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Archive for Junho, 2016

 Só agora foram marcadas as eleições legislativas dos Açores, 16 de outubro. Mas o espetáculo de propaganda já há muito que começara. Após o período de anúncios de projetos, entrámos na fase do lançamento das primeiras-pedras, muitas vezes no dia seguinte fecha-se a obra e fica o cartaz exposto a publicitar a construção que está parada, mas já houve a reportagem nos noticiários da televisão e dos jornais e servir o objetivo de campanha eleitoral.

Há que reconhecer que a máquina de campanha no Governo dos Açores demonstra-se bem oleada e existe uma cooperação entre todas as instituições nas mãos do PS-Açores. Vasco Cordeiro até tem poucas inaugurações a fazer, pois poucas obras fez neste seu mandato, mas tem muitos anúncios de projetos futuros (veja-se o prometório na coluna à direita só para o Faial) e lançou nestes últimos dias muitas primeiras-pedras, certo que algumas até o portão está fechado todo o dia pois não há obra, mas há a estratégia de parecer que há.

Igualmente a administração regional e empresas públicas regionais estão saturadas de  pessoal colocadas em programas ocupacionais que até dá a ideia que têm emprego, muitos destes têm prazos que terminam depois das eleições, nessa altura logo se vê o que se faz com esta gente, mas por agora até parece que não existe desemprego real nos Açores.

O Tribunal de Contas denunciou as dívidas das empresas, mas por enquanto o Governo nega e até parece que os Açores tem uma economia saudável, sustentável e sem défices.

Unidades fabris estão preclitantes: CALF  no Faial, SINAGA e São Miguel, mas ora com um anúncio de reformulação ora com silêncio, até parece que não são bombas relógio a estoirar depois das eleições.

Assim se tornou a política na nossa Região e País, uma arte de enganar e de parecer que se vai no bom caminho.

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O meu artigo de ontem publicado no diário Incentivo:

DAS VITÓRIAS DE PORTUGAL À DO EGOÍSMO

A seleção de Portugal, embora sem ainda ter jogado de forma a destacar-se convincentemente bem e sem nunca ter vencido ou perdido no período dos 90 minutos regulamentares de jogo, tem sobrevivido e já chegou aos quartos-de-final do Euro2016, para alegria dos Portugueses depois de muita ansiedade e receio em que a equipa alimentou no coração dos Lusitanos.

Na partida com a Islândia a nossa seleção dominou em campo e embora aquele país insular também se tenha esforçado teve sorte e lá veio o empate, com a Áustria foi um jogo sem história e glória para ninguém e um empate perante um adversário mais fraco. O confronto com a Hungria foi impróprio para cardíacos, com golos disputados taco a taco a justificarem que os dois países irem à fase seguinte em novo empate. A recente disputa com a Croácia foi quase ver o filme da primeira partida ao contrário e acabou empatado aos 90 minutos, só que depois a sorte visitou-nos para mal dos axadrezados que foram eliminados por atacarem em permanência quase sem rematarem.

Como tudo está bom enquanto vai acabando em bem, por agora parecemos os maiores sem ainda termos brilhado, mas futebol também é isto, e para já a nossa seleção ainda alimenta no coração de todos Portugueses amantes desta modalidade a esperança de uma grande prestação de Portugal e eu continuo a torcer para atingirmos o patamar mais alto da Europa que sempre nos fugiu.

Já a Europa está a passar por um período sombrio com a vitória do Brexit no Reino Unido que leva a que este Estado deva abandonar a União Europeia (EU) por opção ligeiramente maioritária dos seus Povos. Todavia, importa lembrar que os motivos da opção de saída dos britânicos são, sobretudo, egoístas, como: (1) não se sujeitarem a regras comunitárias para acolher imigrantes de outros países da mesma União, que não só que lhes prestam serviços básicos, como ainda muitas vezes são os próprios cidadãos de origem a recusarem fazer por um orgulho nacionalista presunçoso e doentio; (2) não acolher refugiados vítimas de guerras onde os próprios britânicos foram ou são parte beligerante, recordo o papel ativo do País nas invasões e conflitos no médio oriente; (3) não querer ser um contribuinte líquido do orçamento comunitário, apesar de serem um dos Estados de maior riqueza per capita da UE recusam ser solidários por imposição com os membros mais pobres; (4) não se limitarem a regras comuns dentro do mercado aberto da EU, pretenderem um tratamento de exceção com regalias próprias contra uma cooperação ativa na Europa.

