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Archive for 1 de Dezembro, 2015

Quem tem acompanhado ao longo dos anos os vários planos e orçamentos municipais da Horta uma coisa já aprendeu: mudam-se os tempos que o essencial no conteúdo e nas obras previstas nos planos da Câmara mantém-se essencialmente os mesmos.

Há anos, nalguns casos mesmo décadas, que estes planos e orçamentos se concentram em repetir como prioridades: o saneamento básico, o mercado municipal, a reabilitação de estradas, a reabilitação da rede de águas, o ordenamento da cidade e freguesias como PDM e PP’s e a frente mar; sem que se veja concluir ou avançar de modo significativo estes aspetos.

Entretanto, como acontece este ano de 2015, que coincide com o início de um novo Quadro Comunitário de Apoios ou, mais corretamente chamado, Programa Operacional, o que se vê é que os objetivos e prioridades dos financiamentos europeus vão evoluindo e o Município lamenta-se que as verbas habituais contidas nos Quadros Comunitários antigos para a tipologia dos seus projetos habituais vão desaparecendo.

Assim, para 2016, o Presidente da Câmara lamenta-se de já não estarem previstos pela Europa fundos para as obras que entretanto por cá se foram arrastando, sem se fazer, nem concluir, enquanto a União Europeia aponta já outros caminhos de investimento.

O problema não está em Bruxelas, infelizmente o problema está cá, foi aqui que nunca se executaram a tempo as obras anunciadas quando a Europa tinha verbas abertas para elas. Foi a Horta que não evoluiu, mas a União Europeia avançou e continua a avançar. Foi o Município da Horta que estagnou no tempo e continua a deixar-se ultrapassar pela propostas de evolução dos objetivos e daí o desfasamento entre as propostas do plano e orçamento para 2016 da Câmara da Horta e o destino dos fundos do Programa Operacional Europeu para se investir até 2020.

O maior problema é que não vejo vontade de a Câmara corrigir este tradicional vício que se tem arrastado no tempo.

 

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