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Archive for Maio, 2015

Portugal e as suas instituições podem ter muitos defeitos, mas não são diferentes do que se passa no resto do mundo.

Em Portugal, quando há um candidato no poder suspeito de corrupção ou mesmo com um processo de acusação a decorrer na justiça ou em torno da sua equipa, por norma isso não o faz perder eleições. Na Itália situações destas têm sido primeira página de todos os grandes jornais mundiais

No Brasil e Espanha passou a ser norma que a partir do número dois de uma equipa no poder haver um conjunto de elementos acusados de corrupção, mas ressalva-se sempre que o número um está inocente, não sabe de nada e até a seguir ganha eleições.

Na FIFA, foi meia equipa da direção acusada de corrupção, usou-se a técnica brasileira e espanhola de que o número um é de uma pureza tal que a corrupção circundou-o mas não lhe tocou. Até Putin deu um ar da sua graça a falar em defesa de Blatter e assim reforçar a inocência do Presidente da instituição. Deste modo não admira que Blatter seja a seguir reeleito.

Efetivamente, tanto na política, como no futebol, como em muitas outras instituições nada melhor que umas eleições para o eleitorado validar a corrupção… e depois ainda dizem mal dos eleitos e tentam sujar os que nada de suspeito existe contra eles usando o argumento de que são todos iguais…

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Não sou contra a reabilitação da Príncipe Alberto do Mónaco e da estrada Santa Bárbara Flamengos anunciada pelo Governo dos Açores, mas não aceito é que me atirem areia para os olhos.

Logicamente que a Príncipe Alberto do Mónaco é a via que dá entrada à cidade pelo acesso da primeira fase da Variante., Também é a estrada por onde circulam as viaturas do lado sudeste da ilha que desejam ir para o norte do Faial devido à ausência da segunda fase da Variante.

Mas o que este anúncio diz na verdade é simplesmente isto: a  Variante à cidade da Horta não é de facto para se construir e contentem-se com isto!

Primeiro porque não tem lógica fazer-se a reabilitação destas duas via se estivesse de facto prevista a construção da Variante, pois durante as obras de construção da Variante grande parte dos acessos à frente de trabalhos dos camiões e maquinaria seria precisamente por estas duas vias, o que provocaria um desgaste acelerado nestas duas vias logo depois de reabilitadas. Isto seria um erro de mau planeamento de obras demasiado evidente e o responsável pode ser maldoso, mas não é burro. Logo este anúncio só tem lógica com a desistência da Variante à cidade da Horta.

Segundo porque é um vício de muitos políticos no poder de quando desistem de uma grande obra antes anunciada, logo em seguida anunciem outra de menor dimensões que serve sobretudo para calar os protestos e disfarçar aquele ideia de que aqui não se faz nada. Logo este anúncio tem toda a lógica a seguir à retirada da Variante à cidade da Horta da Carta Regional das Obras Públicas que já se tornou público.

Sei que muitos Faialenses ficarão satisfeitos e deixar-se-ão iludir: uns porque são assim mesmo conformados, contentam-se com qualquer coisinha; e outros porque estão demasiado dependentes do sistema para mostrarem qualquer descontentamento com o que se passa por aqui. Mas há também quem não se deixe enganar, podem formar uma minoria: mas existem!

O leitor Faialense fica assim devidamente esclarecido. Depois tem o direito de escolher em que grupo quer ficar. Eu fico no que não se deixam enganar, nem ficam calados com esta marosca.

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Brazão

Não interessa o nome oficial deste dia, o que importa é que hoje se celebra a Açorianidade por todo os sítios do mundo onde existam comunidades Açorianas com estruturas organizadas para manter viva a pertença à terra de origem.

Hoje caminha-se para os 40 anos de Autonomia, esta que no início soube unir todas as Ilhas de um Arquipélago com parcelas de costas viradas entre si, para assim se criar uma identidade única de Região respeitando um corpo múltiplo onde cada ilha contribuía como um órgão identitário para o conjunto constitui os Açores.

Infelizmente, a partir do momento em que se começou a falar de coesão das ilhas, deu-se corpo a várias ferramentas para as parcelas mais fortes se tornarem mais influentes e decisivas e a Autonomia que criou esta unidade é cada vez vista com mais desconfiança e fomentadora de bairrismos, que agora têm até um carácter saudável de serem a forma de se lutar pela sobrevivência nas ilhas mais pequenas do que um forma de expressão doentia de se digladiarem as terras vizinhas.

Votos para uma autonomia da Região se torne saudável para o desenvolvimento, a coesão e a união das ilhas dos Açores, a terra-mãe da diáspora dispersa pelo mundo.

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A vitória do sim ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo na Irlanda, um País historicamente muito religioso de confissão Católica, com uma margem expressiva de quase dois terços dos votantes, coloca ponto final a certas certezas convencionais:

– Que as questões respeitantes à discriminação LGBT não podem ser levadas a referendo pois os direitos e os valores não se referendam. Penso que quando há dúvidas em reconhecer esses aspetos, deve-se é trabalhar para mudar a sociedade para que se tornem viáveis esses princípios por vontade popular e passem a ser aceites pela maioria. A meta seria que passassem a ser inquestionáveis por todos. A partir de agora ninguém pode dizer que este tipo de contrato civil entre duas pessoas do mesmo sexo vai ser legalizado sem ter em conta a vontade dos Irlandeses.

– É possível a um País de confissão Católica conservadora ter uma comunidade de cristãos mais tolerantes do que a hierarquia da sua Igreja. Por norma não se é homossexual por opção, tal como não se escolhe a etnia e as características físicas do corpo humano. Acredito que naquele terço de nãos existam também não cristãos preconceituosos. O preconceito não é um exclusivo de uma ou outra religião, mas ao contrário da fisiologia de cada um, o preconceito pode-se mudar, não é inato.

Aceitar o outro como é, respeitá-lo e dar-lhe as condições iguais para que possa ser feliz, mesmo que à partida ele seja diferente, é a primeira forma de cumprir o mandamento cristão de amar próximo como a si mesmo.

Ah… mas está escrito que Deus nos fez homem e mulher! Pois é verdade, mas independente da letra da Bíblia, acontece que uma minoria destes homens e mulheres são homossexuais… e a Igreja não pode tratar uns menores do que os outros, tem é de saber lidar com isso e os seus teólogos nunca compreenderam bem certas diferenças que são inatas a cada indivíduo e o mal está é nesses estudiosos que se consideram mais sábios sobre Deus do que outros

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Na primeira jornada do campeonato da Liga I de futebol em Portugal levantei um conjunto de questões sobre a época 2014/15, onde reconheço que assumi que: o Benfica fora alvo de um enorme desbaste na sua equipa que se ficasse nos lugares cimeiros era porque Jorge Jesus era de facto um grande treinador, não apenas um fazedor de jogadores para rentabilizar a sua venda pelo clube.

A verdade é que o Glorioso foi Bicampeão diante de um Porto forte e com um treinador vindo do campeonato Espanhol considerado como tendo um grande potencial e apto a recolocar os dragões no topo da tabela, mais, foi o Benfica quem ascendeu à primeira posição antes de metade da primeira volta e de lá nunca mais perdeu a dianteira na classificação.

Pela minha premissa estaria assim provada a excelência de Jorge Jesus. Na verdade o Benfica ganhou justamente, mas muitos jogos foram de um sofrimento atroz, em muitas jornadas o Glorioso venceu mas não convenceu e parte deste desencanto ficou, sobretudo, a dever-se à forma perdulária na concretização dos golos, apesar de ser o melhor ataque da liga; ao facto de muitas vezes se ter a sensação que a equipa estava a jogar para manter um resultado que lhe era favorável mas sem a garra necessária; e as perdas de bolas que aconteciam nas passagens numa frequência inaceitável para quem liderava a prova. Estes problemas já vinham de anteriores épocas e mostram defeitos no molde de Jorge Jesus conduzir a equipa que nunca corrigiu, apesar de por vezes ele próprio desesperar em campo quando o amargo dos seus agires fizeram a sua e nossa equipa perder pontos desnecessariamente.

Não virei a fã de, nem a um descontente com Jorge Jesus, mas ele também tem muitos aspetos a melhorar, teve resultados e a sorte do seu lado, mas faltou colocar o Benfica a jogar à Benfica, embora eu também assuma que o mais importante sejam as vitórias alcançadas.

Resta-me esperar a próxima época e desejar o melhor para o Benfica, para já parabéns Glorioso e também gostava de participar na festa com a nossa gente encarnada… mas há tanto mar a separar-me do Estádio da Luz, a nossa catedral.

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O projeto de programa eleitoral do PS propõe a instalação de um “centro para a observação oceânica” nos Açores para aproveitar o potencial do mar. Em primeiro lugar, uma vez que nos Açores já existe o Departamento de Oceanografia e Pescas e uma Delegação do Instituto do Mar (IMAR) na Horta, cidade onde deverá ser criada uma escola do mar, bem como em São Miguel está o Departamento de Biologia e o de Geociências, ambos com competências de investigação no meio marinho, e para onde será criado um curso de ciências do mar, não sei precisamente o que se pretende em concreto com esta este novo observatório:

1 – Se é mais uma entidade paralela às que já existem e para trabalhar de costas para as outras como presentemente acontece entre várias das citadas?

2 – Se é uma estrutura de integração dos conhecimentos e investigações levadas a cabo em cada uma das instituições citadas, já que a cooperação não é o mais forte entre elas?

3 – se é uma mera ilusão como promessa eleitoral, sem qualquer interesse que não a mera propaganda eleitoral que depois se esquece quando se chega ao poder, por nunca ter tido qualquer suporte para além do interesse de autopromoção para as legislativas?

Se for a segunda hipótese, pode ser uma forma de rentabilizar o que já existe e por isso seria uma boa ideia, mais cara do que criar sinergias entre o que já está no terreno, mas melhor do que a atual falta de cooperação.

Agora, não vale a pena andar a criticar Costa por este não ter dito em que ilha ficaria o observatório, seja qual for o cenário dos três acima considerados, pois não seria normal ele definir o local neste pacote de promessa durante uma campanha de autopromoção. Seria comprar uma guerra desnecessária a quem está agora sobretudo interessado em cativar votos.

Efetivamente, se fosse por mero cálculo de votos, Costa dizer que era no Faial seria alimentar questiúnculas em São Miguel, onde está o maior número de eleitores e o cabeça de lista que até tirou a Rádio Naval da ilha azul para a colocar na verde e isto não seria benéfico para o PS-Açores.

Se Costa fosse dizer que seria em Ponta Delgada, arriscava-se a críticas na Horta, onde vivem muito menos votantes e de onde o número três da lista deve lá estar apenas porque não abriu a boca quando o Secretário Regional do Mar decidiu esvaziar a escola do Mar, levando uma parte desta para Rabo de Peixe, ainda antes mesmo de que o candidato residente no Faial conseguisse sequer abrir a escola que ele há já quase dois anos anda a criar e de onde quer sair antes de concluir o trabalho que estava a fazer.

Claro, pela lógica da coesão regional o observatório, a ser criado na realidade, deveria ser na Horta, mas pelo desenrolar da governação regional nos últimos anos e acelerado nos últimos tempos, a intenção oculta seria em São Miguel, mas o mais provável é isto mesmo ser apenas mais uma promessa eleitoralista unicamente para captar votos e depois das eleições irá para um terceiro lugar: A GAVETA. 😉

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O meu artigo de hoje no diário Incentivo:

OS ATAQUES AO FAIAL NÃO PARAM

Na sequência da decisão de apresentação de um Voto de Protesto pelo Grupo Municipal do PSD-CDS/PP-PPM para a última Sessão da Assembleia Municipal da Horta, soube que o Governo dos Açores tinha retirado da nova Carta Regional de Obras Públicas o projeto de construção da 2.ª Fase da Variante à Cidade de Horta. O descontentamento foi geral naquela Assembleia e, neste caso, aprovaram por unanimidade o protesto à opção do executivo de Vasco Cordeiro.

Se não fosse este Voto de Protesto e a sua discussão, mais um atentado contra o Faial teria passado despercebido. Pois se o Governo através do GACS envia comunicados aos jornais, rádio e televisão a divulgar as suas promessas, não faz o mesmo quando delibera não executar um projeto que anunciou em voz alta e a coberto dos holofotes do mediatismo. Não se está perante um novo atraso, mas sim da opção de retirar uma obra da nova carta de obras públicas que, segundo a anterior, já estaria em construção neste preciso semestre. Um cobarde ponto final no assunto sem se dizer nada!

Infelizmente esta decisão tem impactes negativos gravosos na filosofia subjacente aos dois principais planos que condicionam o ordenamento e o desenvolvimento da cidade: o Plano de Urbanização e o da Requalificação e Reordenamento da Frente Marítima da Cidade da Horta.

Todo o Sistema Viário proposto no Plano de Urbanização da Horta, também apresentado e discutido com pompa e circunstância pela Câmara Municipal, tem como premissa a existência da Variante na definição dos eixos de entrada e saída da cidade e a delimitação de ocupação do solo para expansão urbana e industrial tem em conta esta via na região da Horta.

Toda a filosofia inerente à Requalificação da Frente Mar da Horta tem igualmente como suporte a ideia de restituir a zona entre o Largo Manuel de Arriaga e o parque na Alagoa aos residentes e visitantes, estes turistas na sua maioria, devido ao desvio da circulação viária não local para a variante, permitindo assim o desenvolvimento de atividades de lazer e restauração na zona aliviada de tráfego, mas que assim continuarão a ser obrigados a usar a marginal, talvez entre esplanadas e espaços de recreio…

Lembro-me de que ainda recentemente um autarca socialista em São Miguel protestou com toda a força (e fez muito bem!) contra o Governo dos Açores por este não estar a cumprir o calendário da anterior carta de obras públicas; pois deveria estar a avançar a construção de um acesso entre a sua vila e uma das freguesias do seu concelho. Pois, felizmente para ele, do que antes nem estava orçamentado na carta, a sua coragem levou a que agora se destinem várias dezenas de milhões de euros para a sua reivindicação e ainda a definição desta ser contratualizada dentro de meses.

No Faial, a Variante, cuja construção está prevista há décadas, depois de sucessivos adiamentos, foi dividida em duas fases em 2001, pois o sismo de 1998 deixou evidente que o único acesso sul da cidade poderia ruir na Lajinha com um tremor-de-terra ou uma tempestade. Assim, pela urgência da obra, deceparam a variante da primeira fase e transformaram a obra num acesso alternativo para se chegar à periferia da Horta pelo lado sul, a partir daqui, a via perdeu, agora talvez em definitivo, a prioridade para se chegar ao centro urbano até à construção da fase agora desaparecida, pois, entretanto, os bombeiros aquartelados na baixa teriam de ser privilegiados na saída.

Agora, pela calada, Vasco Cordeiro, em vez de manter a segunda fase, limita o projeto à primeira, que nem foi ele quem construiu, que tem apenas função de acesso sem prioridade de entrada na cidade, e mata a variante. Este Presidente dá assim, de uma só vez, uma machadada na filosofia do Plano de Urbanização e da Requalificação e Reordenamento da Frente Marítima da Horta que, deste modo, ficam desatualizados e com necessidade de serem revistos.

Quem ouviu o Presidente da Câmara Municipal da Horta protestar alto como fez aquele Autarca em São Miguel, que até é natural destas ilhas do Canal, mas que, ao contrário dos que cá ficam, não teve medo de levantar a sua voz? Onde estão os comunicados do Secretariado do PS-Faial a protestar pela retirada da 2.ª Fase da Variante à cidade da Horta da Carta de Obras Públicas Regional? Onde estão as notícias ao nível Regional com a insatisfação dos representantes dos Faial como aconteceu com o exemplo do autarca que citei de um pequeno concelho de S. Miguel? O que falta por cá para que estes atentados deixem de ficar impunes a quem nos Governa? Até quando o Faial está condenado a assistir ao ataque ostensivo às suas reivindicações mais antigas? Para onde irá o novo quartel dos bombeiros voluntários Faialenses, ainda localizado numa zona inadequada para fazer face a catástrofes maiores, que se pretendia deslocalizar para uma área de fácil acesso e escoamento mas a contar com a variante agora eliminada da carta de obras públicas?

Para já, espero, após estes factos se terem tornado públicos, que por vergonha do silêncio cúmplice daqueles que deveriam ser as primeiras vozes a levantar-se na defesa da nossa ilha, por terem sido eleitos democraticamente para isso, estejam agora a mexer os cordelinhos debaixo da mesa e, pelo menos, consigam dentro de pouco tempo uma reviravolta nesta situação. Não apenas o anúncio (já não pega!) mas sim o arranque efetivo da Variante cujo projeto já deveria estar concluído face ao comunicado em anteriores orçamentos regionais ao Conselho de Ilha do Faial.

