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Archive for Maio, 2019

Manipulação

Uma obra jornalística que desmonta 24 casos que vão de atos de terrorismo a operações de espionagem e revolucionárias que tiveram a mão de Estados na tentativa de acusar outros País ou fações políticas para conquista do poder internamente ou internacionalmente.

Apesar de a maioria dos casos serem de operações levadas a cabo por países democráticos e contra os princípios deste modelo governativo, muitas delas levadas a cabo durante a guerra fria, também existem alguns que foram promovidos por ditadores como Estaline e Hitler e outros por democracias atuais musculadas ou autoritárias com o poder concentrado sobretudo no líder do País.

Um livro que evidencia que não são apenas as redes sociais que criam fake news ou desvirtuam a verdade dos factos, a política está cheia de casos desses.

Disponível em formato livro ou ebook aqui.

 

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Ganhou em toda a linha: António Costa e o PS.

Ganhou mais pelas causas do que pelo carisma do líder o PAN.

Ganhou o BE pela qualidade da candidata pela emergência no domínio do espetro mais à esquerda em Portugal.

Perdeu a CDU apesar da qualidade do candidato e pelo apagamento do domínio do partido no espetro mais à esquerda

Perdeu o PSD, por o partido ter desperdiçado as suas bandeiras na questão dos professores e na falta do líder na definição de uma alternativa ao PS.

Perdeu em toda a linha o CDS evidenciando que em Portugal não é pela direita musculada e conservadora o campo de expansão deste campo ideológico.

Perdeu Santana Lopes e toda a linha pois não é dividindo a direita que se une e não é estendendo-se mais para a direita que se conquista novos eleitores.

Perdeu a Iniciativa Liberal em toda a linha pois não é por dominar muito espaço nas redes sociais que se tem uma representação equivalente na sociedade.

Costa mostrou que na política é preciso saber jogar e o povo que não gosta de jogatanas política rende-se sempre quando as jogadas são bem arquitetadas, a questão dos professores mostrou bem a diferença entre o bluff com estilo em Costa e o oportunismo do bluff em Rio.

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Votar para a Europa sem nenhum partido apresentar o que pretende para esta Europa? Não será mesmo um apelo à abstenção?

Já deu para ver que estas eleições apenas devem mobilizar os que já estão de facto politizados como os filiados ativos em partidos ou ideologicamente obsessivos para marcar força eleitoral no seu campo…

Fazer destas eleições uma primeira volta para as legislativas é mais um passo para desacreditar a própria democracia.

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Meu artigo de hoje terça, dia 21 no diário do Faial “Incentivo”.

ELES COM OS LOUROS, NÓS COM A CONTA

  1. Estamos em período de campanha para as eleições ao Parlamento Europeu, tenho assistido a uma roda-viva de candidatos e partidos a falar dos problemas do País que não são da competência daquele Órgão e não vi ninguém referir questões cuja resolução esteja nas mãos da União Europeia, embora saiba que as obras de âmbito nacional e regional são, na sua maioria, pagas por fundos comunitários e quando se faz qualquer coisa por cá, os políticos portugueses colhem os louros como se tivessem pago e quando por má-vontade destes ou incompetência não se fazem atiram as culpas para a Europa.

Lembro-me que há uns meses atrás, numa sessão no Amor da Pátria, falou um Eurodeputado, agora considerado o eleito português mais influente naquele Parlamento, deixou claro haver condições de a ampliação adequada e pretendida pelos Faialenses para a pista do aeroporto da Horta ter cabimento e ser convenientemente apoiada por fundos Comunitários. A verdade é que até ao momento da escrita deste artigo paira silêncio sobre esta matéria, apesar de alguns andarem a tentar tirar louros sobre este processo sem nunca se ver ao certo e a tempo a luz ao fundo do túnel que garanta que esta obra vai mesmo ser feita. Para este projeto, o ainda eurodeputado referiu que os governantes de cá nada pareciam querer aproveitar a possibilidade- Já sobre a variante, os de cá não a fizeram quando deviam e depois culparam a União Europeia de já não financiar a obra.

Uma coisa eu suspeito: quando chegar novamente a hora da verdade na questão do aeroporto os culpados do que correr mal vão lavar as suas mãos, mas vão chamar a si louros de esforços que camuflaram má vontade política do Governo e as contas serão sempre sentidas pelo Povo Faialense.

  1. Não haja dúvida que Joe Berardo distingue-se de muitos políticos que nos tem desgovernado por ser menos hipócrita, embora igual em oportunismo. Já me parece evidente como vai acabar o escândalo das declarações descaradas do ainda Comendador na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre aos desvarios financeiros da Caixa: esta vai-se transformar numa oportunidade de ouro para um pacote de sonsos governantes e seus nomeados gestores,que têm destruído as finanças de Portugal e se servido do País impunemente,lavarem mais uma vez as suas culpas pelos maus acordos que fizerem com privados em prejuízo do Estado e da Banca para colher louros políticos de curto prazo e atirando os riscos da conta para longo prazo e para o Povo.

Cruzando os dados, eu suspeito que a evolução deste caso terá uma destas conclusões: a banca (cujos prejuízos de má gestão e interesses políticos têm resultado em injeções de dinheiro pago pelos cidadãos) ou irá conseguir a penhora das obras de arte para tapar as suas dívidas e vende-as ao Estado para que os compromissos culturais deste assegurem a exposição da coleção, ou o Governo a compra diretamente e injeta verbas nos buracos dos bancos, de qualquer forma, a despesa será coberta pelos impostos dos cidadãos, enquanto os políticos dirão que preservaram um espólio de grande interesse público para daí tirarem mais dividendos. Resumindo: os sonsos governantes e gestores combinados fizeram asneira da grossa neste negócio, mas no fim, sempre pagará o Povo e os culpados maiores tentarão ainda tirar louros públicos e sair a ganhar da má gestão.

A dúvida que ainda tenho é se Joe Berardo, que neste momento está a ser o único bode expiatório de toda esta gente sonsa culpada e coligada, sairá incólume mais uma vez ou chamuscado.

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Benfica

Parabéns pela 37.ª vitória do Campeonato Nacional de Futebol de Portugal

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O Governo conseguiu camuflar a sua mudança de posição em 2019 face a 2017 ao ter aceite então a contagem do tempo total de serviço da carreira dos professores quando precisava do apoio da esquerda para aprovar orçamento. Costa agora acusa a direita de mudar de posição, quando esta exigia uma condição travão que o PS chumbou, e de irresponsabilidade na esquerda por querer o impossível depois de já ter aceite o mesmo há dois anos.

À primeira vista a jogada de Costa foi um sucesso político pleno e a curto prazo parece-me verdade. Mas Costa brilhou aos Portugueses quando a economia era favorável, algo que agora começou a esvaziar, propaga agora um discurso de responsabilidade, quando irritou todos os sindicatos e deixou de haver motivos para a paz social à esquerda e ainda ficaram meses de confronto em todas as frentes e até lá arrisca-se a ter só desgastes do que agora recuperou… e se não tiver maioria absoluta como será o próximo mandato depois de ter cultivado inimizades e de trair os seus aliados?

Sócrates brilhou no primeiro mandato e estoirou no segundo quando a crise económica lhe caiu nas mãos… Costa corre o risco de ter tido a agora uma batalha com vitória de Pirro e depois arrisca-se a uma desforra quando os ventos lhes forem desfavoráveis. Veremos se me enganei nesta perspetiva futura.

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Meu artigo de hoje no diário da Horta “Incentivo”

CARA E COROA

Tal como as moedas têm dois lados, cara ou coroa (as notas também e embora o euro tenha perdido as caras torna-o apenas mais impessoal como a política europeia), os acontecimentos sociais, as declarações políticas e opções estratégicas costumam ter igualmente uma parte exposta às claras de todos e outra escondida ou esquecida à maioria dos cidadãos, ou seja, têm um verso e um reverso.

No artigo anterior, eu ainda desconhecia a reestruturação do Mercado Municipal da Horta, agora pomposamente denominado Centro de Acolhimento Empresarial, mas logo de imediato fui visitá-lo em hora normal de funcionamento e fora de folguedos festivos.

Apesar da espera de anos por esta remodelação, de facto agora o Mercado Municipal está de cara lavada, mais bonito, mais funcional, mais protegido da chuva e seguramente mais acolhedor. Apesar da novidade, quando lá fui, em hora normal de comércio, o número de clientes era escasso, aliás próximo do da última vez que lá entrara antes das obras e isto preocupou-me. Este pode ser o reverso da intervenção, este espaço só fica vivo se servir os seus objetivos e se os Faialenses aderirem a dinamizá-lo, não apenas como um espaço de festas com dinheiros públicos, mas sim como um polo dinamizador da nossa economia local. Está nas mãos dos Faialenses tirar o máximo proveito do Mercado Municipal da Horta, para que a cara e a coroa deste investimento sejam duas faces positivas desta renovação.

