Feeds:
Artigos
Comentários

Archive for Fevereiro, 2019

Meu artigo de hoje no diário Incentivo

O BOM É GARANTIR QUE AVANCEM OS DOIS RAPIDAMENTE

Após a saída do anúncio de que Vasco Cordeiro pedira um estudo para avaliar a ampliação da pista do aeroporto do Pico e as condições de operacionalidade daquela infraestrutura logo houve pessoas que me disseram o seguinte: Viste?… para o Pico o Presidente do Governo dos Açores já mandou fazer um estudo! Eu, repetidamente, fui respondendo: Ainda bem! O bom é que o aumento nos dois aeroportos avance rápido! E a garantia de execução destes projetos tem de vir antes das legislativas.

Efetivamente, depois do consenso e união que se viu a 11 de fevereiro no programa da RTP-Açores “Sem meias palavras”, entre gente do Faial e do Pico relativamente à complementaridade dos aeroportos situados em cada uma destas duas ilhas, o mau era logo a seguir recomeçarmos uma guerrilha bairrista. Pois tal só enfraqueceria cada uma destas reivindicações.

Contudo, não sou ingénuo que não exclua que nesta medida até possam coexistir duas maldades políticas ocultas: o eleitoralismo pelas eleições que se aproximam e sementes intencionais de preocupações no Faial e regozijo no Pico para acender rivalidades, dividir as duas ilhas e enfraquecer o conjunto.

Não seria a primeira vez que palavras vindas de ilhas maiores transportavam argumentos para alimentar bairrismos por estas bandas e logo a seguir serviram para prejudicar os povos do Canal e beneficiar interesses das mais populosas, fortalecendo ainda mais o centralismo que há muito se tornou na marca dominante da Autonomia, disfarçado por cedências estratégicas à Terceira.

É verdade que logo a seguir à notícia quem viu certos comentários nas redes sociais apercebeu-se do aparecimento de arautos da desunião a despejarem argumentos de rivalidade. Confesso que não me deixo levar por marionetas que em nome da sua ilha a enfraquecem face a quem tira proveito dessa discórdia à distância do nosso Canal. Mantenho o desejo que avancem os dois rapidamente!

Só que este “ainda bem não ingénuo” preocupa-se com o facto de neste momento termos apenas notícias que em si não garantem qualquer concretização da ampliação de nenhuma das pistas destes dois aeroportos. No Pico temos um estudo, não é uma deliberação de obra e há muito que me habituei que quando não se quer fazer algo encomenda-se um estudo.

No Faial há referências no orçamento sem um projeto concreto, nem indicação de quem executa o quê, nem de quem paga. Não me esqueço que para a Horta já vi obras orçamentadas e apresentadas durante anos seguidos que não se executaram e até saíram depois dos orçamentos e quem disse e desdisse continua impune no exercício do pôr e dispor à sua vontade contra esta ilha. Por isso estejam atentos, se nada se tornar efetivo antes das eleições é porque foi um fogacho eleitoralista.

Assim, bom seria que Faialenses e Picoenses se mantivessem unidos e pressionassem os poderes executivos em conjunto para que se conseguir fazer com que os políticos não tivessem hipótese de recuo em nenhum dos dois aeroportos e unidos conquistássemos aquilo a que temos direito. Pois já há muitos anos que por manigâncias politiqueiras vemos as nossas justas reivindicações serem transformadas em instrumentos para enganar as gentes deste Canal que unidas têm um potencial social e económico que assusta a quem nos divide por fora. Prazo de certificação desta promessa: as eleições legislativas. Se até lá nada ficar de concreto, é indício de nos estarem a enganar novamente.

Read Full Post »

Não deixa de ser um passo em frente, após mais de 50 anos sem os cubanos poderem escolher o que democraticamente o regime impunha ao povo, agora vão poder votar as mudanças constitucionais… só que como qualquer ditadura o novo texto constitucional não permite nenhum outro partido além do que se perpetua no poder há mais meio século e por isso continuarão a existir governantes apenas não livremente eleitos.

