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Archive for Novembro, 2016

O meu artigo de hoje no Incentivo, onde considero  uma iniciativa de louvar mas justifico porque é necessário que a concretização da pretensão dos Faialenses se torne num facto irreversível antes das próximas eleições autárquicas.

O PRAZO DA PROVA

Ao longo dos anos sempre tenho defendido que a Câmara Municipal da Horta, na figura do seu Presidente, deve liderar as principais reivindicações e aspirações dos Faialenses no sentido de se alcançar os justos anseios da população desta ilha.

Também já várias vezes tenho salientado que entre as muitas questões que preocupam os Faialenses e urge atender, a principal, por isso mesmo a essencial por condicionar muitos dos outros problemas, se centra na acessibilidade aérea do Faial diretamente ao exterior dos Açores.

Esta questão envolve dois aspetos interdependentes e não se pode descurar nenhum deles: a das condições de segurança de operacionalidade dos aviões oferecida pelo aeroporto da Horta; e o assegurar um número de ligações aéreas diretas ao exterior a preços acessíveis para que esta oferta não crie constrangimentos à circulação de passageiros nesta infraestrutura da ilha, que não só incentive a visita de turistas ao Faial e ao Triângulo, mas também, permita aos residentes deslocarem-se sem dificuldades ao exterior, quer na disponibilidade de lugares, quer nos custos.

Por tudo isto, congratulo-me com a facto de o Presidente da Câmara Municipal ter anunciado a criação de um Grupo de Trabalho para estudar as opções mais viáveis para a pista do aeroporto da Horta, de modo a garantir uma melhor operacionalidade desta infraestrutura fundamental para o desenvolvimento económico e social do Faial.

Apesar da satisfação que esta comunicação me trouxe, não só porque vai ao encontro da principal reivindicação dos Faialenses e a que mais os tem mobilizado e ser coerente com o que sempre defendi: que cabia ao Presidente da Câmara liderar a luta das aspirações dos seus Munícipes; mas também por transportar em si a convicção de que não só o projeto é viável, como até existem várias soluções alternativas para melhorar a operacionalidade do aeroporto da Horta ao nível da ampliação da sua pista, cabendo a este grupo procurar a melhor, tendo em conta o respetivo balanço entre custos e benefícios.

Pela primeira vez, após vários anos, alguém com lugar de responsabilidade no PS-Faial alinha em sintonia de discurso com todas as outras forças políticas da ilha e, sobretudo, com a aspiração da população Faialense, pois além de não invocar o argumento da inviabilidade técnica ou financeira desta reivindicação, assumiu o compromisso de encontrar a melhor solução.

Efetivamente, a maioria da população desta ilha já estava farta da estratégia há muito arrastada pelo PS-Faial de alinhavar desculpas pelo não atendimento desta justa aspiração dos Faialenses ou de responsabilizar outras entidades pela não execução desta pretensão, sempre de modo a desobrigar o Governo dos Açores e o Governo da República quando liderado pelo PS, de cumprir este compromisso para com os Faialenses.

Esta mudança de estratégia talvez não seja de todo voluntária no Presidente da Câmara, mas o resultado imediato da recente estrondosa derrota infligida nas urnas pelos Faialenses ao PS-Faial, uma condenação clara à estratégia por este adotada, ao ter deixado de estar ao lado das lutas reivindicativas da população da ilha para assumir o papel de desculpar todas as instituições executivas rosa nos Açores ou no País que estivessem em falta para com a nossa ilha. Adicionada a esta causa, deve estar ainda a ocorrência das próximas eleições autárquicas, situações que obrigaram à mudança de estilo na governação municipal. Mas, ainda bem que mudou!

