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Archive for 5 de Dezembro, 2014

O CDS, à exceção dos mandatos de maioria absoluta de um só partido, é a força política que mais tempo esteve a apoiar executivos em Portugal desde do 25 de Abril que resultaram de vitórias minoritárias; foi com Sá Carneiro no tempo da AD, foi com Mário Soares na década de 1980, foi com Guterres com o queijo limiano, foi com Durão Barroso e é agora com Passos Coelho.

Paulo Portas tem um instinto de sobrevivência política que o torna moldável como a plasticina, escorregadio como a enguia e capaz de saltar como uma mola de modo a tentar perpetuar a sua permanência à volta do poder. Agora já começou a pressentir que mesmo com o terramoto político José Sócrates, Passos Coelho não deverá ser reeleito primeiro-ministro nas próximas legislativas e para isso António Costa não precisa de ser génio, basta o descontentamento com o atual executivo personalizado no líder do PSD.

Assim, já começou de uma forma descarada a tentativa de sedução de António Costa, apesar do radicalismo de esquerda mostrado pelo PS no último congresso e da sua equipa principal ser toda ela socrática com discurso inflamado contra a direita. Os casos de pessoas ligadas ao CDS presente ou no passado já são tantos que farta: Pires de Lima elogia António Costa, o CDS coloca-se do lado do PS na discussão dos feriados nacionais, até existem deputados do CDS que não voltam em partidos que não pretendam repor o 1.º de Dezembro e até já há autarcas do PS vindos do CDS que consideram um grande governo uma coligação entre estes partidos.

Resta saber se depois de todas as acusações que têm sido feitas ao caráter político de Portas e da necessidade que o PS tem de se afastar de pessoas associadas a escândalos com a justiça, se António Costa morde o isto já lançado.

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