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Archive for 29 de Janeiro, 2016

Após o auge no verão com a solidariedade para com o problema dos refugiados na Europa, grande parte deles da Síria, mesmo com a oposição egoísta da Hungria, chegou a vez dos países do norte do continente começarem a dificultar o acolhimento e mesmo a repatriar a massa humana que lhes vai chegando.

É verdade que a Finlândia há muito que não é um bom exemplo de um Estado solidário com Países mais pobres do sul da Europa, veja-se como tem tratado Portugal e a Grécia. Todavia Dinamarca e Suécia têm sido dado como exemplo de países sociais-democratas, justos, humanistas e solidários… ao contrário da Alemanha.

Todavia tem sido estes Estados usados como exemplo que estão a fartar-se mais rapidamente com o problema dos refugiados, um sinal evidente que aqueles povos falam de barriga cheia e são solidários na terra dos outros, mas quando se chega ao momento de ser hospitaleiro e de receber vítimas de uma guerra…. calma aí que não estão para sacrifícios!

São legislações para retenção de bens que os refugiados possam ter trazido com eles para custear as despesas de acolhimento, são dificuldades de emissão de vistos e são repatriamentos voluntários dos não admitidos… senão saem à força, quer dizer são quase exclusivamente repatriamentos à força para o campo de batalha ou empurrados para outros Estados com a mesma crueza do governo da extrema direita húngara.

Estes comportamentos tenderão a alastrar-se por toda a União Europeia, não é por acaso que já se fala do fim de Schengen e já há mais muros na Europa que durante a guerra fria.

Afinal nada que me surpreenda. A solidariedade de barriga cheia, sem esforço e para fora de portas é um mito urbano, vê-se que ela morre mal se torna necessário acatar dentro de portas ou implique sacrifícios.

Aliás, se a Europa fosse constituída por povos solidários nem teria havido o genocídio da II Grande Guerra do século XX, onde tantas pessoas fecharam os olhos, foram colaboracionistas e até denunciaram judeus; e no século XXI não se teria chegado às crises das dívidas soberanas, nem os Estados super-endividados quereriam sair da sua situação recusando qualquer sacrifício, nem os seus Governos teriam imposto a austeridade de uma forma injusta, onde os de barriga cheia viam o problema fora da sua classe sem serem afetados a doer.

É verdade, cada vez fico mais desiludido com a espécie humana através da amostra dos povos que vou conhecendo…

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