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Archive for 3 de Março, 2015

Tenho ouvido descontentamento com o desinteresse da TAP em se candidatar à rota Horta-Lisboa-Horta no concurso a este destino inscrito nos destinos cobertos por serviço público nas ligações aéreas dos Açores ao Continente e, como tal, alvo de apoios compensatórios à empresa que assegurar este trajeto.

Confesso que nutro uma simpatia pela TAP, não só por ser um empresa de bandeira nacional, mas, sobretudo, porque considero que, ao longo de 30 anos, esta prestou um bom serviço ao Faial, inclusive já foi alvo de votos de louvor em órgãos autárquicos e outras entidades nesta ilha. Tanto em termos de fidelidade no assegurar das viagens, como no conforto dado aos passageiros.

Compreendo que esta rota assegurada pela TAP tem mais projeção internacional do que se o serviço passar a ser feito pela SATA, sobretudo devido à maior dimensão internacional e nacional da primeira, contudo o argumento desta desistência ser por motivos de privatização é algo desprestigiante: a TAP, com apoios compensatórios para a rota da Horta, se não concorre, tendo em conta a sua privatização, isto significa que ou este destino não é rentável economicamente (o que é estranho dado o subsídio precisamente para compensar os custos), ou este destino tem o crescimento bloqueado por algum motivo técnico ou outro (logo, o desinteresse do operador é porque há outros em que a empresa pode investir com melhores contrapartidas financeiras e crescimento).

Dado que parece que a TAP pensa efetuar ligações a Ponta Delgada e à Terceira, sem apoios compensatórios e com a concorrência de low cost, isto perspetiva algo de muito mau como este operador de viagens vê o futuro da Horta, é isto o que realmente me preocupa e que deve ser descoberto ultrapassado, quer seja a dimensão da pista, a imagem desta região do Arquipélago no exterior ou outro aspeto em concreto que importa descobrir e resolver.

Não basta lamentar, há que saber qual a barreira e derrubá-la. Os lamentos não resolvem problemas… aliás, há muito que se sabe do declínio económico do Faial e, tirando os que por interesse político discordam desta realidade, a verdade é que nunca se deu a volta ao problema. Agora parece-me que se chora, mas tudo ficará na mesma, sem tentar que até ao outro concurso a seguir se criem as condições para que o interesse da TAP ao destino Horta volte.

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