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Archive for Dezembro, 2015

2016

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A maioria dos elementos do PS-Açores na comissão parlamentar de inquérito à SATA aprovou SOZINHA o relatório final deste grupo de investigação. Assim, todos os partidos da oposição – de esquerda, centro ou direita, republicanos ou monárquicos – votaram contra, ou seja, todos discordam, no todo ou em parte, da conclusão que faz morrer solteira as culpas da má gestão do grupo SATA.

(Correção posterior: O BE absteve-se considera incompleto o documento… vai lá perceber-se porque se abstém.)

Nem outra coisa seria de esperar, uma comissão de inquérito parlamentar de uma Assembleia Legislativa onde o partido com maioria absoluta governa a Região há 19 anos, que põe e dispõe à sua vontade na gestão pública regional, e onde os deputados são eleitos não nominalmente mas em listas e obedecem a disciplina de voto imposta pelas diretrizes dos partidos sob o risco de não serem escolhidos pelas cúpulas e não podem concorrer de forma não associada a forças políticas organizadas como partidos, nunca iria aprovar conclusões que pusessem em causa decisões do Governo que suporta ou de uma Administração de empresa pública nomeada por este.

Pode-se concluir processos disciplinares de inquérito contra pilotos que fazem críticas na comissão de inquérito (pois são trabalhadores,), mas por deputados dependentes das diretrizes do partido que Governa, não se pode acusar  elementos do Governo e de Administrações nomeadas por aquele (pois são bengalas de políticos no poder) de tomarem medidas de gestão financeiramente desastrosas.

Mais um escândalo, uma nojeira legal, um caso de ética duvidosa e de imoralidade política devido a um sistema que permite os políticos tornarem impolutos culpados, pois não é possível a SATA chegar ao ponto a que chegou sem haver quem tenha culpas nesta situação. Não sei quem são, mas que eles existem… existem, e esta comissão de inquérito não os acusou e nestes trabalhos gastou dinheiro público investigar isso.

A Justiça não é a força da maioria que leve o PS-Açores a ficar satisfeito com os resultados por ele aprovados, mas sim a descoberta da verdade e depois o julgamento dos culpados, sendo que esta é oficialmente independente da política.

Alguns dirão que no Continente a Comissão do BES teve conclusões que resultaram em acusações num período de maioria absoluta, mas a verdade é que então os maiores acusados foram administradores banqueiros que chegaram ao topo pela força da finança e não da política. Comissões parlamentares de inquérito pós 25 de Abril que acusem políticos e suas bengalas na administração pública não me lembro de ter acontecido.

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Se em 2015 a grande surpresa foi a vitória eleitoral da coligação PàF, quando desde 2013 tudo indicava para a vitória do PS, a grande incógnita para 2016 é neste momento se economicamente a estratégia de António Costa terá sucesso.

Janeiro será o mês de introdução das medidas populares que apostam em melhorias de salários e pensões, algumas reduções de IVA e de sobretaxas extraordinárias, para estimular o consumo e com isto puxar a economia para cima. Uma ideia um pouco adulterada do modelo económico de Keynes, onde o investimento público é a arma contra a recessão económica. Só pelo que li das suas teorias o ponto de partida desta via não é o de um País que chega à crise já super-endividado, como acontece em Portugal.

Para já janeiro é semelhante à euforia do primeiro mês do Syrisa, é o momento da aplicação das medidas populares e do desfazer das decisões de cortes da despesa pública e da esperança inicial. Na Grécia esta estratégia mais tarde deu para o torto, por cá e lá muitos se rejubilaram no princípio, mas lá foi o descalabro mais tarde.

Assim, apenas daqui a alguns meses será possível avaliar o evoluir da situação em Portugal, se os cálculos forçados por Centeno pelas exigências do BE e da CDU deram certo ou se os maior poder de compra irá preferencialmente para as importações de bens menos prioritários e para a cobertura das dívidas pré-existentes dos contribuintes, deixando um reflexo residual no crescimento económico e consequentemente nas receitas dos impostos que desequilibraria as contas.

Uma coisa parece evidente: a força de António Costa para enfrentar um falhanço nas previsões de Centeno não parece ter capacidade de resistir ao embate de insucesso da esperança semeada com o anúncio do fim da austeridade. Contudo um sucesso económico da via adotada poderá tornar-se numa força capaz de apagar as fragilidades com que ele chegou ao poder e deste modo prolongar a sua governação para eleições futuras. Prognósticos só no fim deste jogo económico e político.

