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Archive for Abril, 2015

O Observatório de Turismo dos Açores é do tipo “instituição privada” onde um dos seus sócios fundador é a própria Região Autónoma dos Açores que para avaliar o impacte no turismo do novo sistema de transportes aéreos, mais precisamente, segundo o seu site, “os impactes da operação “low cost” nos Açores“, apenas questiona empresários de São Miguel.

Claro que para este observatório, oito em nove ilhas dos Açores não contam para conclusões de âmbito Regional, apenas São Miguel.

Se o estudo assumisse que era o impacte em São Miguel e falasse sempre nesta ilha já era falta de isenção do observatório fundado pela Região Autónoma dos Açores (o que quer dizer pelo Governo Regional), mas ao menos atribuir em seguida com esta amostra, por eles designada de líderes de opinião, uma abrangência de Açores é um INSULTO a todos os que ainda consideram a Região este Arquipélago constituída de NOVE ilhas.

Claro que como me sinto insultado não conto, em seguida estas conclusões surgem como balanço positivo em jornais e assim, com todo o descaramento, vai o Governo dos Açores apoiando o fim da coesão regional: não foi por acaso que se criou o círculo eleitoral de compensação, foi única e exclusivamente para reforçar o peso de São Miguel e transformar esta ilha de facto na líder da decisão e o resto é paisagem.

Lembro-me que há pouco tempo um político mostrava não compactuar com bairrismos, a verdade é que estes mais do que existirem nas pessoas estão a ser apoiados oficialmente pela Região Autónoma dos Açores e eu como Açoriano de facto denunciarei e direi sempre NÃO a esta MALDADE que se está estrategicamente a fazer a várias ilhas do Arquipélago, nomeadamente ao Faial.

ANTES PRESO OU OSTRACIZADO POLÍTICO POR DIZER A VERDADE DO QUE ACOMODADO E ACEITAR CALADO O ESVAZIAMENTO DA MINHA TERRA. infelizmente vejo faialense a fechar os olhos e coisas destas e a subir politicamente com isso e suspeito que isto ocorre com residentes de outras ilhas dos Açores.

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Perguntamos, retoricamente, por que razão é que numa questão que deveria ter sido decidida pelo Governo Regional, que era colocar a SATA Internacional a trabalhar bem para o Pico e para o Faial, foi pedido justificações ao Governo da República? Isso é que não faz sentido”. Nem sempre ouvimos os sindicatos irem para além da defesa do seu grupo de trabalhadores que representam, mas desta vez o porta-voz dos sindicatos da SATA não teve complexo de deixar a nu que a sobrevivência da transportadora aérea regional deve estar relacionada com a capacidade desta assegurar a melhor prestação de serviços aos Açorianos dentro do quadro autonómico.

Assim, de uma cajadada, este representante dos trabalhadores da empresa mostrou que é retórica política barata Vasco Cordeiro questionar o Governo da República por demissões de obrigações da transportadora aérea nacional: a TAP, para com o Faial e Pico, quando ele não mexe uma palha para colmatar parte desses problemas como líder do único proprietário da empresa dos Açores que poderia  fazer isso: a SATA.

Se dificilmente seria solúvel a projeção internacional das ilhas do Canal com a substituição da TAP pela SATA devido ao peso da marca da transportadora aérea nacional, já em termos de horários e números de voos era possível o Governo dos Açores procurar as melhores soluções em prol das necessidades dos Faial e do Pico, mas Vasco Cordeiro disfarça, como habitualmente, chutando a sua inação para a sua questão ao governo nacional de forma a desviar as atenções.

O mesmo se passou com Vítor Fraga, que quando questionado sobre a aquisição ou aluguer de mais aviões pela SATA de modo a cumprir as reivindicações dos habitantes do Faial e Pico em condições adequadas, se limitou a dizer que estava seguro que a administração da empresa com certeza saberia adaptar-se às exigências, escondendo assim a sua inação, enquanto propaga a opção de comprar dois grandes navios para a Atlanticoline, mesmo depois de um deputado do PS ter demonstrado o elefante branco que era a iniciativa, o custos da mesma e a inexistência de reivindicações e procura par tal decisão. Aqui este Secretário Regional não teve complexos em ser proativo.

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Benfica

Não é ainda a vitória do campeonato, mas é um passo de gigante para a conquista de campeonato 2014/2015, o Benfica agora é o único clube que só depende de si, consolida os 3 pontos à frente do Porto que por vantagem do Glorioso no confronto direto correspondem na prática a 4 pontos.

Um jogo com um resultado justo, onde ambos os clubes tentaram dar o máximo. O Benfica na primeira parte para não sofrer golos e na segunda a jogar de igual para igual e um Porto a tentar a vitória nas duas partes e onde beneficiou do facto de Jackson não ter sido expulso e de um árbitro que foi mais tolerante com os azuis, embora nenhuma falta marcada contra os encarnados tenha sido incorreta.

Foi dos jogos onde mais sofri de ansiedade do primeiro minuto ao apito final, mas prefiro sofrer pelo Benfica do que sofrer com o Benfica e neste caso o Glorioso não ficou a sofrer.

Para já: Parabéns Glorioso.

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Uma dúvida que me coloco é sobre o que tem andado a colocar o garrote ao espírito de Abril:

1. A economia de mercado?

2. A globalização?

3. A União Europeia?

4. O Euro?

5. A Alemanha?

6. Os partidos políticos?

7. O oportunismo, clientelismo ou corrupção de quem exerceu o poder?

A falta de uma visão estratégica de longo-prazo aplicada a curto-prazo e envolvendo todo Portugal?

Penso que todos deram o seu contributo, mas os últimos dois têm a maior cota parte neste agonizar de Abril.

Votos de um Feliz 25 de Abril, em Liberdade que contribua para um futuro melhor para os Portugueses.

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Já tenho dado a entender nesta reforma dos transportes aéreos nos Açores que se podem dizer coisas teoricamente boas que na prática até são negativas.

Os autarcas e empresários do Faial solicitaram um aumento de voos nas ligações Horta-Lisboa-Horta em julho e agosto, eu sei que tal será muito difícil ou mesmo impossível com a frota atual da SATA, mas o Secretário Regional cobardemente não tem coragem para referir este constrangimento que  mancha a aplicabilidade do seu modelo, até porque não mostrou abertura para apoiar o aumento necessário desta frota ao contrário da opção dispensável por dois grandes navios e então dá a volta à questão respondendo que o número de lugares disponíveis até aumenta.

Claro que quem não sabe o truque não percebe a subtileza, é que os aparelhos com que a SATA  opera nesta rota levam mais umas dezenas de passageiros, de modo que com menos viagens pode-se transportar mais pessoas. Só que não é a mesma coisa termos mais ligações disponíveis, que aumenta a possibilidade de haver viagens que contentem a procura, e ter menos alternativas com maior oferta individual, dificultando a compatibilidade de horários às necessidades do utente.

Assim, disfarçadamente, com um truque subtil em molde de desculpa, mata vários coelhos de uma só vez: não se disponibiliza a aumentar a oferta de ligações entre a Horta e Lisboa; não expõe uma das razões da menor operacionalidade dos aviões da SATA que assusta os passageiros; deixa por satisfazer vária procura que vai preferir São Miguel a contento da ilha com maior número de eleitores; dificulta o cumprimento da taxa de ocupação dos aviões que pode justificar no futuro a mais reduções do número de viagens que a longo prazo esvazia a gateway da Horta e inclusive do Pico e assim criar condições para transformar Ponta Delgada na plataforma de passageiros nos Açores. Aquele objetivo oculto cada vez mais evidente

Não acredito em teorias da conspiração, mas que elas existem… existem.

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Uma das análises mais completas e interessantes às propostas do grupo de economias ao PS de Costa que li na blogosfera e recomenda a leitura.

O cenário macro do PS – retórica, boas ideias e contas estranhas.

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Já tenho desilusões suficientes para não confiar em mais pacotes económicos feitos por estudiosos onde tudo funciona bem antes das eleições e depois são altamente alterados após a tomada de posse do novo governo. Ainda me lembro do livro “Mudar” de Passos, também baseado nas conclusões de um grupo de trabalho e o que o Primeiro-ministro fez foi completamente diferente do conteúdo da obra.

Contudo é bom que Costa tenha apresentado uma base de programa eleitoral com propostas, não só para alimentar o debate político, como para servirem de referência às alterações que introduzirá na prática ao chegar ao Governo e usar a desculpa do costume que o País estava bem pior do que estavam à espera, como tem sucessivamente acontecido desde meados da década de 1990.

Agora uma coisa é certa, as propostas ontem apresentadas pelo PS são mais keynesianas, apostando na despesas do Estado e no aumento dos salários para favorecer o consumo de modo a dinamizar a economia, algo não muito diferente da segunda fase do período socrático antes dos PEC, que era atraente, mas não teve um fim feliz em termos financeiros para Portugal.

Os partidos da coligação continuam numa perspetiva mais hayekiana, onde se aposta na competitividade das empresas e na produtividade, que é pouco amigo do trabalhador, para assim se dinamizar a economia, algo não muito diferente da presente governação que saturou os portuguesas e criou uma crise social injusta, mas não levou à espiral regressiva prevista pelo PS.

Depois das eleições logo se verá a diferença entre a teoria e a prática num país falido e com uma grave crise social, algo que não era o ponto de partida de Keynes no seu modelo para enfrentar o falhanço financeiro, tal como Hayek não propôs no seu modelo resolver os problemas sociais do momento. Pelo menos por agora discutir-se-ão mais projetos políticoeconómicos e não casos pessoais de segunda importância para a conquista de votos.

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Meu artigo de opinião publicado hoje no diário Incentivo:

TRANSPORTES AÉREOS:

DOS BENEFÍCIOS TEÓRICOS PARA OS AÇORES AOS MALEFÍCIOS REAIS PARA O CANAL

Penso que quase toda a gente já passou pela experiência daqueles projetos que pareciam perfeitos quando pensados mas que tiveram péssimos efeitos na prática. Tal como já muitos viram que frequentemente as propostas políticas que mais nos agradam nos partidos que querem ser Governo não são viáveis depois de serem eleitos. A que muitos candidatos até possam estar bem-intencionados, só que o problema é mesmo a diferença entre a teoria, onde as coisas parecem funcionar muito bem, e a prática, onde as ideias pretendidas são de facto inviáveis ou têm consequências desastrosas para uma parte da população ou certas regiões.

Todavia, também não posso excluir que existam políticos capazes de apresentar teorias que soam perfeitas mas sabem que serão enviesadas no terreno pela prática para com isso atingir objetivos ocultos bem distantes do discurso apregoado. Mas, dando o benefício da dúvida e excluindo a teoria da conspiração já levantada, a verdade é que o novo modelo de ligações aéreas nos Açores arrisca-se a se tornar num exemplo de como os bons princípios divulgados para o Arquipélago podem ser altamente prejudiciais ao Faial e ao Pico.

Até concordo que se crie um teto no preço das ligações ao exterior do Arquipélago para que os bilhetes se tornem mais baratos para todos, tal como estou de acordo com a importância de se facilitar a circulação das pessoas, não só inter-ilhas, mas também ao Continente e à Madeira e subscrevo a importância de se criarem melhores condições para cativar turistas através de um maior número de viagens abertas à concorrência das companhias aéreas, inclusive “low-cost”, de modo a oferecer tarifas e horários atraentes que incentivem à visita. Foram estes os objetivos que deduzi serem a base do novo modelo de transportes aéreos para os Açores na exposição do Sr. Secretário Regional do Turismo e Transportes numa sessão de esclarecimento organizada pela JS num hotel do Faial e onde estive presente.

O problema é a forma como aqueles objetivos resultam na prática. É lindo dizer que o Arquipélago se torna como um aeroporto único, mantendo as mesmas cinco “gateways” de antes e que tanto um Faialense ou um Picoense podem optar por sair pela sua ilha ou por São Miguel ao mesmo custo, tal como um Micaelense pode sair pela Horta ou Pico para ir para Lisboa. Só que o conhecimento do terreno diz-me que muitos habitantes das duas primeiras ilhas passarão a sair por Ponta Delgada e quase ninguém da terra do Arcanjo passará a sair pelo Faial ou Pico e com isto serão os aeroportos do Canal que ficarão cada vez menos importantes como portas de entrada ou saída da Região, o que conduzirá ao desinteresse das companhias de aviões por estas infraestruturas.

Igualmente é muito bonito ter confiança que a SATA Internacional, com apenas três aviões para todas as rotas com o exterior do Arquipélago, saberá adaptar-se às novas exigências com tão poucos aparelhos, mas já não é agradável aperceber-me que a tão grande boa vontade do Governo em comprar um grande navios para as ligações entre São Miguel e a Terceira, que disponibilizará uma oferta muito maior que a procura nesta rota marítima, já não existe quando se levanta a hipótese de adquirir mais aeronaves para a transportadora aérea regional sob a tutela do mesmo Secretário Regional e onde existe o receio de carência de aparelhos e a oferta já não satisfaz as exigências do Faial e Pico. Na realidade esta perspetiva pode causar o esvaziamento das “gateways” do Canal que passarão a ter menos importância e a ser menos interessantes para as companhias de aviões.

