura cheia de proibições uma das ideias que então floresceu é que passara a ser proibido proibir. Assim, sendo a liberdade uma das boas causas da revolução, o proibir proibir tornou-se num dos frutos melhores e mais belos de Abril em Portugal.

Infelizmente uma boa causa suportada em princípios louváveis pode descambar para ideias radicais que destroem o bom-senso e gera novas injustiças e torna essas causas perniciosas. A decisão de proibir a carne de vaca nas cantinas dependentes da Universidade de Coimbra consegue reunir todos os radicalismos maléficos que matam as boas causas, acompanhada da poluição das lutas partidárias e ideológica que deturpam os factos.

É verdade que a agropecuária bovina produz equivalentes de dióxido de carbono, que na Amazónia a sua expansão tem sido feita à custa da destruição da floresta e há uma classe que se serve da atual presidência para acelerar a desmatação deste pulmão do Mundo. Mas no Brasil a guerra ideológica radicalizou-se e as partes em confronto tendem a levar a luta interna a todo o globo para ter aliados externos que contam para vencer o inimigo, não parecem adversários tal o ódio entre eles.

Mas porque é que esta guerra tem de afetar um agricultor Açoriano ou Continental quando a transição para a vaca se fez no País essencialmente com novos usos aos solos que já antes eram cultivados? Como é possível que uma bandeira da justiça, onde a esquerda dizia que o povo também deveria poder pôr carne nas suas mesas e não só as elites ricas, levou a que colocar um bife no prato seja quase um crime para partes da geringonça? Como se transformou o coração da luta estudantil pela liberdade em Portugal numa subserviência a poderes influentes para que se aceite submissamente de novo o proibir, até a carne de vaca dos Açores, em nome da autonomia universitária? Como os políticos e governantes abriram caminho às novas injustiça dos radicais?

Radicalismos que não olham a meios para que as suas crenças sejam impostas a todos com novas injustiças e vítimas cuja ditadura desta irracionalidade silencia muitos. Mas eu protesto!

Read Full Post »

Meu artigo de hoje no diário Incentivo

SUBSÍDIO DE MOBILIDADE: UM SINAL PREOCUPANTE

O subsídio da República de apoio à deslocação por avião dos Açorianos e Madeirenses entre as Regiões Autónomas e o Continente foi considerado pelo Primeiro-Ministro, em entrevista ao Jornal de Notícias da Madeira, como “absurdo e ruinoso”. Esta declaração criou incómodo nos comprometidos com o Governo dos Açores, mas o que foi dito por António Costa foi declarado de livre vontade por ele e todos sabemos que este não é nenhum ingénuo político para se expressar sem ter pesado bem o que disse. Por isso o sinal dado foi intencional e preocupante.

Dias mais tarde, o diário nacional Público pormenorizou, com base nas suas informações jornalísticas, “Costa quer limitar apoios à mobilidade aérea das ilhas”, reforçando que o Primeiro-ministro dissera que o atual modelo de apoio às viagens aéreas para as ilhas é “insustentável”. O mesmo sinal preocupante do que aí está para vir.

O assunto pode incomodar os que têm interesse em dizer que o líder nacional do PS é muito amigo das autonomias e dos Açorianos, não sendo conveniente informar da sua intenção em impor novos limites ao subsídio de mobilidade. Só que esta comunicação partiu de António Costa e não há volta a dar. Se o disse antes de eleições legislativas é porque nos está a preparar para algo que aí vem se continuar a chefiar o Governo. Não vai ser depois de conquistar os votos que se vai tornar mais benevolente do que agora se mostra quando lhe seria politicamente inoportuno levantar a questão.

Para quem a mudança vai ser mais desfavorável ainda não se sabe. Serão os Governos Regionais a arcar com uma parte do atual encargo? As transportadoras aéreas, como a TAP e a SATA, terão limites à especulação dos preços nas viagens de serviço público? ou para os cidadãos dos Açores e da Madeira aumentando os preços base dos bilhetes? Ou para todos com uma combinação de tudo isto? Nestas matérias costuma ser o Zé Povinho quem apanha a pior fatia. Outro sinal preocupante.

É verdade que o atual regime parece mais proteger os interesses das empresas de transporte do que o das pessoas que necessitam ou queiram viajar. Uma vez que a SATA e a TAP ao venderem bilhetes a preços elevados ficam com o nosso dinheiro e só depois os cidadãos são reembolsados do valor acima do definido para as ligações Açores, Madeira e Continente. O que disponibiliza verba em caixa às empresas em causa. Enquanto os Açorianos e Madeirenses que não consigam fundo de maneio à partida para cobrir a diferença de preço inicial são os que ficam sem poder comprar a viagem que desejam e como o que há é falta de lugares e não de passageiros quem perde são sempre os residentes destas ilhas interessados em viajar.

O esquema de fazer entrar dinheiro a mais na SATA, graças à especulação dos bilhetes pagos por nós, só não foi mais rentável porque os juros têm sido de rendibilidade nula e, sobretudo, porque a interferência do Governo dos Açores na gestão desta foi um desastre total: ao fazer, por interesse político, a transportadora regional optar por novas rotas e aviões que foram um desastre financeiro. Assistiu-se assim a uma oportunidade perdida de aproveitar bem as entradas elevadas de verba cobradas aos Açorianos que até poderia ter servido para bons investimentos que salvaguardassem o futuro da SATA, mas foi um desperdício total e à nossa custa! Agora não sei o que aí virá, mas seria conveniente ficar bem esclarecido antes das eleições. Pois suspeito que serão as pessoas que ficarão com a fatura mais pesada se isto não ficar convenientemente esclarecido a tempo.

Read Full Post »

Quando Passos foi a eleições em 2015 choviam boas notícias sobre a economia Portuguesa, isto não apenas devido à gestão do seu Governo, mas porque se tinha entrado num período de expansão económica na Europa e por isso ganhou as eleições.

Costa apagou a memória das boas notícias de 2014/15, assumiu que do Governo anterior apenas tinha havido austeridade e conseguiu o fazer esquecer no povo, com ajuda de alguma OCS, que o crescimento económico vinha já do tempo de Passos.

O atual primeiro ministro não fez reformas, navegou na onda iniciada da expansão económica e assumiu todos os louros. Sim, com o aumento de impostos e cativações conseguiu apresentar boas contas públicas, mas o PS nunca teria aceitado a receita das cativações ao anterior executivo e sempre vociferou contra os impostos no tempo de Passos, contando então com Sindicatos que bem podiam obstaculizar a governação sem levar como agora acontece.

Se virmos o peso do turismo no crescimento económico resultado de uma promoção iniciada antes de Costa e se tirarmos o efeito da expansão económica europeia o brilho do atual governo teria sido bem mais fosco.

No horizonte desde o Brexit, passando pela guerra económica USA/China e a situação de regressão iniciada na Europa, os tempos que se seguem deverão ser de vacas magras, algo que Costa nunca teve de enfrentar, veremos muito provavelmente como o seu muito provável executivo irá navegar em maré desfavorável e se saberá ter sucesso na adversidade.

É com ventos desfavoráveis que se vê a qualidade do comandante do navio, e viu-se como o seu professor Sócrates se estripou quando chegou a crise. Como será com Costa?

Read Full Post »