Contudo, já tenho idade e experiência suficiente para saber que muitas vezes para se acalmar um descontentamento que não se quer atender se cria um grupo de estudo para adiar a resolução e dar a aparência de que se está a trabalhar para se respeitar o reivindicado pela população. Confesso que não quero crer que este anúncio seja apenas isto, mas também não sou ingénuo para não colocar esta hipótese em cima da mesa, até porque é muito comum em política por partidos reticentes em respeitar uma promessa antiga que se arrasta no tempo, precisamente à semelhança do caso da melhoria das condições de operacionalidade do aeroporto da Horta.

Assim, só vendo a tempo resultados práticos, consequentes e que tornem irreversível o atendimento da pretensão dos Faialenses, este anúncio se prova credível e para isso o Presidente da Câmara tem menos de um ano para mostrar os frutos deste grupo e criar condições para que a solução encontrada de concretize, caso contrário, não se livrará da acusação de que foi apenas uma artimanha engenhosa para atirar areia aos olhos dos Faialenses e isso seria indesculpável e justificação de outra sanção ao PS-Faial ainda maior que a do passado mês de outubro.

Por isso, fica-me a esperança que desta é que vai ser. Entretanto, ninguém desta ilha pode deixar de estar atento ou baixar os braços, pois há muitos por esta Região fora e influentes na governação dispostos a fazer tudo ao seu alcance para inviabilizar a concretização deste objetivo dos Faialenses. O Presidente da Câmara tem um prazo curto para provar que a Faial venceu esta luta.

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Costa adiou a notícia da demissão de António Domingues antes das comemorações de um ano do seu Governo, gerir a informação de acordo com os seus interesses políticos é a principal marca do atual Primeiro-ministro, mesmo assim, a morte de um ditador e os elogios fúnebres a este, apesar de ser alguém que não foi capaz de levar os seus ideais para o campo da democracia, voltou abafar a divulgação da efeméride que era destinada à propaganda.

O caso em que se embrulhou o Governo com a nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos e os acordos, não escritos, para o não cumprimento da transparência imposta pela Lei e, porque não? a ética democrática e republicana; são situações em que dificilmente António Costa poderá culpar terceiros, sobretudo Passos, uma estratégia que tem usado até à exaustão e lhe tem sido muito útil.

Esta demissão veio ainda no momento onde a sondagem da sua popularidade mostrou a mossa que pode fazer no BE, que assim terá de elevar a sua voz reivindicativa para não se tornar dispensável e perder a sua capacidade de intervenção.

Todavia, António Costa tem-se mostrado genial na forma de comunicar e propagandear-se, mas isto tem acontecido quando ainda está em estado de graça, as atuais dificuldades e os riscos externos podem criar novos desafios e inaugurar uma nova fase para trabalhar a imagem de gestão do governo, que testará de forma diferente a habilidade política do atual Primeiro-ministro, que já provou não ser pequena.

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Apesar da original, mas legal, forma de legitimação do atual Governo e das grandes dúvidas da consistência dos acordos bipardiários à esquerda para assegurar a sua sustentabilidade na Assembleia da República, na verdade, até ao momento António Costa tem conseguido uma estabilidade que lhe garante já um ano de governação sem ameaças de derrube no Parlamento. Para já é possível observar o seguinte:

1 António Costa é um excelente negociador de acordos difíceis, explora ao máximo as vantagens dos parceiros de acordos em manterem o seu apoio em detrimento de alcançarem os seus principais objetivos programáticos, ao explorar a argumentação de que a alternativa lhes é ainda mais desfavorável. Assim, lá se viu PCP e BE engolirem a manutenção da moeda única, apoiarem orçamentos sujeitos às imposições de Bruxelas, silenciarem-se sobre a negociação da dívida como pretendiam e, sobretudo, acalmarem-se nas movimentações reivindicativas das classes empregadas no setor público.

2 António Costa, mesmo com demagogia, é excelente em fazer propaganda política: sabe chamar a si os louros dos sucessos e ainda empolá-los e chutar as culpas das falhas ou diminuir o impacte dos erros. Reconheço que na atual governação tem havido redução do desemprego e do défice orçamental, muito devido ao turismo e não ao consumo como projetado no programa do Governo. Só que este este sucesso tem mais a ver com a imagem que Portugal já tinha de trás do que a criada agora e o maior impulso resultou da fuga dos turistas do norte de África e Turquia por instabilidade política e questões de segurança, mas o Primeiro-ministro é mestre em explorar este sucesso a seu favor.

