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Archive for 6 de Julho, 2015

Todos os discursos da cerimónia comemorativa do 182º aniversário de elevação da Horta a cidade acusaram o toque das críticas que têm vindo a público sobre a situação do concelho.

O Presidente da Câmara assumiu que às críticas responde com mais trabalho. Confesso que, apesar do meu descontentamento com a degradação da economia da Horta que tenho assistido, não há maior estímulo para quem ama esta cidade e deseja para ela o melhor, que ouvir que as críticas empurram o edil para mais trabalho. Fiquei apenas com a dúvida se as minhas críticas têm sido assim tão insuficientes para não ter visto ainda refletir-se no nosso concelho esse trabalho tão necessário para parar com a estagnação do crescimento económico do Faial e a ilha ir em frente, ou se esta é uma nova estratégia e, como recente que é, os frutos só no futuro se começarão a ver. Estarei atento e, se vir frutos, também sei elogiar quando alguém o merece. Não é ainda o caso.

O Presidente da Assembleia Municipal foi mais contido, reconheceu e lamentou as dificuldades conjunturais impostas pelo poder central e assumiu que algumas críticas possam ser injustas. Sem dúvida que os críticos podem nem sempre ter razão, por vezes há pormenores que desconhecem, a verdade é que, na generalidade, a última década foi um período de recuo da dinâmica económica da Horta e se não fosse a administração pública a acolher, forçadamente, tantos desempregados para disfarçar o falhanço, os resultados do encerramento da fábrica do peixe, a saída da parcial da rádio naval, as falências de empresas e o fecho de lojas de comércio, seria mesmo uma catástrofe para o concelho.

O representante do Governo dos Açores, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, foi mais populista e demagógico. Assumiu-se como um cidadão desta cidade, embora se saiba que apenas por nomeação política temporária está a exercer o seu cargo na Horta, a seguir tentou limitar as críticas a oportunismos e interesses partidário. Assumiu os louros, que não são de facto dele, para a criação da Escola do Mar como um investimento para esta cidade, até porque há anos está em gestação e não nasce, e escondeu que mal chegou ao poder tomou a iniciativa de esvaziar este investimento na Horta, propondo uma delegação à distância, para que os potenciais alunos da maior ilha dos Açores não viessem para o Faial. Com gente assim, estamos conversados e só se deixa enganar quem quer.

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