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Archive for 30 de Dezembro, 2015

A maioria dos elementos do PS-Açores na comissão parlamentar de inquérito à SATA aprovou SOZINHA o relatório final deste grupo de investigação. Assim, todos os partidos da oposição – de esquerda, centro ou direita, republicanos ou monárquicos – votaram contra, ou seja, todos discordam, no todo ou em parte, da conclusão que faz morrer solteira as culpas da má gestão do grupo SATA.

(Correção posterior: O BE absteve-se considera incompleto o documento… vai lá perceber-se porque se abstém.)

Nem outra coisa seria de esperar, uma comissão de inquérito parlamentar de uma Assembleia Legislativa onde o partido com maioria absoluta governa a Região há 19 anos, que põe e dispõe à sua vontade na gestão pública regional, e onde os deputados são eleitos não nominalmente mas em listas e obedecem a disciplina de voto imposta pelas diretrizes dos partidos sob o risco de não serem escolhidos pelas cúpulas e não podem concorrer de forma não associada a forças políticas organizadas como partidos, nunca iria aprovar conclusões que pusessem em causa decisões do Governo que suporta ou de uma Administração de empresa pública nomeada por este.

Pode-se concluir processos disciplinares de inquérito contra pilotos que fazem críticas na comissão de inquérito (pois são trabalhadores,), mas por deputados dependentes das diretrizes do partido que Governa, não se pode acusar  elementos do Governo e de Administrações nomeadas por aquele (pois são bengalas de políticos no poder) de tomarem medidas de gestão financeiramente desastrosas.

Mais um escândalo, uma nojeira legal, um caso de ética duvidosa e de imoralidade política devido a um sistema que permite os políticos tornarem impolutos culpados, pois não é possível a SATA chegar ao ponto a que chegou sem haver quem tenha culpas nesta situação. Não sei quem são, mas que eles existem… existem, e esta comissão de inquérito não os acusou e nestes trabalhos gastou dinheiro público investigar isso.

A Justiça não é a força da maioria que leve o PS-Açores a ficar satisfeito com os resultados por ele aprovados, mas sim a descoberta da verdade e depois o julgamento dos culpados, sendo que esta é oficialmente independente da política.

Alguns dirão que no Continente a Comissão do BES teve conclusões que resultaram em acusações num período de maioria absoluta, mas a verdade é que então os maiores acusados foram administradores banqueiros que chegaram ao topo pela força da finança e não da política. Comissões parlamentares de inquérito pós 25 de Abril que acusem políticos e suas bengalas na administração pública não me lembro de ter acontecido.

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