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Archive for Março, 2018

AEL_Christi_Auferstehung

Cristo Ressuscitado, por Egger-Lienz

Sei que buscais Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou, como tinha dito (Mt, 28, 6)…  Jesus disse-lhes: «Não temais. Ide anunciar aos meus irmãos que partam para a Galileia. Lá me verão.» (Mt, 28, 10) E sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos. (Mt, 28, 20).

Mesmo que muita vezes tema, não O veja, nem pareça que ande entre nós, talvez apenas nos injustiçados, sem poderem mudar o mundo e com quem me cruzo sem muitas vezes ver.

Uma Páscoa Feliz

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Estou Farto! Quando rebentou o BES este foi dividido em: banco mau que ficava com os créditos mal parados e do qual nunca mais ouvi falar; e Banco Bom que ficou com a boa parte, foi vendido à Lone Star, nunca deixou de ser um sorvedouro de dinheiro dos impostos e de ter prejuízos pelas coisas boas que viraram a más. Agora lá vou ter de contribuir para o Estado lá injetar mais uns milhões de euros após ter-me tirado poupanças no Banif e o vender ao desbarato ao Santander.

Tudo isto é feito diante dos meus olhos e como é o Estado não tenho outro remédio senão aguentar a continuação desta pouca vergonha… e ninguém vai preso neste processo que me continua a vir ao bolso.

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Não temo a comparticipação da U. Europeia, preocupa-me é quem assume a outra parte. Agora todos dizem que seja o outro: a Região que seja o Estado; para este é uma questão regional, logo os Açores; a esquerda, como a gestão é privada, que seja a ANA/Vinci; a direita que os custos não compensam a empresa que seja o Estado/Região. Ninguém fala de um contributo nacional de todos, certo é que, no fim, o Faial lixa-se sempre.

Estou convicto que neste diferendo sobre quem paga, a União Europeia, seja no que for em termos de investimentos, é a que ao longo das últimas décadas menos tem fugido a contribuir com fundos para o que é que seja. São sim os políticos nacionais, regionais e locais que, por norma, fogem às suas responsabilidades financeiras nos projetos reivindicados pelas populações.

Na questão do aeroporto da Horta ao longo de décadas apenas assisti ao atirar culpas para a outra parte, tanto seja ideológica, autárquica, regional ou nacional sem nunca uma única ter arregaçado as mangas e avançado com a obra por sua iniciativa, conta e risco.

Assim, não se vai lá!

O problema não está na comparticipação europeia.

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Na época do mediatismo imediato, da notícia de última, dos diretos com vídeo através das redes sociais para a televisão, das coberturas com imagens ainda por editar e de flash-news, a RTP-Açores paga por cidadãos do Faial que hoje se manifestaram diante do Parlamento Regional a demonstrar o que não é um canal do arquipélago nem presta bom serviço público, dedicou à manifestação dos Faialenses ZERO segundos ao acontecimento no dia do evento.

Bem correu o repórter de imagem com a sua câmara para fora do local, ainda falava o líder da organização do evento, com certeza para conseguir atempadamente fazer chegar imagens de última hora ao telejornal que não valeu a pena, pois a censura do sistema não deixou passar um único segundo de imagens, nem sequer texto, no principal programa noticioso do canal público que oficialmente é regional mas na prática não é.

Um vergonha e aqui fica o meu protesto quando um canal público serve para apagar a realidade arquipelágica regional.

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo:

SIM, EU VOU!

Os Faialenses foram surpreendidos nestes últimos dias pelo anúncio de nova redução do número de voos semanais da Azores Airlines entre a Horta e Lisboa já para o próximo verão IATA de 2018.

Pela calada, de novo, o Governo dos Açores – através do seu braço empresarial para os transportes aéreos: a SATA – fez mais um ataque ao Faial para dificultar o desenvolvimento económico desta ilha, sobretudo no turismo e na mobilidade dos Faialenses diretamente para o exterior da Região.

Do grupo de gente corajosa e apartidária que em 2016 organizou a maior manifestação de Faialenses, a reivindicar melhores condições nas acessibilidades do aeroporto da Horta, surgiu agora um novo apelo para outra manifestação dos Faialenses, a realizar no próximo dia 21, amanhã, pelas 18h30, em frente ao Parlamento dos Açores, contra este novo atentado ao Faial e para entregar outro manifesto reivindicativo para melhores acessibilidades ao Faial. Sim, eu quero ir e vou, se nenhum imprevisto de maior e alheio à minha vontade me impedir.

Sim, eu vou!… porque como Faialense não posso ficar calado, nem me esconder contra estes ataques ao desenvolvimento da ilha onde vivo. É preciso dizer a isto: Basta!