Há poucos anos em discussão na Assembleia Municipal sobre o mau serviço da Azores Airlines ao Faial lamentei que o grupo SATA, em vez de investir em aviões que pudessem operar no aeroporto da Horta, optasse por equipamentos enormes para destinos longínquos que não aterravam nesta ilha, era o reverso das opções de gestão o que eu lamentava. Fui contrariado pela bancada rosa que só via apostas de crescimento da empresa assumiu o verso, justificar a estratégia e esperar para ver.

Passado poucos anos, os prejuízos da Azores Airlines vêm num crescendo que ameaçam todo o grupo, este nem consegue assegurar o número de viagens necessário ao Faial por falta de aviões adequados à Horta, uma rota que já tem voos esgotados até para o ainda longínquo verão. Enquanto isto, o enorme avião do cachalote, batizado com pompa e circunstância, está parado por não ser rentável onde o utilizar. Infelizmente a minha bancada tinha razão neste reverso, mas os defensores da estratégia suicida do Governo e da SATA com os seus versos de então, hoje esquecem o seu erro.

Passos Coelho entrou para o Governo num Portugal em bancarrota com a mão estendida ao estrangeiro. Apesar de na minha opinião ele ter cometido vários erros na estratégia de consolidar as contas públicas, ele dizia: “Não há dinheiro”, mas nenhum opositor aceitava o argumento. Embora ele tenha ganho as eleições, os que diziam que os gastos públicos dinamizavam a economia, que o défice não podia ser um obstáculo ao investimento e ao aumento salarial, estes tiveram a maioria no parlamento e apoiaram legalmente a governação de António Costa. O princípio foi de reversões de cortes e o crescimento da economia acelerou. O otimismo semeado permitiu acreditar no milagre das rosas, mas bastou uma conjuntura atabalhoada também de maioria no mesmo parlamento exigir a contagem do tempo de serviços dos professores e eis que este Governo conclui “Não há dinheiro”. No fim não houve o milagre das rosas, os cortes escondiam-se em carreiras congeladas, o desinvestimento disfarçou-se em cativações e a meta do défice continuou a ser o cerne da estratégia de Centeno. Como já eu dissera neste jornal, a Governação de Passos e a de Costa no fundo eram iguais, duas faces da mesma moeda da austeridade, embora agora com versos mais simpáticos.

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Rui Rio deixou o repto de o PS aprovar a cláusula de salvaguarda que estava na base da sua aprovação da contagem total do tempo congelado da carreira dos professores e que este chumbou para servir ao golpe de teatro de ameaça de demissão de António Costa.

Mário Nogueira apelou que os restantes partidos da geringonça deixassem contra a sua vontade passar esta cláusula para assegurar a aprovação da contagem de tempo nas condições do PSD.

Se o PS votar contra a cláusula mas a CDU não se opuser eis que a mesma passa à revelia de Costa, a dúvida é como o PSD agirá neste cenário.

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A 4 meses de eleições António Costa perante a deliberação da Assembleia da República de obrigatoriedade de vir a ser contado a tempo de toda a carreira dos professores, sem descrição de como isso será feito nem ao longo de quanto tempo, ameaçou bater com a porta e demitir-se a 4 meses das eleições já decididas.

Uma jogada poliqueira em período eleitoral ao mesmo nível daqueles que sendo pela austeridade votaram a favor da medida sem definir regras de cumprimento.

A única curiosidade é que depois de tantas reversões das medidas de Passos com a geringonça, António Costa acaba o mandato dizendo o mesmo que o anterior Primeiro-ministro que herdou a bancarrota: Não há dinheiro!

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Saúdo todos os que trabalham neste dia do trabalhador, tanto aqueles que auferem vencimento por conta de outrem, como aqueles pequenos empresários em nome individual que dependem de si e da sua família para os seus rendimentos, não sendo patrões de terceiros.

Mesmo reconhecendo a importância dos sindicatos, há anos que sinto que em Portugal estes são sobretudo braços partidários, claro há exceções, mas a verdade é que 2019 evidenciou que foram duas estruturas independentes das máquinas políticas, um sindicato de enfermeiros e outro de transportadores de mercadorias perigosas que de facto abalaram o sistema de equilíbrio entre o Governo apoiado pelos partidos que detêm maior força sindical quando de lutas laborais. O que é que isto demonstra?

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