Se Passos ficou com a fama de estar a encher os cofres depois da rotura de 2011, Costa soube ir a estas almofadas buscar dinheiro para acabar com os cortes da função pública e ficar com os louros, como se fosse a mesma coisa entrar para Primeiro-minstro nas condições de falência de 2011 e na de recuperação e estabilidade financeira em 2015.

Em termos de crescimento económico, além deste estar muito aquém do perspetivado, ainda subsistam muitas incerteza se o pulo do último trimestre manter-se-á. Agora que a Governação soube apagar a diminuição do real crescimento da economia face ao prometido, lá isso soube, e se tanto criticou o executivo anterior pela obsessão do défice, agora, impunemente, agarra-se a louvar a diminuição deste parâmetro omitindo que a austeridade mudou de forma, deixou de ser em cortes nos vencimentos para ser em pagamento de impostos indiretos que penalizam os mais pobres, mas deixa a imagem que tem uma preferência na resolução dos problemas dos mais desfavorecidos.

Já na questão da banca Costa tem sido perito em acusar a anterior governação, que não está isenta de algumas culpas, mas chegar ao ponto de acusar Passos do colapso do grupo Espírito Santo mostra bem a demagogia de que ele é capaz e se a Caixa não foi bem equacionada antes, muitos dos seus problemas vêm precisamente de uma danosa exploração daquela instituição do tempo do anterior executivo rosa, que a deixou exposta em simultâneo que o País quase colapsou e continuo com muitas dúvidas se no BANIF a estratégia não foi mesmo de dar um salto em frente, favorecendo o Santander num momento em que era ainda viável atirar as culpas da decisão para o PSD, em vez de se esforçar em encontrar uma solução melhor para os Portugueses, sobretudo das ilhas, mas para a qual os inconvenientes das opções teriam de ser assumidos por ele.

Agora há que reconhecer, face às dúvidas que há um ano atrás eu tinha sobre a capacidade de António Costa gerir politicamente a denominada geringonça, cujos partidos mutuamente se odeiam, e de criar estabilidade para ter sucesso, o atual Primeiro-ministro tem-me surpreendido pela positiva. Mas suspeito que estamos mais expostos a uma crise internacional do que há um ano atrás, se com Trump, referendo na Itália, eleições em França e Alemanha e o Brexit a solidariedade jogar contra Portugal, não sei se o final deste executivo não será quebrar como o de Sócrates, que quebrou pelo seu modo de governação o ter deixado excessivamente exposto à crise financeira de 2008. Espero ao menos que não tenha de enfrentar um novo cenário tão negativo.

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Ontem considerei uma boa notícia o Governo ter adiantado o pagamento da dívida ao FMI de 2 mil milhões de euros, mas hoje já sou apanhado com a informação que acaba de pedir mais um empréstimo de 700 milhões a juros mais altos que os do passado. Bem sei que os juros ao FMI eram mais elevados que os atuais do mercado, pelo que há alguma uma poupança, mas a festa em torno do anúncio do adiantamento foi maior que a poupança real.

Isto torna cada vez mais evidente que este executivo é muito bom em empolar a propaganda dos resultados positivos, apesar de também reconhecer estar ter alguns sucessos e isto é bom para Portugal, só que também é perito em abafar o abaixamento das perspetivas quando os sucessos bons estão muito aquém do anunciado há um ano atrás.

Igualmente ontem foi evidente a propaganda mal cozinhada, enquanto o Primeiro-ministro em discurso oficial para o grupo parlamentar do seu partido falava de uma poupança na ordem do 40 milhões de euros com o adiantamento, o Secretário de Estado do Tesouro, em pergunta direta dos jornalistas, não ensaiada e para a generalidade dos Portugueses, já falava em 80 milhões.Um novo sinal de que isto de contas em anúncios do Governo para a população são mais fruto do momento do que de contabilidades tecnicamente bem calculadas e em paralelo a isto houve o adiamento da ajuda à Caixa Geral de Depósito e o novo empréstimo.

