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Archive for Agosto, 2015

A minha perspetiva de mais cedo ou tarde a Europa tentar fechar a porta à emigração de jovens portugueses licenciados começa a dar os primeiros sinais de concretização e a Ministra do Interior do Reino Unido já está a levantar a questão, para já ainda de mansinho… depois, temo que o cerco será ainda pior.

Efetivamente, nos últimos tempos devido à crise nacional os recém-licenciados têm mais frequentemente rumado para outros Estados da União Europeia em busca de emprego e de melhores condições de vida: a livre circulação de pessoas entre estes Países tem ajudado também e as infelizes palavras de Passos Coelho no início da licenciatura deu outro estímulo a esta sangria nacional.

Contudo, apesar de se tentar culpar quase apenas as políticas do governo nacional por esta fuga de jovens licenciados, a verdade é que os Países mais ricos também a favoreceram com falta de solidariedade financeira e vindo procurar e buscar a Portugal pessoas ainda em formação para cobrir as suas carências. Assim esta Lusitânia sofre uma dupla sangria desta geração por duas vias: uma pelas dificuldades internas ampliada pela falta de solidariedade financeira europeia e a outra pelo aliciamento dos mesmos Estados ricos que nos deixa ainda mais pobres por investirmos em formação que depois é aproveitada por quem nos obriga a seguir a austeridade.

Cedo perspetivei que esta porta começaria a fechar-se, pois mais cedo ou tarde esta migração de sentido único iria não só saturar os mercados de emprego no destino, como os lusitanos (provavelmente outros vindos do leste e do sul do velho continente) entrariam em concorrência com os autóctones dos atuais Estados recetores desta geração.

Assim temo que depois da falta de solidariedade financeira, virá também a falta de solidariedade social da Europa. Os Países do sul que fiquem com a dívida e a austeridade imposta pela UE e também com os desempregados devido ao fecho de portas. É que todos os povos Europeus se consideram solidários, mas só até ao momento em que estão a beneficiar com a solidariedade e quanto mais ricos são mais disponíveis para o egoísmo estão!per

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Infelizmente para muitos refugiados já é demasiado tarde mas ainda para muitos outros vai-se a tempo, por isso está na hora de a Europa passar das palavras aos atos como se deduz deste título.

Infelizmente quanto mais refugiados terão de morrer para que os povos egoístas europeus, do sul a norte, imponham a defesa desta gente?

Defender esta causa é mesmo uma questão de moral coletiva para toda a União Europeia.

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Apesar de alguns pensarem que o Estado injetar dinheiro na economia é uma receita milagrosa para o crescimento económico de um País, infelizmente, não é assim, e o Brasil com a sua política de esquerda de distribuição de dinheiro não salvou o País de uma recessão que vai desembocar num crise. Aliás, Portugal foi à falência precisamente depois do Governo PS ter levado ao extremo o investimento público. Gastando o que tinha e até o que esperava que as próximas gerações viessem a ter.

Sim, concordo com Keynes que aumentar o investimento público para sair de uma recessão pode, por vezes ser um boa receita para o fim de uma crise. O mal é quando um País se deixou sobre-endividar até chegar à crise, pois a partir daí não há saco de onde se tire dinheiro que não crie outro buraco mais grave. Talvez não seja este o caso do Brasil, que tem muitos recursos económicos, mas seguramente é o de Portugal e, por isto, sonhar com dinheiro público para sairmos da crise é uma utopia que muitos acreditam até outubro, mas a partir daí a desilusão será dolorosa para a grande maioria destes.

Estado que pensa dar o que não tem, a pedir vem e mais pobre fica e este é um mal Nacional. Este problema de Portugal está muito além de ser resolúvel com políticas fáceis de esquerda ou de direita e por isso não é numa ideologia de governo diferente que está a solução e o Brasil bem demonstra que populismos não impedem uma crise

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Nas negociações ao longo deste mandato o Governo conseguiu poupar com as empresas de concessões rodoviárias sete mil quinhentos e  trinta e três milhões de euros, isto é mesmo muito dinheiro que o Estado iria pagar a grandes grupos à custa dos cidadãos.

