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Archive for 7 de Agosto, 2016

Sempre o tenho afirmado que mesmo com mau programa gosto da Semana do Mar, pelo convívio nas tasquinhas, pela festa do livro, pelo embelezamento da baía da Horta fruto do festival náutico e pelo encontro de amigos que curiosamente só os revejo nestes dias na avenida marginal.

A parte terrestre da Semana do Mar assemelha-se cada vez mais a uma mera festa de paróquia típica de qualquer aldeola de Portugal: concertos com os artistas mais baratos do mercado, tanto por já estarem ultrapassados pela idade e género de espetáculo, como por não alcançarem grande sucesso nas camadas jovens; uns comes e bebes tradicionais; feiras de bugigangas e convívio na rua. Nem falta a procissão, curiosamente um dos aspetos mais originais que até toca no mar e um dos mais esquecidos do programa, mas, tal como nas festas de paróquia, o pessoal não vai lá por fé e ignora o programa religioso.

Por isto tudo, com o tempo, a Semana do Mar deixou de atrair a juventude das ilhas mais distantes e passou a limitar-se a receber vizinhos que vêm cá à festa da terra que está ao lado em falta de melhor programa alternativo para passar o tempo nestes dias de férias e de calor e regressam a casa logo de madrugada.

Este ano que a Semana do Mar tem a sorte de não coincidir com a concorrente Festas da Praia, sempre com muito mais diversidade e riqueza programática, mas por cá organização nem aproveitou o facto para investir na Semana do Mar e assim marcar terreno e reconquistar juventude e Açorianos mais distantes.

Para o ano, já com festas novamente sobrepostas a concorrer, mas em ano de eleições, provavelmente, haverá mais brilho, habituados que estão a que o pessoal nem se aperceba da intenção eleitoralista e acredite que foi um investimento na Semana do Mar desinteressado.

Como se tornou habitual, a Semana do Mar em terra é de uma pobreza franciscana… mas eu vou à festa, até porque costumo estar nas festas da minha da minha Paróquia 😉

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