Concordo que cada vez mais os turistas programam as suas viagens através de portais da internet através de computadores, “tablets” ou “smartphones”, mas ficou claro na sessão que eles preferem ligações ponto-a-ponto, ou seja, sem escalas e que a oferta do número de viagens diretas aumentou exponencialmente para Ponta Delgada e reduziu-se para Horta, enquanto o Pico passou a ter horários repulsivos. Mais uma vez isto provoca repulsa às “gateways” do Canal, que assim tendem a esvaziar-se, a gerar maior desinteresse das companhias de aviões e a reduzir atratividade do Triângulo como destino turístico.

Assim, pelo que conheço da realidade dos Açores, estamos perante um modelo de transportes aéreos cujos princípios teóricos são bons, mas onde todos os indícios apontam para que na prática provoquem dificuldades aos residentes do Faial e Pico e ao desenvolvimento turístico do Triângulo, levando mesmo ao esvaziamento da importância dos aeroportos destas duas ilhas como portas de entrada e saída da Região. Para enfrentar esta perspetiva negativa as populações destas têm de se unir e ter uma redobrada atenção antes que os malefícios deste modelo teoricamente ideal se torne na prática demasiado penalizador para o Canal e passe à situação de irreversível.

Um modelo que pode sem dúvida tornar-se num verdadeiro teste à capacidade de resistência e de união de Faialenses e Picoenses na defesa das suas terras abraçadas pelo Canal.

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Enquanto muitos Estados europeus falam da sua crise financeira e repercussões sociais, a Europa é vista por muitos africanos e pessoas do médio-oriente como um espaço de liberdade, bem-estar social e riqueza e são capazes de arriscar a sua vida para entrar nesta espécie de paraíso terrestre e infelizmente, com consequências trágicas como este fim de semana com mais de 700 mortos num naufrágio em pleno mediterrâneo de um navio de refugiados.

É verdade que o bem-estar no Luxemburgo é muito diferente do de Portugal, mas a verdade é que até a Grécia tem condições humanas muito acima das muitos povos subsaarianos. Tal como é verdade que se deve trabalhar mais para que todos atinjam o nível luxemburguês do que deixar-se cair nas condições da Etiópia. Agora que há muito egoísmo por esta Europa fora de norte a sul, há.

Apesar da fúria grega e das injustiças que vejo em muitas políticas económicas liberais, a verdade é que me choca muito mais o hemisfério norte, sobretudo a Europa, deixar que os povos à sua volta morram à carradas enquanto se queixam ao olhar para o seu umbigo…

Catástrofe humanitária é mesmo o que se passa às portas da Europa e não o que acontece dentro desta, aqui é sobretudo falta de humanismo.

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O PS tem dívidas no montante de 11 milhões de euros e contraiu um empréstimo de 1,5 milhões de euros para a campanha que se avizinha, além de pensar hipotecar, sedes algumas delas já com cortes de luz, isto para um partido que espera ser Governo em seis meses soa-me que está a contar com dinheiros públicos futuros e vindos dos nossos impostos para a sua própria propaganda.

Sabendo que Portugal está sobre-endividado, não deixa de ser um mau sinal esta mais que provável perspetiva do PS em conseguir dinheiro e uma demonstração pública de má gestão para quem se propõe como salvador da crise financeira do País, tendo sido ele o gestor que por último nos levou ao pedido de ajuda externa pelo risco de bancarrota em que o Estado caíra.

Aliás, fazer hoje, a pensar em mostrar obra de hoje mas a pagar no futuro é algo bastante típico dos últimos governos rosa em Portugal, nada de estranhar que o faça na sua própria casa… só que os custos desta estratégia já são bem conhecidos dos Portugueses que até têm os olhos postos em Costa como salvador da Pátria.

Enquanto isto, o PS-Açores faz um cartaz de página inteira a dar os parabéns ao Açoriano Oriental pelos 180 anos deste, um sinal claro de que este partido no poder tem financiamento assegurado para a sua propaganda

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