É verdade que já estive mais preocupado com o futuro do País com esta governação, mas não embarco ainda que estamos a perante um caso de pleno sucesso da atual governação, apesar de esse resultado ser o que todos deveremos desejar para Portugal.

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Nos últimos 4 anos Lúcio Rodrigues foi a voz do Faial para defender no Parlamento as medidas do Governo dos Açores contra a sua ilha: desculpou executivo do fim da variante; calou-se no encolhimento das obras do porto da Horta, fez a defesa da SATA no mau serviço aos Faialenses e não falou do aumento da pista; por este comportamento contra os seus eleitores vai assumir agora o cargo de Diretor Regional da Juventude.

Lizuarte Machado, pelo contrário, foi a voz incómoda no PS nos últimos 4 anos ao assumir o seu papel de deputado no esforço de pôr disciplina à governação para esta corrigir os erros, mas sem deixar de defender a sua ilha do Pico e a Região e sem pôr em causa os instrumentos fundamentais do executivo, mas por esta atitude corajosa deixou de ter condições para continuar no seu papel de intervenção política e regressou à base profissional, como mostrou uma recente reportagem na RTP-Açores, e voltou a trabalhar na marinha mercante como um cidadão honrado de consciência limpa por ter desempenhado dignamente o seu dever de eleito.

Este comportamento tão distinto e a promoção social do primeiro evidencia porque se observa tantos faialenses ligados à força no poder nos Açores a não serem vozes de defesa do Faial, a votarem contra o protesto por medidas anti-Faial, a arranjar desculpas pela não realização de investimentos nesta ilha, pois tal forma de agir é um dos modos fáceis de assegurar uma ascensão no poder regional. Infelizmente, ser crítico mesmo que coberto de razão, como muitas vezes foi Lizuarte Machado, é um comportamento arriscado que pode pôr fim à aspiração de muitos ainda novos e com sonhos de terem um papel ativo na politica açoriana.

Penso que ser Diretor Regional da Juventude é ter mais um papel de propaganda política dirigido aos jovens de que um cargo de resolução de problemas fundamentais, pois se as dificuldades da juventude estão, sobretudo, em alcançar emprego, acesso à educação e problemas de dependências, estas competências estão entregues as outras as direções regionais: na Diretora Regional do Emprego e Qualificação Profissional; no Diretor Regional da Educação; e na Diretora Regional de Prevenção e Combate às Dependências. Cabendo assim à Direção da Juventude mais programas de apoio a iniciativas diversas de curto-prazo e estratégias de menos garantias de futuro.

Mesmo assim, penso que neste novo lugar Lúcio Rodrigues poderá desempenhar o seu cargo com menos riscos para o Faial e sem necessidade de ser uma voz contra a sua ilha. Pena é ficar o exemplo que este caso dá: o modo como os jovens devem olhar para se estar e agir na política para assegurar melhor o seu futuro é colocar à frente o partido em detrimento da sua terra, apesar de tudo: Boa Sorte ao novo DRJ.

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Paulo Menezes veio ao Faial informar da baixa ocupação dos aviões da Azores Airlines entre Horta e Lisboa, mas logo se soube que nas contas desta quase todas as suas rotas dão prejuízo e têm baixa ocupação, só que a seguir o Presidente em Ponta Delgada anuncia mais 5 mil voos. Só para o Faial se diminui o número de ligações nas condições que nas outras se aumenta. Para aquele senhor tal só pode querer dizer que o Faial não é Açores e por isso o tratamento desigual da SATA.

