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Archive for 16 de Dezembro, 2014

Nos últimos dias tem sido forte a agitação em grupos sociais na internet para se aproveitar a abertura da rota de baixo custo entre Lisboa e Ponta Delgada da easyJet para transformar o aeroporto João Paulo II num “hub” regional de circulação de passageiros nas viagens aéreas entre os Açores e o exterior do Arquipélago. Na realidade o novo acordo entre os Governos dos Açores e de Portugal sobre os transportes aéreos para a Região não prevê nada para se sair destas ilhas por São Miguel em “low cost”.

Na prática, isto não seria mais que criar uma espécie de plataforma logística para passageiros de avião, que deste modo seriam encaminhados das outras ilhas para o aeroporto João Paulo II e deste para o resto do Arquipélago pela SATA, concentrando-se nesta infraestrutura o transbordo para a easyJet para fora dos Açores.

Certo que, embora pouco se fale, aos preços das passagens de baixo custo há que adicionar as despesas de consumo nos restantes aeroportos, as tabelas para a carga de porão e as refeições no avião, pelo que, no final e fazendo bem as contas, os Açorianos mais distantes de Ponta Delgada teriam de desembolsar provavelmente mais que se optassem pelas outras gateways com serviço público mais caro. Mas a ameaça de se encontrar um esquema convincente para esta espécie de plataforma logística está a amadurecer e por isso há que estar atento.

Outra ameaça que parece estar ainda em lume brando relaciona-se com a promoção abusiva da marca “Açores” para uso de uma rota que só tem a oferecer o destino São Miguel, deixando oito ilhas de fora. É que no cartaz da apresentação estava claro a ideia de uma rota entre Lisboa e os Açores, quando na realidade é entre a capital e Ponta Delgada.

Perante estas ameaças, que podem diminuir a importância dos aeroportos de outras ilhas com ligações ao exterior, compete às forças-vivas nestas existentes unirem-se e encontrar medidas que as contrariem. Uma sub-região açoriana que pode ser fortemente atingida por esta possibilidade é o Triângulo e não ajudam nada as suas divisões internas.

Não critico nenhuma entidade por tentar valorizar ao máximo as possibilidades da sua terra, até compreendo os esforços que brotam de São Miguel para das viagens de baixo custo tirarem outros proveitos. Só alerto e defendo as restantes parcelas do Arquipélago e, como Faialense, para que no Faial se saiba fazer frente a isto.

Desejo que o Faial saiba enfrentar esta situação, bem como os vizinhos do Pico e de São Jorge e ninguém seja apanhado desprevenido, sem estudar o caso, nem tomar medidas pró-ativas pertinentes.

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