Todavia, também é verdade que nos aspetos económicos certos Estados mais pobres da EU têm culpas no alimentar destes egoísmos. Como explicar a um Britânico que após 31 anos de integração europeia o Reino Unido continue ainda a pagar défices e dívidas de Portugal e este País, como outros, depois de tanto dinheiro vindo dos mais ricos continue pobre e incapaz de desenvolver a sua economia? A falta de crescimento nos membros fracos leva à saturação dos mais fortes. Até se olharmos para os Açores vemos quantos já se sentem revoltados que após 40 anos de ajudas a algumas bolsas de pobreza na Região estas continuem pobres e alvo de programas de solidariedade à custa dos impostos de muitos que sentem dificuldades são forçados a pagar sem ver os beneficiários desses sacrifícios impostos pelos Governos ao longo de tantos anos saírem da miséria.

A verdade é que levar anos a pedir solidariedade também cansa a quem a paga, pior se quem pede não demonstra sinal de vencer as suas dificuldades ou vontade de se libertar do que para os que contribuem são vícios do sistema. Não tenho dúvidas que apesar dos muitos egoísmos dos mais ricos, nada é pior para a solidariedade do que estes deixarem de acreditar que esta pode ajudar.

Infelizmente, temos visto que na Europa do norte e rica existe um crescimento da saturação dos pedidos de solidariedade. Vimos protestos na Finlândia, na Holanda, no Luxemburgo e na Alemanha face os continuados apelos dos Estados do sul em crise e o Brexit mais não é que uma manifestação de egoísmo de um povo já historicamente famoso por ser nacionalista, orgulhoso e pouco prestável a ser solidário por imposição de terceiros, mas o pior é que com isto Portugal e outros Estados verão quão mais difícil os seus apelos de solidariedade serão atendidos devido à saturação dos mais ricos de onde vieram os subsídios que não serviram para tornar a nossa economia forte e capaz de competir em pé de igualdade na União Europeia.

Não sei se o Brexit será o princípio do fim da União Europeia, mas suspeito, sejam quais forem as mudanças dele resultante, que Portugal e os Açores terão cada vez mais dificuldades em viver à sombra de subsídios à nossa economia num modelo que nos tem mantido numa pobreza relativa e doentiamente dependente dos fundos comunitários que serviu para preservar políticos no poder ou enriquecer alguns particulares, em vez de tornar o País e o Arquipélago competitivo e rico.

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Apesar de persistirem nuvens negras no horizonte da finanças públicas e economia nacional, não haja dúvida, a não haver engenharia financeira, a redução do défice em 453 milhões de euros nos primeiros 5 meses de 2016 face ao ano passado é uma boa notícia, não só politicamente para o Governo e seus apoiantes como para a generalidade dos Portugueses.

É curioso ver que apesar de um conjunto de medidas despesistas tomadas por este Governo estas não se refletem significativamente na despesa do Estado, enquanto os impostos indiretos crescem sem crescer a economia, mas com o tempo, estou certo, ir-se-á compreendendo o que se está de facto a passar.

Por último, falta agora saber qual será de facto o efeito Brexit na economia nacional, mas novamente só o tempo esclarecerá, um país dependente da conjuntura externa muitas vezes não resiste aos problemas internacionais e Portugal tem neste campo uma fragilidade enorme.

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Não acompanhei em pormenor a Convenção deste fim de semana do BE, exceto parte do discurso final da sua líder Catarina Martins e foi um pouco assustador ver o tom ameaçador e algo alienado desta, isto num momento em que não se sabe como a União Europeia se vai acomodar à situação do Brexit e sabendo que Portugal apresenta uma fragilidade económica que de um momento para o outro o pode fazer cair em nova bancarrota.

Falar nesta altura em tom ameaçador para a UE, no caso de eventuais sanções a Portugal por défice excessivo que nenhuma força política nacional concorda, dizer que é uma declaração de guerra, só demonstra que o BE é mesmo um partido anti União Europeia. Num momento de crise, em vez de saber apaziguar as hostes e diplomaticamente tirar proveito inteligente para o País, apenas soube atear fogo e animosidade, quando é o nosso Estado a parte mais fraca e débil, neste braço de ferro e conjuntura.

O Reino Unido votou Brexit porque está convicto que não precisa do dinheiro da Europa, pois tem uma economia forte. Portugal é um subsidiodependente dos fundos da União Europeia há mais de 3 décadas, super-endividado e não autossuficiente. Precisamos do dinheiro da Europa não apenas para fazer crescer a nossa economia, como até para financiar muito dos serviços do Estado e da produção nacional. Ameacem que saiem e Bruxelas fica com menos um País que mais do que ser um contribuinte líquido é um encargo de uma nação que depois de tantos subsídios nunca se soube desenvolver.

Por isto, foi evidente que após o discurso, nenhum partido português, nem o próprio PCP, nem o Presidente da República ficaram do lado do BE, este ficou isolado na sua ameaça e dando mais um tiro no pé.

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Foto das Ruínas da Roma Imperial

Uma revisita a Roma, esta cidade fascinante no trajeto de regresso, talvez a cidade com maior riqueza patrimonial de valor artístico do planeta, falei de Roma quando da anterior visita em 2009 aqui e aqui. Desta vez não penso passar grande tempo em museus e templos, apenas se possível saborear e observar a vida em Roma, pode ser que me surpreenda agora de um modo diferente, o que uma exploração muito programada não permitia.

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Imagem da Wikipédia – Serapi em Pozzuoli

Hoje é o dia de visita a Pozzuoli, uma antiga cidade à beira-mar anterior ao Império Romano a oeste de Nápoles, com muitos edifícios da antiguidade, mas que se situa dentro de uma caldeira vulcânica costeira e parcialmente submarina de um grande vulcão: Campi Flegrei ou Campos Flegreanos.

Tal como acontece em muitos edifícios de vulcões ativos, estes tem a particularidade de ao longo do tempo se deformarem, havendo zonas que ora sobem ou descem, cone vulcânico como que “incha” ou “encolhe”, inflação ou deflação, em função de movimentos do magma sobem ou descem dentro do edifício. Ora como esta caldeira se situa na costa parte dos edifícios costeiros e o porto ficam expostos a serem ora galgados ora a assistirem ao recuo das águas, transgressão e regressão, assim com o decurso dos anos, as ruínas romanas da foto que foram construídas em terra, já estiveram parcialmente submersas e agora estão emersas e bem acima da água, mas com sinais de erosão marinha, tal como já ocorreram portos que ficaram acima ou submersos pelo mar.

Em torno desta cidade existem ilhas resultantes de cones vulcânicos dentro da caldeira mas dentro do mar, bem como zonas dispersas com fumarolas, a mais conhecida é Solfatara, algo do género do que se observa nas Furnas em São Miguel e onde também se fazem cozidos enterrados no solo.

Pozzuoli é rica em piroclastos vulcânicos com grande percentagem de sílica, composição química que os romanos descobriram servir para produzir uma argamassa útil à construção civil: cimento (concreto no Brasil). Esta matéria-prima tem agora o nome de pozolana devido ao nome desta cidade, e muita da grandeza arquitetónica do Império Romano resulta desta descoberta, sendo o Panteão Romano o exemplo máximo da antiguidade do engenho do homem na construção de um grande monumento com cimento.

O mesmo observatório que acompanha a atividade do Vesúvio também monitoriza o vulcão de Campi Flegrei e sem dúvida esta é uma cidade muito exposta aos riscos vulcânicos e uma erupção deste pode igualmente afetar significativamente Nápoles, embora pelo impacte paisagístico do Vesúvio popularmente poucos de lembram que os Campos Flegreanos constituem um dos complexos vulcânicos mais perigosos da Terra.

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Pompeia arqueológica – Imagem Wikipédia

Hoje é o dia que dediquei à visita da cidade de Pompeia que a erupção do Vesúvio no ano de 79 DC soterrou  completamente e está hoje a ser exposta através de escavações arquelógicas que mostram aos visitantes a dimensão, a riqueza e o estilo de vida desta povoação de luxo, onde muitos romanos ricos vinham então passar períodos de repouso tal como hoje o fazem em muitas estâncias de férias.

Desta erupção resultou um texto com uma descrição de grande pormenor feita por um observador atento: o filósofo Plínio o jovem; Plínio o Velho, seu tio, foi então uma das vítimas do Vesúvio, o que permitiu aos geólogos saberem com grande pormenor o evoluir dos acontecimentos  e caracterizar o estilo eruptivo com um nome em honra deste sábio: Atividade Eruptiva do Tipo Pliniano, uma das mais perigosas pelas explosões que tem associadas e projeção de piroclastos quer sob a forma de queda de pedra-pomes ou de cinzas, quer sob a forma de escoadas piroclásticas de grande velocidade dos mesmos materiais capazes de soterrar vastas zonas, em Pompeia muitas das vítimas vaporizaram-se pelo calor, mas deixaram os moldes na cinza vulcânica e são hoje um dos elementos observáveis na estação arqueológica que é Património da Humanidade

Recordo que no Faial a formação da Caldeira resultou de uma erupção do tipo Pliniano que descrevi neste post do meu blogue Geocrusoe quando este se dedicava em grande parte da à temática da Geologia.

Para esta cidade em concreto, fica abaixo um link de um filme para as suas últimas 24h e dá para perceber não só a erupção que num dia destruiu Pompeia, como compreender o facto de a mesma ter ficado perdida até ao século XVIII, quando ocasionalmente foi redescoberta. Veja no Youtube aqui

Espero ter possibilidade de ainda postar fotografias do que observei no terreno nestas férias em Pompeia.

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Náspoles com o Vesúvio ao fundo – Imagem Wikipédia

Por uns dias Mente Livre estará sem acompanhar as questões que normalmente reflito neste blogue, pois ando em férias e escolhi novamente a Itália, desta vez uma visita ao sul de Itália: Nápoles, a cidade à sombra do vulcão Vesúvio, capital de reino durante séculos, com um património histórico rico e famosa pelo seu ar latino, bairros populares de aspeto decadente e baía aberta ao Mediterrâneo.

Todavia, desta vez  a escolha privilegiou o património natural dos vulcões e dos seus perigos: Vesúvio que ameaça Nápoles e sobretudo pretendo visitar Pompeia, a cidade soterrada por uma erupção no ano 79 DC e hoje um local arqueológico de excelência e Património da Humanidade da Unesco; a cidade de Pozzuoli, situada dentro de uma cratera do supervulcão ativo Campi Flegrei e o conjunto de fumarolas de Solfatara pertença deste mesmo complexo vulcânico.

Se as condições o permitirem uma viagem pela costa Amalfitana da província de Salerno, debruçada sobre o mar Tirreno e também património da humanidade.

À medida que tiver tempo e internet disponível, espero atualizar os posts agendados sobre estes locais.

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Confesso que já me perdi na denominação oficial deste feriado, mas para mim é isto tudo junto: o Dia de Portugal, o Dia de Camões, o Dia dos Portugueses, o Dia da Língua Portuguesa e o Dia da Cultura Portuguesa.

Portugal já teve melhorias dias: já foi o País mais importante do Mundo no século XV e XVI, fomos ricos, fomos fortes, fomos grandes e demos novos mundos ao velho mundo, tudo isto fruto de muito trabalho e bom planeamento.

Também já passámos por piores dias: já perdemos a soberania fruto de decisões desastradas, já estivemos falidos fruto de uma gestão pública incompetente, já tivemos em guerra, já tivemos em ditadura, já fomos esclavagistas e capazes de progroms.

Temos uma história de  mais de 8 séculos e criámos uma das línguas mais faladas do mundo.

Talvez estejamos em decadência… mas já tivemos engenho e arte para nos levantarmos no passado após grandes crises e até de servidão ao estrangeiro, espero que venhamos novamente a ser um Portugal com motivos de orgulho pelo seu presente e não apenas pelo seu passado.

Viva Portugal!

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Hoje fui abordado por vários agricultores, como Membro da Assembleia Municipal da Horta, se este órgão já tinha discutido e tomado alguma posição sobre a ameaça de falência e de eventual encerramento da fábrica da CALF comunicada aos sócios em Assembleia Geral desta Cooperativa, bem como da dificuldade de tesouraria para os próximos pagamentos de leite aos agricultores. Será mesmo verdade?

Na realidade, a Assembleia Municipal nunca se reuniu desde a data desse encontro dos membros da cooperativa e, confesso, nem percebi em pormenor o que foi ali discutido e quais os cenários tão negros que foram apresentados aos agricultores, mas só a preocupação que me foi comunicada mete-me muito medo! Pior, o silêncio desde então na comunicação social e dos políticos levam-me a perspetivar mais um atentado pela calada contra a economia do Faial.

Será que se quer manter em segredo até para só depois das eleições rebentar o escândalo e já sem consequências eleitorais para quem tutela a agricultura e Governa os Açores?

Terão sido mesmo comunicado aos cooperantes na sua Assembleia-Geral estas informações tão preocupantes sobre a viabilidade e riscos da CALF?

Se sim

São mesmo assim tão significativas as dívidas da CALF que colocam na realidade em risco a viabilidade desta?

É mesmo verdade que esta unidade fabril produz, sobretudo, os produtos que enchem os armazéns sem venda em detrimento dos que têm escoamento assegurado e isto por interesses da Lactaçores?

É mesmo verdade que a Cooperativa apresenta um grave problema de tesouraria que compromete o pagamento dos seus fornecedores?

Se é verdade o que me pretenderam dizer, a sua gravidade não pode compactuar com esperar e discussões à porta fechada longo dos ouvidos dos Faialenses e então porque é que as forças políticas regionais estão tão caladas?

Anteontem, para um fábrica que só tem matéria prima produzida pelos Açorianos para laborar uma semana por ano e não exporta, o Governo dos Açores anunciou uma reestruturação e nova fábrica, mas para o Faial uma unidade que é neste momento a maior da ilha em termos de empregados e de fornecedores, que produz queijos premiados, exporta e parece constrangida a não produzir os exportáveis há um silêncio incompreensível sobre o problema.

Confesso, que a melhor notícia que poderia receber é que tudo isto foi um boato que me lançaram e de facto a CALF está de boa saúde ou que tudo já foi resolvido.

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