Factos são factos, não só há dificuldades no acesso a conseguir reservas nos aviões da Azores Airlines na rota direta entre Horta e Lisboa, com a informação de aviões cheios, como muitas vezes se impõe preços exagerados, como ainda é nesta ligação que a SATA utiliza esta desculpa para diminuir as ligações, mas para condições piores entre Ponta Delgada e o resto do mundo o objetivo é aumentar o número de voos… de preferência à custa do dinheiro a mais que os Faialenses são obrigados a pagar por uma passagem numa rota que é de serviço público e não aberta à concorrência comercial.

Quem tem olhos que veja este tratamento desigual de Paulo Menezes… ou então há outros interesses contra o Faial e seguramente de quem manda no conselho de Administração da SATA, que é de facto o Governo dos Açores.

Não! Como Faialense não me posso calar com esta estratégia contra a minha ilha.

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O meu artigo de ontem no Incentivo, escrito ainda antes das declarações do Presidente da SATA que puseram a nu a estratégia que temi e alertei no texto de com sorrisos e desculpas esfarrapadas o Governo dos Açores atacasse o Faial naquilo que mais exigimos.

O ESSENCIAL AO FAIAL: LIGAÇÕES AÉREAS E PISTA

Nos dias a seguir às últimas eleições regionais tive a prova do medo de alguns Faialenses com a derrota do PS no Faial e deve ser este receio que explica porque, apesar de esta ilha ter sido tão maltratada ao longo de muitos anos pelo Governo dos Açores socialista, os residentes nesta terra insistissem em não mudar o seu sentido de voto.

Efetivamente, tanto por mensagens pessoais através das novas tecnologias, mas escondidas dos olhares públicos nas redes sociais, como por conversas privadas, diversos conhecidos meus, secretamente, expuseram-me o seu temor de que com a derrota do PS no Faial, precisamente quando a rosa conquistara uma nova maioria absoluta no parlamento regional, esta ilha viesse a ser ainda mais castigada por quem fora inesperadamente derrotado nesta terra.

Não sendo ingénuo, nunca excluí o cenário de retaliação, embora considere preferível que sejam os socialistas a aprender com a lição dada e passarem a atender aos pedidos dos Faialenses, pois mais importante do que os dividendos eleitorais que o partido do Governo dos Açores daí possa tirar, são mesmo os benefícios a esta terra pela concretização dos investimentos necessários à ilha.

Pelo menos nos primeiros tempos o PS-Açores tem gerido a derrota neste círculo eleitoral com uma diplomacia política que tanto pode ser bem-intencionada e o reconhecer que de facto tem de olhar para o Faial com outro cuidado e atender às reivindicações desta terra, como também pode ser uma estratégia para no início acalmar as suspeitas, os Faialenses baixarem a guarda e depois não atender ao essencial das pretensões da ilha, usando a forma que alguns dizem “a vingança serve-se fria”.

Por agora o PS-Açores manteve a proposta da Faialense Ana Luís para Presidente da Assembleia e reelegeu-a de facto, precisamente a cabeça de lista derrotada nesta ilha, e Vasco Cordeiro convidou ainda para um cargo de Secretário Regional um residente no Faial, o que já não acontecia há mais de uma década de governação rosa. Contudo, é preciso ter em conta que as principais reivindicações dos Faialenses nos últimos anos não se centraram na atribuição de cargos políticos a residentes nesta ilha, até porque neste jogo de cadeiras os ocupantes pertencem todos à mesma família partidária, o essencial pedido pelos habitantes deste círculo eleitoral foram as melhorias das ligações aéreas do Faial com o exterior dos Açores, aspeto que não se pode dissociar do aumento das condições de segurança da pista do aeroporto da Horta e é sobre estas reivindicações que não podemos baixar os braços e ficar desatentos.

Assim, só se pode considerar que efetivamente o PS-Açores não retaliou e aprendeu a lição das urnas dada pelos Faialenses se de facto desbloquear o essencial, ou seja, os aspetos estruturantes e fundamentais para o desenvolvimento do Faial.