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Vento29122015

Imagem do Windyty

Não sei se são alterações climáticas ou não, mas que o vento não larga estas ilhas é uma realidade que nos persegue há várias semanas.

Como habitualmente, as atualizações e quantidade de informação e facilidade de observação das várias páginas internacionais de meteorologia parecem ser mais frequentes do que aquela que tem obrigação de ser, a do IPMA, não ajuízo valor da qualidade do conteúdo pois até penso que as primeiras também se servem da informação última. Para já, lá nos vão valendo os comunicados da Proteção Civil nos Açores, com mais laranjas e amarelos para a Região, devido aos ventos e agitação marítima/altura significativa das ondas.

Por isso prepare-se e siga a página do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, o significado das cores dos alertas estão numa tabela do lado esquerdo dos comunicados.

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Presépio

Imagem Presépio da Wikipédia.de

A todos os leitores deste blogue, tanto amigos, como conhecidos ou mesmo desconhecidos, comentando ou apenas espreitando incognitamente apresento os meus votos de:

FELIZ NATAL

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Em 2011, Passos vencedor fez uma comunicação ao País de contas escondidas para virar à direita. Em 2015, Costa derrotado usa o BANIF para guinar ainda mais à direita, assumindo a defesa dos mais ricos à custa dos contribuintes.

Só uma imprensa pouco atenta e cooperante não denuncia este facto. O Governo de Passos deve ter culpas na situação a que o BANIF chegou, mas estas estão a servir para branquear o descaramento de salvaguarda dos mais ricos em detrimento do contribuinte da classe média.

Acredito que a Europa tenha feito um ultimato a Costa sobre o BANIF, aliás, nos últimos 4 anos andou sempre a fazer isso a Passos por tudo e por nada e este assumia o papel de obediência, até de subserviência, e cumpria. O atual Primeiro-ministro agora também não resiste nada às imposições das UE: fácil culpa o anterior executivo e obedece à mesma.

O mais evidente em tudo isto é que a razão porque o BANIF tinha de ser resolvido em 2015 é apenas porque em 2016 a lei europeia é mais penalizadora para os mais ricos, pois tem duas implicações que desprotege os mais afortunados:

  • não haveria garantias para os depósitos acima de 100 mil euros, montante que nem os pobres, nem os da classe média conseguem poupar em Portugal;
  • deixava de haver os privilégios da dívida sénior, ou seja, os créditos que alguns grupos económicos fortes conseguem negociar para ter o privilégio de em caso de falência do devedor serem os primeiros reembolsados na venda dos ativos do falido; os fracos e os pobres não conseguem este tipo de dívida sénior.

Isto não é falado, não é discutido, nem é divulgado na comunicação social com a devida força, pois é mais fácil ir na onda cultivada por Costa: acusar o anterior Executivo, enquanto o atual Primeiro-ministro aproveita para implementar uma política ainda mais liberal que no BES: relevando para segundo plano, com toda a facilidade, a defesa do contribuinte.

Claro que se Passos estivesse totalmente inocente, talvez o PSD já tivesse denunciado isto, assim, a política suja de conluio do Centrão continua  em força. Uns não querem que se veja, outros nem se apercebem do que se está a passar.

Adendas

Mais um post a denunciar o mesmo: E se o caso Banif fosse uma farsa?

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Quando o BPN faliu, o Governo de Sócrates simplesmente nacionalizou o banco e passou as dívidas privadas da instituição para o Estado, de modo que estas passaram a ser suportadas pelo contribuinte.

Quando o BES faliu, o Governo de Passos separou os créditos mal parados dos bons investimentos e criou o banco mau e o Novo Banco. O primeiro a cargo dos acionistas que assim ficaram a perder e alguns dos pequenos investidores invocaram ter sido enganados e autointitulam-se de lesados do BES. O Estado emprestou dinheiro à instituição boa, conjuntamente com outros bancos nacionais (fundo de resolução) para garantir o seu funcionamento, e colocou a nova instituição financeira à venda para com o dinheiro a receber do comprador amortizar a dívida e não fazer recair em força a situação sobre o contribuintes. Sempre se gritou que havia riscos para o contribuinte, na realidade devia haver e a oposição gritou que haveria danos para o contribuinte. Apenas se viu o esforço para evitar danos ao contribuinte mas foi o contribuinte que ficou em jogo.