Sim, eu vou!… porque como cidadão solidário não posso deixar sozinhos aqueles que, nesta matéria, corajosamente, têm liderado a participação dos Faialenses na defesa dos interesses do Faial.

Sim, eu vou!… porque não posso deixar que com o meu comodismo situações destas tenham campo aberto para se alastrar com o meu conivente silêncio. É preciso gritar alto e na rua!

Sim, eu vou!… porque não tenho medo e muito menos posso pactuar com aqueles que no poder poderiam pensar que os Faialenses se intimidam a reivindicar aquilo a que têm direito.

Sim, eu vou!… porque quero protestar contra a maldade de a SATA martelar estatísticas para desvalorizar a rota Horta-Lisboa-Horta ou de disponibilizar voos à última hora para não encher e depois desculparem-se que a taxa de ocupação é baixa, quando bem sentimos que não há lugares disponíveis nas viagens programadas a tempo.

Sim, eu vou!… porque o pouco que foi conquistado desde 2016, a retoma e conclusão do projeto RISE no aeroporto da Horta, muito se deveu ao dinamismo mostrado com a manifestação dos Faialenses naquele ano.

Sim, eu vou!… porque muito ainda falta cumprir em termos do reivindicado pelos Faialenses em 2016, como a ampliação da pista do aeroporto da Horta e não me contento com manobras ainda inconsequentes que não levaram até agora a qualquer ação tendente a ampliar aquela infraestrutura.

Sim, eu vou!… porque é preciso e o Faial precisa de mim e de todos Faialenses para o defendermos.

Sim, eu vou!… e espero que o leitor, como Faialense, vá também, pelas razões que eu invoquei e muitas outras que com certeza também há ainda a juntar. Venha daí, sem medo, pelo Faial!

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Segundo as notícias, uma grande parte dos infetados com o surto de sarampo no Porto são profissionais de saúde que não se vacinaram contra a doença. Que haja cidadãos comuns que com a sua ignorância se deixem levar pelas campanhas anti-vacina eu até percebo. Agora técnicos profissionais de saúde, até médicos, que não se acautelem ou sigam os mitos urbanos da atualidade é surpreendente e se são assim descuidados eles mesmo, é assustador pensar como serão connosco.

Há medidas cautelares que um serviço público tem de impor dentro de portas para evitar que o próprio serviço fique comprometido, só faltava que um serviço público de saúde fechasse por as suas gentes não terem de seguir as orientações que o próprio sistema público de saúde tenta que as populações sigam, salvaguardando, claro os casos que por motivos especiais não podem ser vacinados por incompatibilidades que o seu organismo possui.

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Foi notícia na RTP-Açores de hoje: o reconhecer da CALF da necessidade de se aumentar a produção de leite no Faial a entregar nesta entidade para viabilizar a fábrica de laticínios. Suspeito que parte da culpa da redução desta produção, que está a comprometer a unidade fabril, residiu na própria forma como os produtores foram tratados ao longo de anos por esta cooperativa que baixou o preço de forma assustadora aos produtores. No desafios do meu primeiro post deste ano estava mesmo este ponto.

Apesar do reconhecimento desta necessidade por parte da direção da cooperativa, a verdade é que não ouvi nada de concretamente apelativo do lado do Presidente da CALF, o que é manifestamente pouco para a urgência do assunto. Não basta a presença do Secretário Regional para motivar os agricultores a produzirem mais para tão escasso pagamento do fruto do seu trabalho.

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A Rádio Faial noticiou ontem que o número de passageiros nos aeroportos dos Açores cresceu em fevereiro último face ao mesmo mês de 2017, mas o Faial, em contraciclo, é a ilha que mais diminui. As consequências da estratégia da SATA de não promover o aeroporto da Horta aos visitantes ou de tornar esta entrada mais cara, se for usada como entrada ou saída direta do Arquipélago, continua a fazer os seus efeitos de prejudicar esta infraestrutura faialense.

É evidente que um visitante ao ver que só pelo facto de circular num voo direto para o exterior a partir da Horta lhe custa muito mais dinheiro, tende a desviá-lo para outras entradas e saídas da Região (até eu faria o mesmo), até porque pode poupar praticamente o preço dos voos entre várias ilhas do Arquipélago, embora com mais incómodos que não sabe, ou seja, andar de graça à custa dos impostos dos Açorianos que são prejudicados com esta maldade de centralizar os transportes aéreos em Ponta Delgada.

O centralismo de Lisboa face ao resto do Continente que anda recentemente a ser denunciado, não é maior que a estratégia centralista do Governo dos Açores para favorecer São Miguel.