Embora eu suspeito que esta poupança seja alcançada só ao longo de vários anos, demonstra que era de facto muito dinheiro mesmo o que estava acordado do passado para se gastar só com as empresas rodoviárias em Portugal e quem diz que o atual Governo apenas sabe cobrar impostos e cortar nos vencimentos (o que também fez) e não é capaz de poupar nas despesas, este é um bom exemplo de que foi também conseguido neste mandato reduzir em muito o despesismo do Estado, face ao que estava previsto em benefício de grandes grupos privados ao abrigo das célebres PPP rodoviárias.

Mais, se o Estado conseguiu negociar uma poupança de 7.533 milhões de euros com esta gente das rodovias, imaginemos o pacote total que ainda ficou de obrigações de pagamento a estes grupos, por aqui já se vê a enormidade dos compromissos financeiros deixados pelo passado e compreender porque levaram o Estado Português ao sufoco e à penúria, tendo o País ficado à beira da bancarrota, até porque há PPP também em outros setores e muitos cavalos branco feitos por aí.

Infelizmente é verdade que para fazer face a este aperto a curto-prazo o Governo também cortou nas outras frentes e talvez nem sempre da melhor maneira, o que deixou muita gente inocente também com a corda ao pescoço, só que maior culpado foi mesmo quem deixou esta monstruosidade de dívidas cujo principais beneficiários eram grupos económicos e os maiores sacrificados as gerações futuras de Portugueses.

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Repisando o tema que falei no blogue, agora o meu artigo de ontem no jornal Incentivo:

A DEMORADA AVARIA NO BLOCO OPERATÓRIO

Foi como um murro no estômago o que senti quando decorrido um mês ouvi de novo que o bloco operatório do Hospital da Horta continuava a aguardar reparação do seu sistema de arrefecimento. O murro não foi por temer uma necessidade urgente, pois a população foi informada, aquando do anúncio público da avaria, que estavam salvaguardadas as cirurgias de urgência e oncológicas. O choque foi pelo significado da situação se prolongar por tanto tempo.

Quando da divulgação da situação, a população servida por este hospital foi também informada que se esperava a resolução do problema num prazo de duas a três semanas, deduzindo-se assim que se estava a dar já uma margem de segurança para eventuais atrasos e seria de esperar que tudo ficasse normalizado num prazo de duas semanas.

Também me lembro de se dizer que seriam poucas as pessoas afetadas, só que aqui não interessa o número, pois, poucos ou muitos, um atraso no atendimento num único destes pacientes é sempre um atraso e esse cidadão merece a mesma atenção e cuidado quer esteja acompanhado por pouca ou muita gente com o mesmo problema: é uma questão de dignidade e de obrigação da Região. Aqui não é o Estado que está em causa, pois pela Autonomia compete ao poder regional assegurar o serviço de saúde e a sua qualidade aos Açorianos que residem no Arquipélago.

Não critico nenhum funcionário do Hospital da Horta, pois de todos os trabalhadores que conheço que ali exercem a sua profissão de médicos a auxiliares, e são muitos, tenho recebido sinais claros de que se esforçam ao máximo para cuidar o melhor possível os doentes que ali são recebidos.

Critico sim o poder a montante do pessoal do Hospital da Horta. Estivesse esta unidade de saúde situada numa das outras duas ilhas que possuem hospitais regionais e já se sabe que a Saudaçor ou o Governo Regional com fretamento extraordinário de aviões ou de navios, apelos à força aérea ou à marinha e a questão teria merecido um tratamento de urgência máxima! Isto nem tendo em conta a possibilidade de por essas bandas este tipo de infraestruturas estar já salvaguardado com equipamentos de substituição em reserva nos armazéns como prevenção para estes casos. Tal como deveria sempre acontecer nas que prestam um serviço básico de suporte de vida aos cidadãos. Mas como é no Faial… aqui tudo tem de se desenrolar com as devidas demoras da zona que sofre uma dupla ultraperificidade dentro da ultraperiférica Região Autónoma dos Açores.

