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Archive for 25 de Agosto, 2016

amatrice

Foto: Twitter/@danielemargutti

Passaram na comunicação social muitas imagens do contraste da situação anterior e depois do sismo das zonas afetadas pelo tremor de terra de ontem, mas a primeira coisa que noto é, na generalidade, as fachadas dos prédios antes estavam bem pintadas, enquanto depois nas ruínas não se veem sinais de se terem feito reforços estrututurais das paredes dessas habitações. Uma evidência de que a estratégia de restauração deste património habitacional foi errada.

Numa zona sujeita a sismos, a prioridade na restauração deve ser a de introduzir reforços estruturais nas casas para estas resistirem melhor aos abalos, só depois vêm as fachadas para turista e vizinho ver.

Todavia, parece-me que nesta região da Itália, tal como presentemente nalgumas ilhas dos Açores, opta-se pelo mais fácil: pintam-se as fachadas e estas moradias ficam a parecer novas… até há apoios autárquicos para tinta sem se exigir antes o reforço das paredes e isto é um erro político que pode custar a vida de muitas pessoas, pois basta um pequeno sismo (é preciso lembrar que foi um pequeno tremor de terra que afetou uma zona de vilas antigas) uma vez que a tinta da casa não ajuda nada a resistir a um abalo, e o imóvel desmorona-se como um castelo de areia e soterra quem estiver no seu interior.

Penso que muito dos apoios em Lisboa do plano de restauração dos bairros históricos também é do mesmo género: fachada!

Eis uma estratégia que deixa os seus moradores residirem em armadilhas que podem ser mortais ao primeiro abano e na verdade, infelizmente, conheço mais gente a requerer tinta para fachada do que a pedir apoio para reforçar a sua casa para esta deixar de ser uma armadilha mortal…

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