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O meu benfiquismo não está nada em risco com as operações judiciais de hoje, sou do Benfica desde as memórias mais recuadas da minha consciência como criança, ainda nem viera para Portugal. Mas, mesmo que fosse em benefício do Golorioso, nunca pactuaria com práticas ilegítimas de pessoas que assim agissem e o Benfica está muito acima disso. Vi Vale Azevedo preso e nem uma beliscadura na minha paixão, agora se se provar algo contra essa toupeira, continuarei Benfiquista sem a mínima mossa.

O dinheiro e o poder são um íman para corruptos e o mundo do futebol profissional passou a ser dominado por uma economia que explora paixões e gera poderes que o desporto e os clubes não são culpados na sua essência, basta ver a quantidade que futebolistas ganha mais do que quem nos trata da saúde, nos ensina, zela pela nossa segurança, nos socorre em emergência, etc.

Assim, se alguém prevaricou e cometeu crimes, não é o Benfica que é culpado, mas sim essa pessoa, e se a mesma se acolheu à sombra do Glorioso, é apenas porque o mundo do futebol profissional está sujo, não o clube.

Se o Glorioso vive num meio de sujidade não está livre de contactar com porcos, tal como é evidente, este é um risco transversal a todos os emblemas, mas isso não tira qualquer mérito ao clube, nem afeta a minha paixão pelo Benfica, mantenho que este está acima dessa gente e continuo a desejar o Penta e se um dia este chegar, ansiarei pelo Hexa e assim sucessivamente…

Viva o Benfica!

 

 

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Meu artigo de hoje no diário Incentivo

CONQUISTADO A FERROS E PELOS MÍNIMOS

Faz hoje dois meses que, com grande tristeza, fomos informados do encalhe da embarcação de passageiros “Mestre Simão” no porto da Madalena e se a primeira preocupação foi para o salvamento das pessoas, que felizmente correu bem, a segunda foi logo para a necessidade de se reduzir o efeito da indisponibilização deste navio na qualidade e quantidade do serviço de transporte de passageiros no Triângulo e, sobretudo, no canal Faial-Pico.

Apesar de tudo, o Governo dos Açores e o seu braço empresarial para este serviço: a Atlanticoline, deram a entender, após o reconhecimento da irrecuperabilidade do Mestre Simão, que iriam construir um novo navio com características “similares à que agora foi perdida” e deixaram entender que, até lá, daqui a mais de um ano ou mesmo dois, apenas recorreriam aos velhinhos cruzeiros trintões do tempo de Mota Amaral para colmatar esta falta.

Contudo, cedo ficou evidente que, pelo aumento de passageiros e viaturas a circular no Triângulo e Canal e os objetivos de desenvolvimento do turismo destas ilhas, esta solução era escassa.

Assim, foi preciso pressionar o Governo dos Açores, as redes sociais na internet começassem a mostrar inquietude e após a requisição do PSD-Açores na Comissão de Economia do Parlamento Regional para audição do Presidente da Atlanticoline sobre este problema, para que este falasse, finalmente, de uma tentativa para compensar esta falta até à chegada ao Triângulo da nova embarcação a encomendar. Novamente com outra ação escassa, diria mesmo minimalista, a tentativa de reaproveitar o velhinho navio que já deixara de operar “Expresso do Triângulo”.

Não sei porquê, mas qualquer decisão do Governo dos Açores e das suas empresas para bem das ilhas do Triângulo, mesmo que para as compensar de um desastre, como é este caso, tem sempre de ser tirada a ferros do executivo regional e, mesmo assim, gera, por norma, uma medida minimalista que não repõe entretanto a situação.

A verdade é que o maior avanço das últimas embarcações de passageiros para o Triângulo não foi o número de lugares ou a redução de tempo das viagens, mas sim, a possibilidade de agora também se transportar viaturas, permitindo uma melhoria evidente neste serviço quase 20 anos depois da saída da governação de Mota Amaral e, ao primeiro contratempo, infelizmente, já não são capazes de garantir no mercado outro navio que ofereça aquela condição que tínhamos desde há poucos anos, uma vez que o Expresso do Triângulo não assegura o transporte de carros, reduz-se esta oferta.

Tenho praticamente a certeza, vendo outras situações, que se algo de equivalente tivesse corrido lá por São Miguel, o Governo dos Açores, através da sua Atlanticoline, se desdobraria, e muito bem, para encontrar uma solução temporária que não fosse inferior à das condições anteriores ao encalhe.

Infelizmente, para o Triângulo as soluções são sempre diferentes e pelos mínimos, qualquer melhoramento ou minimização de incidentes num serviço público regional prestado às suas populações e economia tem sempre de ser arrancado a ferros, com um esforço redobrado, evidenciando-se assim a má vontade do Governo dos Açores para com as gentes destas ilhas.

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