Bem pode a Câmara Municipal da Horta falar de prémios recebidos ou distrair-nos com múltiplas pequenas iniciativas lúdicas, socioculturais e de aproximação política às populações. Bem pode o Governo Regional ter residentes nesta ilha no seu seio (o que já foi norma no passado) ou executar obras encolhidas no maior porto desta terra e até implementar outros projetos de fácil concretização e enchem os olhos das pessoas a curto-prazo; que se o PS-Açores não desbloquear o difícil e essencial ao futuro desenvolvimento socioeconómico do Faial: que é o aumento da segurança de operacionalidade da pista do aeroporto e uma melhor e maior oferta de ligações nesta infraestrutura, no mínimo sem a diminuição de ligações aéreas com o exterior do Arquipélago quando comparado ao que já tivemos há poucos anos atrás, sem isto: nada feito!

Os Faialenses já não são crianças para que os governantes sintam que podem oferecer pequenos rebuçados para os contentar a curto prazo, apaziguando a insatisfação das populações e desviar a atenção do que é o essencial e difícil de levar a cabo, mas possível se de facto houver boa vontade e determinação política.

Este ano o aeroporto, apesar de tantos cancelamentos, voltou bater o seu recorde de circulação de passageiros, mostrando a atratividade desta terra que seria mais potencializada sem as restrições operacionais existentes, que também afastam outras companhias que se possam interessar por ligar o Faial ao exterior e este bloqueio que tem de acabar, por muito trabalho político que tal exija, pois técnica e economicamente sei que é possível se a vontade do Governo dos Açores tiver como prioridade respeitar os Faialenses e sobre esta causa ninguém desta ilha, apesar das palavrinhas mansas e atitudes simpáticas no início do mandato, pode agora baixar os braços e deixar-se enganar por manobras que desviem a atenção do que importa para o futuro da terra dos Faialenses.

A Câmara Municipal que nos últimos tempos passa a ideia que luta pelo concelho em conversações não públicas, aonde falaria com os governantes e exigiria aquilo que não reivindica a bom som e às claras, tem agora um ano para demonstrar que esses contactos são mesmo frutuosos e a questão do aeroporto é desbloqueada de forma irreversível a tempo das próximas eleições autárquicas.

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Os Faialenses bem sentiram as dificuldades de no último ano reservar lugares na SATA entre Horta e Lisboa: tudo cheio! diziam. Agora, em contradição total, o Presidente da empresa declara prejuízos nesta rota por baixa ocupação dos aviões. A SATA dificultou a marcação de reservas ou pedia um custo exorbitante de pagamento imediato para afugentar passageiros e a seguir tem o desplante de dizer que estas viagens se realizaram com muitos lugares vazios.

A SATA é um braço político do Governo dos Açores e o seu discurso é função dos interesses políticos do executivo. Assim é evidente que quando nos dirigíamos à agência de viagens e éramos por norma informados que não havia lugares disponíveis para os dias pretendidos e a preços aceitáveis ou a empresa bloqueara a disponibilização de espaço nos aparelhos ou então os aviões estavam de facto cheios e isto é incompatível com a mensagem que nos querem vender de que a rota é altamente deficitária.

Só vejo duas hipóteses alternativas para explicar isto: a ocupação foi baixa porque a SATA afugentou passageiros dificultando as reservas de lugares e inflacionando o preço quando queríamos viajar ou a Administração da SATA mente e então as dificuldades de arranjar lugar eram mesmo porque os aviões estavam cheios. Qualquer uma destas hipóteses tem subjacente a estratégia de o Governo dos Açores passar a ideia de que está a fazer um favor aos Faialenses, pois até estas ligações acarretam um prejuízo à empresa Regional que ele terá de suportar de uma forma ou outra e em condições de mercado a oferta nesta rota tinham de diminuir.

Paralelamente a mentira ou da ocupação dos aviões ou da indisponibilidade de lugares quando queríamos viajar, as duas coisas são incompatíveis, também devem querer levantar uma poeira para o ar de modo a justificar uma eventual não pretensa intenção de atender à reivindicação das obras exigidas pelos Faialenses para o seu aeroporto.