Quando se fala em defender o serviço público de saúde, assunto com o qual estou de pleno acordo, vem sempre à baila a Constituição, para o poder regional se esquecer neste momento que esta obrigação constitucional não está neste momento a ser plenamente assegurada aqui na ilha do Faial.

O que de facto eu gostaria é de não ter razões de descontentamento com as condições que se dão às infraestruturas e ao pessoal dos serviços de saúde prestados na Horta, que eu não sentisse falta de rapidez de resolução dos problemas que normalmente podem aqui ocorrer. Mas, infelizmente, esta demora evidencia aquilo que há muito denuncio: a desatenção e o esvaziamento do Faial em contraste com o que se passa nalgumas outras ilhas dos Açores. Esta demora é apenas mais um sintoma dessa falta de cuidado para com a ilha onde vivo que há muito denuncio, mais um dos muitos desrespeitos para com esta terra que eu tenho assistido.

Os problemas de funcionamento das infraestruturas dos serviços de saúde sediados no Faial merecem e exigem sempre um tratamento de urgência e o Governo dos Açores mostrou neste caso do bloco operatório não ter cumprido a sua obrigação, um facto digno de censura máxima.

Desejo ao menos que, desde a escrita deste artigo, a sua publicação na terça-feira ou então já esta semana, sejamos informados de que tudo está finalmente regularizado, é que esta interrupção da normalidade do funcionamento daquele bloco operatório já não se livra do rótulo de ter sido demasiado demorada. Isto para prejuízo, sobretudo, daqueles cuja qualidade de vida foi entretanto afetada e o seu mal-estar prolongado.

Estou certo que este desejo é também a vontade daqueles que dão o seu melhor no bloco operatório do Hospital da Horta, pois estou seguro que igualmente estão desejosos para que tudo seja plenamente resolvido com a maior brevidade possível, tanto pelo brio profissional que lhes reconheço, como para evitar sobrecargas de trabalho num futuro próximo devido ao acumular de atrasos de intervenções que entretanto poderiam já ter sido feitas durante esta interrupção.

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Tal como se esperava, com o tempo começaram a vir ao de cima os inconvenientes do novo modelo de transportes aéreo de passageiros para o Faial. Inicialmente foram perspetivas com receios e esperanças, mas depois veio a euforia no momento em que ainda não se tinha chegado ao período de ponta, altura em que houve um aumento de visitantes devido aos baixos preços e encaminhamentos a custo zero sem esgotar as reservas e agora, finalmente que chegou a época alta de deslocações chegou a vez das desvantagens se tornarem evidentes:

  • Não há lugares suficientes para os Faialenses se deslocarem interilhas e para fora dos Açores, sobretudo se não tiverem previsto a necessidade de viajarem a longo-prazo, assim ficam retidos na ilha com mais gravidade do que antes;
  • Mas não só os viajantes Faialenses os afetados, os dados estatísticos do Faial para o turismo num dos meses mais altos de visitantes, julho, já não reflete a alta perspetivada, sendo uma das justificações a escassez de lugares disponíveis nos aviões que vêm até esta ilha, prejudicando vários agentes hoteleiros, razão porque à última hora a SATA até aumentou o número de voos, que era inferior ao do passado, como se os turistas estivessem à espera disso até e sem terem programado ir para outros destinos, agora é tarde e mesmo assim não há passagens para todos devido ao menor número de lugares disponíveis.

Verdade, não há bela sem senão, mas neste caso houve alertas que surgiram desde o início que nenhum governante quis dar ouvidos, talvez porque vinham do Faial.

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Há qualquer coisa de muito irracional no funcionamento dos mercados bolsistas, efetivamente, apenas porque de facto se constatou que a economia chinesa não está a crescer tão fortemente como se previa, mas mesmo assim cresce, perspetivas demasiado altas que teriam levado antes a uma sobrevalorização da bolsa de Xangai, imediatamente esta entrou em queda abrupta.