Pois isto de reconhecer o direito de o povo eleger quem quer que os tutele é algo que, por norma, os comunistas não consideram democrático e não é um exclusivo de fascistas ou não fosse há muito percebido que os extremos tocam-se em demasiadas coisas sempre que toca a direitos dos cidadãos e ao respeito pelos que pensam diferente…

Read Full Post »

Nas europeias virou a sina para os Açores: ouvimos ao longo de cinco anos na Região louvores ao trabalho desenvolvido pelos deputados eleitos nas anteriores eleições para Bruxelas em representação dos Açores, quando começamos a conhecê-los, como no caso de Sofia Ribeiro ou até depois de homenageados pelo seu exercício como em Serrão Santos… chegado ao fim do primeiro mandato os lideres partidários muda-nos de forma inexplicável por outros sem provas dadas no lugar em questão… PORQUÊ?

Alguém percebe?

Read Full Post »

Alguém preocupado com as reflexões e algumas denúncias que se fazem neste blogue, à semelhança do que acontece com os bufos anónimos na ditaduras que perseguem o livre pensamento, denunciou como abusivo o Mente Livre, deixando de ser possível partilhar os posts desta página naquela rede social.

Curiosamente, a seguir a este facto o número de visitas subiu nos últimos dias. Os textos aqui postados, tal como antes, continuarei a colocá-los no meu mural sempre que considerar que devem ser ali partilhados, sendo a privacidade do que ali publico passou agora a ser totalmente livre para os que queiram ver ou partilhar o que aqui escrevo.

Não há quem corte a raiz ao pensamento diz o folclore açoriano e eu continuarei livremente a pensar e a dizer o que penso e a denunciar o que achar mal, respeitando a diferença e os princípios de uma sociedade plural, onde a ética e a igualdade de dignidade da pessoa humana vêm em primeiro lugar.

Read Full Post »

Meu artigo de ontem no diário Incentivo

ERRO QUE FOI UM SERVIÇO PÚBLICO À DEMOCRACIA

Na passada semana foi notícia que quatro funcionários da Assembleia Legislativa dos Açores foram advertidos por escrito por terem inadvertidamente digitalizados “documentos confidenciais” e os terem enviado por via eletrónica a vários deputados. Estes documentos tinham sido remetidos ao Parlamento pelo Governo dos Açores para a Comissão de Inquérito ao Setor Público Regional.

Não vem na notícia, mas na sequência desta digitalização e distribuição eletrónica inadvertida, feita por quatro funcionários, todos os Açorianos tiveram a oportunidade de ficar a saber que o Governo dos Açores nos mentia sobre o concurso da privatização de 49% da Azores Airlines do Grupo SATA e nos andava a endrominar ao dizer que se estava a analisar uma proposta de uma empresa islandesa quando ele sabia que esta não tinha validade legal por não cumprir os requisitos do concurso.

Igualmente se ficou a saber que a transportadora aérea regional estava em falência técnica, outra verdade que o governo considerava confidencial para nos mentir sobre a real situação económica, não só da SATA, mas sobretudo para encobrir a real dimensão da dívida dos Açores. É triste, mas a verdade é que os governantes neste País têm de facto força legal para muitas vezes imporem aos seus funcionários obrigações de secretismo apenas para a defesa do interesse pessoal dos detentores do poder político e em desrespeito do interesse público.

No presente caso, não vi na comunicação social até ao momento um único motivo que justificasse a confidencialidade desta situação após termo deste concurso sem propostas cumpridoras das suas regras. Apenas vejo conveniência pessoal para vários Governantes dos Açores poderem esconder ao Povo um falhanço da sua execução e assim continuarem a mentir (não descaradamente, pois as provas estavam escondidas por eles mesmo e por eles próprios classificadas de confidenciais).

O Governo dos Açores fazia assim com os Açorianos “bluff”, não no interesse do Povo, mas para a proteção de si mesmo, subvertendo o princípio da transparência democrática ao abrigo de legislação que o permite proteger-se imoralmente, sendo que o lapso dos funcionários do Parlamento dos Açores foi o único ato neste caso, mesmo que involuntariamente, de serviço público, por ter viabilizado ao Povo Açoriano o conhecimento da verdade, mas, ao contrário dos políticos, foram os trabalhadores os advertidos, uma penalização por escrito por tal serviço ao público e à democracia.