O Governo de Costa queixa-se que herdou com o BANIF uma situação de inação do tempo de Passos, só que este foi o ganhador das últimas eleições e poderia estar agora com a responsabilidade da situação de que criara, mas como o líder do PS tomou por opção pessoal e estratégica o lugar de quem vencera, Costa agora não tem de se lamentar, foi ele que se colocou lá e por isso, mesmo que haja algumas culpas do passado, cabe ao atual Primeiro-ministro a obrigação de gerir o problema e não de se lamuriar. Este passa culpas aos primeiros grandes problemas é um vício frequente nos políticos recém-empossados.

Para já, Costa assume que a resolução do BANIF tem custos para o contribuinte, nem é evidente nenhum esforço para minimizar esta assunção, assim volta a dividir o banco numa parte má, vende outra boa a baixo preço ao Santander, enquanto o Estado avaliza o que é mau e se torna proprietário daquilo que não é mau mas que o comprador não quis. No fim ficam os encargos novamente para o contribuinte! Ou seja: nada de novo!

Efetivamente, desde o BPN, passando pelo BES a chegando agora ao BANIF, a resolução do problema tem passado sempre por colocar os custos da má gestão privada dos bancos a ser paga essencialmente pelo contribuinte e em Costa não vislumbrei um esforço para mudar esta situação… mesmo que nos últimos 3 anos o banco fosse maioritariamente público, a verdade é que o buraco vinha dantes. Temos soluções com efeitos sempre iguais sobre o contribuinte.

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Meu artigo da passada terçar-feira no diário Incentivo:

ADVENTO: À ESPERA DO NATAL… OU DO INVERNO?

Estamos no Advento, o tempo que no calendário litúrgico dos cristãos estes se devem preparar para o Natal, ou seja, a festa do nascimento do Menino Jesus.

Não conheço nenhuma outra festa religiosa de qualquer crença que tenha uma projeção global tão forte para fora do mundo dos crentes como o Natal. Isto é mais fruto do laicismo consumista ocidental do que da evangelização cristã: a comprovar isto, certos canais de televisão já prognosticam que o próximo Natal será melhor que o do ano passado, pois medem a qualidade deste, não pelo amor que esta época destila, mas sim pelo volume que se perspetiva em compras.

Assim, enquanto por esse mundo fora, mesmo não cristão, o Natal está em pujança, desde que sejam países onde os cidadãos possam expressar e praticar livremente a sua religião ou o seu ateísmo, eis que no País sede do catolicismo, a Itália, o diretor de uma escola optou por abolir os festejos de Natal no seu estabelecimento e substituí-los por uma festa de Inverno a realizar em janeiro e decidiu ainda rejeitar a proposta de pais para que as crianças do coro aprendessem cânticos de Natal: rejeições em nome da integração das minorias muçulmanas que frequentam aquele local de ensino.

Confesso que quando li esta notícia, pouco divulgada pelos órgãos de comunicação social em Portugal, fiquei estupefacto!

Mesmo sem estar de acordo com a proibição de símbolos religiosos por essa Europa fora, sobretudo cristãos, em muitos espaços públicos, eu até compreendo tal restrição ao abrigo da tão propalada laicidade do Estado. Agora que a tradição do Natal, assimilada pela sociedade laica, defendida pela economia organizada e apoiada por entidades oficiais com incentivos ao consumismo, pudesse ser proibida numa escola pública, é de um extremismo tal contra as religiões maioritárias na Europa que só conduz a novos extremismos e radicalismos religiosos de europeus e merece denúncia em qualquer canto deste continente onde se quer viver livremente no nosso espaço civilizacional.

Infelizmente, no pensar daquele diretor escolar de Rozzano a integração dos imigrantes com crenças e hábitos diferentes dos da maioria dos habitantes da cidade faz-se despojando os locais das suas tradições e referências religiosas no povo que os acolhe e ingenuamente acredita que violentando os usos da terra cria um mundo que se abre a acolher melhor os imigrantes.

Estou mesmo a ver que a felicidade da maioria das crianças daquela escola depende agora de não poderem trocar no espaço educacional entre os seus amigos as tradicionais prendas de Natal: só prendas de inverno! Passarem a enfeitar árvores de inverno e esperar pelo pai inverno. Ridículo!

Estou mesmo a acreditar que com esta mudança forçada os filhos dos cristãos vão amar mais os muçulmanos por em nome deles não poderem expressar livremente na sua terra a sua fé e tradições que tenham algum cunho religioso diferente da do povo acolhido.

Pessoas iguais a este diretor não são menos culpadas que os radicais islâmicos para o crescimento de forças políticas nacionalistas que defendem extremadamente a sua cultura, rejeitam acolher refugiados muçulmanos e são contra a construção na Europa de templos não cristãos para os imigrantes vindos de outras partes do mundo. Na verdade não são os imigrantes honestos que nos violentam, são pessoas como este diretor, pois o abuso do politicamente correto violenta a liberdade.

Infelizmente, os crentes das religiões do mundo que pregam o Amor também praticam o ódio quando sentem que os seus valores maís íntimos, como a sua fé, são espezinhados em nome de um laicismo militante ou de uma integração que não sabe fazer coabitar a diferença de cultos sem ostracizar uma delas, tanto maioritária como minoritária ou as tradições de uma terra.

Não tenho complexo de assumir que sou Cristão e sinto-me feliz por o poder dizer em público, no meu local de trabalho ou de convívio, mesmo sabendo que entre os meus colegas e amigos há gente que assume crenças ou descrenças diferentes e, felizmente, eles também se podem reunir, conviver e afirmar os seus valores sem me violentar. É isto a integração social multicultural.

Nesta quadra desejo a todos os leitores do Incentivo votos de um Bom Natal… mas, se preferirem, aceito votos de um Bom Inverno, desde que mo digam em liberdade e por direito de opção, algo que os estudantes daquela escola não têm e para quem vai este grito de liberdade.

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Hoje com a aprovação da Contribuição Extraordinária de Solidariedade na Assembleia da República quebrou-se um tabu: nem sempre a esquerda aprova as propostas do Governo de António Costa mas afinal estas podem ser aprovadas com os votos do PSD e do CDS.

O jogo de Costa de conseguir governar com o suporte assumido da esquerda, mas conseguindo impor medidas contra esta através do apoio pontual da direita foi ganho na primeira partida.

Passos disse que quando Costa precisasse não lhe daria a mão, o Primeiro-ministro disse que não lha tinha pedido, mas o PSD deu-lha pelo menos hoje voluntariamente. O jogo de cintura que o líder do PS estava a contar, funcionou.

Em termos de interesse nacional foi uma decisão sensata do PSD. Politicamente tem o risco de assim ficar vinculado a medidas do atual executivo e de o legitimar depois de o considerar ilegítimo. Todavia, tem também a virtude de mostrar algum bom-senso que fragiliza o radicalismo da esquerda e pode abrir feridas nesta ala.

Resta saber se com uma esquerda ferida e um governo já sem o estado de graça como neste momento tem, se Costa poderá contar de igual modo com o PSD e o CDS; é que por agora Secretário-Geral do PS, tal como Tsipras no início do seu mandato, só recolhe os louros políticos dos anúncios populares, mas a fatura financeira pode vir a seguir e a conta da nova folha de excel pode falhar na prática, tal como já inúmeras vezes falhou no passado e os Portugueses estão neste momento muito mais desconfiados com as escaldaduras que já sofreram.

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Não há concordâncias entre todos, o instituto do mar e da atmosfera apresenta a pior:

Céu geralmente muito nublado. Períodos de chuva, que pontualmente pode ser FORTE durante a tarde. Vento sul muito fresco a FORTE (40/65 km/h), tornando-se MUITO FORTE (65/75 km/h) com rajadas até 120 km/h e rodando para sudoeste.

Já o windguru, que tantos Faialenses seguem é mais suave:
Vento17dez15

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Existem dois picos de rajadas, perto das 5 horas de hoje à tarde com rajadas de 96 km/h para um vento sustentado de 65 km/h de sul-sudoeste, acompanhado de chuva intensa e outro pico amanhã de madrugada com ventos sustentados de 75 km/h e rajadas de 95 km/h de sudoeste, havendo uma ligeiríssima acalmia do vento entre estes dois períodos.

Outras aplicações na internet, como o windity, apontam algo mais próximo do windguru, de qualquer forma, é sempre borrasca forte que implica precauções e sobretudo cuidado com aquela aparente acalmia às primeiras horas da próxima noite é enganadora pois o vento contra-atacará novamente de madrugada.

vento17dez15v2

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Apesar de tudo, isto são previsões, esteja atento aos comunicados da proteção civil para alterações de última hora e acautele-se. Para já o alerta está VERMELHO.

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