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Archive for Abril, 2019

Em dezembro considerei Marta Temido um elefante a partir tudo na saúde, que abria demasiadas frentes e por isso dificilmente venceria. O tempo e o desentendimento agora entre o PS e o BE para vir a impedir no futuro a privada no Serviço Nacional de Saúde (SNS), independentemente de quem governa e como forma de quase impor uma ideologia a outros que proponha diferente e vençam democraticamente eleições está a dar-me razão.

A ministra que tem vindo a ser associada ao escândalo de manipulação de dados de tempos de espera no SNS, que abriu uma sindicância à ordem dos enfermeiros, que não se tem entendido com os médicos, teve a maior guerra até hoje com os enfermeiros e outros técnicos de saúde que não resolveu até hoje de modo que se visse nenhum problema de fundo que recebe e tem tido como bengala o BE, esquecendo que o PS é um partido de centro e não de extrema esquerda está cada vez mais desacreditada.

Como se diz hoje o diretor do Expresso no seu artigo Uma ministra fraca, numa pasta que se quer fraca, pois toda a política de Saúde, além de ser feita na sede do Bloco de Esquerda, esta condicionada pela insistentes recusa de Mário Centeno em passar cheques.”

Em resumo: Marta Temido parte louça e não resolveu nada que tenha encontrado partido.

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Porque se eu como Mente Livre poderia sempre livremente pensar, não o poderia dizer nem escrever para os outros saberem, ouvirem ou lerem sem o 25 de Abril.

Imagem daqui: Wikipedia

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

DE MERCADO A CENTRO EMPRESARIAL

Participei em décadas de debate na Assembleia Municipal sobre a necessidade da Câmara revitalizar o Mercado. Foram muitos anos de promessas da reformulação desta estrutura nas propostas dos manifestos eleitorais autárquicos e foi muito tempo a assistir-se ao declínio deste histórico Mercado.

Longe, mesmo muito longe, o tempo das memórias do Mercado Municipal cheio de vida, azáfama de fregueses entre as lojas com vendedores residentes no Faial e a complementar, mais do que a competir, os vendedores vindos do Pico que enchiam todas as bancas ali existentes e onde se comprava, sobretudo, produtos destas duas ilhas.

Ainda me lembro da anterior grande reformulação do Mercado Municipal da Horta, onde a madeira deu lugar ao cimento e as condições ficaram modernas à luz daqueles anos do século XX e a atividade dentro daquele espaço manteve-se viva e dinâmica.

Lembro-me dos partidos agendarem quase em simultâneo ações de campanha para o Mercado Municipal, seguros que ali encontrariam sempre numerosos eleitores a cativar e, apesar dos adversários se encontrarem no mesmo espaço, o espírito democrático e a exposição pública criava a oportunidade de um são convívio entre opositores, população e comerciantes, por vezes temperadas com alguns jargões e ironias para vincar as posições de cada um, as diferenças entre eles e as acusações de falhas de quem estava no poder.

Depois o Mercado Municipal transformou-se num espaço triste, praticamente vazio de clientes, quase sem produtos locais, várias lojas fechadas e bancas vazias. Lembro-me da última campanha eleitoral em que lá estive praticamente só havia a possibilidade dos candidatos dos vários partidos trocarem manifestos entre si, pois clientes eleitores eram mesmo muito escassos.

Foram muitos anos de declínio e inoperância, mas a partir de hoje surge a oportunidade de assistir à segunda grande reformulação do Mercado Municipal da Horta que começa a ser inaugurada neste dia e que espaço passará a ostentar o nome de Centro de Acolhimento Empresarial da Horta. Após tantos anos, a promessa eleitoral de reformulação de Mercado Municipal inúmeras vezes repetida em manifestos eleitorais finalmente se concretiza e congratulo-me por isso.

Não conheço ainda o interior novo espaço, o que sei são as imagens divulgadas e o que se observa do exterior, tenho recebido informação de empresas que ali se instalarão, tenho ouvido dificuldades de outros e já me comunicaram o desinteresse de alguns em passar a sua atividade do antigo mercado para as estruturas reformuladas. É normal, o declínio arrastou-se por muito tempo e seguramente fez vítimas inocentes que agora já não conseguem ultrapassar o pesado fardo apesar da renovação e da esperança daquele espaço.

Agora o que mais desejo, depois de tanto esperar, é que o Mercado Municipal após esta reformulação, independentemente do nome de Centro de Acolhimento Empresarial da Horta, fique mesmo revigorado, seja um sucesso, contribua para a revitalização daquela zona do centro histórico da Horta e dinamize a produção e o comércio local para bem das pessoas e da economia do Faial.

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Ressurreição de Auguste Clésinger (Bésançon)

Fonte da Imagem Wikimedia

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Aquilo que poderia ser uma greve com alguns incómodos aos Portugueses, estes conseguiram transformá-la num caso de estudo sobre o caos típico de um racionamento em tempo de guerra e dar um peso a este protesto e a este grupo profissional que o bom-senso da população o teria protegido desta loucura.

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Não é que em pleno familygate um elemento do governo tem a falta de cuidado de nomear o marido de uma ministra? Já que alguns se orgulham de não ir às redes sociais asta gente não acompanha o que se diz na comunicação social para asneiras tão inoportunamente?

Não é que depois de se falar tanto das suspeitas de na Assembleia da República se legislar muitas vezes no interesse dos parlamentares e onde o principal mau-exemplo dado pela população é dos deputados estarem em simultâneo ao serviço de gabinetes de advogados e do poder legislativo, não é que do lado do PSD se tolera a continuidade destas situações?

Depois admirem-se com o descrédito da política.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo

UMA LEMBRANÇA, UM ESCLARECIMENTO E VOTOS

  1. Tenho assistido a um silêncio ensurdecedor sobre o que se está a passar ao nível das obras de ampliação da pista do aeroporto da Horta, as eleições vão-se aproximando rapidamente e nada de concreto e irreversível saiu até agora, apenas a suspeita de que a ANA pretende fazer o mínimo obrigatório. Isto já depois da euforia de alguns apenas com uma referência no Orçamento de Estado desta infraestrutura, mas sem definir qualquer característica do projeto. Acredito que lá para as eleições ouvirei muitas palavras, mas atos concretos: temo que nada em tempo útil!

Agora que o Governo dos Açores até oferece carros de polícia ao comando de São Miguel que pertence ao Ministério da Administração Interna do Continente, desembolsando dinheiro de todos os Açorianos, lembro que deste modo caiu por terra o argumento de Vasco Cordeiro para não contribuir para as necessárias obras de ampliação do aeroporto da Horta de molde a poder servir condignamente o Faial e o Triângulo por não ser uma infraestrutura pertencente à Região.

  1. Na minha incansável e longa defesa do Faial aprendi que mais vale protestar antes que um mal anunciado aconteça do que esperar para ver e depois já ser tarde para se corrigir esse mal. Nesta ilha já existem erros de investimento que se o Povo Faialense tivesse agido desde o início os mesmos nunca teriam sido feitos de modo a comprometer o que já existia.

Na grande maioria das vezes em que usei este espaço para levantar preocupações sobre investimentos públicos no Faial não assisti depois a qualquer esclarecimento da tutela desses projetos. Todavia, na sequência de uma notícia surgida na comunicação social de que a Escola do Mar apenas iria ministrar cursos equivalentes ao nível do 12.º ano de escolaridade, a qual serviu de mote a uma preocupação levantada no meu anterior artigo, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia prestou na semana passada a informação de que este estabelecimento de ensino iria poder ministrar cursos de Especialização Tecnológica de nível V, ou seja, acima do grau de uma escola profissional ou secundária. Sem dúvida um esclarecimento à notícia e congratulo-me com essa possibilidade, pois espero que este investimento traga algo mais para o Faial de forma a compensar de facto a retirada da Rádio Naval desta ilha.

É verdade que este esclarecimento não garante que tal nível de curso venha de facto a concretizar-se nestas instalações da Escola do Mar, mas ao menos ficaram argumentos para os Faialenses no futuro poderem reivindicar a sua criação em caso de não se estar a ver a realização deste objetivo. Lembro-me que o Faial tinha o DOP e Ponta Delgada ficou com o curso de ciências do mar.

Assim, continuou por esclarecer se tal possibilidade seria realizada de facto no Faial ou se assistiríamos a cursos desses níveis na Escola do Mar mas a ser ministrados noutras ilhas como já referido. Esta dúvida obriga a continuar atento sobre o lugar da sua concretização, pois faz muita diferença em termos das mais-valias que este investimento pode trazer para o concelho da Horta.

  1. A Páscoa avizinha-se, esta é uma festividade religiosa que tem um grande significado na minha vida,mas mesmo para aqueles que este evento não tem a força da fé, por norma existe a marca da tradição no encontro de famílias, férias escolares, celebrações e gastronomia típica desta quadra, assim, a todos os leitores envio, crentes ou não, os meus votos de Feliz Páscoa.

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Homo

Li o ebook Homo Deus do israelita Yuval Noah Harari em inglês por não existir em suporte digital na língua de Camões em Portugal, uma vez que a edição brasileira não é comercializada na Europa por direitos editoriais, mas esta obra encontra-se traduzida em papel e pode adquirir-se no nosso País aqui.

Na cultura ocidental o Homem desde o início quis ser igual a Deus, é esta a tentação feita a Eva. Durante milénios o mal: a fome, a guerra, a doença e a morte foram vistos como resultado de castigos de Deus ou caprichos dos deuses, esse que movia(m) os cordelinhos que o Homem não dominava. Harari evidencia que nos últimos séculos a humanidade, através da ciência e tecnologia, foi eliminando (pelo menos nas regiões mais desenvolvidas) a fome e muitas das epidemias, tornando-se cada vez mais dona de si, até que se tornou autoconfiante e nasceu o Humanismo onde o Eu do Homem passa a ser o centro e relega Deus para longe.

Humanismo tornou-se uma nova religião e no século XX a política conseguiu criar vastas e longas zonas da Terra sem guerra, a esperança de vida aumentou e já há a busca do grande elixir da vida longa e o Homem sente-se como o deus que gere o seu destino.

Nas últimas décadas a Inteligência Artificial tornou o atributo para muitos característica exclusiva do Homo sapiens numa realidade exterior ao próprio homem e a tecnologia passou a ser capaz de criar ciborgues que substituem danos no corpo e inclusive podem melhorar a suas limitações e arriscamo-nos a criar Super-homems. Só que o humanismo e esta nova via de seres que superam o Homem têm genes que colocam em riscos o próprio Homem e as questões que isto levanta e as preocupações são o cerne do desenvolvimento deste livro.Até onde vai este Homo Deus? Qual o futuro do Homem com sentimentos? Esses seres Inteligentes que criamos sem sensibilidade e exclusivamente lógicos tratar-nos-ão como nós tratámos os animais domésticos? Será o Homem um mero algoritmo que pode ser independente de si mesmo?

Um excelente livro cheio de inquietações que vale a pena ler, onde se fala das religiões das modernidade sem Deus mas que criam o mesmo fanatismo das religiões do passado sem a moral que estava na respetiva base.

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