Em democracia são heróis aqueles funcionários que no passado denunciaram o poder político em ditadura, divulgando segredos que fragilizavam a prepotência dos governantes do regime totalitário. Só que esta mesma democracia por cá sente-se bem agora a advertir aqueles que em trabalho de funções públicas acidentalmente contribuíram para a transparência do sistema e desmascaram a mentira veiculada por Governantes que os permitia ser prepotentes sobre a Verdade.

Não é por acaso que na novilíngua os trabalhadores em funções públicas tendem a ser chamados superiormente de colaboradores, palavra semelhante e igual raiz de colaboracionista, como se chamava a quem trabalhava com fidelidade ao poder político da ditadura. Será uma intenção velada de pretenderem agora fazer sentir os funcionários como os novos colaboracionistas nos desaforos dos políticos? Não sei quem são os quatro funcionários do Parlamento, mas fica aqui a minha solidariedade e o meu obrigado por terem inadvertidamente tornado público uma verdade de interesse público.

Read Full Post »

Sócrates deixou Portugal falido, viram como Passos teve de gerir a crise e todas as greves pressionadas pela CGTP e toda a intolerância do BE e o que o PS dizia quando o então Primeiro-ministro dizia que não havia dinheiro…. Lembram-se.

Felizmente agora diz-se que a austeridade acabou e o PS pode dizer que não tem dinheiro para atender às reivindicações e até limitar o direito à greve. Imaginem se fosse Passos a fazer o mesmo, mesmo quando o País estava falido.

Já com os professores Costa batera o pé, agora até dá um murro no direito à greve, só que a ele tudo se perdoa, mesmo depois de ter herdado um Portugal já não falido.

 

Read Full Post »

Após ver a forma como as esquerdas não aceitaram a falta de dinheiro quando Sócrates faliu Portugal e usou uma frente reivindicativa para atacar quem enfrentou a bancarrota do País e viu ainda como o atual Governo aceitou as reivindicações no setor dos transportes públicos promovidas por sindicatos controlados por partidos e onde os salários já eram bem acima de muitos outros Portugueses e agora assiste o Governo ter um comportamento agressivo contra uma classe trabalhadora cujo SNS foi construído à custa do sacrifício e abnegação dos enfermeiros e se vê a forma como PCP se irrita por não controlar este sindicato independente e se depara com o BE desnorteado e a desdizer-se face aos incentivos que já deu a outros grupos laborais, faz pensar que pela primeira vez temos um sindicalismo independente de forças políticas de esquerda em Portugal.

A ser assim, isto é liberdade e é uma evolução democrática, pois a luta pela justiça laboral não pode ficar refém de nenhum partido ou grupo ideológico…

Não emito opinião sobre a justiça das reivindicações, apenas um comentário a quem os via encher a boca de direitos laborais apenas quando eram a sua arma de arremesso e agora assiste a tentativa de desacreditar uma reivindicação laboral apenas porque não controlam essa luta.

Read Full Post »

É curioso que ao abrigo do sigilo bancário o Parlamento se veja amputado o relatório da auditoria à gestão da Caixa Ministério das Finanças dos nomes dos grandes devedores de milhões de euros, gente que se serviu do banco público em proveito próprio enquanto nós pagamos o desfalque.

Em paralelo, qualquer cidadão perde o direito de sigilo bancário para o ministério das finanças se ao longo de décadas alcançou mais de 50 mil euros em poupanças no banco, mesmo que tal tenha sido alcançado à custa de muito sacrifício pessoal, a pensar nas reformas miseráveis ou no receio de uma doença ter de recorrer a um hospital privado por o Estado não assegurar consultas e tratamento de saúde a muitos Portugueses em tempo útil, já que a estratégica de licenciaturas em saúde exporta médicos e enfermeiros para o Estrangeiro que têm sido pagos com o dinheiro do Povo e mais ninguém tenha de pagar por isso do seu bolso.

Para os que se serviram de milhões do banco público cujo buraco tivemos nós de pagar há o sigilo, mas os que pouparam e conseguiram escassas dezenas de milhares de euros são uns suspeitos e têm de ser expostos ao escrutínio da autoridade pública… é o sistema que temos em Portugal

Read Full Post »

%d bloggers gostam disto: