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Archive for 4 de Agosto, 2016

Foi o anterior governo do PS que tornou crime, punível com prisão até cinco anos ou multa até 600 dias, a aceitação por parte dos funcionários públicos de prendas, isto através da abstrusa frase colocada no Código Penal se com tal este viesse a obter “vantagem patrimonial ou não patrimonial, que não lhe seja devida.” Está implícita a subjetividade para dar jeito ou lixar o “prevaricador” quando interessa.

A verdade é que não acredito que um trabalhador público, ou mesmo privado, se venda por uma garrafa de vinho, uma tablete de chocolate ou uma caixa de bombons pelo natal e recebida de uma entidade com quem ao longo do ano tenha ele convivido em resultado da sua atividade profissional… mas se este a receber e não devolver tal prenda, arrisca-se a que um anormal o possa denunciar e ver-se acusado de má conduta ou alvo de um processo disciplinar ou pior ainda.

Assim, é de todo estranho que num governo do PS, partido autor daquela aberração linguística mal definida que dá aso a escapadelas oportunistas, seja precisamente o número dois na hierarquia do Ministério que cobra impostos aos Portugueses, de forma coerciva e muitas vezes por decisões unilaterais e ironicamente trata-se do mesmo departamento da querela do momento, a da exposição solar no IMI, tenha recebido prendas de viagens para assistir a jogos no estrangeiros pagos, precisamente, por uma empresa com quem esse departamento tem um contencioso no sentido de cobrar dinheiro.

Não sou pelo pedido de demissão do mesmo, até porque se o governo tal o fizesse seria apenas uma cena para se desresponsabilizar pública e politicamente. Se o o Secretário de Estado tomasse a iniciativa de se demitir era honroso, mas também a experiência já me ensinou que tal não lavaria as sujidades que eventualmente se andassem a fazer, mas é uma falta de vergonha o que ele fez. Contudo, é algo que se vulgarizou nos governantes e um ato que leva a suspeita àqueles que estejam a exercer cargos de poder  mas imbuídos de ética e moral e convictos de estarem a fazer o melhor pelo País, acredito que também existam… mas são os outros sem esses valores e talvez não sejam mesmo tão poucos assim que minam a credibilidade de todos por colagem à mesma equipa.

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