O efeito de contágio da bolsa chinesa levou a que o resto do mundo entrasse praticamente em pânico e Lisboa não fugiu à regra, tendo mesmo ironicamente uma queda maior que quando Portugal esteve à beira da bancarrota em 2011 e teve de ser intervencionado de urgência com um resgate que nos impôs o memorando da troika e levou à demissão de Sócrates.

São situações desta natureza que demonstra à exaustão que além de desumano o pior do capitalismo atual é ser mesmo demasiado irracional para que a economia de uma civilização globalizada esteja nas mãos destes especuladores, corretores, banqueiros e afins.

Mais cedo ou tarde esta loucura pode mesmo originar uma catástrofe onde o colapso será aterrador para todo o sistema e eu não sou adepto de Krugman…

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Continuam a ser chocantes as imagens do que insistentemente se tende a chamar imigrantes ilegais que entram pelo sul da Europa, eles que mais não são do que refugiados do desastre humanitário que reina na Síria, Afeganistão, Iraque, Somália, Etiópia e outros países cujo Ocidente colocou em estado de catástrofe devido à sua má política internacional.

Não é justo fechar os olhos a esta gente vítima das asneiras e interesses do Ocidente, incluindo Europa, barrando-lhes simplesmente a entrada e retendo-os em campos de refugiados. Tal como a União Europeia não pode olhar para eles apenas como concorrentes do mercado de trabalho cujos seus cidadãos temem e por isso os deixa desumanamente em condições infra-humanas. Também é certo que estes refugiados não podem olhar apenas para a Alemanha como refúgio e o paraíso terrestre.

Certo que não é de excluir que mais cedo ou tarde se infiltrem nestes refugiados guerrilheiros do Estado Islâmico (daesh), da al Qaeda, etc. Mas a segurança interna não pode fechar os olhos à humanidade que definha nas fronteiras da Europa.

Mas o mais difícil que a Europa tem de começar a pensar é: como dar condições humanas de vida aceitáveis nas terras de origem destes povos? Já que foi o Ocidente um dos principais obreiros da destruição dessas condições que estão na origem da fuga desta gente. Só resolvendo o problema na origem esta questão pode ter um fim condigno para todos.

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Quando se avariou o sistema de arrefecimento do bloco operatório em meados julho e se deu um período de resolução de 2 a 3 semanas, optei por não falar do assunto por pensar que avarias acontecem de facto e embora não seja normal uma unidade hospitalar não estar preparada para resolução rápida destas situações, como esta unidade da saúde é numa pequena ilha aonde a ninguém é imputada culpas de incidentes e acidente, facto que premeia a incompetência por cá no Faial, já me habituei a que estas situação inaceitáveis sejam cada vez mais normais.

Agora, que quase decorrido um mês a situação ainda esteja por resolver, já é demais, inadmissível, não me posso calar e tenho de protestar! Também sei que só porque isto aconteceu numa ilha como o Faial é que o problema está por resolver, fosse em Ponta Delgada ou Angra do Heroísmo e seguramente outro galo cantaria… ou então o responsável pelo serviço já estaria degolado…. por aqui por norma é-se reconduzido e o próprio faz em seguida uma autopromoção na internet como aconteceu na Portos dos Açores.

Factos são factos, o desprezo pelo Faial só se agudiza porque a maioria dos Faialenses tem tolerado que a sua ilha e as suas gentes sejam assim tão mal tratados… e agora até a saúde desta gente já se despreza.

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Infelizmente, raras são as notícias boas nos últimos tempos para o aeroporto da Horta:

– O prolongamento da pista da Horta foi abandonado por todos os que o garantiram;

– Voos low-cost, parece que os Governos nunca sequer consideraram a hipótese da Horta;

– Administrador do aeroporto da Horta deixou de ser uma pessoa por si residente no Faial;

O mais recente projeto piloto sobre melhoria das condições de aproximação à posta da Horta, o pioneiro RISE da parceria NAV – TAP antes prometido para esta infraestrutura, está em vias de cair, certo que esta transportadora saiu por sua iniciativa do Faial, mas a NAV mantém-se, mas como é normal, há sempre uma desculpa quando se trata de desinvestir no Faial.

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