Uma coisa é certa, estão a tentar enganar os Faialenses para defender os interesses alheios ao Faial e não se pode deixar que estes senhores ataquem esta ilhas sem um contraditório bem fundamentado que desmonte a falácia que nos querem vender.

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Desde o início do atual mandato que defendi na Assembleia Municipal na Horta, em nome da bancada que integro, um Orçamento Participativo aberto a toda gente, apesar das justificações em contrário da Câmara que agora faz bandeira por abrir à participação de todos os cidadãos do Faial a escolha do destino de parte dos dinheiros a executar nas suas contas de 2017. Foi mais tarde do que eu desejei, mas ainda bem que ela aderiu a este modo de envolver os cidadãos.

Não me devo pronunciar pessoalmente por nenhum projeto, mas estar aberto à vontade dos Faialenses na escolha das alternativas disponíveis e em coerência apelar a que todos participem de acordo com a sua ideia de ser o melhor para o Concelho.

Assim, através da divulgação desta página Orçamento Participativo, mais não faço que também convidar todos os Faialenses para que se envolvam nesta ferramenta permitida pela democracia, se não tiverem uma satisfação absoluta por nenhuma das alternativas disponíveis, se considerarem que deveria existir um outro projeto, escolham aquele que  agora preferirem entre as possibilidades existentes e talvez para o ano haja a possibilidade da ideia que sonharam surgir e vir a ganhar.

O importante agora é participar e dar força a esta iniciativa a que finalmente a Câmara aderiu, de modo a que a consciência da importância da mesma cresça ao nível dos autarcas e os cidadãos se sintam ativos e envolvidos na gestão da sua terra através do espírito da democracia.

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Levou anos a convencer os EUA a aceitar medidas para reduzir as emissões de CO2, dado os custos que tal comportava para a sua economia, com Obama o país cedeu, mas Trump protestou e prometeu anular o compromisso por considerar as alterações climáticas uma farsa antiamericana. Agora eleito o mundo corre o risco de marcha atrás neste processo.

Trump ganhou precisamente quando começou a entrar em vigor o acordo de Paris, quando decorre a cimeira de 2016 para as alterações climáticas em Marraquexe e quando determinadas vozes, nomeadamente a do livro “Tudo pode mudar” que estou a ler, dizem que já estamos demasiado atrasados neste processo e o esforço dos países desenvolvidos tem agora de redobrar face ao já acordado.

Se existem aspetos que talvez Trump tenha exagerado no populismo e não venha a concretizar com a intensidade dos seus discursos, a descrença nas alterações climáticas parece-me ser uma convicção do próprio presidente americano agora eleito e o lóbi em defesa dos combustíveis fósseis para desacreditar a associação entre a concentração de CO2 e alterações climáticas, não só tem muito dinheiro para defender a sua causa, como passou a ter um grande aliado na Casa Branca convicto. Esta conjunção, aliada ainda à maioria republicana nas duas câmaras legislativas, fará que este seja um dos aspetos em que o novo líder da América dificilmente recuará e a ser verdade os maiores receios de cientistas e ambientalistas de que se está de facto já a entrar numa situação catastrófica, então as eleições americanas com Trump foram uma machadada final para o problema das emissões chegar a bom porto antes que ocorra um grande desastre global de dimensões incalculáveis.

Resta esperar que sejam os cientistas que estejam a ser exagerados nas suas previsões catastrofistas, caso contrário, ironicamente será um Presidente Americano, populista de direita, a acabar com o capitalismo  que foi a bandeira do modelo e poderia económico, político e militar da América, só que será um fim por uma razão bem diferente da guerrilha ideológica esquerda-direita e o mundo terá então de seguir um rumo radicalmente diferente dos dois grandes projetos económicos opostos que marcaram o século XX, sendo forçado a criar um modelo novo e típico do século XXI.

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