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Archive for 23 de Março, 2015

Por questões das minhas responsabilidade com coletividades locais não me foi possível acompanhar com a atenção que desejava o congresso que se realizou no último fim de semana na Ribeira Grande, ficaram-me contudo algumas ideias ali vincadas.

1. O facto de Duarte Freitas ser um homem sem pressa, esteve os seus 2 primeiros anos a reestruturar o partido, a fazer o trabalho interno na casa que passou a dirigir e agora, com o PSD-Açores organizado, considera que chegou a altura de se virar para o exterior e começar a trabalhar para os Açorianos. Mais, tem deixado claro que luta para a vitória do seu projeto, mas não se sente que tenha de ganhar à primeira, paciência com o tempo de facto tem sido um problema na maior força da oposição que em duas décadas praticamente mudou de líder após cada eleições legislativas regionais, dando um rumo diferente a cada 4 anos sem amadurecer a sua estratégia de molde a se tornar convincente.

2. O papel ativo que o PSD-Açores teve na redução dos impostos para a Região, conhecido que é a resistência do Governo Regional para esta baixa do IRS nas ilhas e que até nem a estendeu, por opção socialista, ao IRC. Curiosamente as duas maiores medidas do atual Governo dos Açores tiveram sempre diretamente a intervenção laranja, a dos impostos e a do sistema de transportes aéreos entre o Arquipélago e o exterior (embora eu ainda não tenha certezas sobre os reais benefícios desta última revolução).

3. O objetivo de retirar 40 mil Açorianos da pobreza em 10 anos, tendo sido esta a promessa que mais tem sido contestada pelos apoiantes do Governo dos Açores, que efetivamente enchem a comunicação social com os apoios sociais que distribuem pelos mais desfavorecidos mas sem nunca os retirar da miséria em que os beneficiários têm vivido. Tenho sempre medo de compromissos muito elevados, não só pelo elevado grau de não cumprimento destes no passado, o que faz descredibilizar os direcionados para o futuro, mas também por quando são válidos levam a uma campanha de intoxicação rosa que tem uma máquina que tudo o que de bom sai da oposição ela destrói, aliás penso que é estratégico para o PS-Açores não tirar essas pessoas da miséria, pois se as mesmas se tornassem livres dos subsídios seria difícil manipular o seu sentido de voto nas eleições e por isso os tentáculos socialistas trabalham mais por alargar a dependência do seu poder do que desenvolver a sustentabilidade financeira da economia das pessoas e da Região.

Todavia, apesar dos riscos, foi um congresso que deixou sinais estratégicos positivos… até pelo facto de ter controlado Mota Amaral, algo que em 20 anos nunca se vira e, novamente, o receio rosa por esta capacidade de não expor desuniões dentro da família laranja.

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