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Benfica

Contra tudo, contra todos, sofrido, mas justo

Parabéns Sport Lisboa e Benfica

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Chocou-me o comportamento oportunista de António Costa ao deixar queimar em lume brando António Seguro, quando o caminho oferecia riscos e não se candidatando a líder do seu partido, para depois trair o seu Secretário-Geral e os eleitores alfacinhas ao se propor a líder da oposição a partir do momento em que tudo parecia facilitado para o Secretário-Geral vir a ser entronizado como vencedor sem espinhos das próximas legislativas, apenas porque já só se punha em questão a dimensão da futura vitória do PS.

Apesar de tudo, não tenho tido dúvidas de a traição de Costa será perdoada face ao ódio a Passos, só que, ao contrário da Quadratura do Círculo, onde as suas críticas ao Governo são sempre apoiadas e ampliadas por Pacheco Pereira, ao abrir-se ao País, o atual Secretário-Geral mostrou-se vazio de ideias próprias, limitando-se a um jogo de cintura entre o declarar o que os Portugueses gostam de ouvir: o fim da austeridade; e o dizer que desfazerá tudo o que até aqui foi impopular, sem mostrar medidas compensatórias alternativas.

A verdade é que se Relvas criou condições para Costa reduzir as dívidas da sua Câmara, quando esta não era escrutinada e com isso tentou tirar louros só para si, embora, já tardiamente; ao liderar a oposição veio ao de cima a imposição prática de medidas habituais dos políticos quando estão no poder: taxa turística, jogadas de apoios a clubes em prejuízo do erário público, a incapacidade face ao problema das inundações e ao tirar do centro da cidade os carros mais antigos, normalmente pertencente aos mais pobres que ficam com a sobras da renovação da frota assegurada pelos mais ricos.

Em paralelo encomendou um estudo económico a gente independente para apresentar um programa alternativo: elogios e mais elogios, até ao momento que se começou a escrutinar as entrelinhas: aumento da idade da reforma, redução das novas pensões, continuação de cortes apenas com previsão de uma extensão menor se a economia correr de feição e logo António Costa assumiu que as coisas impopulares ainda não estavam aprovadas, só as boas, o que é “ótimo” 😉 para a credibilização de um projeto em debate que se suportava na consistência inicial e pior ainda ao mostrar o lado mais negro de Sócrates (a ameaça de jornalistas que comentassem menos favoravelmente a governação) e veio o SMS ao subdiretor do Expresso dirigido pelo mano Costa que não mostrou a sua solidariedade para com o colega da sua equipa.

Assim, não admira que António e Costa, que perspetivava uma imagem de salvador e de alternativa incontestável, comece a sentir os espinhos: é que Portugal é muito mais que o ódio de Pacheco Pereira e muitos outros a Passos Coelho e hoje as sondagens apontam para que o PS esteja empatado com a coligação PS/PSD-CDS.

Sou dos que acredita, por experiência de vida, na vitória nas legislativas do populismo, oportunismo e da elite lisboeta, mas a verdade é que o Povo já não é tão ignorante para que, face ao descontentamento com Primeiro-ministro, não veja também o desencanto e o vazio de ideias que é o Secretário-Geral do PS.

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Portugal (1.4%) não foi o País que mais cresceu, foi a Eslováquia (2,9%), mas está acima da média (1%) no que se refere ao crescimento económico no primeiro trimestre do corrente ano.

Não é garantia de que por cá já estamos mesmo a sair da crise e que os remédios tomados foram os mais corretos, é apenas um facto estatístico do momento e bom para Portugal. Desejo que ao menos não haja recaídas nem desacelerações na reabilitação económica do nosso País. Já nestes dias foi bom saber que um dos factores que mais contribuiu para o crescimento económico do País foi o aumento das exportações, a via saudável dada a nossa situação de dívida pública.

Gostaria que uma boa notícia do mesmo género começasse também a beneficiar o emprego dos Portugueses, mas por aqui os resultados parecem menos significativos até ao momento.

Apesar de alguns Estados terem crescido mais do que o esperado (França 0,6%), outros menos (Alemanha 0,3%), ambos menos que Portugal e como tal estamo-nos a aproximar deles, quem andou mesmo para trás foi a Grécia (-0,3%), mas discutir este último País é coisa que não é o tema deste artigo.

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